quinta-feira, 17 de julho de 2014

VASCO 1923: COMEÇA A RIVALIDADE ENTRE VASCO E FLAMENGO

O Vasco começou o Campeonato de 1923, ganhando de todos os rivais, isso estava incomodando os Clubes da elite, como um time que vinha de uma divisão inferior,  com jogadores negros, mulatos, analfabetos ganhava jogo após jogo.

FLAMENGO 1 X 3 VASCO
No primeiro jogo entre Flamengo x Vasco, vitória do Vasco por 3 x 1 no Campo do Flamengo na Rua Paysandu, no dia 29 de abril, a Torcida do Vasco fez um verdadeiro carnaval pelas ruas do Rio.
“ Os admiradores do Vasco da Gama, em número considerável, como toda gente sabe, fizeram uma alegre passeata de automóvel pela cidade e arrebaldes festejando a vitória que o primeiro team obteve contra o Flamengo. Até tarde da madrugada ouvia-se, de vez em quanto, o enthusiasmo e a alegria dos torcedores do Club vencedor. Na Sede do Vasco, em Santa Luzia, houve um animado reco-reco, sendo feita aos jogadores uma carinhosa manifestação. (Correio da Manhã 30 de Abril de 1923)”
A partir deste momento, os cariocas precisavam se acostumar com isso. Cada vitória do Vasco viria acompanhada de muita festa e diversão até altas horas da madrugada. Era o grito de uma Torcida mesclada de membros da colônia portuguesa e simpatizantes oriundos das camadas mais baixas da população brasileira, negros ou brancos, impressionados com as oportunidades que os homens portugueses abriam aos seus pares.
Ganhar do Vasco virou uma questão de honra.
“O Maior jogo da Cidade, o enorme interesse que despertou o importantíssimo encontro Flamengo x Vasco da Gama atingiu um ponto nunca alcançado no Brasil inteiro, desde que foi introduzido o football association. (Gazeta de Notícias 10 de Julho de 1923)
Não havia Estádio no Rio que abrigasse tantos Vascaínos.
Vasco e Flamengo eram os únicos em condições de ganhar o título daquele ano.
Tornou-se uma questão nacional derrotar o Vasco. O jacobismo no futebol, lançando o brasileiro contra o português, como escreveu Mário Filho.

