quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

LEÕES VASCAÍNOS 1969: O NOSSO LUGAR É ATRÁS DO GOL

Desejo fazer alelo a galera Vascaína: dar o máximo apoio e incentivo ao nosso time. Para isso devem colocar-se todos atrás do gol, do lado direito das Tribunas, local da verdadeira Torcida do Vasquinho: Levem todos as suas bandeiras. Avante Vasco; avante Torcida Dissidente. Siga em frente, Abílio, confiamos em você.
Ricardo Gomes, Tijuca.(17/07)

LEÃO CONTRA GALO
O jogo entre Vasco da Gama e o Atlético Mineiro terá uma batalha extra entre as Torcidas dos dois times. 
Abílio Valente, Chefe da Torcida Leões Vascaínos, disse que sua turma está disposta a abafar a Torcida do Galo que vem incentivar seu time. 
Disse Abílio que apesar do Atlético Mineiro ser um bom adversário e com banca de vencer a Seleção Brasileira, ele é mais o Vasco e que só a vitória interessa, por isso não poupará energias para ajudar a vitória.
Cada vez mais confiante no Vasco, Abílio lança um desafio.
“Amanhã veremos quem é o maior. O Leão Vascaíno ou o Galo atleticano. (12/09)
Fonte: Jornal dos Sports 17 de Julho e 12 de Setembro de 1969

Leões Vascaínos Jornal dos Sports 1969

Leões Vascaínos Jornal dos Sports 1969

Torcida do Vasco Maracanã 1969

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

FORÇA JOVEM 1988: FORÇA JOVEM E MANCHA VERDE, DIA HISTÓRICO

25 de Setembro de 1988, Palmeiras 2 x 3 Vasco
Dia histórico, dia que foi selada a amizade entre a Mancha Verde e a Força Jovem.
Fomos recebidos com um churrasco na Sede da Mancha Verde (Rua Padre Antonio Thomas) e os principais líderes (Cléo, Moacir Bianchi, Roberto Monteiro, entre outros) subiram num caixote e fizeram discursos inflamados de amizade e união.
Depois fomos todos juntos dividindo os mesmos ônibus, Força e Mancha rumo ao Morumbi, entramos no Estádio pela rampa da Torcida do Palmeiras e depois fomos para nosso lugar na arquibancada visitante, num desfile de bandeiras das duas Torcidas, sendo muito bem recebidos por toda Torcida Palmeirense.
Fotos: Marcello Pereira

Força Jovem Sede da Mancha Verde 1988

Força Jovem Rumo ao Morumbi 1988

Força Jovem Morumbi 1988

Força Jovem Morumbi 1988

Força Jovem Morumbi 1988

Força Jovem Morumbi 1988

sábado, 10 de fevereiro de 2018

MÉIER VASCO 1976: FUNDAÇÃO

Estamos escrevendo a coluna Bate Bola para comunicar a criação de uma Torcida do Clube de Regatas Vasco da Gama. Trata-se da Méier Vasco. 
Queremos que todos venham torcer com a gente. 
Os interessados devem procurar o Geraldo ou o Maurício, na Rua Magalhães Couto.
Contamos com a sua vibração.
Comando Méier RJ
Fonte: Jornal dos Sports 29 de Setembro de 1976

A Vasméier era do lado da Rua Dias da Cruz e a Meier Vasco era do lado do Salgado Filho, falou Francisco Carlos Português.

Méier Vasco Jornal dos Sports 1976

Torcida do Vasco Maracanã 1976


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

ASTOVA 1984: CONCURSO RAINHA DAS TORCIDAS DO VASCO

Com o apoio das Torcidas Organizadas e a coordenação de Iara Barros (Feminina Camisa 12) o Clube de Regatas Vasco da Gama elege sua Rainha de Torcidas. (O Globo 30/11/1984)

COQUETEL DE APRESENTAÇÃO
Os Vascaínos tiveram nesta segunda feira uma festa motivada pela beleza de suas torcedoras e que reuniu no Scala, jogadores, membros da Diretoria, Chefes de Torcida e convidados. O Coquetel aconteceu para que fossem apresentadas oficialmente as jovens que irão participar do Concurso Rainhas das Torcidas do Vasco da Gama, a ser realizado, dia primeiro de dezembro durante a inauguração do Ginásio do Vasco.

