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sábado, 10 de maio de 2025

VASCO 1977: MORRE DONA AVELINA FERNANDES PORTELA

O grande vascaíno Ismael de Souza comunicou-me, ontem a noite, emocionado a morte de D. Avelina Portela, aos 85 anos de idade.

Esta senhora era um símbolo e na frase de Ismael, “representava realmente, as raízes da tradição Vascaína”. Foi a primeira mulher a alcançar a benemerência, no Clube, que mantem, solitária, nessa posição de honra, como para lhe destacar mais os os méritos, durante décadas.

D. Avelina Fernandes Portela era esposa de Alberto Baltazar Portela, vascaíno dos tempos heroicos, que dirigiu o tiro de guerra do Vasco das Gama, de onde saíram, regularmente turmas de 900 reservistas.

Foi ela, também, a mulher que bordou a primeira bandeira do Clube e com as suas mãos fazia ainda os gorros de lã que eram usados pelos jogadores nos tempos heroicos.

Fonte: Memória do Torcedor Vascaíno, Jorge Medeiros

AVELINA FERNANDES PORTELA FOI A PRIMEIRA MULHER A VIRAR SÓCIA DO VASCO

Memória Vascaína @HenriqueHuebner

No Dia Internacional da Mulher, homenageamos Dona Avelina Fernandes Portela que foi a primeira mulher a se associar ao clube; a primeira madrinha do team de futebol dos Camisas Negras em 1920 e a primeira benemérita do Clube de Regatas Vasco da Gama! (Mauro Prais) #MemoVas

Fonte: https://www.supervasco.com/noticias/avelina-fernandes-portela-foi-a-1a-mulher-a-virar-socia-do-vasco-conheca-300831.html 08/03/2021

Vasco Avelina Portela Jornal dos Sports 1977

Vasco Avelina Portela

Vasco Avelina Portela

Vasco Avelina Portela

Vasco Avelina Portela


domingo, 21 de janeiro de 2024

VASCO 1977: VASCÃO CAMPEÃO

Em 1977, o zero a zero mais festivo do Maracanã. Um novo time estava crescendo. Dirceu, Orlando, Geraldo, Abel e depois Wilsinho reforçavam um time que já era de respeito. E, em 1977, o Vasco saiu esmagando, tornando-se logo bicampeão da Taça Guanabara. Aí, iniciou uma excursão cansativa e, na volta, não faltou quem garantisse que o gás ia acabar. Acabou? Não. O Vasco voltou foi correndo o dobro, jogando fino— não perdeu mais um jogo, não tomou mais gol. E, na final com o Flamengo, se não houve a sonhada explosão da artilharia, houve a confirmação de uma superioridade. Foi zero a zero— o mais carnavalesco zero a zero da história do time, da história do Maraca. 
 Fonte: revista placar 1979

Torcida do Vasco Jornal do Vasco 1977


sábado, 19 de junho de 2021

VASBICÃO 1977: HOMENAGEM AO DEPARTAMENTO MÉDICO DO VASCO

A Torcida Vasbicão vai homenagear hoje antes da partida, o Departamento Médico do Vasco, João Carlos Pacheco vai distribuir mais de dois mil copos plásticos com o escudo do Vasco e a citação de todos os títulos.

Fonte: Jornal dos Sports 18 de Dezembro de 1977

Vasbicão Jornal dos Sports 1977

Vasbicão Jornal dos Sports 1977


terça-feira, 20 de novembro de 2018

VASCONTENTE 1977: VENHA FAZER PARTE DA VASCONTENTE

Gostaria de convidar todos os Vascaínos da Baixada para grande caravana da Torcida Vascontente no primeiro jogo do returno que será no dia 17 no campo do Bangu. 
Contamos com sua presença.
Queremos lembrar se você ainda não tem a sua camisa da Vascontente é só procurar o Manoel na Padaria Primor, Rua Almirante Tamandaré, 11 ap: 303.
As moças que quiserem tomar parte da Torcida Vascontente é só procurar a Selma na Rua Almirante Tamandaré.(15/07)

ESCREVA PARA VASCONTENTE
Você que é Vascaíno e não reside no Rio, não fique triste.
A Torcida Vascontente levará alegria onde você estiver. 
Para isso é só escrever para o endereço.
Rua Almirante Tamandaré 11 ap: 309 Nilópolis, que estaremos ao dispor. (16/07)

ALEGRIA ME FAZ CONTENTE
Tristeza me faz doente
Alegria me faz contente
Por isso estou com a Vascontente.
Você pode e deve participar da Torcida mais quente da Baixada e para isso é só procurar o Bar do Trem na Av. Oswaldo Cruz, 45 Nilópolis ou com Tereza. (12/08)
João Luíz, Chan Chão
Fonte: Jornal dos Sports 15 e 16 de Julho e 12 de Agosto de 1977


