quinta-feira, 8 de março de 2012

RENOVASCÃO 2012: TORCEDORA-SÍMBOLO DULCE ROSALINA FARIA 77 ANOS NO DIA 07 DE MARÇO

A Torcedora Símbolo do Vasco, Dulce Rosalina, completaria 77 anos, nesta quarta-feira (07 de Março), caso fosse viva, um dia antes do Dia Internacional da Mulher. 
A primeira Dama das arquibancadas nasceu já com a Cruz de Malta no peito e com dois anos já era sócia do Gigante da Colina. 
Aprendeu os valores do Clube e a amá-lo com o pai Português, naturalizado Brasileiro, que pregava a igualdade e combatia o preconceito racial, assim como o Cruz-Maltino. Um Vascaíno convicto.
Dulce, por sua vez, após o Presidente Raul Campos comunicar o orgulho cruzmaltino em manter jogadores negros em seu elenco, ficou, definitivamente, encantada pelos ideais da equipe de São Januário. 
Frequentadora assídua dos jogos Vascaínos, Dulce Rosalina, a exemplo do seu Time de coração, foi pioneira ao tornar-se a primeira mulher a assumir a Presidência de uma Torcida de futebol (TOV), aos 22 anos, em 1956. 
Casou-se com o então jogador de futebol, Ponce León com quem teve os seus dois filhos.
A Dama do Vasco decidiu deixar de trabalhar para não se privar da maior alegria de sua vida: o Vasco. 
Dedicando boa parte de sua energia à sua paixão, voltou a ser a marcar o seu nome ao introduzir nas arquibancadas cariocas a bateria, o concurso de Torcida e o papel picado, que acarretou uma de suas histórias mais famosas.
Dulce e o seu filho Poncinho foram barrados na entrada do Maracanã e presos após chamarem um policial de flamenguista. 
Como era muito próxima aos jogadores e dirigentes, quando os Vascaínos ficaram sabendo do ocorrido, informaram que o Time só entraria em campo caso sua torcedora fosse solta. Pouco tempo depois, a dama do Vasco estava entre os seus semelhantes para ver e incentivar o Gigante da Colina em campo.
Por causa de sua entrega à equipe de São Januário, venceu o concurso de melhor torcedor do Brasil, realizada pela ‘Revista do Esporte’, no início da década de 1960. 
No final do ano de 1968, a Torcida Organizada do Vasco (TOV) da qual era Presidente fez uma caravana para São Paulo. 
Quando estava no final do percurso, um dos 30 ônibus sofreu um grave acidente com Dulce Rosalina a bordo. 
Ninguém morreu na ocasião, mas a Dama do Vasco ficou afastada dos Estádios por dois anos devido à fratura da clavícula e do braço, além do afundamento do crânio. 
Optou por não fazer a cirurgia, pois as cicatrizes, segundo ela, eram provas de sua dedicação à Cruz de Malta.
Em 1976, por causa de seu posicionamento político, abandonou a TOV para fundar a Torcida Renovascão em 1977. 
Após acompanhar o Vasco efusivamente onde estivesse por tantos anos, ficou afastada dos Estádios devido a problemas de vista ao longo dos anos 1990. 
Morreu no dia 19 de Janeiro de 2004, comovendo a nação cruzmaltina e permanecendo em sua memória até hoje. 
Recebeu inúmeras homenagens. A principal delas foi virar o nome de uma Rua próxima à sua casa, e de todos os Vascaínos; São Januário. 
Fonte: Site oficial do Vasco

Renovascão Dulce Rosalina 2003

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