CONCURSO
O Concurso para eleger a Rainha das Torcidas do Vasco, realizado dia 01 de Dezembro, durante a inauguração do novo Ginásio do Clube, foi uma festa de integração de Torcidas, única no gênero entre os Clubes de futebol do Rio de Janeiro. Dela saiu vencedora a candidata da Renovascão, Ana Lúcia Queiroz de Oliveira.
Coordenado por Iara Barros, com o apoio das Torcidas Organizadas, o Concurso contou com a participação de dezoito torcedoras: Valéria Di Blasi da Motivascão, Elizabeth Casali da Vasbicão, Ana Lúcia Oliveira da Furacão da Colina, Alice Helena Fachinetti da TOV SC, Renata Santos da Leões da Colina, Rosana Pinto da Força Jovem, Roseli Nogueira da Vasconçalo, Simone Martins da Vaskilha, Cristina Vilche da Chama Vascaína, Mercia Cerqueira da TOV, Janice Pereira da Vascoelho, Kátia Marly Santos da Força Jovem Brasília, Marisa Chysostomo da Feminina Camisa 12, Rosana Martins da Adeptos de Petrópolis, Valéria Cristina Silva da Pequenos Vascaínos, Denise Ivone Moreira da Resenvasco, Ana Lúcia Queiroz da Renovascão e Verônica de Almeida da Camisa 12 Mirim.

RESULTADO
1º Lugar: Ana Lúcia Queiroz de Oliveira da Renovascão
2º Lugar:  Mercia Cerqueira da TOV
3º Lugar: Valéria Di Blase da Motivascão
4º Lugar: Cristina Vilche da Chama Vascaína
5º Lugar: Rosana Pinto da Força Jovem
Fonte: Jornal dos Sports 05 de Dezembro de 1984

Concurso Rainha Torcida do Vasco O Globo 1984

Concurso Rainha Torcida do Vasco O Globo 1984

Concurso Rainha Torcida do Vasco O Globo 1984

Concurso Rainha Torcida do Vasco O Globo 1984

Concurso Rainha Torcida do Vasco Jornal dos Sports 1984

Concurso Rainha Torcida do Vasco Jornal dos Sports 1984

Concurso Rainha Torcida do Vasco Jornal dos Sports 1984

Concurso Rainha Torcida do Vasco Jornal dos Sports 1984

Concurso Rainha Torcida do Vasco Jornal dos Sports 1984

 Concurso Rainha Torcida do Vasco Revista do Vasco 1984

Concurso Rainha Mirim da Torcida do Vasco Revista do Vasco 1984


sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

FEMININA CAMISA 12 1984: ANIVERSÁRIO DE 11 ANOS DA CAMISA 12

Como acontece há 11 anos, a Torcida Feminina Camisa 12 do Vasco, no Jornal dos Sports, o seu aniversário de fundação, o 11º, com uma Festa ao melhor estilo, em que não faltaram os refrigerantes e o bolo. 
E, desta vez, a Festa foi ainda mais animada pela presença do ídolo Roberto Dinamite, que partiu o bolo, justamente com Iara Barros, Chefe da Torcida e a sua principal incentivadora.
Da Festa participaram torcedores, funcionários do JS e inúmeros convidados, entre o vice Presidente de Esportes Aquáticos do Vasco, Fernando Costa, que representou o Presidente Antônio Soares Calçada, impedido de comparecer por motivos particulares.
Durante as comemorações foram entregues diplomas, medalhas e cartões de prata aos colaboradores da Camisa 12 em especial ao Presidente Antônio Soares Calçada, que tem ajudado não apenas a Torcida de Iara Barros, mas a todas as demais facções da galera Vascaína.
Foram ainda homenageadas diversas mães Vascaínas, D. Lila Gomes, mãe da Camisa 12, D. Lena, mãe da Tov, D. Maria Amélia, mãe da Diretoria do Vasco, mãe do Departamento Infanto-Juvenil do Vasco, D. Thereza Braga, a mãe hors-concours.
Emocionado com a Festa e com as homenagens que recebeu, Roberto Dinamite disse que só tinha uma maneira de retribuir todo o carinho da Torcida.
“Vou fazer tudo para dar o presente o título de Campeão Brasileiro.”
Daí, em diante, o resto foram aplausos e gritos de Casaca.
Fonte: Jornal dos Sports 11 de Maio de 1984

