sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

ASTOVA 1983: NOVO PRESIDENTE ELY MENDES TORCIDA DÁ TOTAL APOIO A CALÇADA

Uma das primeiras medidas do novo Presidente da Associação das Torcidas do Vasco (ASTOVA), Eli Mendes, será elaborar um documento de total apoio ao Presidente Antônio Soares Calçada, visando cooperar com o dirigente para o time fazer uma boa campanha na Taça de Ouro. A entidade cadastrará ainda todas as diretorias das Torcidas para facilitar o movimento de apoio a equipe.
Para poder exercer melhor seu mandado, de um ano, Ely Mendes deixou a chefia da Torcida Força Jovem. Ele escolheu como 1º Vice Presidente: Dulce Rosalina com quem se reuniu ontem para tomar outras medidas visando o funcionamento da entidade.
Uma delas será marcar quatro grandes festas durante o ano, como a dos dias da mãe e do pai, a dos melhores jogadores e repórter que cobre as atividades do clube, no final do ano, e aumentar o número de sócios.
- Vamos dar uma nova dimensão a Associação para dar uma substancial ajuda ao clube e começaremos com total apoio ao time no jogo contra o Corinthians, em São Paulo.
Fonte: Jornal dos Sports 13 de Março de 1983

ASTOVA Jornal dos Sports 1983

Dulce Rosalina e Ely Mendes 1980


terça-feira, 18 de dezembro de 2018

VASCO 2018: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 2018 UUUUUUUUU


                                                       “Aqui lutamos por negros e operários”
                                                            Adesivo da Esquerda Vascaína

2018                   “UUUUUUUUU”
            
