sábado, 30 de novembro de 2013

TOV 1948: COLUNA SOBRE JOÃO DE LUCCA 02-B

6) Entusiasmou-se, não quis só no Basquete. Começou a aparecer em Santa Luzia, o Cabocio perguntou: “Por que você não rema, De Lucca?” “Eu vim para cá por isso mesmo”. O Cabocio teve paciência com ele. Primeiro levou-o para o mar numa baleeira. “Você precisa aprender a segurar no remo, De Lucas”. Pegava-se num remo assim. “João de Lucas arregalava os olhos, via como o Cabocio pegava no remo. Quando ia fazer o que o Cabocio fazia se atrapalhava todo. O Cabocio, a principio, achou graça. Depois, também o tempo passando e nada do De Lucas apreender a remar, não achou mais graça, pelo contrário. “Você, De Lucca, nunca será um remador de yole”. Agora, num caíque o De Lucas podia remar. Qualquer pessoa podia remar num caíque, que não fazia vantagem nenhuma.

7) Foi quando Polar se meteu a Chefe da Torcida do Vasco. Nem todo mundo, em São Januário, gostou daquilo. O Polar, um reclamista, Chefe de Torcida, Durante a semana o Polar andava pelo meio da rua, um dia era Soldado do Flit, outro era o Frankenstein, outro era o Corcunda de Notre Dame. No domingo vestia-se de branco, com uma camisa bem aberta no peito, ia para a pista de São Januário. E lá de baixo mandava, com um vozeirão de camelô, todo mundo gritar Vasco, Se muita gente não gostava de obedecer ao Polar, quem era o Polar para dar ordens? João de Lucca gostava. Para onde o Polar ia, ele ia. Se o Polar era o Chefe da Torcida, ele era o Sub-Chefe. O Polar, aliás, considerava o João como uma espécie de Sub-Chefe.

8) Não era mais Vascaíno do que o De Lucca. Mas nunca o João teria a voz do Polar. Havia uma grande diferença em perguntar ao que passavam, “que quer o desprezado treze?”, debruçado num balcão de loteria e berrar, no meio da rua, anúncios de fita de cinema, de peças de teatro, de liquidificações da Casa Mathias. O Polar tinha treinado a voz. Era speaker das Lutas de Box do Estádio Brasil. Quando ele. No meio do ring, gritava o nome, a nacionalidade, a categoria e o peso de um boxeur, quem estava nos últimos degraus das gerais, lá em cima, ficavam com os ouvidos doente. Polar não precisava de megafone. Com ele era só no peito. Os torcedores das cadeiras numeradas tinham de tampar os ouvidos. Por isso, quando ia comandar a Torcida do Vasco. O Polar ficava na pista, de longe

9) E parecia que uma porção de gente estava gritando. Era ele, era o João de Lucas, era uma meia dúzia de Vascaínos, João ficava logo sem voz, mas continuava a abrir e a fechar a boca. A voz do Polar chegava para os dois. Um dia os Vascaínos se acostumariam com o Polar. Já havia Vascaínos de dinheiro que simpatizavam com ele. “Passe lá por casa, Polar. Eu tenho uns anúncios pra você”. O Polar passava pela casa do Vascaíno, arranjava mais propaganda. Não andava pela rua só de tarde, como antigamente. Era o dia todo. A gente via Polar com uma roupa, daqui a pouco ele estava com outra roupa. Parecia um Frêgoli. Também morava na cidade. Era só dobrar a esquina, mudar de roupa. E voltar para a rua.

10) Depois de todo jogo do Vasco, João de Lucca chegava em casa sem voz. Dona Helcevia não estranhava mais. O João passara a tarde toda a gritar, a puxar pela garganta. Ela era do Flamengo, mas nunca ficara sem voz por causa do Flamengo. “Eu sou Flamengo, João, mas você é mais Vasco”. Talvez até ela fosse menos Flamengo do que tinha sido. Para tirar uma prova pediu para ver um jogo do Vasco e do Flamengo. “Cuidado, meu bem, não vá gritar pelo Flamengo, lá no Vasco”. Não gritou Flamengo, pelo contrário. O Flamengo entrou em campo, ela não sentiu nada. E toda vez que o Vasco atacava ela se mexia na cadeira. Quando o Vasco marcou um gol Dona Helvecia se levantou, como o De Lucca sacudiu os braços, como o De Lucca, gritou Vasco, como o De Lucca.
Fonte: Coluna de Mário Filho do Jornal O Globo Esportivo 09 de Julho de 1948 

TOV João de Lucca Jornal O Globo Esportivo 1948

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

TOV 1948: COLUNA SOBRE JOÃO DE LUCCA 02-A

1)  Muita gente, por causa disto, desconfiava que o João não era Vasco coisa nenhuma. Onde já se vira um Vascaíno ter em casa uma almofada daquelas, com um enorme escudo do Flamengo todo bordado? “A minha mulher, explicava o De Lucca, é que é do Flamengo”. A almofada viera no enxoval. E deixe estar que enfeitava a sala. Se fosse do Vasco, a Cruz de Malta vermelha em fundo preto. Ninguém abriria a boca para falar, todo mundo achando uma beleza. “Pois a tua casa, João de Lucca, diziam os Vascaínos que iam visitá-los, até parece a casa de um rubro negro”. João encheu as paredes de flâmulas do Vasco. Quem passava pela rua via as flâmulas , pois as janelas da sala de visitas estavam sempre abertas, não via a almofada. Quem entrava, porem, olhava, como fascinado, para a almofada que Dona Helvecia tinha bordado. “Qual, De Lucca, é você confessar de uma vez”. “Confessar o que?” “Que é do Flamengo”, “Mas eu sou Vasco”. “Com essa almofada”.