Vascontente Jornal dos Sports 1977

Vascontente Jornal dos Sports 1977

Vascontente Jornal dos Sports 1977

Vascontente Jornal dos Sports 1977



Vascontente Maracanã 1977

terça-feira, 3 de outubro de 2017

VASBICÃO 1977: FESTIVAL DO CHOPP

Quatro Torcidas Organizadas serão homenageadas no Festival do Chopp que será realizado no dia 16 de Dezembro próximo no Ginásio do Boêmios de Irajá: Flabicão, Vasbicão, Flubicão e Fobicão. 
Haverá roda de samba com os conjuntos Mimosa Show e Grupo Show do Urubu Cheiroso e o baile será animado pelo Novo Som de Ladico. 
Os canecos já podem ser procurados com o Barbozão.
Fonte: Jornal dos Sports 08 de Novembro de 1977

Vasbicão Jornal dos Sports 1977

Vasbicão Jornal O Globo 1977
Vasbicão São Januário Jornal do Vasco 1981


domingo, 3 de setembro de 2017

FORÇA JOVEM 1977: AS TORCIDAS EM PÉ DE GUERRA

Hoje tem espetáculo. Começa o Campeonato Carioca, convidamos quatro torcedores cariocas. Verinha da Flamor do Flamengo, Russão da TOB do Botafogo, Tia Helena da Fiel Tricolor do Fluminense e Antônio Vicente da Força Jovem do Vasco.
- E o Vasco, Antônio? A Torcida Vascaína também acha que o favoritismo é do Botafogo?
Antônio (Antônio Fafa): De jeito nenhum. Claro que não. O favorito é o Vasco. Se o problema é saber quem está armando, o único que realmente se armou e está armado mesmo, até agora, é o Vasco. Já está com o time certinho e vem jogando uma série de amistosos praticamente com o time completo, faltando apenas os dois que estavam na Seleção.
- E a troca Luís Carlos por Dirceu?
Antônio: Sensacional, sob todos os aspectos. Além do Dirceu ter muito mais futebol do que o Luís Carlos, o detalhe da idade também deve ser considerado.
- Qual o será o mais difícil adversário do Vasco este ano?
Antônio: Olha, não é falsa modéstia, não, viu? Mas para o Vasco nenhum adversário será difícil. Vou explicar porque. A preocupação dos Vascaínos sempre foi o Fluminense, do qual nós sempre fomos fregueses. Certo? Mas ai veio aquela providência divina do Presidente Charles Borer, a quem eu agradeço agora, dando o Wendel para o Fluminense. Então, tá ai. O Botafogo é nosso freguês. O Flamengo da azar com a gente. O América não sai daquilo mesmo. Então, já viu, não é? É Vasco Campeão Carioca.
Russão: Sabe de uma coisa, Antônio? Vocês, lá do Vasco, lançaram um plástico: “Vasco é Vasco, o resto é fiasco”. Eu estou muito a fim de lançar outro: Fogo é Fogo o resto é cinza. Mas vocês vão dizer que estou imitando, não é?
- D. Helena, a senhora seria capaz de dizer quem é o Chefe de Torcida atualmente mais incrementado? O que mais trabalha?
D. Helena: Posso sim. É o Russão.
Russão: Muito obrigado pela parte que me toca.
- E pra você, Verinha, quem é o mais chato?
Verinha: É esse cara ai, o Russão.
-E você, Antônio.
Antônio: Olha, sem querer desfazer de ninguém, o Russo é meu amigo e sabe disso. A Torcida do Botafogo é a que se dá melhor com o Vasco. É uma união mesmo. Muito grande. O Russão é um rapaz de grande futuro, mas eu ainda acho que o Eli é o melhor chefe de Torcida. O Eli Mendes, meu Chefe na Força Jovem, já está nisso há dez anos e com muito trabalho. Desde o tempo em que era o lugar-tenente da Dulce Rosalina. O Dário do Inferno Rubro do América, também merece ser citado.
- E o palavrão? Vocês vão acabar com ele no Estádio ou não?
Antônio: A gente não pode evitar no Estádio todo, mas podemos acabar com o palavrão nas Torcidas Organizadas. Ai os outros não vão falar, também não. O problema é que cada clube tem várias facções de Torcida.
- Por que, então, não se inicia um movimento de unificação das Torcidas? Não seria melhor e mais fácil?
Antônio: E tem mais . É pensamento antigo da Suderj permitir somente três facções em cada Torcida. O Comandante Pavan e o Comando de Polícia Militar estão pensando seriamente nisso. As vezes, o cara chega com uma camisa uma bandeira e dá o nome de Torcida, sei lá o que? Não, não pode ser assim, não.
- Vamos a pergunta final. O que desejam as Torcidas de Futebol Carioca.
Antônio: Posso falar primeiro. Olha gente, do Clube, nós queremos nada. O torcedor, realmente deve ser incoerente e tem que ser incompreendido. Ele só torce. Não vamos passar disso, não porque senão vai haver interesse extra. Vamos continuar sofrendo. Torcedor nasceu pra torcer, para sofrer. Não queremos nada do Clube. Nem dos dirigentes. O que queremos é no campo. É aquele que veste a camisa do Vasco. Queremos que ele honre a nossa camisa. Nas vitórias e nas derrotas tem que honrar a camisa do Vasco. Porque eles passam, os dirigentes passam e o Clube fica. E hoje o Vasco ter grandes e disciplinados jogadores. Por isso, nós estamos confiantes e vamos incentivá-los em todos os campos, em todas as horas.
Fonte: Jornal dos Sports 26 de Março de 1977

