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domingo, 16 de julho de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 2014 O MARACA É NOSSO

                          “Vou subir a Colina para ver meu amor, vou ver meu Vasco jogar”
                                                                                         Fernanda Abreu cantora

2014                      O Maraca é Nosso

        Juninho havia previsto sua despedida do futebol jogando o campeonato carioca de 2014 mas no final de janeiro, em razão de sucessivas lesões, o jogador resolve, aos 39 anos, abandonar o futebol para a tristeza de seus inúmeros admiradores. Na mesma época falecia o jornalista da Rádio Tupy, Jorge Nunes. Irreverente e com uma linguagem popular, o comentarista fazia questão de participar dos debates esportivos defendendo com orgulho o seu time do coração.
Ainda no início do ano a Força Jovem era novamente punida com a extensão da pena de não comparecer aos jogos por um ano. Para o sociólogo Mauricio Murad, a medida era ineficiente pois faltava uma articulação das diferentes esferas públicas, envolvendo também federações e clubes e se criar um verdadeiro plano nacional contra a violência. Para piorar a situação os problemas dentro da torcida continuavam com a disputa entre os grupos rivais:.
        No ano da Copa do Mundo no Brasil não faltaram estudos sobre o futebol e o tema do fenômeno das torcidas continuou predominando. O sociólogo Bernardo Hollanda, escreve um antigo sobre as mudanças com o surgimento de um novo estilo de torcer em UMA ANÁLISE DAS NOVAS DINÂMICAS ASSOCIATIVAS DE TORCER NO FUTEBOL BRASILEIRO[1]. Nele é feito uma análise histórico-sociológica de compreensão da atuação desses subgrupos contestando a visão corrente da grande imprensa e de outros setores da sociedade segundo a qual a violência seria uma patologia social inerente aos membros das torcidas organizadas – com os pejorativos “vândalos”, “bárbaros” e “irracionais”. Para Hollanda, as várias pesquisas já apontavam para a necessidade de apreender as transformações internas por que vêm passando as torcidas organizadas nos últimos anos. Em paralelo ao crescimento e à intensificação das brigas fora dos estádios, novos agrupamentos de jovens torcedores surgem nas arquibancadas, com a proposição de um discurso antagônico ao das torcidas tradicionais.
            Pouco antes da Copa do Mundo de 2014, uma briga entre as torcidas de Flamengo e Corinthians, válida pela segunda rodada do campeonato brasileiro com transmissão pela televisão, não teve a mesma punição que os vascaínos sofreram. Em nota, a Força Jovem lamenta que a repercussão e a punição tenham sido nulas:a nossa INDIGNAÇÃO, NENHUM VEÍCULO de COMUNICAÇÃO, noticiou a "CONFUSÃO GENERALIZADA", envolvendo as DUAS MAIORES ORGANIZADAS do Flamengo! Para nós, não é nenhuma SURPRESA, pois esta MÍDIA COMPRADA FAZ O POSSÍVEL E IMPOSSÍVEL para PROTEGER O SEU TIME QUERIDO E DO CORAÇÃO!” Também a Guerreiros do Almirante sai em defesa de uma lei igual para todos: “não entendemos o silêncio da Grande Mídia e do "guardião da justiça" Paulo Schmidt diante da briga ocorrida no Pacaembu, no dia 27 de abril de 2014, entre Corinthians x CRF, onde a Torcida do Clube "roubado é mais gostoso" se confrontou entre si, com direito a imagens de selvageria, furtos e agressões!
Onde esta a ISONOMIA? Onde esta a Justiça?”, conclui o protesto.
Mesmo sem enfrentar o Flamengo no campeonato brasileiro de 2014, a torcida vascaína não esqueceu do rival depois da Copa do Mundo e aproveitou para fazer uma paródia da música cantada pela torcida da Argentina para provocar os brasileiros, "Decime qué se siente". Na letra não faltam lembranças de vários carrascos: Cocada, Pedrinho e Edmundo. Mas a provocação maior é o fato dos rubro-negros não terem um estádio próprio. A aproximação da torcida vascaína com os argentinos se deu na final da Copa do Mundo. Antes dos argentinos o contato tinha sido com os chilenos, quando a GDA  apareceu em imagens ao lado de membros da Barra Brava Los de Abajo, da Universidad de Chile, que vieram ao Rio assistir sua seleção jogar contra a Espanha”. Depois foi a vez dos Guerreiros do Almirante e da Ira Jovem, receberam em São Januário a principal Torcida Organizada (Barra) do Boca Junior, a La Doce (La 12), antes da grande final no Maracanã entre Alemanha x Argentina.