2) João de Lucca tinha de provar que era Vasco. Como? Se fosse um crack de futebol estava tudo arranjado. Entrava num team do Vasco, até o terceiro team servia. A Torcida toca a gritar: “Ai de Lucca!” E ninguém podia duvidar mais que ele fosse Vasco. João, porém, se convenceu rapidamente de que não dava para o futebol. Comprou umas chuteiras, umas meias de lá, um calção, uma camisa, foi bater numa pelada. Não pegou na bola. Também estava gordo. Aquela vida que levava, atrás de um balcão de loterias, sempre parado, não era boa para um jogador de futebol. Um jogador de futebol tinha de correr em campo. João de Lucca botou logo a língua para fora. Se fosse questão de fôlego, ele treinaria, daria um jeito. Mas era outra coisa. “Para futebol você não dá, João de Lucca”. “Não dou, não. Talvez de para o basquete”.

3) Dava. Pelo menos arranjou um lugar no segundo team. Ficava lá atrás, era o guarda. E alguns torcedores sabiam o nome dele: De Lucca!” João de Lucca enchia o peito. Ninguém podia dizer mais que ele era do Flamengo. A almofada que dona Helvecia bordara não tinha mais importância. João, quando chegava uma visita, ajeitava a almofada, dava tapas no escudo do Flamengo. “Sente-se aqui”. A visita sentava-se, a almofada, tornava o sofá mais confortável. “Boa almofada, dona Helvecia. Eu não sabia que a senhora bordava tão bem”. Dona Helvecia sorria, modesta, quem se inchava de orgulho era o De Lucas. “A Helvecia trouxe a almofada no enxoval”. “Quer dizer que a senhora é do Flamengo?” “Sou”. “Contando ninguém acredita: uma flamenga casada com um Vascaíno como o De Lucca”. “Foi o que me convenceu para casar com ele”, dizia Dona Helvecia.

4) Que maior prova de amor o João podia dar lhe? Se não gostasse dela, se não gostasse muito, muito mesmo, ele não levaria avante o namoro com uma flamenga, trataria de arranjar uma Vascaína. João De Lucca concordava, babando-se de felicidade, lá no seu canto. O mesmo ele poderia dizer da Helvecia. A Helvecia. Uma flamenga, namorou um Vascaíno como ele. “Quando eu comecei a namorar você, você nem sonhava em ser Vascaíno”. “Mas fiquei Vascaíno e você não disse nada”. “Disse. Você se esqueceu das brigas que a gente teve por causa do futebol, João?” Não, ele não se esquecera, Mas eles tinham brigado, feito as pazes, e ali estavam, em sua casinha, marido e mulher. “E você me confessou um dia, Helvecia, que gostava mais de mim do que do Flamengo.”

5) Gostava sim. Tanto que já não pedia mais para o João levá-la ao futebol. Ficava em casa aos domingos, quando não acompanhava o João até São Januário. Ele tinha direito a um camarote. Era sócio proprietário, E, mais do que isso, Diretor de Basquete do Vasco. Ver o João jogar Basquete ia ver sempre. “Hoje você tem de torcer pelo Vasco, minha filha”. Tinha graça que ela em basquete fosse Flamengo. “Em basquete, Dona Helvecia explicava, eu não sou Flamengo, nem Vasco, sou você”. Torcia pelo João, muitas vezes ele escutava um grito mais fino, devia ser a Helvecia. E como talvez fosse a Helvecia ai é que ele molhava mesmo a camisa. Não podia perder com a Helvecia vendo os companheiros, de quando em quando dava um grito de Vasco.
Fonte: Coluna de Mário Filho do Jornal O Globo Esportivo 09 de Julho de 1948

TOV João de Lucca Jornal O Globo Esportivo 1948



quinta-feira, 28 de novembro de 2013

TOV 1948: COLUNA SOBRE JOÃO DE LUCCA 01-B

06) A Helvecia achava que não podia comparar uma coisa com outra, o amor dela pelo Flamengo e o amor dela pelo De Lucca. “Mas eu preciso saber, minha filha”. “O Flamengo é um Clube, João, Eu gosto do Flamengo como Clube. E de você eu gosto como o meu namorado, como o meu noivo, como o meu futuro maridinho”. “Mas responda, Helvecia, não me deixe na dúvida”. “Por que você quer saber?” “É porque eu tenho uma coisa pra contar”. “Conte”. “Só depois de você me dizer de quem gosta mais”. “Você fala do Flamengo, João, como se ele fosse um homem”. “De quem é que você gosta mais, Helvecia?” João de Lucas, insistiu, já com um aperto no coração. “De você, seu bobo, de você. Agora conte”. João de Lucca segurou a mão de Helvecia e disse: “É que eu sou VASCO”.