As incertezas sobre quem seria o novo presidente do clube com a divisão da chapa vencedora[1] já demonstravam aos vascaínos que o ano de 2018 prometia muitas esperanças (com a volta do clube ao disputar a Taça Libertadores e a vitória de um candidato de oposição) e também muitas incertezas. Teria o novo presidente capacidade de unir o clube? Nosso time estaria em condições de voltar a dar alegrias a massa vascaína? Os resultados ao longo do ano com as frequentes divisões na política interna do clube e as seguidas derrotas e eliminações precoces nas principais competições, terminaram por frustrar a todos os cruzmaltinos.
O time começa empolgando na Libertadores com uma convincente vitória de 4 a 0 no Universidad de Concepcion, no Chile. No mesmo período o Vasco disputa o campeonato carioca e consegue chegar a final como favorito diante do Botafogo. Diante de quase 60 mil pessoas (o maior público do clube no ano) o time consegue manter o empate (placar que lhe dava o título) até o final. Quando a torcida já ensaiava os gritos de “é campeão!!!” veio o gol do Botafogo. Nos pênaltis, o adversário consegue nos superar por 4 a 3.
Perdido o estadual, começávamos a atravessar o pior momento do ano com a eliminação na Libertadores após a derrota para o Cruzeiro em pleno estádio de São Januário com um placar adverso avassalador: 4 a 0. Na mesma época o clube vendeu a nossa maior promessa, o atacante revelado nas bases Paulinho, por 20 milhões de euros (a maior venda de um atleta na história do clube).
Não faltavam elementos para uma crise profunda se instalar no clube. Sem sua maior promessa, eliminado precocemente na Libertadores, com derrotas inexplicáveis e acirrada briga interna entre sócios, torcedores e conselheiros, sobrou para o técnico Zé Ricardo que pede demissão.
A maior polêmica do ano para os torcedores do Vasco não foi contra os torcedores rivais ou seus dirigentes. Começou através de uma foto em que sete jogadores[2] postaram em suas redes sociais criticando a atitude da vaia dos torcedores (“Hhhhhuuuuu” era a legenda em que os jogadores posam na foto). O que os atletas não esperavam foi a imensa repercussão dos vascaínos que se mobilizaram pela internet e passaram a reagir com muita veemência. Durante a semana e ao longo de todo o ano os jogadores não tiveram vida fácil e foram hostilizados pelos estádios e no mundo virtual
Pouco antes da Copa do Mundo na Rússia um grupo de torcedoras cria um coletivo em defesa da presença feminina nos estádios. O grupo “Vascaínas contra o Assédio” foi a grande novidade nas arquibancadas carioca deste ano promovendo inúmeras campanhas ao longo do ano ao defender uma série de ações afirmativas combatendo o ambiente de machismo nos estádios.
            A repercussão mundial de um vídeo de brasileiros assediando uma russa as vésperas da Copa demonstrava como aquele comportamento estava enraizada na cultura torcedora brasileira. O repúdio nas redes sociais serviu de estímulo para várias iniciativas de combate a este tipo de comportamento. A ação inicial das vascaínas, só serviu para confirmar o pioneirismo de nosso clube.
            Uma pausa para os vascaínos se concentrarem em acompanhar a Copa e a estrela do ex-jogador vascaíno Philippe Coutinho começa o ofuscar o grande nome da seleção, o atacante Neymar. O vascaíno é o principal destaque da seleção na primeira fase da competição. Mas este não vai ser um ano para os cruzmaltinos comemorarem nada.  O Brasil é eliminado pela Bélgica. Restava a Copa do Brasil, a Sul Americana e o Campeonato Brasileiro.
Pela Copa do Brasil, a vitória de 2 a 0 diante do Bahia não possibilitou passarmos de fase. No torneio internacional, novamente o time até consegue vencer o LDU (Equador) com vitória de 1 a 0 em São Januário (quase 20 mil pagantes) mas o resultado não foi suficiente para a classificação. Restaram os aplausos ao time e as vaias para o técnico Jorginho, que foi chamado de “burro” pelos torcedores.
             Na véspera de comemorar os 120 anos de fundação, o Vasco recebe o Ceará em casa. Diante de um adversário na penúltima colocação, milhares de vascaínos lotam[3] São Januário e pressionam o time ao ataque entoando: “não é mole não, ganhar no Caldeirão é obrigação”, mas saem frustrados com um empate. O time continuava muito próximo da zona de rebaixamento.
Em setembro o time do Vasco volta a jogar no Maracanã para enfrentar o Santos. Cerca de 34 mil pessoas (maior público no Rio fora os clássicos) se revoltam com a derrota por 3 a 0[4] e gritam “time sem vergonha”. O resultado é uma ducha de água fria nas pretensões do clube se afastar da zona de rebaixamento.
A reta final do Brasileirão combinou com a tensão na acirrada disputa presidencial do Brasil que fez os ânimos se exaltarem em todo o país. Nas arquibancadas cariocas e nas ruas da cidade, a novidade veio da união de movimentos de torcedores de esquerda que se unem para defenderem suas bandeiras nos estádios e nas passeatas. Em São Januário, o movimento “Esquerda Vascaína”[5] aproveita o momento de adesão irrestrita dos torcedores nos jogos contra (Atlético-PR, público de 20 mil, São Paulo 15 mil e Palmeiras, recorde de público em nossa casa  em 2018 com 21 mil pessoas) e faz uma campanha com milhares de adesivos no peito lembrando o passado glorioso do clube ao lutar contra o racismo e destacar sua origem social. Na semana de comemoração do Dia da Consciência Negra, os vascaínos recebem o adesivo com a frase: “aqui lutamos por negros e operários”.
Apesar de a torcida abraçar o time em casa o fantasma do rebaixamento se prolongou até o último jogo. “UFA” esta foi a expressão de alívio que os vascaínos de todo o Brasil manifestaram quando o juiz apitou o final da partida diante do Ceará. O empate em 0 a 0 amenizou a humilhação diante da iminência de um novo rebaixamento e dos terríveis cálculos matemáticos que fazíamos para derrotas dos outros candidatos a caírem de divisão. O ano terminou de forma melancólica para uma torcida que em momento algum abandonou o time nas últimas rodadas. Diante de tantos sofrimentos e desilusões, foi o que salvou o nosso orgulho ao demonstrar tamanha dedicação ao clube em momento tão delicado. Poucos clubes podem ter isto em sua História. Mas em honra aos times do passado o nosso destino glorioso de vitórias deve ser logo retomado.
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.