VASCO 2 x 3 FLAMENGO
 O jogo do returno entre Vasco x Flamengo aconteceu no Estádio das Laranjeiras lotado com 25.000 pessoas com vitória do Flamengo por 3 x 2.
O jogo entre Vasco e Flamengo se deu com os torcedores do Flamengo com seus remos a postos para bater: “Os remadores segurando as pás de remo, ainda se contendo, a ordem era só meter pá de remo na cabeça de português depois que o jogo começasse.
“E era o da mistura que estava na frente do Campeonato, sem uma derrota. Tinha que perder, pelo menos uma vez de qualquer maneira. O Flamengo não se prepara durante a semana para outra coisa. Treinando todo dia, dormindo cedo, pondo a garage em pé de guerra.
Também quando o jogo começa o Flamengo tomou conta do campo, da arquibancada, da geral, de tudo. Flamengo um a zero, pás de remo embrulhadas em Jornal do Brasil batendo nas cabeças dos vascaínos, Flamengo dois a zero e novamente as pás de remo subindo e descendo. Quem era Vasco não tinha direito de abrir a boca....
O Flamengo deixara de ser um Clube, um time, era todos os Clubes, todos os times, o futebol brasileiro branquinho, de boa família. Tudo estava naqueles dois a zero, os pretos não tinham nem dado para a saída...
Foi começar o segundo tempo, gol do Vasco. E os vascaínos sem poder gritar gol. Um gritozinho, uma pá de remo na cabeça, Só se gritava Flamengo, o Flamengo acabou marcando mais um gol....”
O jogo cegou a ficar três a dois para o Flamengo e um gol suspeito não foi validado para o Vasco:
“Ai os vascaínos da geral, da arquibancada, não quiseram saber de mais nada, de pá de remo na cabeça, fosse o que fosse. Sururus explodiam, aqui e ali, como pipocas. Soldados corriam de sabre desembainhando, de um lado para o outro, a cavalaria invadiu o campo. Não adiantava brigar, o Flamengo tinha de vencer custasse o que custasse.
Depois do jogo dava pena olhar para o campo do Fluminense. O povo tinha quebrado as grades de ferro, a cavalaria tinha esburacado o gramado todo...”
O Vasco também fez sua represaria: “ A Sede do Flamengo apareceu pichada, de cima para baixo. Coisa de torcedores exaltados. Qual era o Clube que não tinha torcedores exaltados” (Mário Rodrigues Filho no livro O Negro no Futebol Brasileiro de 1964)
O futebol, um “turbilhão das emoções violentas”, unia a elite do Rio de Janeiro contra o time dos portugueses, o time do povo do Rio de Janeiro. A derrota do Vasco por 3 x 2 foi a vitória da elite, dos incluídos, cujos Clubes comemoraram a vitória, muito mais do que fosse um campeonato. Era necessário derrubar o time dos “pretos”, expressão de Mário Filho, colocá-los no seu devido lugar e mostrar que futebol para gente importante. Numa das partes do livro, ele dá uma ideia do que houve depois do jogo.
“Foi um carnaval. Mais de cem automóveis desfilaram pela cidade seguindo o itinerário da Praia do Flamengo, Glória, Largo da Lapa, para jogar bombas na Capela, Av. Mem de Sá, Rua Evaristo da Veiga, Av. Rio Branco, Rua Larga, Praça da República, Rua Visconde de Itaúna e Praça Onze, assim como para jogar bombas na Cervejaria Vitória, onde os Vascaínos gostavam de festejar seus triunfos.
A Cervejaria Vitória na Praça Onze, teve de fechar as pressas. As cabeças de negro, mosteiros, batiam nas portas de aço ricocheteando (....) O Cortejo continuou, durante toda a noite, o Flamengo festejou a vitória. E quando se ia desfazer o cortejo, alta madrugada, pendurou-se o tamanco de dois metros e meio na porta da Sede do Vasco, em Santa Luzia. Achou-se pouco. Comprou-se uma enorme coroa funerária no Mercado das Flores. A coroa ficou ao lado do tamanco, E, como se isso não bastasse, enfeitou-se a estátua de Pedro Álvares Cabral de tamancos e resteas de cebola.”
Fonte de pesquisa: 
Livro: O Negro no Futebol Brasileiro de Mário Rodrigues Filho de 1947 e depois com mais dois novos capítulos em 1964.
Tese: Revolução Vascaína: A profissionalização do futebol e a inserção sócio-econômica de negro e portugueses da cidade do Rio de Janeiro, de João Manoel Casquinha Malaia Santos. 
Tese: Torcida de Futebol, Adesão, Alienação e Violência de Roberto Momeiro Hryniewicz.