        A novela Império da Rede Globo foi o grande sucesso da dramaturgia neste ano. No papel principal o ator Alexandre Nero interpretando um rico empresário manifesta em diversos capítulos seu amor pelo clube do coração: o Vasco. Em um dos episódios ele comenta o seu interesse em patrocinar o clube que vivia no mundo real uma grave crise financeira. Outros dois personagens demonstram que eram vascaínos: sua filha, vivida pela atriz Leandra Leal e o dono do bar, interpretado por Jackson Antunes.
Em novembro Eurico Miranda retorna a presidência do clube ao vencer as eleições com mais de 50% dos votos válidos dos vascaínos. O ex-presidente derrotou os candidatos Roberto Monteiro, pela chapa Identidade Vasco, e Julio Brant, pela chapa Sempre Vasco. No dia seguinte da vitória de Eurico Miranda o responsável pelo “blog da Fuzarca” lamenta o resultado pois as pesquisas na Internet preferiam, com maioria absoluta (70%), a vitória de Julio Brant: “A vitória do Eurico Miranda é uma prova cabal do desencontro entre o que pensa o torcedor – ávido por mudanças, simpático à ideia de profissionalização do futebol e a democratização do clube – e o eleitor médio vascaíno, em grande parte conservador, tradicionalista e que não trocaria nunca o conceito vago de “impor respeito” por uma administração mais transparente”.
A eleição ocorre próximo da volta do clube para a Série A. No dia 8 de novembro 50.000 pessoas prestigiavam o time na vitória contra o ABC no Maracanã, mas a classificação viria alguns dias depois (dia 22) em um sofrido empate diante do modesto Icasa também no Maracanã, diante de um público de mais de 56.000 pessoas que vaiaram impiedosamente o time, apesar da classificação.
            Um dos poucos jogadores poupados pela torcida nesta temporada foi o volante argentino Guiñazu com seu estilo aguerrido, ele foi uma das raras exceções a ter seu nome gritado pelos torcedores que o chamavam de PItbull. O argentino de 36 anos e contrato com o Vasco até julho do ano que vem, já demonstrou vontade em ficar no Vasco e deseja até mesmo encerrar a carreira no clube.
            A revista norte-americana Times escolheu as 34 imagens mais marcantes em todo o mundo no ano de 2014 e, uma das fotos faz referência a um simbólico torcedor vascaíno, chamado Caíque. A reportagem destaca a fé do conhecido torcedor dos vascaínos, cujo nome verdadeiro é Carlos Henrique, trazendo a seguinte legenda: “Em todo jogo disputado pelo clube do Rio Vasco da Gama, Carlos Henrique do Nascimento carrega um cartaz em que se lê “fé” e uma planta que alguns torcedores acreditam trazer sorte (são os galhos de arruda que ele carrega)”.
O Brasil encerrava em 2014, mais uma vez, como a nação que mais ocorreram crimes por causa de futebol em todo o mundo. Este ano foram 18 mortes motivadas por rivalidades clubísticas, como atestam números oficiais tabulados pelo professor e sociólogo Mauricio Murad. De nove medidas anunciadas pelo governo depois de Joinville, apenas uma foi executada (o cadastro de torcidas organizadas) - diz Murad[2]. As outras medidas anunciadas continuam apenas no papel: criação de um guia de procedimento de segurança para atividades esportivas; Juizado de torcedores e delegacias especiais; segurança integrada; qualificação dos estádios; câmara técnica e estatuto da segurança privada nos estádios; e maior responsabilização dos clubes
2010: 12 pessoas Morreram por causa de futebol no Brasil.
2011: 11 pessoas Tiveram a morte comprovadamente ligada a rixas de torcidas.
2012: 23 pessoas Foram mortas por torcerem por times diferentes. Nesse ano, a violência do futebol dobrou.
2013: 30 pessoas Foram assassinadas por torcedores rivais. Foi o maior número da História.
2014: 18 pessoas Morreram por causa de futebol no Brasil. A redução se deveu à pausa para a Copa do Mundo
 Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.