[1] A primeira surpresa do ano para os vascaínos veio em janeiro através da eleição de Alexandre Campello ( recebeu 154 de 242 votos de conselheiros). Esta  foi a primeira vez na história do clube que o vencedor da eleição realizada pelos sócios ( Julio Brant) não venceu no Conselho Deliberativo.
[2] Fabrício, Gabriel Felix, Erazo, Evander, Paulão, Wellington e Rafael Galhardo.
[3]  Cerca de 15 mil pessoas numa segunda-feira a noite.
[4] Esta foi a primeira derrota do Vasco para o Santos no Maracanã depois do jogo em que Pelé marcou o milésimo gol em 1969.
[5] Criado em 2017, o movimento de torcedores “Esquerda Vascaína” começou a se destacar em 2018 ao fazer  diversos  atos e protestos políticos no estádio.


Vasco faixas de Campeão

terça-feira, 20 de novembro de 2018

VASCONTENTE 1977: VENHA FAZER PARTE DA VASCONTENTE

Gostaria de convidar todos os Vascaínos da Baixada para grande caravana da Torcida Vascontente no primeiro jogo do returno que será no dia 17 no campo do Bangu. 
Contamos com sua presença.
Queremos lembrar se você ainda não tem a sua camisa da Vascontente é só procurar o Manoel na Padaria Primor, Rua Almirante Tamandaré, 11 ap: 303.
As moças que quiserem tomar parte da Torcida Vascontente é só procurar a Selma na Rua Almirante Tamandaré.(15/07)

ESCREVA PARA VASCONTENTE
Você que é Vascaíno e não reside no Rio, não fique triste.
A Torcida Vascontente levará alegria onde você estiver. 
Para isso é só escrever para o endereço.
Rua Almirante Tamandaré 11 ap: 309 Nilópolis, que estaremos ao dispor. (16/07)

ALEGRIA ME FAZ CONTENTE
Tristeza me faz doente
Alegria me faz contente
Por isso estou com a Vascontente.
Você pode e deve participar da Torcida mais quente da Baixada e para isso é só procurar o Bar do Trem na Av. Oswaldo Cruz, 45 Nilópolis ou com Tereza. (12/08)
João Luíz, Chan Chão
Fonte: Jornal dos Sports 15 e 16 de Julho e 12 de Agosto de 1977


Vascontente Jornal dos Sports 1977

Vascontente Jornal dos Sports 1977

Vascontente Jornal dos Sports 1977

Vascontente Jornal dos Sports 1977



Vascontente Maracanã 1977

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

ADEPTOS DE PETRÓPOLIS 1976: CARAVANA RUMO AO MARACANÃ

A Torcida Organizada (TOV) e Força Jovem estão preparando festa para domingo no Estádio Mário Filho. Dulce Rosalina e Eli Mendes iniciaram ontem os preparativos, para preparar as novas faixas e bandeiras.
Os Adeptos de Petrópolis, dirigido por Eli Fernandes, já esta vendendo passagem para o jogo de domingo. Já conseguiu  lotação para doze ônibus. Os interessados podem procurá-lo na Banca de Jornais na esquina da Rua Itararé, das 9 as 21 horas, todos os dias.
Fonte: Jornal dos Sports 25 de Junho de 1976