Feminina Camisa 12 11 Anos Jornal dos Sports 1984

sábado, 23 de dezembro de 2017

FORÇA JOVEM 1987: CHEGADA DE PAPAI NOEL NO MARACANÃ

As chegadas de Papai Noel no Maracanã dos anos 1980 eram bem mais animadas. Lá podia ter bandeiras e Torcidas Organizadas.
Havia mais de 200 mil pessoas nesse dia, era dia de Maraca lotado, era um mundo um pouco melhor e um RJ mais calmo!
Chegada do Papai Noel no Maracanã, era o momento marcante para todos os Cariocas, tinha desfile das bandeiras, crianças, cantores, DJs, bailarinas, Xuxa, presépio, Abelhudos.
Eu Tenho algumas lembranças destas festas, de final de ano, não muito boa, no ano anterior (1986) estava tudo certo para que eu entrasse com uma das bandeiras no gramado e participasse da festa, do desfile das bandeiras.
Finado Eli Mendes nosso Presidente na época já tinha anotado o nomes da rapaziada que iria entrar, e eu estava escalado, todo feliz, emocionado, na hora que já estava tudo certo, veio um amigo da Torcida, e retirou a bandeira das minhas mãos, quase fui as lagrimas, aceitei na boa, a final de contas, ele era um dos antigos da Torcida, fiquei na minha, só vendo de longe a festa.
No ano seguinte (Dezembro de 1987), estava eu de novo na festa do Papai Noel, só para poder entrar com a minha bandeira da FJV no gramado.
Me lembro que cheguei as 06:00 hs da manhã e meu nome estava na lista, para entrar com uma das bandeira, a primeira vez no gramado do Maracanã é um momento que ninguém esquece, acredito que sempre foi um dos sonhos de qualquer garoto de Torcida Organizada na época.
Pela 1ª vez pude entrar no gramado de um Estádio de futebol, foi um sonho realizado, naquele dia, de Dezembro de 1987, com 18 anos, a emoção era forte, chorava de alegria, as crianças e os adultos Vascaínos gritavam o nome do nosso Clube. VASCOOOOOO, era de arrepiar a alma, um sentimento inexplicável, Eu sair de lá com a missão e o sonho realizado.
Vivi grandes momentos no Maracanã como torcedor. Valeu a pena esperar...!!!
Agradecimento ao nosso Eterno Presidente Ely Mendes e Sueli Araujo, por deixarem viver essa oportunidade e experiência.
Delcio Índio, FORÇA JOVEM, DINOSSAUROS 1970.
Fotos: YouTube Gabigabosa


Força Jovem Chegada de Papai Noel 1987

Força Jovem Chegada de Papai Noel 1987

Força Jovem Chegada de Papai Noel 1987

Força Jovem Chegada de Papai Noel 1987

Força Jovem Chegada de Papai Noel 1987

Força Jovem Chegada de Papai Noel 1987

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 2017 SÃO JANUÁRIO - 90 ANOS

                                                              “Portões Fechados, Corações Abertos”
                                                             Evandro Domingues– blogueiro vascaíno