[1] Fonte: Recorde: Revista de História do Esporte Artigo Volume 7, número 1, janeiro-junho de 2014, p. 1-3 Hollanda, Azevedo e Queiroz.
[2] Fonte: Novanews em 29 de Dezembro de 2014.

Vasco Maracanã 2014

Vasco Maracanã 2014


sábado, 1 de novembro de 2014

GUERREIROS DO ALMIRANTE 2014: NUNCA VÃO ENTENDER ESSE AMOR

Parte dos cerca de oito mil torcedores presentes na Colina fazem parte da Torcida Guerreiros do Almirante, que fica em frente ao camarote destinado aos jornalistas. 
Durante os 90 minutos, eles cantaram e apoiaram o Gigante da Colina.
No fim, antes de deixar ao Estádio, estes mesmos torcedores cantaram “nunca vão entender esse amor”.
Realmente.. Só sendo louco, como eles mesmos se chamam, para entender essa paixão.

Guerreiros do Almirante 2014

Guerreiros do Almirante 2014

Guerreiros do Almirante 2014

domingo, 17 de agosto de 2014

GUERREIROS DO ALMIRANTE 2014: MOVIMENTO QUE REVOLUCIONOU O JEITO DE TORCER NAS ARQUIBANCADAS CARIOCAS

Salve,
Com muita alegria escrevo a todos os Guerreiros, simpatizantes e amigos da Cruz de Malta sobre o movimento que revolucionou o jeito de torcer nas arquibancadas cariocas. Nada melhor do que lembrar, comemorando junto com os amigos na Saída 3 em São Januário. A Saída pode até mudar, mas continuaremos sendo sempre os Guerreiros da Saída 3. Como não poderia deixar de fazer, parabenizo o Movimento Guerreiros do Almirante (GDA) pelo seu oitavo ano de existência em especial a todos aqueles que de alguma forma ajudaram a GDA a ser o pulmão de São Januário.
E por que a GDA foi e continua sendo importante para o Vasco?
Sou suspeito pra falar, apaixonado pelo Vasco, torcedor de arquibancada, vi a GDA nascer, crescer e tomar corpo. Tive a honra de participar de momentos únicos da Torcida, apesar de apenas no terceiro ou quarto jogo entrar para a GDA. Talvez essa é uma das poucas coisas que me deixa ‘triste’, se é que podemos ficar triste, a outra é o fato de um dia já ter falado mal da GDA na comunidade do Vasco no Orkut.
Pra piorar discuti asperamente com um dos seus fundadores Yuri Kebian, mas fui salvo, tomei um antídoto da loucura, pedi perdão aos meus pecados e me tornei mais um ‘Psico’. 
Para entender isso, volto ainda mais o tempo.
Antes da GDA existir passávamos em um momento muito triste, parte da torcida do Vasco brigava entre si.
A maior Torcida do Vasco estava dividida, surgia a Ira Jovem, quase que no mesmo tempo, a Força Jovem estava separada por cordas em São Januário e pra piorar, o Vasco acabara de perder para o seu maior rival. Puta Merda! Frase que ficou muito conhecida na GDA depois de um vídeo no Youtube (Vasco x Juventude 2006). Como acreditar na criação de mais uma Torcida? Pois bem, de desacreditado, me tornei um membro e mais tarde uma das lideranças, de uma Torcida que tem características únicas.
A organização então não se fala, chegávamos 4 horas antes de começar o jogo, picotávamos papel picado até o dedo da mão criar bolha, quando não pegavam os papéis das ‘lotéricas’, criávamos músicas na hora, ensaiávamos e gritávamos muito, tudo isso dentro do bar rodeado de muita cerveja, alguns davam ‘PT’, outros fumavam charutos. Dizem que os charutos eram pegos da macumba, mas deixa isso para lá rs. 
Terminava o jogo e ficávamos no bar, alguns esticavam para a Lapa, outros já estavam no Orkut, para tratar da festa do próximo jogo.
Eram três a quatro dias de muita dor muscular e rouquidão quando não íamos para a Praia de Copacabana e jogávamos ainda o nosso futebol e voltávamos gritando para todo mundo ouvir que éramos Vasco da Gama.
A Torcida crescera como uma família, de colegas viramos irmãos e assim a GDA se encorpou.
Fizemos festas de todos os tipos, usamos sinalizadores, candelas, piscas, voltávamos cheios de queimaduras e blusas furadas, tacávamos bobinas e pegávamos escondidos nos supermercados, quando não com o dinheiro do caixinha da GDA e doações abertas na internet comprávamos.
Assim fizemos dois bandeirões, bandeiras, trapos, bandeirinhas, barras e tínhamos uma banda com um número de instrumento que impressionava. Caravanas para diversos lugares, foguetórios nos hotéis, enfim a GDA foi e continua sendo modelo para diversas barras do Brasil. 
Hoje vejo a GDA bem renovada, confesso que toda vez eu vou aos jogos, tomo um susto por não reconhecer a grande maioria, mas feliz em ver que o espírito de loucura contagia até hoje os novos membros. Como falava antigamente “A LOUCURA ESTÁ APENAS COMEÇANDO”. 
Avante Guerreiros, a nossa voz é a nossa arma. Que os nossos adversários Tremam, que a nossa bandeira seja carregada para todos os lados. Sejamos o modelo e a inspiração, o jogador mais importante do Vasco. 
Saudações Vascaínas
Att: Thiago Fernando “Fuzil”