Vasco 3 x 1 Flamengo Revista Fon Fon 1923

Vasco Jornal O Paiz 1923

Vasco Jornal O Paiz 1923

Vasco Jornal O Paiz 1923

Vasco 2 x 3 Flamengo Revista Fon Fon 1923

Vasco Jornal O Globo 1970

Vasco Jornal O Globo 1996



segunda-feira, 14 de julho de 2014

GUERREIROS DO ALMIRANTE, FORÇA JOVEM E IRA JOVEM 2014: TORCIDAS DO VASCO RECEBEM A LA DOCE EM SÃO JANUÁRIO

As Torcidas Organizadas do Vasco da Gama, Guerreiros do Almirante, Força Jovem e Ira Jovem, receberam em São Januário a principal Torcida Organizada (Barra) do Boca Junior, a La Doce (LA 12), no domingo, antes da grande final no Maracanã entre Alemanha x Argentina. Isso já tinha acontecido com a Torcida Los de Abajo, da Universidad de Chile, famosa La U.
Isso serviu de vez para acabar com os boatos sem cabimento, que Torcidas Organizadas do Rio iriam se unir para enfrentar os argentinos pelas ruas do Rio de Janeiro.
Tanto a Força Jovem (FJV), como a Torcida Jovem do Flamengo (TJF), emitiram Notas Oficiais desmentindo esse absurdo que a imprensa andou divulgando.
Torcida Organizada é feita para torcer pelo seu Clube e não para ir pra rua cometer violência, a imprensa do Rio deveria acompanhar mais o dia a dia das Torcidas Organizadas, eles não divulgam nada de bom que as Torcidas fazem, várias Ações Sociais acontecem e não sai nenhuma nota, mais se tiver uma briga.
“Venho em meu nome, em nome de Omar (Argentino) e de toda La Doce (LA 12), agradecer aos amigos da Guerreiros do Almirante (GDA), Ira Jovem do Vasco (IJV) e Alexandre Cebola (ex Presidente da FJV) pela recepção que nos deu hoje em São Januário. Obrigado de coração mesmo, pela ajuda!!”, falou Kurt Alves.
“Quando eu cheguei o kurt ainda não havia chegado, mas foi assim, o Omar me liga em cima da hora e fala que os gringos estavam chegando e estavam bem perto da Cidade, tipo na serra quase chegando, aí tive que me arrumar rapidamente e sair, fui na Penha, peguei o Omar e fomos até o ônibus dos Barras do Boca, a LA 12, e levamos os argentinos pra São Januário e lá eles ficaram até a hora do jogo, não é muito mas dei a minha contribuição, contou Alexandre Cebola.

Torcida La Doce (La 12) em São Januário 2014
Torcida La Doce (La 12) em São Januário 2014

sábado, 21 de junho de 2014

VASCO 1917: CAMPOS E ESTÁDIOS DE FUTEBOL DO RIO DE JANEIRO

Campos e Estádios onde eram disputados os jogos da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT) e Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA), nas primeiras décadas do século XX.
A grande maioria desses Campos de Futebol hoje não existe mais.


Vasco Jornal O Imparcial 1917

Campo da Rua do Jockey Club 42, São Francisco Xavier

Campo da Rua Dias da Cruz, Méier (Sport Club Mackenzie e Metropolitano Futebol Clube)

Campo da Rua Visconde de Santa Isabel ou Campo do Jardim Zoológico, Vila Isabel (Villa Isabel Futebol Clube)

Campo da Rua João Rodrigues, Estação São Francisco Xavier (Progresso Futebol Clube)

Campo da Rua São Clemente 194, Botafogo (Internacional Futebol Clube)

Campo da Rua Santa Christina 49, Catete (Cattete Futebol Clube)

Campo da Praia do Russel, Praia do Russel, Glória

Campo da Rua Magalhães Castro 143, Riachuelo (Riachuelo Futebol Clube)

Campo da Rua Desembargador Isidro 72, Tijuca (Sport Club Mangueira)

Campo da Rua Costa Pereira, Vila Isabel (Independência Futebol Clube)

Campo Marco VI, na Estação de Bangu (Esperança Futebol Clube) 

Campo da Rua Campos Sales 118, Tijuca 
(América Futebol Clube)

Campo da Rua Campos Sales site americarjblog


Campo da Rua João Pinheiro 426, Piedade (River São Bento Futebol Clube)

Campo do River 1921

Campo da Rua Prefeito Serzedello Correa 195 ou Campo Barão de São Francisco, Andaraí 
(Andarahy Athletic Club, depois de 1961, Estádio Wolney Braune do América)

Campo do Andarahy 1917 site historiadoesporte
Campo do Andarahy site facebook


Campo da Rua Prefeito Serzedello Correa 12, Vila Isabel (Parc Royal Football Club)

Campo da Rua Prefeito Serzedello Correa 1924


Campo da Rua Ferrer, Bangu
 (Bangu Atlético Clube)

Campo da Rua Ferrer site riocidadeesportiva


Estádio de General Severiano, Rua General Severiano 97, Botafogo 
(Botafogo de Futebol e Regatas)

