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sexta-feira, 17 de junho de 2022

VASCO REAL 1970: FOTOS

 

Vasco Real década de 1970

Vasco Real década de 1970

Vasco Real década de 1970

Vasco Real década de 1970

VASCO REAL 1970: ADESIVO, CARTEIRINHA E CAMISA

 

Vasco Real década de 1970

Vasco Real década de 1970

Vasco Real década de 1970

Vasco Real década de 1970

domingo, 5 de fevereiro de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1970 A FORÇA DOS LEÕES

                 “somente um interesse apaixonado pode levar o sujeito a existir plenamente”
                                                                               Kieerkgaard
1970                       A Força dos Leões
A crise política no clube que culminou com a saída do Presidente Reynaldo Reis no fim de 1969, sendo substituído por Agathyrno da Silva Gomes, demonstrava como a ausência de títulos em todos os anos 1960 (o último carioca foi em 1958) afetou por completo o ambiente da agremiação esportiva. Dentro e fora do campo a tensão permanente gerou inúmeras desconfianças em relação ao início de ano de 1970.
A maior novidade do mercado editorial em 1970 era o lançamento da Revista Placar, pela editora Abril. Embora estivéssemos na Época de Ouro do Futebol Brasileiro não havia nenhuma revista especializada em esportes neste ano. A última revista que fez relativo sucesso era Revista do Esporte (1959-1970) que saía pela última vez ainda em 1970, mas já dava sinais de esgotamento desde 1968.
Apesar de adotar uma linha editorial ao privilegiar o futebol paulista, Placar se tornou referência para os torcedores de todo o pais, graças ao talento da equipe de repórteres que a revista reuniu ao longo dos anos. Apesar da ditadura e da censura imperando na imprensa, havia espaço no periódico para a crítica sobre os poderosos no futebol.
Mas o grande sonho dos torcedores a partir de 1970 era se tornar milionário com a criação da loteria esportiva. Semanalmente os apostadores jogavam e acompanhavam os 13 palpites dos jogos dos campeonatos regionais. Em 1971, o campeonato nacional daria novo incentivo para os apostadores conhecerem o futebol nacional com mais interesse.
Enquanto a seleção brasileira treinada por João Saldanha se estruturava para o campeonato mundial no México, o Vasco iniciava os preparativos para a Taça Guanabara e para o campeonato regional com um novo técnico (Tim) ciente do desafio de encontrar um clube em ebulição e uma torcida carente de títulos.
O clube da Colina procurava reforços e um deles poderia vir da Europa. Antes de ser demitido e substituído por Zagalo, o técnico João Saldanha escreve uma coluna no jornal O Globo declarando o seu apoio na tentativa do presidente do Vasco trazer o maior craque da história de Portugal para o seu clube. O passe de Eusébio estava avaliado em 160 milhões. Dinheiro que o clube carioca tentava arrecadar através de uma “vaquinha”. O próprio Saldanha promete ajudar, mas revela, de forma infeliz como ele vê a torcida cruzmaltina: “agora vocês vão dizer; o que é que você tem com isso? Você não é Vasco, não é português (...) O Vasco tem de levar novamente a colônia portuguesa para dentro do Maracanã. Ela já está fora há algum tempo e, para o Vasco da Gama eu creio que isso é perigossíssimo” (Saldanha, 2006, p. 110). O resultado é que nem o atacante veio para o Vasco, nem Saldanha continuou na seleção.
Desde 1923 quando os cruzmaltinos passaram a disputar o campeonato carioca da primeira divisão aquele era o período de maior jejum de conquistas, como revela a manchete da reportagem: “Torcida perde a paciência após 11 anos sem títulos” (23-02-70). A matéria é sobre a recém-criada torcida organizada Força Jovem do Vasco, que através de uma carta pública pede ao novo presidente uma reunião com o técnico e com um jogador. Uma situação no mínimo paradoxal para os padrões daqueles Anos de Chumbo com a pressão de uma torcida para o presidente já que era o auge de repressão do regime militar (1964-1985) onde qualquer manifestação de protesto era terminantemente proibida após a decretação do AI-5, em  dezembro de 1968. No entanto, no futebol este Ato não teve o efeito devastador que atingiu a sociedade pois desde os fins dos anos 1960 (particularmente a partir de 1967) que as torcidas organizadas cariocas resolveram mudar sua atitude de apoio incondicional ao clube e passaram a se comportar de forma mais crítica e incorporando palavras, atitudes e gestos dos movimentos sociais de contestação ao regime militar. Os protestos nas arquibancadas tinham como alvo não somente os dirigentes, como técnicos e jogadores do clube do coração.
Enquanto a Torcida Organizada do Vasco (TOV) chefiada por Eli Mendes na ausência de Dulce Rosalina (torcedora-símbolo e liderança desde 1956), que se recuperava de um acidente no ônibus da torcida durante uma caravana para São Paulo em 1968, outros torcedores se movimentavam para organizar suas própria torcidas e/ou apoiarem atos de protestos contra os fracassos sucessivos nos últimos anos.
As novas torcidas organizadas do Vasco surgiram ainda em 1968. Se em Paris o mês de maio viu as ruas pegarem fogo nos inúmeros protestos dos estudantes contra o governo francês, em São Januário, o rastilho de pólvora chegava em 14 de maio com a criação da Torcida Dissidente, intitulada Leões Vascaínos, criada no embalo das manifestações de rua na cidade do Rio de Janeiro, no período anterior ao AI-5. Para Zuenir Ventura, autor do livro 1968, o ano que não acabou, é difícil encontrar uma explicação para tantas revoltas ao mesmo tempo: “movida por até hoje uma misteriosa sintonia de inquietação e anseios, a juventude de todo o mundo parecia iniciar uma revolução planetária” (2013, p.75).