Força Jovem Jornal dos Sports 1977

Força Jovem Antônio Vicente, o Antônio Fafa Jornal dos Sports 1977



sexta-feira, 23 de junho de 2017

VASKENNEDY 1977: ESTRÉIA

IMPRESSIONADO
Após o jogo contra o Fluminense, domingo último, fui convidado como Diretor de Coordenação e Planejamento da TOV que sou, para uma visita a Sede da mais nova facção da Torcida do Vasco, a Vaskennedy. Fiquei realmente impressionado com o número de Vascaínos existentes naquele simpático bairro. E a festa foi total, com muita cerveja e animação daquela rapaziada boa.
Mas o convite não só me foi feito para a visita, a surpresa que o Chefe da Torcida Chiquinho, tinha para mim, não podia ser mais agradável. Por considerar a TOV a mais organizada das facções, o prezado amigo a escolheu para madrinha da Vaskennedy. Em meu nome e em nome dos demais diretores da TOV, os nossos sinceros agradecimentos e estamos apenas aguardando a marcação da data da estréia da referida Torcida no Mário Filho, para fazermos a festa de batizado da mesma.
Régio Henrique, TOV (18/05)

DIA DE FESTA
O dia 17 de Julho, ficará marcado para sempre na vida da Vaskennedy. Foi o dia da nossa aparição no mundo encantado das Torcidas.
Positivamente, foi talvez o dia mais importante da nossa Vila Kennedy.
O bairro já amanheceu em festa com grande parte da nossa população, composta de Vascaínos autênticos, vestindo orgulhosamente a camisa da mais nova facção da Torcida do Vasco.
Mas como todos os que nascem tem que ser batizados, a festa atingiu ao auge, por volta das duas e trinta, com a chegada da nossa madrinha. E o foguetório com que o povo recebeu a TOV na praça, foi a ratificação do carinho e respeito que temos pela maior facção de torcidas do Brasil.
Foi, enfim um dia de festa em nosso bairro, que só terminou no campo do Bangu, com mais uma vitória do Vascão.
Em meu nome, em nome do Chefe da nossa Torcida, Chiquinho e em nome de todos os que compõe a vaskennedy, o muito obrigado a turma amiga da TOV, nossa madrinha.
Jorge Boca, Diretor de Relações Públicas. (24/07)

ESTÁ DEMAIS PRO MEU VISUAL
É minha gente, a Vaskennedy está demais pro meu visual.
Ultrapassando a expectativa mais otimista, a caçula com apenas duas semanas de idade, já congrega em suas fileiras um grande número de adeptos.
A venda de camisas, revestiu-se de um êxito total, esgotando-se rapidamente o estoque colocado a disposição dos interessados.
E como são bonitas as nossas bandeiras, diferentonas e de um colorido magnífico.
È isso ai, quem nasce ao lado da maior facção de torcidas do Brasil, já nasce grande, e nó estamos com a TOV e não abrimos.
Chiquinho, Chefe da Vaskennedy (30/07)
Fonte: Jornal dos Sports 18 de Maio, 24 e 30 de Julho de 1977

Vaskennedy Jornal dos Sports 1977

Vaskennedy Jornal dos Sports 1977

Vaskennedy Jornal dos Sports 1977

Vaskennedy Jornal dos Sports São Januário 1977

Vaskennedy Jornal dos Sports São Januário 1977


Vaskennedy Jornal do Vasco 1977

quarta-feira, 1 de março de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1977 A BARREIRA DO INFERNO

                                      “Enquanto houver um coração infantil o Vasco será imortal”
                                                                           Ciro Aranha