Estádio de General Severiano 1930 site rioantigo-imagenshistoricas

Campo da Estrada Dona Castorina 262 ou Campo do Jardim Botânico, Jardim Botânico (Carioca Futebol Clube)

Campo do Jardim Botânico site olhonoesporte

Campo da Rua Paysandu 68, Flamengo 
(Clube de Regatas Flamengo) 

Campo da Rua Paysandu 1918 

Campo da Rua Moraes e Silva 43, Engenho Velho (Sport Club Rio de Janeiro e depois de 1921 Vasco da Gama)


Campo da Rua Moraes e Silva 1923

Estádio das Laranjeiras, Rua Guanabara 94, Laranjeiras 
(Fluminense Futebol Clube)

Estádio das Laranjeiras 1910


Campo da Rua Itapirú 137, Catumbi ( Sport Club Brasileiro)


Campo da Rua Itapiru 1923


Estádio de São Januário, Rua General Almério de Moura 131, Vasco da Gama 
(Clube de Regatas Vasco da Gama)

Estádio de São Januário 1927
Estádio de São Januário 

Estádio Figueira de Melo 200, São Cristóvão 
(São Cristóvão Futebol Clube)

Estádio de Figueira de Melo site saocristovaofutebolclube


Campo da Rua Voluntários da Pátria, Botafogo 
(Antigo Campo do Botafogo Futebol Clube)

Campo da Rua Voluntários da Pátria 1909 site cacellais

Campo da Rua Doutor March 196, Barreto Niterói

Campo da Rua Dr March 1920  Revista Sport Ilustrado

Estádio da Gávea, Av. Borges de Medeiros 977, Leblon 
(inaugurado em 1938 Clube de Regatas do Flamengo)

Estádio da Gávea 1940 riocurioso


segunda-feira, 19 de maio de 2014

VASCO 1898: FUNDAÇÃO DO VASCO DA GAMA

Na última década do século XIX, o esporte mais popular entre os jovens da Zona Sul do Rio de Janeiro era o Remo.
Diversos Clubes já haviam surgido reunindo rapazes da alta classe média e da aristocracia da época, todos brancos e bem educados. 
Para os moradores da Zona Portuária, do Centro e de São Cristóvão, que concentravam muitos imigrantes portugueses da baixa classe média, frequentar os Clubes da Zona Sul significa um longo e dispendioso deslocamento.
Decididos a fundar seu próprio Clube, os jovens Henrique, José Alexandre e Manuel mobilizam 62 interessados para uma reunião na tarde de 21 de Agosto de 1898, na Rua da Saúde, 293, sobrado.
Como o Clube precisava de dinheiro, elege-se Presidente o comerciante português Francisco Gonçalves do Couto Júnior, dono de várias casas de negócios.
Começava aí, aliás, uma tradição que se preservaria por muito tempo, a de ser o Vasco um Clube de gente simples comandado por grandes comerciantes atacadistas.
Com apenas dois meses de existência, o Vasco já reunia 250 sócios, alugara uma Sede na Saúde e mantinha uma escola de remo.
Logo depois, aderia à União Fluminense de Regatas, para participar das disputas. Contudo, surge a primeira cisão: as instalações náuticas do Vasco ficavam na Ilha das Moças, na Baía de Guanabara, um local que não passava de um verdadeiro lamaçal. Todos concordavam que o Clube deveria ir para outro lugar.
Uma parte desejava mudar-se para Botafogo, mas outra defendia a ida para o Passeio Público, que ficava na região central e era mais acessível aos sócios suburbanos... (Fonte: http://www.constelar.com.br)
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 ASSEMBLÉIA GERAL A EFETUAR-SE
Convido os Srs sócios a reunirem-se em Assembléia Geral, domingo 28 do corrente, ao meio dia no Salão da Estudantina Arcas, a Rua de São Pedro nº 152, para posse de Diretoria e fins Sociais.
O 1º Secretário interino, Virgílio do Amaral. (Jornal Gazeta de Notícias 28 de Agosto de 1898)

