quinta-feira, 7 de maio de 2026

DEPOIMENTO DA DONA MARGARIDA, FUNDADORA DA TORCIDA UNIFORMIZADA DO VASCO.

 


Depoimento da Dona Margarida Lourenço de Oliveira.
Data da gravação: 29/04/2026
Por Anna Flávia Barreto. 


Gostaria que a senhora se apresentasse, falasse seu nome, onde nasceu e quais são as primeiras lembranças da sua infância.
Eu me chamo Margarida Lourenço de Oliveira. Quando solteira, era Margarida Portugal Lourenço, por isso que, nos jornais, aparecia como Margarida Portugal. Sou viúva, tenho dois filhos e três netos. Nasci em Portugal, vim para o Brasil com cinco anos e não voltei mais. Casei com um brasileiro, tive filhos brasileiros, nora brasileira, genro brasileiro, então sou 50% de cada lado. De Portugal, não tenho lembranças. Lembro da viagem de vinda para o Brasil. Meu pai veio primeiro com meu tio, e eu depois com minha mãe, meu irmão, a esposa do meu tio e seus dois filhos. Minha mãe e minha tia enjoavam muito, e eu não. Então, quando elas se distraíam, eu ia para o convés, pois os marinheiros me davam chocolate à beça. Para a minha mãe, a viagem foi um desespero, pois ela vivia de olho em mim. Chegando ao Rio, fomos morar em Vila Isabel. Meu pai e meu tio tinham alugado uma casa e fomos morar todos juntos: minha mãe, meu pai, eu, meu irmão, meu tio, minha tia e os dois filhos. Depois, meus pais quiseram mudar, e fomos para a Rua 28 de Setembro. Em seguida, mudamos para a Rua Frei Caneca (Centro). Meu pai tinha uma quitanda e um armazém, e a nossa casa ficava nos fundos.

Como começou a frequentar a arquibancada? Seus pais tinham alguma relação com o Vasco?
Eu comecei a frequentar o futebol por meio de um senhor chamado Eduardo, que era muito amigo do meu pai. Ele nos levou para conhecer o clube e a sala de troféus. Chegando lá, era um dia de semana e não tinha muita gente no clube. O Maneca estava lá e alguém pediu para que ele nos mostrasse a sala. Fiquei encantada com os troféus, com o clube e com o Maneca, que era uma graça. A partir daí, começamos a acompanhar e assistir aos jogos na arquibancada com o Eduardo e seu sobrinho. A minha mãe vivia com um radinho de pilha ouvindo os jogos e era apaixonada pelo clube. O meu pai não ligava muito, mas a minha mãe era doente pelo Vasco. Meus pais gostavam de frequentar todas as festas em São Januário, carnaval e festa junina, mas não iam aos jogos. Somente eu e meu irmão Mário é que íamos.

Como surgiu a ideia da Torcida Uniformizada? E como foi a estreia da torcida?         Um dia, o seu Álvaro Ramos, que era diretor social do Vasco, nos chamou e perguntou se a gente não tinha interesse em fundar uma torcida. Naquele tempo, quem comandava a torcida do Vasco era João De Lucca. Mas ele já não se envolvia muito, não ia para a arquibancada, só ficava em São Januário e não acompanhava o time em outros lugares. O seu Álvaro Ramos nos fez o convite e, com a ajuda e o patrocínio dele, foi feita toda a propaganda da torcida, e assim começou. Ele disse: “Vamos marcar um dia para a estreia da Torcida Uniformizada do Vasco (TUV).” A TUV surgiu em 1954. O uniforme era assim: camisa branca, gola preta, um bolsinho com a cruz de malta. Ele forneceu o pano, tinha o modelo, e as pessoas mandavam fazer. Todo mundo ia uniformizado. Estava tudo combinado. O seu Álvaro Ramos acertou com a imprensa para divulgar a estreia da torcida. Eu não me lembro exatamente, faz muito tempo, mas sei que teve uma briga danada no campo, e isso acabou ofuscando a estreia da torcida. O jornal só noticiava a briga, e ninguém falou sobre a torcida. E aí foi crescendo, crescendo. Tinha muitas famílias. Íamos muito a estações de rádio que o seu Álvaro Ramos arrumava para a gente, como a Rádio Vera Cruz. Nós acompanhávamos o time em todos os lugares. Tinha um time chamado Canto do Rio, lá de Niterói. Quando o jogo era lá, a gente ia e passava o dia na praia, fincava as bandeiras na areia, almoçava em um restaurante, tinha uma cabine onde tomávamos banho, trocávamos de roupa e depois seguíamos para o estádio. Íamos a todo lugar que podíamos: na Rua Bariri (Olaria), em Moça Bonita (Bangu). Todos os estádios que estavam ao nosso alcance, a gente frequentava.