2017                   São Januário – 90 anos

Motivo de orgulho para todos os vascaínos, o glorioso estádio do nosso clube comemorou nove décadas em 2017 com a expectativa do time do Vasco alcançar o tricampeonato carioca e de uma boa campanha na sua volta a Primeira Divisão no Brasileirão.
Palco histórico de comemorações cívicas na Era Vargas e o maior estádio do país até 1940, nosso campo esportivo em festas voltou a brilhar nas manchetes dos jornais e revistas. No entanto, não foram apenas as notícias sobre as comemorações, mas também foram destaques as manifestações de sócios e torcedores contra a diretoria e a sua interdição por quase três meses em função de uma briga generalizada ocorrida no clássico contra o Flamengo numa partida do campeonato brasileiro.
Para o campeonato carioca chegou o atacante Luis Fabiano no fim de fevereiro, trazendo uma grande esperança para a torcida vascaína que lotou o aeroporto e fazendo uma festa inigualável em sua apresentação no estádio de São Januário. O jogador fez questão de agradecer o apoio recebido: "primeiramente gostaria de agradecer a recepção maravilhosa. É uma coisa que ficará guardada para minha carreira", e continuou agradecendo "estou muito feliz, de verdade. Torcida do Vasco tem um peso muito grande. Carrega a gente. Vamos correr por eles".
O atacante de 36 anos, com passagens vitoriosas por São Paulo e seleção brasileira, foi a maior aposta do clube para a conquista do tricampeonato carioca e um bom desempenho na volta do Clube da Colina para a Primeira Divisão.
Nos estádios brasileiros e cariocas a polêmica envolvendo torcedores foi revivida com a proposta de torcida única nos clássicos por determinação da Justiça após a morte de um torcedor do Botafogo provocada por um torcedor do Flamengo. Eurico Miranda ameaçava não colocar o time em campo. Pesquisadores, no entanto, contestavam essa medida, alegando falta de eficácia como ação controladora das permanentes brigas entre torcedores rivais. Para Bernardo Hollanda[1] “o princípio de torcida única é problemático, pois se trata de uma espécie de vitória da intolerância, com o reconhecimento da incapacidade do poder público de permitir o ir e vir dos torcedores e com a própria ausência do espírito esportivo na convivência com o diferente”, concluiu.
Em São Januário, durante a partida entre Vasco e Portuguesa um torcedor do Flamengo comparece ao estádio dentro da torcida cruzmaltina e coloca nas redes sociais imagens suas com uma tatuagem do Flamengo e pede 100 curtidas. Logo uma confusão se estabelece quando o torcedor é identificado. Por pouco ele não seria linchado se não fosse a intervenção de integrantes da Ira Jovem que o entregam para a polícia.
Em abril a festa dos vascaínos estava voltada para celebrar os noventa anos do estádio de São Januário. Símbolo da luta do clube para demonstrar aos rivais a sua grandeza, o estádio continua sendo um motivo de orgulho e representação do esforço de associados em manter a tradição do “Caldeirão”, como ele passou a ser chamado carinhosamente nos últimos 20 anos.
O campeonato carioca termina com o clube sendo eliminado pelo Fluminense nas semifinais. Pouco depois da eliminação na Copa do Brasil. A verdade é que foram poucos momentos que a torcida do Vasco pode vibrar com o time e seus ídolos neste primeiro semestre. Apenas o goleiro Martin Silva e o jovem Douglas mereceram os aplausos durante toda a competição. Foram poucas as gozações para os adversários, com destaque para o jogo com o Flamengo, no Maracanã, no segundo turno (Taça Rio) e os gritos da torcida de “eliminado”, num clássico que reuniu pouco mais de 20 mil espectadores. Nem mesmo o título da Taça Rio diante do Botafogo no Engenhão empolgou a galera.
Restou o desafio de fazer uma boa campanha no retorno a primeira divisão do campeonato brasileiro. Apesar do desastre na derrota inicial para o Palmeiras de goleada (0 a 4), os torcedores abraçaram o time em São Januário lotando o estádio (maior público do ano no local: quase 18 mil pagantes) no primeiro jogo do brasileirão em nossa casa. No horário de 11 horas da manhã, o estádio presenciou uma linda festa que culminou na vitória sobre o Bahia e o gol de número 400 da carreira de Luis Fabiano.