A 28 do corrente foi provisoriamente instalada, a Rua da Saúde nº 127.
Um Club de Regatas com aquele título, ficando a sua Diretoria assim composta.
Presidente: Francisco Gonçalves do Couto Junior; Vice-Presidente: Henrique M. Ferreira Monteiro; 1º Secretário: Luíz Antônio Rodrigues; 2º dito: João Billiani Salgado; 1º Tesoureiro: Antônio Martins Ribeiro; 2º dito: Dr Henrique Lagden; Diretor de Regatas: João C. de Freitas e um conselho de cinco membros (Jornal do Brasil 29 de Agosto de 1898)

Sob a denominação de Vasco da Gama, foi fundado no Bairro da Saúde, nesta capital, um Club de Regatas que, pela organização que lhe deram os seus fundadores, trará para o Sport do Remo, valioso concurso para seu progredimento. (Jornal Mercúrio 29 de Agosto de 1898)

Ficou ante ontem definitivamente instalado mais um Club náutico, sob a denominação de Club de Regatas Vasco da Gama, sendo sua Sede provisória a Rua da Saúde nº 127... (Jornal A Cidade do Rio 30 de Agosto de 1898)

Esta fundada nesta capital mais um Club de Regatas, que vem engrossar as guapas fileiras do nobre Sport náutico fluminense, que tomou o título de Club de Regatas Vasco da Gama.
Presidente: Francisco Gonçalves do Couto Junior; Vice-Presidente: Henrique M. Ferreira Monteiro; 1º Secretário: Luíz Antônio Rodrigues; 2º dito: João Billiani Salgado; 1º Tesoureiro: Antônio Martins Ribeiro; 2º dito: Dr Henrique Lagden; Diretor de Regatas: João C. de Freitas. Conselho: José de Souza Rozas, Alberto Pinto Cardoso de Almeida, Manoel Teixeira de Souza Junior, José Alexandre Avelar Rodrigues e Luíz F. de Carvalho.
O Clube de Regatas Vasco da Gama possue pronta já para as lides do Sport náutico uma baleeira a 4 remos, em construção, uma baleeira a 10 remos de nome Vera Cruz, nos Estaleiros do Sr Pedro Massiere, uma a seis remos, no Estaleiro do Sr Herculano, duas a quatro remos, sendo uma de nome Vaidosa, nos do Sr Beilieni, e uma canoa a quatro remos, já pronta de nome Zoca, tendo o patrão e tripulantes desta última feito oferta da bandeira, mastro e estandarte do Club.
Informaram-nos que o Club não levou a efeito a compra das duas jangadas do Club do Boqueirão, que disse a Semana Sportiva estarem em trato para a novel e futurosa sociedade. (Jornal O Paiz 30 de Agosto de 1898)

O Club de Regatas Vasco da Gama, recentemente fundado, tem em construção em diversos Estaleiros desta capital as embarcações que formarão a sua esquadrilha. (Jornal Mercúrio 06 de Setembro de 1898)

Assembléia Geral
Convido todos os sócios a se reunirem sábado 10 do corrente, as 7 horas da noite, nesta Sede a Rua da Saúde nº 127, para discussão dos estatutos.
Capital Federal, 7 de Setembro de 1898
Luíz Antônio Rodrigues (1º Secretário) (Jornal O Paiz 08 de Setembro de 1898)