 Algum torcedor nessa época tinha destaque? Como um líder ou chefe de torcida?
O meu irmão, Mário. Na realidade, todo mundo achava que eu era a chefe da torcida, mas, na verdade, era o meu irmão. Eu o auxiliava no comando. Ele era mais reservado, mas, como eu era mais atirada, todo mundo achava que era eu, e eu deixava achar. Depois, eu e meu irmão saímos e passamos o comando da torcida para Dulce Rosalina. A gente se afastou, mas o pessoal continuou. Continuamos sendo Vasco, mas não frequentamos mais.

De que forma a torcida se organizava e se estruturava nessa época?

O pessoal pedia ajuda para comprar as bandeiras, e todo mundo colaborava. Naquele tempo, já não podia soltar fogos, mas a gente soltava mesmo assim. Para entrar com os fogos, era um desespero. Tinha uns rapazes que tocavam tambor, então abriam os instrumentos, enchiam de fogos, depois fechavam e penduravam para conseguir entrar. Ninguém entendia como a gente conseguia levar os fogos para dentro. Hoje eu sei que era perigoso e que não devia ter feito isso. Tinha um jogador do Vasco, o Coronel. Quando ele saía de campo, ia para a arquibancada ficar com a gente. Ele tremia vendo o jogo, era vascaíno doente. Em 1954, mandamos fazer umas flâmulas, mas infelizmente não fiquei com nenhuma. Tínhamos a sede da torcida na Rua Frei Caneca. Nós morávamos nos fundos, e meu pai tinha uma quitanda e um armazém na frente. Usávamos muito o telefone dele. Vendíamos as camisas, e quem quisesse se associar à torcida podia nos encontrar lá.

Quem fazia parte da Torcida Uniformizada? Havia muitas mulheres na torcida?
Os componentes da torcida eram Aida de Almeida, Dona Idalina Barbosa, suas filhas Hilda e Marlene, eu, meu irmão Mário, o Domingos Ramalho e o Tião, que desmaiava quando o Vasco perdia, quando ganhava, quando fazia gol e quando o adversário fazia gol, ele era apaixonado pelo Vasco. O nosso grupo tinha muitas mulheres. Tinha também uma senhora que era modista, dava aula de corte e costura e era bem famosa, a Madame Bastos. Ela e o marido frequentavam a torcida nessa época, eram de bastante elite. Inclusive, fui aluna dela. Ela me ofereceu o curso de corte e costura, eu me formei e ainda costurei para fora depois que meu pai morreu. Ela e o marido iam assistir aos jogos na arquibancada, mas não vestiam as nossas camisas. Não havia exatamente alguém no comando. Meu irmão tinha um carro, na verdade, era do meu pai, então nós levávamos e trazíamos as bandeiras, além de todo o material para o Maracanã, como bandeiras e as camisas para vender. Por isso, o pessoal considerava que nós éramos os chefes, porque tudo partia da gente, do que a gente determinava.



O João De Lucca participava da torcida nessa época?
Ele nunca foi da nossa torcida. Quando começamos a crescer, o De Lucca parou e não chefiou mais torcida nenhuma. Nós éramos sócios e íamos para a arquibancada, e ele não, ele só queria ficar na social e depois não participou mais de nada. Nós não ficávamos na social, porque muitos que participavam da nossa torcida não eram sócios, então, para ficarmos todos juntos, íamos torcer na arquibancada. Quando começamos com a torcida, com o apoio do seu Álvaro Ramos, o De Lucca se afastou e a Torcida Uniformizada veio depois do De Lucca.

