segunda-feira, 2 de julho de 2018

TOV 1957: SENTIMENTALISMO DOS ASSOCIADOS E TORCEDORES DO VASCO NUNCA ESTEVE TÃO VIVO

A função do associado ou torcedor Vascaíno, para justificar o seu amor ao Clube, é a de estar com o Vasco onde estiver o Vasco.
Temos o orgulho de dizer, que o sentimentalismo dos associados e torcedores do Vasco nunca esteve tão vivo como em 1957. Essa chama que vivifica perenemente o entusiasmo dos Vascaínos das arquibancadas, deve-se a um grupo de moças da Torcida Organizada ao qual neste momento, rendemos as nossas homenagens.
O Ramalho, esse extraordinário Ramalho, com a sua trombeta de talo de mamona, esconde sob as suas roupas humildes sentimentos de Vascaíno, mais puros que muitos daqueles que vivem a pisar os tapetes do Cineac, a comer sardinhas e arrotar a pescada de Lisboa.
Enquanto o Almirante tiver gente como essa, a sacrificar o seu bem-estar para que o Clube ainda a sua presença em todos os lugares, o Vasco terá triunfos, ainda que esses triunfos custem suor e lágrimas.
Devemos confessar, com lealdade, que nós sentimos pequenos ante a grandiosidade do espetáculo que a Torcida Organizada do Vasco nos proporcionou domingo último em Madureira. São gestos desses, que fazem grande o Vasco da Gama.
Os pequenos, os humildes, mostraram aos que se supõem grande, como se quer bem ao Almirante. E o Almirante está feliz. Está orgulhoso de seus marujos!
Com gente brava como essa, conquista-se o mundo, quanto mais um campeonato de futebol.
Fonte: Coluna Uma pedrinha na shooteira de Zé de São Januário, Jornal dos Sports 16 de Outubro de 1957

TOV Jornal dos Sports 1957



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