Vasco 1º Presidente Francisco Gonçalves do Couto Junior 1898

Vasco Jornal Gazeta de Notícias 1898

Vasco Jornal do Brasil 1898

Vasco Jornal Mercurio 1898

Vasco Jornal Cidade do Rio 1898

Vasco Jornal Gazeta de Notícias 1898

Vasco Jornal O Paiz 1898

Vasco Jornal Mercurio 1898

Vasco Jornal O Paiz 1898

Vasco Jornal Mercurio 1898

1ª SEDE DO VASCO RUA DA SAÚDE

1ª Sede do Vasco Rua da Saúde foto site semprevasco

1ª Sede do Vasco Rua da Saúde Site semprevasco

Vasco Revista do Vasco 1983

Vasco Revista do Vasco 1983


domingo, 23 de fevereiro de 2014

TOV, RENOVASCÃO E PEQUENOS VASCAÍNOS 1989: ROBERTO DINAMITE UM DIA DIFERENTE, UMA PAIXÃO IGUAL

Troféu, buquê de flores, tapinhas nas costas, muitos aplausos e uma camisa. 
Mais parecia a chegada a São Januário da nova atração Vascaína. Não era. 
O alvo das homenagens da Torcida do Vasco era o centroavante do time adversário, Roberto Dinamite, emprestado a Portuguesa de Despostos até 31 de Dezembro, mas com passe preso ao mesmo Vasco, até Fevereiro do ano que vem.
Maior artilheiro da história do Clube, Carlos Roberto de Oliveira, ainda Dinamite aos 35 anos, entrou em São Januário, pela primeira vez em dois meses, as 14hs. 
Não houve vaia, nem. Apenas uma confusão entre as equipes de reportagens das redes Globo e Manchete, na ânsia de entrevistar o autor de cinco gols pelo time paulista no Campeonato Brasileiro....
O centro das atenções mal teve tempo de se aquecer. Integrantes da Torcida Organizada do Vasco (TOV) puxaram-no para a beira do campo para que fosse saudado pela Torcida e deram lhe um troféu com esta inscrição:
“Ao maior ídolo, a maior expressão de carinho da Torcida do Vasco”.
Ganhou ainda uma camisa da facção Pequenos Vascaínos, um buquê de flores da Renovascão e capitão do time, ouviu uma gozação do juiz José de Assis Aragão, na hora do cara e coroa, diante de Zé do Carmo, “Você é mais velho e vou dar coroa pra você.”
E, com muito custo, falou desse dia diferente. 
“Nunca esperei passar por esta situação”. 
Pode não passar mais, admitiu ficar no time paulista, dependendo do que Vasco e Portuguesa acertarem.
Fonte: Jornal do Brasil 22 de Outubro de 1989