 Quais músicas ou marchinhas eram comuns nessa época? A torcida já tinha muitos instrumentos?
A torcida tinha vários instrumentos musicais: tambor, tarol, todos os instrumentos de barulho. Tinha também o Ramalho da mamona. Era muito legal, às vezes, ele chegava atrasado nos jogos só para conseguir um talo de mamona e fazer aquele barulho durante a partida. Não tínhamos muitas músicas ou marchinhas nessa época. 

Como foi viver a época do Expresso da Vitória? Como era o relacionamento dos jogadores com a torcida?

A maior emoção que eu tive assistindo aos jogos do Vasco foi quando o Chico bateu um escanteio direto para o gol (gol olímpico). Aquilo foi uma explosão na torcida, uma alegria contagiante, uma felicidade imensa. Além disso, eles tinham um ótimo relacionamento com a torcida.  Quando o jogo era em São Januário, pós-jogo, os jogadores tomavam banho e iam para o bar de lá. Eles nos recebiam super bem, principalmente o Chico, o Ely e o Barbosa. A torcida sempre foi muito bem tratada por todos os jogadores.

Como foi ver o Expresso da Vitória jogando pela Seleção? Com o Vasco convocando oito jogadores, como a torcida se preparava para acompanhar seus jogadores na Copa?
Na Copa de 1950, eu já acompanhava futebol, mas ainda não frequentava a torcida. Tenho uma recordação muito triste. Faço aniversário em 14 de julho, então resolvi comemorar no dia do jogo, em 16 de julho, porque achei que ia comemorar o título do Brasil junto com o meu aniversário. Quando o jogo começou, a gente ainda nem tinha cortado o bolo. Quando terminou, todo mundo foi embora. Chorei muito. Meu aniversário nem foi comemorado, e foi todo mundo embora. Mas quem podia imaginar aquilo? Não tinha como perder.

Nessa época já havia muitas brigas entre as torcidas e os rivais? Como a torcida reagia aos clássicos contra os times do Rio nessa época?
Naquele tempo, a gente tinha uma amizade muito boa com o Jaime de Carvalho, que era o chefe da torcida do Flamengo, então nunca havia confusão. Hoje em dia é terrível, tem briga para tudo quanto é lado, mas nós nunca tivemos problemas. Ele era um cara muito bacana e educado. Nós conversamos com ele uma vez para evitar qualquer confusão entre as torcidas e definimos os lados de cada uma. O restante se resolvia depois, mas o nosso já estava acertado, e esse acordo vingou. Nunca tivemos problemas, porque todo mundo sabia que um lado era do Vasco e o outro era do Flamengo, e todos respeitavam. Não havia brigas, só alguns desentendimentos, mas nada como é hoje.

Na década de 1950, o remo era o segundo principal esporte do Brasil. Vocês, como torcida organizada, costumavam acompanhar o Vasco no remo também?
Sim, com certeza. Nós íamos para a lagoa acompanhar o Vasco. Um dia, chegou um fotógrafo e me pediu para fazer gestos como se o barco estivesse chegando e eu estivesse torcendo. Ele disse que aquilo ia sair no cinema. Eu nunca cheguei a ver, mas dezenas de pessoas viram e depois me contavam que tinham me visto no cinema com a camisa do Vasco.


A torcida tinha dois lemas: “Com o Vasco, onde estiver o Vasco”, que era um lema da década de 1930, e “Felicidade, teu nome é Vasco”, uma frase bem presente na Torcida Uniformizada. Qual a origem dela?
Quando começamos a usar essa frase, lemos no jornal que o Mirim tinha dito isso em um jogo que o Vasco ganhou, em um momento de muita alegria depois da partida: “Felicidade, teu nome é Vasco”. Nós assumimos a frase como sendo dele, mas não chegamos a pesquisar para confirmar.

Em uma entrevista da Dulce Rosalina à Revista do Esporte, em 1959, ela comentou que sucedeu a senhora no comando da torcida do Vasco em 1956. Por que escolheram a Dulce?