O português Abílio Machado era o principal líder da torcida Leões Vascaínos que, junto de vários outros torcedores (principalmente da região da Tijuca) e de vários associados do clube, romperam com a ideia de uma torcida por clube. Este movimento já vinha ocorrendo na mesma intensidade nos outros clubes com o surgimento de Torcidas Jovens.
Abílio foi um dos principais articuladores do movimento que provocou a saída do presidente Reynando Reis em 1969. Pouco tempo depois, em fevereiro de 1970, um outro grupo de vascaínos da região do Grande Méier se reúne para fundar sua própria torcida. As primeiras reuniões aconteceram ainda em 1969 e tiveram como base inicial uma casa na rua Cônego Tobias, onde residia um médico conhecido da região e frequentador assíduo do Maracanã.
A Força Jovem e os Leões Vascaínos se colocavam nas arquibancadas atrás do gol, no Maracanã, bem distante da TOV que ficava sempre no início do lado direito das cadeiras especiais e tribuna de honra. Juntas e separadas as duas torcidas tinham momentos em que se uniam e se separavam. Em seção de cartas dos leitores é possível perceber que se travava um duelo amigável de quem teria a hegemonia dos jovens torcedores vascaínos, insatisfeitos com o clube o a torcida oficial.
Seja nas arquibancadas onde o duelo era de quem incentivava ou protestava mais ou nos jornais, ambas se acusavam de não serem totalmente independentes e de ainda viverem de favores dos dirigentes do clube.
Iniciado o campeonato carioca de 1970, o clube tem uma campanha modesta mas depois dá uma arrancada no final e surpreende vencendo seus adversários (mesmo sem ter um time de grandes estrelas, como o goleiro argentino Andrada e o experiente atacante Silva, ambos considerados os craques daquele elenco).
Na semana da conquista, o poeta Carlos Drummond escreve uma carta para seu neto que vivia na Argentina, demonstrando entusiasmo com a campanha do seu time do coração: “este ano estou com uma bruta esperança de ver o meu Vasco campeão carioca. Desde 1958 que nao temos este gostinho” (Drummond, 2002, p.228). O título vem por antecipação, em setembro, após derrotar o Botafogo na penúltima rodada. A festa da torcida vascaína vinha três meses depois da seleção brasileira conquistar de forma brilhante o tricampeonato no México (1958-62-70) com um futebol exuberante que encantou o mundo.
Comemorado intensamente pelo povo brasileiro que saía as ruas a cada vitória, era impossível dos militares não tirarem proveito de tamanha euforia. Foi o que se viu com a chegada dos jogadores ao país e milhares de pessoas acompanhavam os ídolos desfilando em carros abertos.
Transformar 90 milhões de cidadãos em torcedores foi a receita dos propagandistas do governo que souberam tirar proveito do futebol para promoverem suas campanhas como “Ninguém Segura Este País” e “Brasil, ame-o ou deixe-o”.
E foi nas ruas que a torcida vascaína mais comemorou o título com direito a passeata do Maracanã até São Januário após o jogo e, pelo Centro, da rua do Acre até a Rio Branco durante a semana e, finalizando, com uma carreata da sede na Lagoa até o Maracanã, no domingo seguinte.
Torcida e torcedores ganham as ruas e o destaque nos jornais. No dia seguinte a conquista é apresentada uma grande reportagem com Dulce Rosalina, já quase que inteiramente recuperada do acidente, ela é a figura principal ocupando uma página entre textos e fotos (aparece ainda com o braço engessado). Aos 38 anos, ela está na TOV liderando os torcedores e toda a tensão do jogo com o Botafogo é descrita. A medida que o clube faz 2 a 0 todos começam a ensaiar o grito de “Campeão”, mas ela resiste, pede para não cantar a vitória antes do tempo. Até o apito final o drama persiste. Eis que a partida termina e todos se confraternizam e choram como crianças.
Com o prestigio recuperado a torcida tem as manchetes dos jornais para varias iniciativas. Dirigentes, torcedores e jogadores esquecem as desavenças. Eli Mendes promete dois mil balões de gás vermelho para o jogo das faixas, os dirigentes (Adriano Lamosa) oferecem barris de chope em São Januário, enfim uma festa completa para tornar aquela conquista como inesquecível. Para apagar da memória os tenebrosos anos 1960.
No dia do último jogo (com o Fluminense) que seria a entrega das faixas, uma outra grande reportagem destaca um outro torcedor-simbolo do Vasco, Cartola. Um humilde senhor que se vestia sempre com roupas de gala para os jogos e tinha nos seus dentes símbolos do Vasco. O próprio torcedor já havia sido homenageado no livro de João Antero de Carvalho em 1968.
Terminava o ano e o clube era eliminado da Taça de Prata, mas a união com o clube e jogadores estava refeita. Mesmo com o fim do tradicional (1 clube = 1 torcida), o ambiente entre os torcedores vascaínos era de confraternização. O azar dos anos 1960 tinha ficado para trás, o pessimismo dos anos anteriores tinha passado. O signo do “milagre econômico” tinha entrado em São Januário, os tempos de protesto tinham ficado para trás. Talvez...
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.