1977                 A Barreira do Inferno
A construção do estádio de São Januário com apoio da união e do esforço de milhares de torcedores vascaínos tornou-se simbólico para o imaginário positivo de sua torcida. Em 1977, o estádio completaria 50 anos e a torcida queria um time forte para lembrar os velhos tempos do Expresso da Vitória.
A diretoria atendeu aos apelos da torcida e era montado um time seguindo a tradição dos grandes elencos do passado. Vários jogadores de outros clubes cariocas eram contratados, em destaque o meia Dirceu (Fluminense) e os defensores Orlando e Geraldo (América).
Enquanto o novo elenco treinava e ganhava entrosamento a cidade parava para se integrar ao carnaval de 1977. Neste ano a folia contou com inúmeros sambas-enredos que caíram no gosto popular e foram entoados nas arquibancadas a plenos pulmões. Dentre as músicas mais famosas estava “Domingo”, da União da Ilha do Governador. A própria escola levou centenas de torcedores organizados para desfilar na avenida. Carlinhos Português, um dos participantes relembra: “a União da Ilha chamou várias Torcidas Organizadas para desfilar, entre elas a Força Jovem, a Torcida Jovem do Flamengo, a Torcida Organizada do Botafogo (TOB), a Fiel Tricolor, a porrada comeu no fim do desfile entre a gente e a Jovem do Flamengo, porque eles queriam ser o primeiro da Ala e a Escola mandou a gente sair na frente, já que nós tínhamos a faixa mais bonita, estávamos todos uniformizados, eles não gostaram e no final a porrada comeu.”
No mês de fevereiro a Revista Placar traz uma excelente reportagem sobre a presença da música no Maracanã. Desde a Copa do Mundo com o coro entoava As Touradas de Madri, até os tempos atuais, inúmeras marchinhas e paródias se tornavam o conta das torcidas, ao lado dos hinos dos clubes, criados por Lamartine Babo nos anos 1940.
O texto aponta para a torcida do Almirante como a primeira a inventar uma paródia cantada por milhares de pessoas. Foi em 1951 durante a final do campeonato de 1950 disputado por Vasco e América:
“Oi Zum-zum-zum- zum-zum-zum-zum
Tá faltando um
Ademir pegou a bola
E desapareceu
O Osni ta procurando
Onde a bola se meteu
Oi Zum-zum-zum- zum-zum-zum-zum
Vasco dois a um.”
Ao contrário da época anterior ao Maracanã, pois as torcidas não ficavam divididas se tornando difícil um coro evoluir rapidamente o novo estádio: “deu as Torcidas um sentido de unidade antes impossível. Nos extintos Estádios do Fluminense, nas Laranjeiras e do Botafogo, em General Severiano, assim como no do Vasco, em São Januário e no do Flamengo, na Gávea, a Torcida sempre existiu como um elemento fracionado, não como grupo homogêneo reunido numa mesma porção da arquibancada. Embora no meio da multidão, o torcedor não perdia a sensação de isolamento, seus acessos de euforia eram contidos pela certeza da proximidade de um inimigo, cuja reação não podia prever”.
A principal divisão do Maracanã foi feita entre as duas maiores torcidas cariocas em 1950 e desde então esta separação seria respeitada: o Vasco ficaria do lado direito das cabines de rádio e das tribunas e cadeiras especiais e o Flamengo do lado esquerdo: “com o correr dos anos, o Maracanã criou tradições que identificam as Torcidas: os cantos, os gritos, os refrões, os coros de toda natureza, inclusive de palavrões ritmados......Nem só de xingar o adversário vive o cancioneiro futebolístico. Todas as Torcidas tem também os refrões melodiosos de estímulo a seus times. A melodia se esgota na simples repetição de um fonema: Vascô-ô-ô-ô ou Fogô-ô-ô-ô-ô. As vezes não há nem esta modulação, bastando a repetição ritmada do nome do Clube, uma partícula dele ou mesmo outra palavra significativa: Vascô, Vascô, Mengô, Mengô, Fogô, Fogô, Nense, Nense, Sangue, Sangue....No entanto, a inventividade das Torcidas se revela com mais pureza nas paródias criadas de repente ao sabor de um resultado favorável a seu time.”
‘Em seguida a reportagem explica como surgiu um dos cantos principais no início dos anos 1970 sendo cantado por todas as torcidas mas que começou com a torcida do Vasco aproveitado a manchete do Jornal dos Sports ”Vasco Botou para Quebrar”. “Na semana seguinte, entoou com garra aquele que é hoje o grito de combate e de triunfo de tantas Torcidas”.
“Olê-olá
O nosso Vasco
Tá botando pra quebrar”
Em maio de 1977, com a torcida entusiasmada pela campanha do time, foi feito uma paródia com o samba do Império Serrano na final da Taça Guanabara contra o Botafogo: “panfletos com o samba do Império Serrano (“Brasil Berço dos Imigrantes” ... É tempo de Carnaval, Hoje as cores do Império, Vem saudar a imigração...) em homenagem ao time, foram se não me engano 100 mil panfletos que foram distribuídos no Maracanã, eu vi o Estádio todo cantando o Samba com a letra em relação ao time:
É tempo de futebol,
veja as cores do Vascão,
que já pintou como campeão,
na arquibancada é alegria,
 na geral é euforia,
o Estádio em toda empolgação,
do Vascão ao entrar ...
“Esse foi o samba, que pela primeira vez uma Torcida Organizada, levou para o Maracanã, um show que nunca vou esquecer”, recorda Carlinhos Português. Quem não tem boas lembranças deste ano foram os fundadores da torcida Raça Rubro-Negra que fez sua estreia justamente no momento em que o Vasco massacrou o Flamengo por 3 a 0.