Trecho da entrevista:
“Dona Margarida era auxiliada pelo seu irmão Mário Portugal. Dona Margarida sucedeu João de Lucca na chefia da Torcida Cruzmaltina. Era uma criatura dedicada, mas limitava-se a percorrer as arquibancadas, recolhendo dinheiro para a compra de fogos. Eu a conhecia, e nos tornamos grandes amigas. Um dia, faleceu o pai de Dona Margarida, e ela achou que não podia mais continuar à frente da nossa torcida. Então, me passou o cargo no programa Vasco em Revista, da Rádio Continental, isso em 1956.”

 Não me lembro de ter ido à Rádio Continental, acho que foi na Rádio Vera Cruz. Eu não saí por causa da morte do meu pai. Na verdade, o meu irmão começou a namorar uma moça, que depois se tornou esposa dele, mas ela não gostava de futebol. Ele acabou deixando de ir aos jogos, e eu só podia ir se ele fosse. Então, na Rádio Vera Cruz, nós passamos o comando da torcida para a Dulce Rosalina. Quando meu pai faleceu, nós já havíamos saído. A Dulce era muito dedicada e podia se dedicar completamente à torcida, porque não tinha marido nem filhos pequenos. Podia viajar acompanhando o time. Então, achamos que era ideal passar o comando para ela.

Para finalizar, um conselho para a nova geração de vascaínos:
Eu acho que, se você é vascaíno, tem que torcer pelo Vasco na derrota, na vitória, no empate, em qualquer hora. Sempre apoiar o clube, como a torcida faz.



sábado, 6 de setembro de 2025

FORÇA JOVEM 2008: ENTREVISTA COM O EX PRESIDENTE ROBERTO MONTEIRO AO SITE DA FORÇA JOVEM

Autor da CPI para investigar a Cidade da Música, o vereador Roberto Monteiro conta como começou a participar da Força Jovem Vasco; O parlamentar ainda revela como surgiu a ideia de criar as famílias, o que tornou a FJV na maior torcida organizada do país. Em entrevista exclusiva ao site da FJV, Roberto explica que, entre seus 34 projetos de lei, conseguiu aprovar a Lei do Dia do Vasco e dos Vascaínos, comemorado na data de fundação do clube (21 de agosto). Roberto diz que acompanhando o Vasco conheceu pessoas de todo o Brasil e, na Força, fez amizades para toda vida. Candidato a um novo mandato, Roberto explica, porque seguir na Câmara, trabalhando pelo povo carioca.

FJV: Quando entrou na torcida?

RM: Comecei a participar da Força Jovem, em 1985, com quatorze anos. Esta vontade surgiu naturalmente e crescia à medida que frequentava as arquibancadas de São Januário e do Maracanã. Naquela época, a Força já contava com toda uma história de amor ao Vasco da Gama, além de grandes vascaínos. Tudo isso era motivo de admiração e me motivou a participar da torcida e a ser mais um membro da Força Jovem para empurrar coletivamente o time às vitórias

FJV: Como foi seu envolvimento e quando começou a participar mais da torcida?
RM: Desde o início, participei ativamente. Logo entrei nas caravanas e viagens para acompanhar o Vasco pelos quatro cantos do Brasil e pelo exterior. Onde o Vasco jogasse, lá estava eu, junto da Força Jovem, para gritar e apoiar o time. A minha juventude, que é uma época incrível para qualquer um, tornou-se ainda mais feliz. Guardo momentos inesquecíveis, principalmente de 1989, com a vitória sobre o Inter-RS, no Beira-Rio (2 a 0, gols de Bebeto), e depois com o título brasileiro em pleno Morumbi diante do São Paulo (1 a 0, gol de Sorato). A Força foi em peso, aquilo foi uma explosão só, de alegria. Não tem como explicar.

FJV: Qual é o balanço da sua passagem pela FJV?
RM: Neste período repleto de experiências e histórias, pude conviver com pessoas dos mais variados níveis sociais. Tenho colegas de todos os cantos do Brasil por causa do Vasco. O saldo é positivo, pois fiz grandes amigos, que resistem inclusive ao tempo e, certamente, são para toda vida.