Vasco Revista O Cruzeiro 1970

Vasco Jornal O Globo 1970

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

FORÇA JOVEM 1970: HISTÓRIAS DE MANOEL BIGODE

Um dos Fundadores da Força Jovem abre o Baú e revela episódios de 40 anos atrás. 
A imensa Torcida bem feliz, sempre fazendo festa nos Estádios, e presença nos jogos do Vasco. Alegria que se presencia hoje é continuidade da que animava a turma de Manoel das Neves na década de 1970. 
Hoje com 69 anos é mais conhecido como Manoel Bigode, ele foi um dos fundadores da Força Jovem. 
É uma história de amor ao Clube de São Januário, que teve início no tempo em que nas arquibancadas, o bumbo ainda não havia tomado o lugar do reco-reco feito de bambu. Contrariando a vontade do pai, o garoto Manoel se tornou Vascaíno. 
“Meu pai se chamava Januário, era Português e infelizmente, torcia para o São Cristóvão. Mas sou Vasco desde que nasci”, garante.
Foi no Basquete, em uma decisão do Vasco contra o Tijuca que lhe proporcionou um dos momentos mais marcantes na vida torcedor. 
O adversário vencia por um ponto de diferença, mas os vascaínos reverteram o placar para 89 a 88, com a colaboração nada esportiva de Bigode e sua turma.
”Faltavam um minuto para acabar o jogo e estávamos perdendo. Então, desliguei a luz da Quadra e junto com meus amigos, molhamos todo o Ginásio. O tempo que levou para ligar a luz e secar a Quadra foi suficiente para esfriar o jogo e revertermos o placar”, conta. 
“Aquele dia foi um dos melhores da minha vida. Ninguém descobriu que eu desliguei o disjuntor. Vencemos e no final ganhei uma camisa do melhor jogador do Vasco”. 
Hoje Manoel reconhece que não agiu corretamente. 
“Na hora, pensei com o coração, mas sei que minha atitude não foi das melhores”. 
Já foi época em que passava o dia inteiro no Estádio, preparando a festa para os jogos do Vasco.
 Embora não tenha mais pique para encarar a batalha das arquibancadas, ele atua em outra frente, ajudando na divulgação da Campanha O Vasco é Meu para arregimentação de Sócios. “Digo às pessoas que para tirar onda, tem de ser Sócio, pois assim ajudamos muito o Clube. Fico feliz, porque já consegui convencer muitos torcedores”, diz. 
Fonte: Revista do Vasco, Setembro 2010.