Adeptos de Petrópolis Jornal dos Sports 1976

Vasco acervo de Clóvis 1976

Torcida do Vasco 1976

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

FEMININA CAMISA 12 1975: TORCIDA FEMININA ESTRÉIA O SEU NOVO UNIFORME

As representantes da Torcida Feminina Camisa 12, visitaram na tarde de onte o Jornal dos Sports, ocasião em que apresentaram o seu novo uniforme, que será sorteado hoje, em São Januário. Fundada em 06 de Maio de 1973, a Torcida Feminina é liderada por Iara Barros, tendo como Rainha Célia Soares, que será coroada em Maio.
O uniforme é composto por uma camiseta branca (oferecida pelo Ponto Frio Bonzão), calça comprida (branca ou preta) ou short branco, boné, meia e tênis preto. Hoje, antes do jogo Vasco x Cruzeiro, Iara, Célia e Teresa Ricciotti (foto), estarão em São Januário homenageando a Sra Orlando Baptista, a mãe do atacante Roberto e o Dr Armando de Abreu e Sra, este superintendente do Vasco. Os homenageados receberão flores da A Camélia, oferecidas por Alváro Moreira.
As jovens interessadas em filiar-se a Torcida Feminina devem procurar Iara ou Célia, em dias de jogos do Vasco, Estádio Mário Filho ou em São Januário. O uniforme completo custa Cr$ 16,00, a carteira e a mensalidade, apenas Cr$ 5,00.
Fonte: Jornal dos Sports 23 de Março de 1975

Feminina Camisa 12 Jornal dos Sports 1975

Feminina Camisa 12 Jornal dos Sports 1975

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

FEMININA CAMISA 12 E RENOVASCÃO 1984: ESTAS MULHERES VALENTES E SUAS TORCIDAS MARAVILHOSAS

As mulheres estão tomando os espaços que até então eram dominados pelos homens. Elas se tornaram mais audaciosas, valentes e, acima de tudo, começaram a colocar para fora os seus valores intelectuais. A mulher sabe enfrentar com fato os obstáculos que surgem pelos caminhos. E foi assim que elas venceram a barreira de se tornaram Chefes de Torcida.
Elas conciliam a vida do lar e do trabalho com o grito vibrante que faz eco aos Estádios. São respeitadas e admiradas pelos homens nas arquibancadas. Esses homens, agora, não são mais os líderes absolutos. Alguns são até comandados pelo “sexo frágil”. A mulher, com graça e sensibilidade, comanda e embeleza o espetáculo.
Um exemplo disso é Tia Laura, que com seus 64 anos está nas arquibancadas, chefiando a Charanga do Flamengo, a primeira Torcida Organizada, fundada na década de 1940 por seu marido, Jaime de Carvalho, já falecido. Antes a Torcida tinha o nome de Avante Flamengo, “mas como os músicos não eram lá essas coisas”, Ari Barroso, cantor, compositor, apresentador e flamenguista doente, interveio:
“Esses músicos são muito ruins, Jaime. Por isso, essa Torcida tem que se chamar Charanga do Flamengo, pois tocando mal desse jeito que eles tocam, só pode ser Charanga.
Outra Chefe de Torcida é Tuninha, 31 anos, da Flamante. Ela afirma que o verdadeiro amor é o Flamengo. E que assim será até morrer. Bancária, ela concilia todos os seus afazeres. É uma guerreira na defesa do Clube de seu coração. A madrugada não a assusta, durante os preparativos para a festa nas arquibancadas, para o seu Flamengo. As derrotas do time não a entristece, pois nesse momento, se lembra das grandes vitórias, especialmente aquelas obtidas com muita garra.
Lugar de mulher é em casa? Nada disso. Afirma Iara da Silva Barros, Chefe da Torcida Feminina Camisa 12 do Vasco, há 11 anos. Mulher dinâmica, sem preconceitos, é firme em suas decisões. Após ter participado da Torcida Força Jovem, liderada por Eli Mendes, resolveu fazer alguma coisa diferente pelas mulheres e pelo próprio Vasco. Foi a luta e criou uma Torcida exclusivamente de mulheres. Todas são carinhosamente chamadas de Luluzinhas. Houve uma receptividade muito boa das Torcidas dos demais grandes clubes e surgiu a Fluminina. Pena que não vingou.
Pouca gente ouviu falar em Helena Lacerda. Mas quem não conhece a Tia Helena da fiel Tricolor? Quando começou a ser Chefe da Torcida fez um pacto consigo mesmo de despreendimento pelo Fluminense. O seu amor pelo Clube é enorme. A prova disso é que deixou de viajara Europa para investir o dinheiro na reforma da Sede de sua Torcida no Maracanã, gastando cerca de Cr$ 3 milhões.
Mas, o melhor exemplo de dedicação e abnegação é Dulce Rosalina, Chefe da Renovascão. É a mais antiga Chefe de Torcida. Seu amor pelo futebol nasceu quando ela era criança. Mas tarde, quando se casou com o jogador de futebol ponce de Leon, sua paixão aumentou. Hoje, vive para o seu Vasco da Gama.
Fonte: Jornal dos Sports 26 de Setembro de 1984