O jogo mais polêmico do ano para os vascaínos foi disputado justamente em São Januário em julho com o Flamengo. Um tumulto generalizado entre a torcida do Vasco e a PM (dentro e fora do estádio) acarretou uma pena de interdição de nossa praça de esportes por vários jogos. Para o historiador Luiz A. Simas o que aconteceu neste jogo refletia problemas muito mais profundos na sociedade: “não é apenas sobre futebol. É sobre a cidade. A tragédia de ontem em São Januário é derivada de inúmeros fatores, tais como o despreparo da PM, a crise política do Vasco, a cultura da violência como elemento de sociabilidade entre membros de torcidas, a construção de pertencimento a um grupo a partir do ódio ao outro (elemento marcante da relação entre Vasco e Flamengo nas últimas décadas), o esfacelamento da autoridade pública no Rio de Janeiro, etc”.
Para os sócios e torcedores ir ao estádio seria apenas para a visita da exposição promovida pelo Departamento de Marketing intitulada “119 anos vestindo a Camisa”, apresentando inúmeras roupas históricas do clube. Aliás este foi o tema do documentário Segunda Pele Futebol Clube, retratando colecionadores de camisas de futebol e a sua relação de paixão com a memória do clube. Entre os entrevistados estava o torcedor vascaíno Paulo Reis.
Mesmo proibidos de entrarem em São Januário os torcedores vascaínos prestigiaram o time incentivando-o do lado de fora. Milhares de torcedores deram um “abraço coletivo”  no jogo entre Vasco e Grêmio (futuro campeão da Libertadores em 2017). A vitória que marcava a estreia do técnico José Ricardo foi muito comemorada. Para o atacante Nenê, a presença da torcida incentivando e acompanhando o jogo ao redor do estádio foi decisivo para o resultado positivo: “ O barulho da torcida, mesmo de fora do estádio, foi fundamental para continuarmos com a mesma determinação até o fim”, revelou o atacante. 
Depois do período da punição, a diretoria vascaína preferiu realizar os jogos como mandante no estádio do Maracanã visando impedir as constantes manifestações presentes nas arquibancadas de São Januário com o coro sempre presente de “Fora Eurico!”.
Quando vieram as eleições em novembro, as duas principais chapas tiveram uma acirrada disputa que dividiu sócios, torcedores e torcidas organizadas, terminando com a vitória da situação (Eurico Miranda se reelegia com 2111 votos), enquanto a oposição (lideradas por Julio Brant) alcançava 1975 votos. Embora o clima da disputa deste ano tenha sido mais civilizado que nas eleições passadas, não faltou a polêmica em torno da Urna 7. Caso a urna seja invalidada, a vitória ficaria com a oposição.
O último jogo do ano foi disputado justamente no cenário que comemorava 90 anos de glórias. A partida contra a Ponte Preta representava muito para os vascaínos. Uma vitória daria oportunidade ao clube voltar a disputar a Taça Libertadores em 2018. E a torcida deu mais uma vez uma lição de amor ao clube proporcionando o maior público no estádio do ano (cerca de 22 mil pessoas).
O resultado final deixou o Vasco em 7° lugar (entrando na pré-Libertadores). Uma surpresa para aqueles que desconfiavam do time que começou a competição com uma derrota por 4 a 0 para o Palmeiras.
A previsão pessimista de luta para não ser rebaixado não se confirmou. O time conseguiu se superar mesmo depois da crise com a troca de técnico (Milton Mendes saiu e entrou José Ricardo no meio da competição). Fora de campo a expectativa da galera continuava com a indefinição do novo presidente para os próximos 3 anos.
Sem dúvida, foi um ano que o brilho maior ficou os 90 anos de nosso estádio e a presença assídua da torcida que soube honrar e fazer juz aos torcedores do passado que ajudaram a construir uma obra que permanece na memória afetiva de todos os vascaínos. Assim como em 1927, quando não alcançamos o título, neste ano também passamos em branco. Quem sabe não pavimentamos neste ano um novo caminho de glórias com a conquista da Libertadores no ano seguinte e cantar esta música entoada nas arquibancadas
“Eu vou torcer
Aqui eu ergui meu templo para vencer
Eu já lutei por negros e operários
Te enfrentei, venci, fiz São Januário
Camisas Negras que guardo na memória
Glória, lutas, vitórias esta é minha história
Que honra ser
Saiba eu sou vascaíno, muito prazer
Jamais terás a cruz, este é meu batismo
Eu tive que lutar contra o teu racismo
Veja como é grande meu sentimento
E por amor ergui este monumento..."
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.