FJV: Como surgiu a ideia de criar as famílias na Força?
RM: Basicamente pela vontade agregar mais pessoas à torcida, motivando os bairros do Rio, além de outras cidades, a se organizarem melhor para torcer e apoiar o Vasco. A escolha da palavra família teve como objetivo provocar o sentimento de proximidade, companheirismo, camaradagem entre os membros da Força. A criação das famílias aconteceu, no meu mandato de presidente da Força (1989/91), e acredito que contribuíram para o fortalecimento do espírito de união da torcida.

FJV: Como analisa a situação atual do campeonato brasileiro?
RM: É perigosa, mas pode ser revertida. O Vasco é o time da virada e vai provar isso mais uma vez. Neste momento, mais do que nunca, o time vai precisar da sua torcida, em especial, da energia Força Jovem.
Fonte: Site Oficial da Força Jovem 08 de outubro de 2008

Força Jovem Roberto Monteiro 1992

Força Jovem Roberto Monteiro 1992

Força Jovem Roberto Monteiro


MOTIVASCÃO 1981: TORCIDA MOTIVASCÃO COMEÇA A BRILHAR

Fundada há pouco mais de um ano, a Motivascão já conseguiu entrar para o rol das grandes torcidas mais assíduas aos confrontos em que o Vasco da Gama tomar parte.

São ao todo 150 integrantes, uniformizados, com as mensalidades pagas em dia. São vascaínos que desde cedo chegam ao Maracanã trazendo suas bandeiras e peças de bateria que irão tremular e harmonizar-se com o coro do grande público em mais uma jornada vascaína.

ROCHA MIRANDA

Em 10 de Junho de 1979, data lembrada com grande carinho por seu fundador e Chefe, Carlos César, a Motivascão fazia sua estreia oficial. Para que todas as atenções estivessem voltadas para o acontecimento, César partiu para a divulgação nos meios de comunicação da pequena festa que eles iriam organizar.

Tudo correu como desejado e assim nascia a torcida Organizada de Rocha Miranda.

De lá pra cá, foi crescendo e se dinamizando. Hoje, a Motivascão aluga ônibus que levam os integrantes e os acessórios da torcida para o Estádio. Desde cedo, eles já se posicionam no Maracanã colocando suas faixas e afinando seus instrumentos para melhor incentivar o seu time.

Recentemente, a Motivascão trocou sua diretoria. O Presidente é o mesmo, unanimemente eleito, mas nos demais cargos houve alteração. Segundo Carlos César, Presidente e Chefe, “essa diretoria é muitas vezes mais atuante do que a anterior. A dedicação em uma Torcida Organizada é o fator mais importante.

Em Torcida não se ganha dinheiro, só se perde. Eu por exemplo, já sai de emprego por causa das minhas frequentes fugidas, devido a Torcida.”

NAS PÁGINAS

Um caso curioso para César, que fez questão de contar, aconteceu logo depois da fundação.

Nós estávamos com uma faixa novinha e íamos para um jogo no Estádio do Vasco. Ao meu lado, foi um amigo com quem tive que insistir muito para ir a São Januário, acabando por conseguir, com o argumento de que a faixa ia aparecer no jornal, o que daria uma maior divulgação para a nossa Torcida. No entanto, o Vasco, apesar de estar vencendo por 4 a 0, ainda não havia marcado gol do lado em que fecha a arquibancada. Faltando 10 minutos para terminar a partida, meu amigo insistiu para começasse a retirar a faixa sendo imediatamente repudiado por mim. Pouco depois o Vasco marcaria o seu quinto tento e único do segundo tempo”. Prosseguiu.

Continua ele, “em meio a alegria do gol, começou a chover forte e com o nó cego que tinha dado nas amarras da faixa, nós tivemos que nos molhar um bocado para soltá-la das grades.

Meu amigo me xingou um bocado, mas no dia seguinte a faixa das Motivascão estava nas páginas esportivas de todos os jornais do Rio.”

Mas isso não tira o ânimo da Torcida. Afinal, quando se uniram já sabiam o que iriam acontecer pela frente. E as vitórias do Vasco estão ai mesmo para compensar o esforço dessa rapaziada.