Guerreiros do Almirante 8 anos 2014

Guerreiros do Almirante 8 anos 2014

segunda-feira, 14 de julho de 2014

GUERREIROS DO ALMIRANTE, FORÇA JOVEM E IRA JOVEM 2014: TORCIDAS DO VASCO RECEBEM A LA DOCE EM SÃO JANUÁRIO

As Torcidas Organizadas do Vasco da Gama, Guerreiros do Almirante, Força Jovem e Ira Jovem, receberam em São Januário a principal Torcida Organizada (Barra) do Boca Junior, a La Doce (LA 12), no domingo, antes da grande final no Maracanã entre Alemanha x Argentina. Isso já tinha acontecido com a Torcida Los de Abajo, da Universidad de Chile, famosa La U.
Isso serviu de vez para acabar com os boatos sem cabimento, que Torcidas Organizadas do Rio iriam se unir para enfrentar os argentinos pelas ruas do Rio de Janeiro.
Tanto a Força Jovem (FJV), como a Torcida Jovem do Flamengo (TJF), emitiram Notas Oficiais desmentindo esse absurdo que a imprensa andou divulgando.
Torcida Organizada é feita para torcer pelo seu Clube e não para ir pra rua cometer violência, a imprensa do Rio deveria acompanhar mais o dia a dia das Torcidas Organizadas, eles não divulgam nada de bom que as Torcidas fazem, várias Ações Sociais acontecem e não sai nenhuma nota, mais se tiver uma briga.
“Venho em meu nome, em nome de Omar (Argentino) e de toda La Doce (LA 12), agradecer aos amigos da Guerreiros do Almirante (GDA), Ira Jovem do Vasco (IJV) e Alexandre Cebola (ex Presidente da FJV) pela recepção que nos deu hoje em São Januário. Obrigado de coração mesmo, pela ajuda!!”, falou Kurt Alves.
“Quando eu cheguei o kurt ainda não havia chegado, mas foi assim, o Omar me liga em cima da hora e fala que os gringos estavam chegando e estavam bem perto da Cidade, tipo na serra quase chegando, aí tive que me arrumar rapidamente e sair, fui na Penha, peguei o Omar e fomos até o ônibus dos Barras do Boca, a LA 12, e levamos os argentinos pra São Januário e lá eles ficaram até a hora do jogo, não é muito mas dei a minha contribuição, contou Alexandre Cebola.

Torcida La Doce (La 12) em São Januário 2014
Torcida La Doce (La 12) em São Januário 2014