Neste ano até a Flapress teve que se render e não faltaram notícias e reportagens sobre as torcidas vascaínas, especialmente a Força Jovem que passa a ter uma cobertura nunca como nunca teve antes. “As peças da bateria estão espalhadas no corredor que conduz as arquibancadas, de couro novo e prontas para ser utilizadas. Um grupo de meninas arruma cuidadosamente as bandeiras em enormes bambus. Numa Sala escura e coberta de papel picado no chão, Eli Mendes faz uma rápida reunião, instruindo os Diretores da Força Jovem do Vasco. Ele não quer erros. A participação da Força Jovem no clássico tem que ser decisiva.“Mas não pode também haver brigas. Viemos ao Estádio para torcer, não pra brigar.”As 10 horas, Ely e a Diretoria da Força estavam no Maracanã. Eles tem credenciais especiais cedidas pela SUDERJ. No Portão 18, passaram por uma revista demorada (...) O negócio era trabalhar, terminar os preparativos para o jogo. Ely coordena todo o trabalho, se preocupa com os mínimos detalhes. Luís Marrucho, um dos mais interessados, cumpre o seu papel, que nada tem a ver com couros e bateria ou bandeiras, distribui folhetos avisando da caravana que irá a Volta Redonda, dia 1º de Maio. O preço será de Cr$: 40,00  ida e volta. As passagens estarão a venda em São Januário a partir de hoje. É fácil pertencer a Força Jovem, basta preencher um formulário e dar 2 retratos 3X4. A mensalidade é de Cr$ 5,00, para ajudar nas despesas dos jogos como explica Marrucho.“Para este jogo contra o Flamengo gastamos cerca de Cr$ 4 mil. Os couros da bateria são muitos caros e a cada jogo, há necessidade de mudarmos pelo menos 20, temos 90 peças ao todo e além dos couros, ainda há as baquetas”.Ely sai da Sala com uma bandeira nova, pronta para ser colocada no bambu, Marrucho fala de seu preço.“Entre pano e costureira, gastamos cerca de Cr$ 300,00 para fazer cada bandeira desta. As faixas grandes, em média ficam por Cr$ 800,00. A despesa é maior do que a receita.
A fonte de arrecadação tem por base as mensalidades pagas pelos sócios. Eli explica que também são vendidas camisas nas arquibancadas, durante o jogo.“Ganhamos em média Cr$ 5,00 por camisa vendida. Temos que usar muitos meios para ganhar dinheiro para a Torcida. Não faltam os oferecimentos, mas poucos ajudam.”Eles gastam do próprio dinheiro para comprar material. Ely lembra que já pagou até passagem de torcedor para viajar.“O que posso fazer? Coordenar esta Torcida é parte de minha vida.”E sai para reclamar de uma menina que não estava amarrando a bandeira direito. “A bandeira tem que ficar bem no alto tremulando, mostrando as cores do nosso Clube e o nome de nossa Torcida, composta por um grupo dedicado e trabalhador”.   
Com a festa se estendendo do Maracanã até o estádio de São Januário, a torcida caminhou por todo este percurso fazendo a tradicional algazarra pelas ruas e bares da região. Tudo era motivo para festejar. Mesmo o roubo do material da Força Jovem na sala do Maracanã durante a semana teve como resposta a ironia do responsável da torcida que escreve para o jornal: “sexta-feira passada, quando preparados para reparar nossa bateria no maior Estádio do Mundo, levamos um susto, uma tristeza enorme invadiu nossos corações, pois o que tentaram fazer foi ‘calar a Força Jovem do Vasco’... ‘Um grupo de pessoas penetrou em propriedade Estadual (Mário Filho) e se apoderou de toda nossa bateria que se encontrava no Estádio, insatisfeitos atearam fogo no restante do material’... só se esqueceram que nós da Força Jovem temos um patrimônio neste setor, muito invejado, até por Escolas de Samba, o que esses vândalos conseguiram foi nos dar ao trabalho de voltar a São Januário e reparar nossa bateria naquele Estádio e transportá-la para o Mário Filho, além de ter sido um aviso para o policiamento constante que é designado para o Estádio Mário Filho”.
O melhor de 1977 estaria a caminho com o último jogo do segundo turno entre Vasco e Flamengo e, como nas decisões nestes anos, mais de 100 mil pessoas (fora os “caronas”) e a sensação que não cabia mais ninguém no estádio: “E a festa do povão já percorria o Maracanã, repleto, dividido. Em partes iguais. De um lado, a alvoroçada massa  Rubro Negra se ajeitava. De outro, a confiante Torcida Vascaína já cantava o Título: “Se a canoa não virar, olé olé olâ, eu chegou lá, se o Tricolor for vigarista, vou.....do Flamenguista. A resposta ensaiava surgir, a certeza Vascaína não deixava: “É Campeão, é Campeão”, invejada invencibilidade, a sua irretocável campanha.“Vascôôôô, ô ô ô, Oleleô, Oleleô, Vasco”. O Título de Campeão Carioca de 1977 a ser conquistado ali, na guerra das Torcidas. Daí a loucura, envolvida por um natural suspense. Um suspense cruciante, asfixiante como o próprio calor Carioca, numa noite de primavera colorida por um sem número de bandeiras. Frente à frente, as duas maiores Torcidas, frente à frente, os dois melhores times do Rio. O grito Cruzmaltino cortava todo o Maracanã, destacando a acentuada diferença que existia naquela noite da semana passada. O Vasco era todo confiança.....“O Vascão  ta mesmo injuriado hem cara? Quero ver esses m...., marcarem gol no Mazaropi (...) Vascachaça,Vasgonçalo,Vascancela, Vascoelho, Vascaraí, Força Jovem, Pequenos Vascaínos, TOV, Vasbicão, Saravasco, Vascaé, uma infinidade de Torcidas comungava a mesma confiança. A batucada ritmada, o papel picado, bandeiras pequenas, médias e enormes, adereços, alegoria de mão,a cachaça e a cerveja correndo de mão em mão, de boca em boca. Um a um os ídolos eram saudados. De dentro do campo, batendo bola, eles acenavam. Os fogos estouravam ensurdecendo a própria batucada, colorindo ainda mais o Maracanã....Ao longe, Ely Mendes gesticulava comandando a Força Jovem. Mais distante ainda, a graciosa Dulce Rosalina a frente da Torcida Renovascão. O jogo terminou como começou, 0 x 0, decisão por Pênaltis.......”