[1] Entrevista para as páginas amarelas da Revista Veja após a repercussão do assassinato em 2 de março de 2017 de Moacir Bianchi  por integrantes da própria torcida que ajudou a fundar: a Mancha Verde. Fonte: Revista Veja 9 março de 2017.

Vasco foto site www.vasco.com.br 2017

Vasco foto site www.vasco.com.br 2017

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

VASCACHAÇA 1975: PRESIDENTE DONA DÉCIA

A Torcida Organizada Vascachaça, em assembléia realizada na terça feira, elegeu por unanimidade Dona Décia como Presidente da Torcida, pelo apoio e carinho que vem oferecendo aos componentes da Vascachaça do Engenho de Dentro. 
Dona Décia promete que fará uma festança se o nosso Vascão for campeão carioca de 1976
Delmar e Claudionor, Engenho de Dentro
Fonte: Jornal dos Sports 01 de Agosto de 1975

Vascachaça Jornal dos Sports 1975

Vascachaça Jornal dos Sports 1977



Vascachaça Maracanã 1977

domingo, 19 de novembro de 2017

TOV E FORÇA JOVEM 1982: TORCIDA DO FLU NÂO ACREDITA NO VASCO E ACEITA O DESAFIO

“Eu mudo de nome se a Torcida do Vasco invadir o Maracanã como prometeu. Mudo de nome e dou entrevista para quem quiser usando a camisa do Vasco.” Esta é a resposta de Zezé, componente da Força Flu, as declarações do Chefe da TOV, Amâncio César, de que a Torcida Vascaína vai tomar o Maracanã no clássico de amanhã.
Antônio, Chefe da Força Flu, também não acredita na Torcida do Vasco, “eles são de muito blá-blá-blá, mas na hora do vamos ver, quem manda brasa é a Torcida do Flusão”. Para enfrentar os Vascaínos, Antônio mostra que sua Torcida não está para brincadeira:
- Vamos levar 15 peças de bateria, uma tonelada e meia de papel picado, 1000 rolos de papel higiênico e 50 bandeiras. Vamos ver quem vai invadir o Maracanã. Pago para ver se eles (a Torcida do Vasco) vão conseguir alguma coisa.

DE CAMINHÃO
Enquanto os tricolores se preparam para dar resposta ao desafio, os torcedores do Vasco, mostram que domingo o espetáculo proporcionado vai ser belíssimo. Pelo menos é o que promete Eli Mendes, Chefe da Força Jovem:
- Para você ter uma idéia da quantidade de material que nós, da Força Jovem, vamos levar para o Maracanã, basta dizer que precisamos alugar um caminhão para deslocar as coisas para São Januário. E por isso que eu assino embaixo do que disse o Amâncio César: a Torcida do Vasco vai invadir o Mário Filho amanhã. (07/08)

NA TORCIDA, VASCO GANHOU O DUELO
Talvez mais importante que o jogo, entre Vasco e Fluminense, tenha sido o duelo entre as Torcidas dos dois times que prometeram durante toda a semana lotar o Maracanã para incentivar seus jogadores, numa demonstração de força popular.
Nesta briga de Torcida, o Vasco venceu o duelo, demorando mais de 15 minutos na saudação de sua equipe quando ela entrou em campo. Toneladas de papéis picados, inúmeras bandeiras e estandartes foram utilizados pelos Vascaínos.
Até o meio de campo o Maracanã era inteiro do Vasco com o famoso coro – “Casaca, Casaca, a Turma é boa, é mesmo da fuzarca...” entoado no Estádio num ritual que sensibiliza aos ouvintes.
No lado tricolor, o mérito maior foram os vários quilos de pó-de-arroz quando o time entrou em campo, num gesto tradicional dos torcedores da equipe das Laranjeiras. No final, alguns se mostravam satisfeitos com o time, apesar da derrota.
Em toda a festa de ontem, o Maracanã só ficou em silêncio num momento, quando o Roberto se preparava para cobrar o pênalti nos últimos minutos de jogo. Com o gol a Torcida foi ao delírio, prometendo repitir a festa nas próximas partidas, inclusive contra os pequenos.
Amâncio César da TOV, Eli Mendes da Força Jovem, Iara Barros da Feminina Camisa 12 e Dulce Rosalina da Renovascão, estavam exaustos no final do jogo de tanto comandar as duas Torcidas, porém, gratificados com a boa vitória do Vasco. (09/08)
Fonte: Jornal dos Sports 07 e 09 de Agosto de 1982

Força Jovem e TOV Jornal dos Sports 1982

Força Jovem e TOV Jornal dos Sports 1982