TOV, Pequenos Vascaínos e Renovascão Jornal do Brasil 1989

TOV, Pequenos Vascaínos e Renovascão Jornal do Brasil 1989



segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

ASTOVAS 2013: EM NOTA, ASTOVAS PROTESTA CONTRA O TRATAMENTO DADO À TORCIDA VASCAÍNA EM JOINVILLE

A Associação de Torcedores do C. R. Vasco da Gama (ASTOVAS), divulgou nota no oficial, no último dia 21, criticando o tratamento dado a torcida do cruz-maltina em relação a barbárie na Arne Joinville, pela última rodada do Brasileiro. A nota defende os vascaínos e acusa a torcida do Atlético-PR de ter começado a confusão que deixou quatro pessoas hospitalizadas. 
A ASTOVAS responsabiliza o Atlético-PR, o Ministério Público e a Polícia de Santa Catarina, além dos promotores do jogo. No comunicado, a associação ainda critica a imprensa e a direção do Vasco, por ter se omitido ao não defender a torcida. 
Vale lembrar que uma operação das Polícias Civis de Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro, chamada "Cartão Vermelho", já prendeu 21 torcedores envolvidos na briga. Outros 10 ainda estão foragidos. 
Confira a nota na íntegra: 
A diretoria da ASTOVAS, Associação de Torcedores do C. R. Vasco da Gama vem através desse instrumento repudiar o tratamento ignominioso que nossos integrantes vem recebendo das ditas autoridades e de parte da grande imprensa, além de cobrar uma postura digna e honesta da atual diretoria Vascaína! 
Como foi inicialmente mostrado ao vivo, ainda sem possibilidade de cortes e edições farsescas que posteriormente apareceram, os torcedores do Vasco foram abandonados pela PM de Santa Catarina, completamente despreparada para um evento como esse, devido a pequena tradição do futebol local, tendo a situação dramaticamente piorada pela inconsequente decisão judicial, pedida pelo MP/SC, de retirar o policiamento do estádio, pasmem, sob a alegação de que era um evento particular e não cabe ao poder público garantir a segurança sem ser remunerado por isso! 
Mesmo pouco nos detendo no fato que os salários dos servidores públicos, caso dos policiais e dos procuradores catarineneses, são pagos com o dinheiro de impostos, gostaríamos de perguntar as autoridades envolvidas nesse descalabro, como elas explicariam aos nossos familiares e amigos as nossas mortes, se o pior tivesse acontecido? 
Será que para os senhores nossas vidas não importam? Ou nossa integridade física e emocional? Ou ainda os nossos pertences? 
Sim, já que faixas de duas filiadas nossas, a G.R.T.O. Rasta do Vasco e o Movimento Guerreiros do Almirante (GDA), foram roubadas, com imagens mostradas para todo planeta e ninguém foi preso, responsabilizado e muito menos esse material nos foi devolvido! 
Nós fomos agredidos e se não tivéssemos nos defendido, as conseqüências seriam ainda maiores do que alguns hospitalizados! 
Qual critério foi usado para deter apenas torcedores do clube carioca? 
Não estamos aqui para defender os maus torcedores, que existem em todos os clubes, de todos os estados ou países, mas queremos entender o porque só nós fomos presos e agora somos taxados de ‘marginais’ e ‘selvagens’ em declarações de membros do governo de SC. 
As imagens são claras! 
Nosso lado da arquibancada foi invadido, fomos agredidos e agora estão querendo nos imputar uma absurda co-responsabilidade nalgo que DEFINITIVAMENTE não temos. Exigimos punições sim, para todos os responsáveis, começando pelos principais culpados: 
A DIRETORIA DO CAP, O MINISTÉRIO PÚBLICO DE SANTA CATARINA, O COMANDANDO DO POLICIAMENTO DA ÁREA E OS PROMOTORES DO JOGO, que não deveria ter continuado diante de todo o perigo que ficamos expostos. 
Exigimos também respeito da mídia, mais uma vez à serviço de interesses econômicos elitistas, que nos retrata sempre como marginais, algo que a esmagadora maioria de nós não é! 
Mostrem as imagens sem manipulação, isso é mais que suficiente para mostrar o que de fato aconteceu. Por fim cobramos agora da nossa omissa, covarde e irresponsável diretoria, que defenda o CRVG, seus sócios e seus torcedores, dos ataques que vem sofrendo, até mesmo de pessoas tristemente notorias, como o presidente do Atlético/PR. 
Diretoria da ASTOVAS 
Fonte: Lancenet e NETVASCO

ASTOVAS

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

TORCIDAS DO VASCO 1940: POLAR CRACK DA POPULARIDADE

Figura eminentemente popular, Affonso Silva, o Polar, atravessou as multidões das ruas sem para elas, o que não é fácil, cair no ridículo. 
Sua vida, aliás, muito complexa, não caberia aqui num registro que visa menos fazer um panegyrico do que prantear a sua ausência que já começa a deixar um sulco de saudade. Certo, havia muito intelectualzinho que esbravejava enfurecido quando pretende arrancar sua importância pela Rua do Ouvidor, tinha que se contundir com a turba multa de basbaque atenta a última caracterização do reclamista que, não raro, na sua original casaca branca confeccionada por Almeida Rabello, citava autores gregos.
Polar não tinha inimigos. 
Sua vida, ele que nasceu, quer nos parecer, nas vizinhanças de um campo de futebol, teve elco de esportivo. 
Até mesmo no trajetória em parábolas de sua existência. 
Polar teve o destino de um Crack. Sua popularidade nasceu nos campos modestos de futebol e nos Estádios onde se praticavam a luta livre ou o Box, tendendo o sorvete de que tomou a alcunha. 
Fonte: Jornal Globo Esportivo 09 de Agosto de 1940

Torcida do Vasco Polar O Globo Esportivo 1940

Torcida do Vasco Polar O Globo Esportivo 1940

Torcida do Vasco Polar O Globo Esportivo 1940