Feminina Camisa 12 e Renovascão Jornal dos Sports 1984



quinta-feira, 28 de junho de 2018

ALMIRANTE DA COLINA 1978: ISSO É TORCIDA

Vascaínos, desde o nascimento de nossa Torcida, Almirante da Colina, todos podem se orgulhar de possuir uma facção atuante, presente com participação interrupta de incentivos a nossa equipe.
Nosso surgimento teve apoio de pessoas que acreditam em nós. De fato, uma Torcida não pode prescindir de uma verba para aquisição de materiais necessários ao seu incremento e ornamentação. Todavia, temos certeza que, não obstante o número de adeptos não ser gigantesco, estamos nos sobressaindo, sobremodo, nas arquibancadas por onde já nos fizermos presentes.
Não nos envergonhamos de gritar, bradar, cantar, pular, chorar. Somos autênticos. Uma afirmação podemos fazer: Nossa Torcida não terminará, conforme maldosas interpretações. Isso podemos até jurar! Somos, sobretudo, amantes das coisas belas e dentre elas está o adorado Clube de Regatas Vasco da Gama. Possuímos em nosso nome, a presença do bravo Almirante da vitória, bem como a Colina histórica.
Almirante da Colina, laço fiel do verdadeiro espírito Vascaíno. (29/11)

GRANDE CHURRASCO VASCAÍNO
A Torcida Almirante da Colina fará um Churrasco de Confraternização de fim de ano na churrascaria Cajuti na Quinta da Boa Vista. Pedimos o comparecimento em massa de toda a nossa Torcida, para o grande acontecimento. (Chiquinho 16/12)
Fonte: Jornal dos Sports Coluna Bola em Jogo 29 de Novembro, 16 e 30 de Dezembro de 1978.