A expectativa da torcida  do Flamengo era se vingar e vencer o rival da mesma forma. De preferência vendo o maior ídolo do Vasco, o atacante Roberto (um exímio batedor de pênaltis), errar como fez Zico no ano anterior. “Mas o chute de Roberto é seco, rasteiro, no canto esquerdo de Cantarelli, que nem vai na bola. Já é madrugada no Rio, mas a festa do Bacalhau estava apenas começando.
Durante a semana uma reportagem acompanhou o trabalho da polícia e algumas ideias que seriam adotadas no futuro já eram cogitadas, como a proibição da venda de bebidas alcoólicas, Revólver, faca, gilete. Cenas de tamanha pancadaria não chegam a ser comuns nos campos de futebol do Brasil, mas a violência costuma aumentar nessa época do ano, quando os Campeonatos regionais vão chegando ao final. Por isso, há cada vez mais polícia assistindo o jogo de futebol no País.Afinal desde a década de 1940, quando o Uruguaio Ondino Vieira, definiu os campeonatos regionais brasileiros como autênticas guerras, jogadores e torcedores vêm mantendo elevado o índice de violência nos Estádios. No último Vasco X Flamengo, na quarta feira passada, no Rio de Janeiro, a Polícia aprendeu dois revolveres e mais de 300 armas brancas, de facas a giletes, na prática revista as portas do Maracanã (...). O ideal, acreditam alguns policiais cariocas, seria proibir a venda de bebidas alcoólicas dentro do Estádio. Eli, Chefe da Força Jovem, acha que não adiantaria. “É que o torcedor já chega ao Estádio mamado”, comenta. As Torcidas Organizadas, cujos gritos, coros e bandeiras costumam agitar os Estádios, nem sempre são as mais agressivas, pois costumam operar em acordo com a Polícia, que lhes reserva lugar na arquibancada e oferece proteção (...). Ultimamente, contudo o pessoal da segurança do Estádio notou que muitas Torcidas, trocaram a vara de bambu que sustenta as bandeiras por bastão, que pode se tornar uma arma bastante perigosa”.
O sucesso do time se refletia no crescimento do número sócios do clube e, no mesmo sentido, aumentam as torcidas e surgem outras. A Força Jovem se consolida e vive o melhor momento dos anos 1970, são feitas filiais em vários estados e cidades por todo o Brasil surgem pedidos de camisas e  outros materiais da torcida.
A Força Jovem iniciava a reforma da Sala no Maracanã Orçada em Cr$ 10 mil, seriam construídas prateleiras e um compartimento especial para guardar o material de bateria e bandeiras. A torcida anunciava a venda de 200 camisas a Cr$ 50,00 para cobrir os custos das despesas e declarava que 15 novas bandeiras seriam feitas e que se juntariam aos 40 instrumentos de percussão.
Começa o campeonato brasileiro e a expectativa é grande pois foi mantido o mesmo elenco e o clube é apontado como um dos favoritos. Mas a decepção viria com a eliminação para o Londrina em São Januário. Antes, na cidade paranaense além de perder a partida ocorreram inúmeras brigas entre as torcidas causando o ferimento de inúmeros vascaínos. Com uma caravana de apenas 3 ônibus, a torcida foi massacrada: “tenho acompanhado o Vasco por muitos lugares e foi a primeira vez que tivemos problemas sérios. Viemos aqui em Londrina apenas para torcer, sem nenhuma intenção de menosprezar o público da Cidade. Infelizmente nem todos estão preparados para conviver em paz. É uma pena, porque o Campeonato Brasileiro permite a integração de todas as Torcidas do País.” reclamava um dos líderes.
O líder da Força Jovem, Eli Mendes prometia fazer uma série de denúncias junto a CBD, cujo presidente era o almirante Heleno Nunes, reconhecido vascaíno, pois a torcida só conseguiu sair da cidade com o acompanhamento de um Choque da Policia Militar.
O ano terminava com o 1º Concurso para eleição da Rainha das Torcidas Organizadas do Vasco da Gama no dia 09 de Dezembro, na Casa do Espinho, em Braz de Pina. Durante anos este concurso foi promovido e se tornou uma tradição no clube.
Movimentando as diferentes facções que apresentavam a cada ano suas concorrentes tinha como apoio principal e organização a cargo da Torcida Feminina Camisa 12, criada por Iara Barros em 1973. Este concurso era incentivado pela diretoria do clube que abriu seus salões por diversas vezes para a promoção de mais uma atividade que gerava a confraternização entre as torcidas e o clube.
No ano seguinte o concurso aconteceu na luxuosa sede da Associação dos Empregados do Comércio, na Av. Rio Branco. Participaram 18 Torcidas que foram julgadas por um júri de peso: Danuza Leão, Sônia Braga, Elke Maravilha e Paulinho da Viola, vascaínos renomados que elegeram Isabel Cristina Manteiga da Torcida Vasteles como a nova rainha.
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.