Segundo o próprio nome do grupo, o que não vai faltar nunca é exatamente a motivação que a tem caracterizado em sua curta, mais significante existência.

Fonte: Jornal do Vasco 1981, Centro de Memória CRVG

Motivascão Jornal do Vasco 1981

Motivascão Jornal do Vasco 1981

Motivascão Jornal do Vasco 1981

ALMIRANTE DA COLINA 1980: SALA EM SÃO JANUÁRIO

A Torcida Almirante da Colina, como forma de agradecimento por haver conseguido junto ao Presidente Alberto Pires Ribeiro, uma sala no estádio de São Januário, para suas reuniões, prestou significativa homenagem ao dirigente máximo do clube, lhe ofertando uma placa de prata.

Participaram da solenidade: Francisco Barreto Mendes (Chiquinho), Presidente do TAC.; Marco Antônio; Manoel Joaquim Pereira, Jorge Luiz; Jessé Rodrigues de Almeida; Júlio César; Regina Maria e Marlene Georgina.

Fonte: Jornal do Vasco, Centro de Memória do CRVG

Torcida Almirante da Colina Jornal do Vasco 1980

Torcida Almirante da Colina Jornal do Vasco 1980

Torcida Almirante da Colina Centro de Memória CRVG 1980


PEQUENOS VASCAÍNOS 1980: FAIXA EM HOMENAGEM A VOLTA DE ROBERTO DINAMITE

Roberto Dinamite foi vendido pelo Vasco ao Barcelona da Espanha, nessa época poucos jogadores iam para Europa, logo na estreia ele faz dois gols contra o Almeria, mas com a mudança de técnico ele foi perdendo espaço no time Catalão (foram 11 jogos e 3 gols). Três meses depois de sua saída Vasco o trouxe de volta.

Logo na sua volta ele faz 5 gols no jogo Vasco 5 x 2 Corinthians (04 de maio de 1980) para alegria dos Vascaínos, no total foram 36 gols nesse ano pelo Vasco.

A Torcida Pequenos Vascaínos leva um faixa para o Maracanã em homenagem a volta de Roberto Dinamite, onde está escrito.

“Com Dinamite, o Rio volta a ter cheiro de gol.”

Pequenos Vascaínos Maracanã 1980

Pequenos Vascaínos Roberto Dinamite e Zeca  década de 1980

Pequenos Vascaínos década de 1980


TORCIDAS DO VASCO 1976: ELEIÇÂO NO VASCO

O Presidente Agathyrno da Silva Gomes, foi reeleito com o apoio das principais Torcidas Organizadas do Vasco.

TORCIDA

Sensacional foi ainda a participação atuante das torcidas Força Jovem com Eli Mendes e Zé Luís, a Organizada (TOV), com César e Aída, os Pequenos Vascaínos, com Jorge, os Adeptos Vascaínos de Petrópolis, com Eli, a Pievasco, com Jorge, e ainda a Vascoelho, com Aníbal, a Vasquintino, Olavasco, Vascarepaguá, Vasquita, e muitas outras alas, além da participação vibrante de Márcia, Marina e Sueli Araujo.

A ala feminina esteve igualmente ativa com D. Zarife Batista, Maria José, Carmélia Macedo, Maria Emília, Neli Batista, Leonor Gomes, Fátima Cavalheiro, Marlene Calçada, Vera Lúcia de Souza e outras vascaínas.

Fonte: Jornal do Vasco, Centro de Memória do CRVG

Eleição do Vasco Jornal do Vasco 1976

Eleição do Vasco Jornal do Vasco 1976

Eleição do Vasco Jornal do Vasco 1976

Eleição do Vasco Jornal do Vasco 1976

TOV Jornal do Vasco 1976

Força Jovem Jornal do Vasco 1976

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

TOV 1958: DULCE ROSALINA

De DALILA DE CARVALHO

D-entre as vascaínas, muitas, que conheço
U-ma há que merece todo nosso apreço.
L-ealmente confessa grande amor ao clube,
C-onvicta de que o Vasco é o maior da urbe.
E-moça destemida, animadora e audaz

R-aro é vê-la ficar na torcida pra traz.
O-nde é que ela acha tanto ardor e tanta fibra?
S-ó porque o coração pelo seu Vasco vibra!
A-s vitórias lhe causam profunda emoção,
L-ágrimas de prazer lhe enchem o coração.
I-ncansável nas lutas e também nas glórias
N-ão deixa de louvar a Virgem das Vitórias,
A-lçando ao céu seu brado de satisfação.