Força Jovem Revista do Vasco 2010

Força Jovem Revista do Vasco 2010
Força Jovem Manoel Bigode 1973

domingo, 20 de fevereiro de 2011

FORÇA JOVEM 1970: DE SONHO A REALIDADE

“Já não era mais um sonho, era uma realidade. 
A Força Jovem já era uma Torcida com Força e Amor ao Vasco. 
As duas faixas no Méier estavam prontas para ser lançadas no Maracanã, assim foi: 
A primeira dizia: “Vasco o Méier te saúda”, a segunda “Felicidade seu nome é Vasco”. Parabéns a todos que fizeram prevalecer e fundar a Torcida. 
Dr Guilherme, Dr João, Jorge Eduardo (Pulga), Manoel Bigode, Antônio Carlos (Girafa), Caio, Caetano, Inocêncio Jorge Barbosa (Barbosinha), Paulo Roberto (Bacalhau), Jorge Mello, Fernando Pitoso, Português, Sr. Rocha entre outros nomes. 
Nascia uma realidade e o Vasco se tornou Campeão de Terra e Mar, ganhamos tudo que havia nesse ano, um sonho que se tornou realidade, apesar de haver muitas resistências dentro do Vasco naquele ano contra a criação da Torcida, a Força conseguiu mostrar que ela vinha para ficar e ficou, acabamos com mitos que existia, como mulher dentro de uma Torcida comandada por Homens e etc. 
Apesar de que já existia a Torcida Feminina Camisa 12 comandada por Iara Barros, mais a Força tinha sua Ala Feminina”. Relata Carlinhos Português.

Força Jovem e TOV Maracanã 1970

Força Jovem 1970

FORÇA JOVEM 1970: FUNDAÇÃO

Fundada oficialmente no dia 19 de Fevereiro de 1970, em um casarão da Rua Cônego Tobias n.º 80, no Bairro do Méier, de propriedade do saudoso médico e Vascaíno Dr. Guilherme Lopes de Almeida, onde funcionou a primeira Sede no porão da casa.
 Os filhos de Dr Guilherme, Guilherminho e Fernanda, Manoel Fogueteiro, Caio, Jorge Mello, Kátia, Jorge Eduardo (Pulga), Paulo Roberto (Bacalhau) e Scyllas Roberto Graça, Geraldo Distasio, Sr. Rocha, Dr João, Caetano, com um grupo que fazia parte da Torcida de Dulce Rosalina que após sofrer um acidente em 1969, já não exercia a chefia da TOV com a mesma freqüência, mais tinha um grupo grande de amigos, entre eles Eduardo Moreira, Inocêncio José Barbosa (Barbosinha), José Agostino Saldanha (Saldanha), que era técnico do time de futebol da Torcida, Sandro, Orlando, Ronaldo (Valfrido), Gabriel e Antônio Carlos (Girafa) foram os fundadores da Torcida. 

 Rua Cônego Tobias, no Bairro do Méier Rio de Janeiro 2011
Força Jovem e TOV Maracanã 1970

                                                                                                                                       

FORÇA JOVEM 1970: ORIGEM DA FORÇA JOVEM

Ao contrário que pensam alguns, não somos uma dissidência da TOV.
 Houve uma Torcida chamada Leões Vascaínos, criada em 1969 por um Vascaíno fanático de nome Abílio e que ficava atrás do gol do Maracanã e na Social em São Januário, a Leões Vascaínos sim era uma dissidência da TOV, mais havia uma necessidade de renovação na Torcida do Vasco, que estava envelhecida e sem empolgação, então surgiu a idéia de criar uma Torcida Guerreira e Politizada. 
A Força Jovem nasceu da união de torcedores do Méier, com um grupo de amigos de D. Dulce Rosalina.
Nessa época a Torcida cantava no Maracanã:
Olê, Olá, o nosso Vasco, esta botando pra quebrar.

Força Jovem 1994

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

FORÇA JOVEM: PRESIDENTE JORGE MELLO 1970

Depois de Manoel Fogueteiro (Manuel Santos Cunha) que foi de 1969 a 1970, assume o cargo de Presidente da FJV Jorge Melo que ficou de 1970 a 1971.

2º Presidente Jorge Mello foto 1973

2º Presidente Jorge Mello foto 2004