Vasco Jornal O Globo 1977

Vasco Jornal dos Sports 1977



sexta-feira, 10 de julho de 2015

VASCARAÍ 1977: HOMENAGEM A ROBERTO DINAMITE

Com a presença de Roberto Dinamite e Paula Saldanha, jornalista da Rede Globo, o Instituto Abel teve ontem uma manhã das mais movimentadas....
A galera do Vasco em Niterói, a Vascaraí, entregou a Roberto um Cartão de Prata como homenagem a sua presença no Campo do Instituto Abel.
Fonte: Jornal O Fluminense 22 de Abril de 1977.

Vascaraí Jornal O Fluminense 1977

quarta-feira, 8 de abril de 2015

VASCO REAL 1977: VASCO REAL OU VASCOREALENGO

Essa dúvida foi criada devido a achar algumas matérias em jornais utilizando os dois nomes, afinal qual era o certo.
“Não era Vasrealengo, tínhamos umas faixas que incluímos o nome do Bairro, porque havia uma loja de Vascaínos portugueses no Ceasa, que a firma deles se chamava Banana Real, e tinham algumas pessoas que achavam que a nossa Torcida tinha algum vínculo com essa firma, entendeu? Apesar de até serem conhecidos nossos e Vascaínos, não tinham nada a ver com a Vascoreal.
Por isso colocamos o nome do Bairro pra sinalizar que Real estava vinculado ao Bairro de Realengo”, falou a antiga Relações Públicas da Torcida Ângela Matias Baptista.
“Fizemos também uma faixa, pra época da COPA DO MUNDO. Enorme. VASCO REAL COM O BRASIL NO MUNDIAL. Era verde e amarela. Inclusive a cruz de Malta. Era linda!”, disse outra antiga Relações Públicas Vilma Matias Baptista.