Torcida Almirante da Colina Jornal dos Sports 1978

Torcida Almirante da Colina Jornal dos Sports 1978

Torcida Almirante da Colina Jornal dos Sports 1978

Torcida Almirante da Colina 

Torcida Almirante da Colina 1978


domingo, 10 de junho de 2018

FORÇA JOVEM 1995: CHURRASCO DE FIM DE ANO EM SÃO JANUÁRIO


Força Jovem São Januário 1995

Força Jovem São Januário 1995

Força Jovem São Januário 1995

Força Jovem São Januário 1995

Força Jovem São Januário 1995

domingo, 4 de março de 2018

ASTOVA 1993: ASTOVA EXIGE ESTATUTO

Associação quer leis para controlar as Torcidas e evitar “lei de Gérson”.
Agora, qualquer Torcida Organizada que surja no Vasco ou em outro grande Clube do Rio deverá ter o seu próprio estatuto. A exigência é da Associação das Torcidas Organizadas do Vasco, ASTOVA, para o ano de 1993. Outra exigência é a de proibir a entrada nos Estádios das Torcidas que não estiverem devidamente uniformizadas.
O Vasco tem atualmente dez Torcidas filiadas a ASTOVA: Força Jovem, TOV, Pequenos Vascaínos, Força Independente, Renovascão, Tulipas Vascaínas, Vasboavista, Garra Cruzmaltina, Vascaínos da Serra e Vaspetrópolis. Houve uma época em que o número de Torcidas Organizadas irregulares não era controlado no Clube.
“Como em outros Clubes, tivemos que controlar várias torcidinhas que só queriam levar vantagens da ASTOVA”, diz José de Souza Barbosa, o Zeca, que até o mês de abril estará a frente da Associação como diretor.
Cada Torcida Organizada que surge no Vasco goza de certos privilégios como: ingresso gratuito nos Estádios, que são distribuídos de acordo com o número de componentes que contém a facção, ônibus para as caravanas que acompanharão o Vasco fora do Rio e outras pequenas vantagens como segurança que é dada pela Polícia Militar do Rio, dentro dos Estádios, o que também é controlado pela ASTOVA.
“E qualquer problema que a facção tenha dentro ou fora de campo, o de violência por exemplo, deve procurar imediatamente a Associação que, a princípio, responderá pelos filiados”, afirma.
A cada Torcida Organizada inscrita no Vasco será dada a seu representante uma carência de aproximadamente um ano, para ver se realmente depois do prazo o grupo progrediu, fez alguma coisa para si ou para o Vasco. Ultimamente, o que estava acontecendo é que alguns grupos, com a finalidade de receber as mordomias que lhes eram devidas, só apareciam nos Estádios em dias de jogos.
“Nestas horas, quando precisávamos acompanhar as Torcidas que realmente trabalhavam e eram em maior número, tínhamos problemas”, enfatiza.
A finalidade da ASTOVA não é a de eliminar as pequenas Torcidas, pelo contrário. Nem todas as Torcidas do Vasco tem grande número de participantes e elas sempre são ajudadas pelas que tem mais condições.
“A finalidade hoje é organizar melhor as Torcidas. Tomando estas medidas, a ASTOVA poderá controlar melhor a violência nos Estádios, e achar os “focos de resistências.”
“A ASTOVA foi fundada em 1982 e de lá para cá procuramos nos estruturar melhor em favor dos torcedores. Atualmente, funcionamos no Maracanã, na Sala nº 322-B”, encerrou Zeca.
Fonte: Jornal dos Sports 31 de Janeiro de 1993


ASTOVA Jornal dos Sports 1993

Vasco São Januário 1992

Vasco São Januário 1992

quinta-feira, 1 de março de 2018

VASPANEMA 1979: VASPANEMA ANO II

O motivo que me traz novamente a esta querida coluna, é para falar um pouco da Torcida Vaspanema. É uma bela e jovem facção do Vasco da Gama, que ainda não completou o seu 2º ano de existência, mas que já tem o carinho das demais facções e já batizou outras duas Torcidas.
Nosso lema para 1979: Vaspanema. Ano II. “A esperança deve ser criada daquilo que temos ou não será esperança, mas um sonho”, e foi da autoria de nosso Relações Públicas, Júlio Francelino.
Nossas camisas e plásticos já estão a venda na nossa Sede de Ipanema: Av. Vieira Souto 680, com Sérgio, ou a partir do jogo Vasco x Fogo, no Maracanã. Nosso único interesse é acompanhar os jogos do Vascão, como não medimos esforços para o nosso Clube, pedimos ao Sr Presidente Agatirno um time melhor.
Carminda Assunção, Relações Públicas da Vaspanema (06/07)

É VASPANEMA, GENTE, A TORCIDA QUE MAIS CRESCE
Venho a esta coluna falar de uma facção que cresce assustadoramente. Falo da Vaspanema, que tem uma Diretoria foa de série, bem como seu Presidente, nosso amigo Sérgio e como Relações Públicas a eficiente Carminha Assunção.
Luís Antônio, Rio Comprido (20/07)
Fonte: Jornal dos Sports 06 e 20 de Julho de 1979

Vaspanema Jornal dos Sports 1979

Vaspanema Jornal dos Sports 1979

Vaspanema São Januário 1979