Fonte: Voz de São Januário 1958, Centro de Memória CRVG

Dulce Rosalina Jornal Voz de São Januário 1958

Dulce Rosalina Centro de Memória CRVG 1975


VASCO 1927: A DIRECTORIA DO VASCO DA GAMA ELIMINA E SUSPEDE VÁRIOS SÓCIOS

Todo cidadão que paga um ingresso para uma partida de football, se acha no direito de descompor os jogadores e treinar box com o vizinho...

A DIRECTORIA DO VASCO DA GAMA ELIMINA E SUSPEDE VÁRIOS SÓCIOS

A directoria do Club de Regatas Vasco da Gama, analysando os incidentes no Estádio por ocasião do match Vasco x Andarahy, e desejando por cobro a tão deprimente scenas, resolveu em ultima reunião aplicar penalidades aos sócios abaixo mencionados, bem assim proceder rigorosamente em futuras ocorrências, na certeza de que será prestigiada pelos que propugnam pelo bom nome do Club.

Fonte: Blog Memória do Torcedor Vascaíno (Jorge Medeiros)

Vasco 1927

Vasco 1927

Vasco 1927


TOV 1945: JOÃO DE LUCCA CONVOCA A TORCIDA DECISÃO DO CAMPEONATO DE ASPIRANTE

Hoje,a noite, será realizada no Estádio do Fluminense a segunda partida da melhor de três entre o Vasco e o Flamengo, para a conquista do título de campeão da classe de aspirante. João de Lucca, Chefe da Torcida Vascaína, solicita, por nosso intermédio, o comparecimento de todos os elementos da Legião da Vitória. (30/06/1945)

 CONCENTRAÇÃO DA TORCIDA VASCAÍNA

João de Lucca, Chefe do Diretório da Torcida Organizada do Vasco, solicita o comparecimento de todos no Estádio do Madureira, afim de acompanharem o desenrolar do encontro com o Madureira e incentivarem o quadro Vascaíno ao trunfo.

Fonte: Jornal dos Sports 1945

Torcida do Vasco Jornal dos Sports 1945

Torcida do Vasco Jornal dos Sports 1945

Vasco João de Lucca Jornal Voz de São Januário Centro de Memória CRVG 1947


sábado, 19 de julho de 2025

TOV 2025: BANDEIRA: TOV 1944 ESCOLA DE TORCIDA

Bandeira em homenagem a Aida de Almeida, Amâncio César e Dulce Rosalina

Aida de Almeida: Uma das fundadoras, foi responsável por levar Dulce Rosalina para a Torcida. Tinha a carteirinha número 01, ajudou a estruturar a Torcida. Tia Aida nasceu em 1925 e faleceu em 2010.

Amâncio César: Foi Presidente entre 1976 a 1988, professor aposentado da UERJ, Presidente de honra da TOV, Grande Benemérito do Vasco, pelos relevantes serviços prestados ao clube.

Dulce Rosalina: Foi Presidente entre 1956 a 1976, torcedora símbolo do Vasco da Gama até falecer, em 19 de janeiro de 2004. Em 1956, tornou-se a primeira mulher a presidir uma torcida organizada, a TOV. Inovou ao implantar concurso de bateria e levando papel picado aos estádios.

Torcida Organizada do Vasco uma Escola de Torcida, é a Torcida Organizada mais antiga do Brasil em atividade no Brasil.

TOV São Januário Instagram da TOV 2025

TOV São Januário Instagram da TOV 2025

Amâncio César e Dulce Rosalina Centro de Memória CRVG 1976

Amâncio César e Aida de Almeida Centro de Memória CRVG 1979