ESCLARECIMENTO
Aproveito a oportunidade que nos é dada pelo Jornal dos Sports, queria esclarecer que o nome Vasco Real, significa Torcida do Vasco da Gama do Bairro de Realengo. Sendo aproveitadas as quatro primeiras letras do nome do simpático lugar, para formar a palavra Real.
Todo esse grupo de abnegados Vascaínos, é formado quase que em sua maioria por feirantes (e também estudantes) e por esse motivo se você é feirante e Vascaíno de coração venha torcer e vibrar conosco pois estaremos esperando por você de braços abertos.
Procurar Diamantino ou José Antônio.
Ou ainda no endereço: Rua Olímpia Esteves, Lote 27, Quadra 28, Realengo.
Fonte: Jornal dos Sports 08 de Junho de 1977


Vasco Real Ângela, Daise, Sueli e Vilma 1977

Vasco Real São Januário 1978

Vasco Real Jornal dos Sports 1977


domingo, 4 de janeiro de 2015

ASTOVA 1977: 1º CONCURSO RAINHA DAS TORCIDAS DO VASCO

A Senhorita Regina Sinkevisius vai representar a Vascaxias, no 1º Concurso para eleição da Rainha das Torcidas Organizadas do Vasco da Gama no próximo dia 09 de Dezembro, às 22 horas na Casa do Espinho, Av. Brás de Pina 1988, Vista Alegre Rio de Janeiro.
Domingo último, em São Januário, realizou-se o coquetel quando a simpática Iara Vargas e suas colegas da Torcida Organizada Feminina Camisa 12 apresentaram as belas candidatas a imprensa.
Fonte: Jornal O Fluminense 02 de Dezembro de 1977

AS CANDIDATAS
Concorrerão as candidatas Maria do Socorro Cavalcante (Adeptos de Petrópolis), Kátia Maria Silva (Vascolina Camisa 13), Sônia Borges Peixoto (Força Jovem), Fátima (Vaspedro II), Simone Belmont (Vasbicão), Carmem Oliveira (Vascentro), Vera Lúcia Vargas (Vasmorena), Sueli Maria de Oliveira (Vasco Real), Carmem Pontabales (Suse-Vasco), Maria Ângela Oliveira (Renovascão), Márcia (Belvas Roxo), Rosângela Maria da Costa (Vasquita), Ana (Vassucesso), Márcia Cavalcante (Feminina Camisa 12), Valéria Luiza Braga (Vasnilópolis), Susan Coelho (Vasguel), Carmem Oliveira (Vascentro) e a candidata da Vasco Raça.

OBJETIVO
O Objetivo é reviver a festa depois de 4 anos. Da primeira vez, até a Televisão deu o seu apoio. Afinal era a escolha da Rainha das Torcidas do Clube de Regatas Vasco da Gama. E foi justamente a eleita daquele ano que hoje promove o Concurso.
Iara Barros venceu o Concurso (1973) e foi a Rainha das Torcidas. Hoje, como Presidente da Torcida Feminina Camisa 12.
Como Rainha, Iara promove e leva adiante a ideia de escolher a sua sucessora no trono.
Fonte: Jornal do Sports 02 de Dezembro de 1977

CLASSIFICAÇÃO
1º Lugar: Carmem Oliveira da Vascentro.
2º Lugar: Ana da Vassucesso
3º Lugar: Fátima da Vaspedro II
4º Lugar: Márcia da Belvasco
5º Lugar: Maria Ângela Oliveira da Renovascão
Miss Simpatia: Simone Belmont da Vasbicão

DEPOIMENTO TIA AIDA
“Esse concurso começou no final dos anos 1970 (1977) e se chamava Rainha das Torcidas do Vasco. A iniciativa de organizá-lo foi da Iara Barros e o realizamos por 19 anos. Em algumas edições, conseguimos colocar mais de três mil pessoas no Bola Preta. Fizemos muitos em São Januário também. As moças que concorriam eram belíssimas! Elas desfilavam com camisa da Torcida e shorts e depois com vestido de gala. Eu conheço quase todos os restaurantes famosos do Rio de Janeiro em virtude desse concurso. Quando entrávamos em contato com eles e dizíamos que levaríamos as candidatas, todos abriam as suas portas. Íamos com as garotas e suas mães e todo mundo comia e bebia à vontade.” Disse Tia Aida de Almeida em entrevista a Bernardo Buarque de Holanda em 2005.

1º Concurso Rainha Torcida do Vasco Jornal O Fluminense 1977

1º Concurso Rainha Torcida do Vasco Jornal dos Sports 1977

1º Concurso Rainha Torcida do Vasco Jornal dos Sports 1977

1º Concurso Rainha Torcida do Vasco Jornal dos Sports 1977

1º Concurso Rainha Torcida do Vasco Jornal dos Sports 1977

1º Concurso Rainha Torcida do Vasco Jornal dos Sports 1977

1º Concurso Rainha Torcida do Vasco Jornal dos Sports 1977

1º Concurso Rainha das Torcidas do Vasco 1977