07) A Helvecia não queria se conformar. “Você não podia arranjar outro Clube, João?” “Não, sou Vasco”. Que a Helvecia queria que ele fizesse? No coração da gente ninguém mandava. Ele também não gostava muito que ela gostasse do Flamengo. E muito mais agora, quando ele arranjara um Clube. Seria tão bom que os dois gostassem do mesmo Clube! Então poderiam ir juntos a todos os jogos. “Se você torcesse pelo Flamengo, estava tudo arranjado, João”. “E se você torcesse pelo Vasco também, tudo estaria arranjado”. A Helvecia achava que era mais fácil gostar do Flamengo. “Se fosse mais fácil, disse De Lucca, eu torceria pelo Flamengo”. Quanto tempo ele andara sem Clube, vendo futebol, sem sentir nada! “Eu nunca poderei gostar do Vasco, João”. “Por que?” Porque toda vez que vejo o Vasco entrar em campo escuto aquele grito de entra, Basco, que o meu marido é sócio”.

08) Se gostassem menos um do outro teriam desmanchado o namoro, nunca chegariam a noivos, muito menos a marido e mulher. João de Lucca, porem, teve o cuidado de de não aparecer de noite nos dias em que o Vasco jogava com o Flamengo, para evitar discussão. Nem adiantava atender ao convite de Dona Altamira, ir namorar na sala de visitas. Se o Flamengo vencera, a Helvecia tornava-se mais carinhosa, queria consolar o João de Lucca. Mas João ficava de braços cruzados, num canto do sofá. Se a vitória fora do Vasco, João puxava a Helvecia para junto dele, chamava-a de meu benzinho, e ela nada. “Vocês, Dona Altamira levantava os olhos do crochê, nem parecem dois namorados”. “É que o João só esta assim porque o Vasco venceu, mamãe”.

09) Vê lá se quando o Vasco perdia ele tinha aqueles carinhos. Emburrava, por mais que ela fizesse ele não lhe dizia, uma palavra de carinho. João de Lucca se justificava. “Quando o Vasco perde eu fico de cabeça inchada, dona Altamira”. “Pois eu hoje também estou com dor de cabeça”. O melhor era não aparecer de noite no dia de um jogo do Vasco com o Flamengo. Assim ele ficaria com saudades da Helvecia, ela ficaria com saudades dele. E quando chegasse segunda feira não havia Flamengo, não havia mais Vasco, havia somente o amor deles dois. Também João de Lucca chegava na segunda feira e pedia. “Não fale do Flamengo, meu bem”. Só se você não falar do Vasco”. “Pois eu não falarei do Vasco”. “E eu não falarei do Flamengo”.

10) E finalmente se casaram. O balcão de loteria dava dinheiro, João já podia pensar em montar casa, em casar. O casamento foi em 1932, quatro anos depois dele ter virado Vasco. A Helvecia não deixara de ser Flamengo, pelo contrário. “Eu acho bom, Helvecia”, dizia dona Altamira, você mostrar aquela almofada ao João”. “Não mostro, mamãe”. “Como é a almofada?”. Perguntava João. “Eu não digo, respondia a Helvecia. Se eu disser, perde a graça.” João de Lucas só soube como era a almofada depois que se casou: uma almofada toda bordada, de seda vermelha e preta, e com um enorme escudo do Flamengo, bem no centro. A almofada ficou colocada no lugar de honra da sala de visitas da casa de João de Lucas, para escândalo de todo Vascaíno que aparecia por lá.
Fonte: Coluna de Mário Filho do Jornal O Globo Esportivo 02 de Julho de 1948 

TOV João de Lucca O Globo Esportivo 1948

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

TOV 1948: COLUNA SOBRE JOÃO DE LUCCA 01-A

01) Em outros tempos os jogadores de futebol faziam ponto em Cafés. Os do Flamengo, como ainda hoje, no Rio Branco. Os do América e do São Cristóvão, no Pálace, que ficava na esquina de Ouvidor com Gonçalves Dias. Quer dizer: os do América podiam ser encontrados no Palace até o meio dia. Depois, a uma hora, apareciam no Mourisco, um Café da Avenida, esquina de Rosário. Os jogadores do Vasco gostavam era do Havanesa. O Café Havanesa, com duas frentes, uma para o Largo de São Francisco, outra para a Rua do Ouvidor, agora lá esta o Palheta, tinha um balcão de loterias, como quase todo Café. Quem tomava conta do balcão de Loterias do Havanasa, por volta de 28, era um rapaz chamado João de Lucca. O De, com o tempo, se tornaria um nobre Di, o Lucas ganharia mais um cê e perderia o esse. João de Lucas e João Di Lucca são uma e mesma pessoa.

02)  Enquanto vendia os seus bilhetes de loteria e guardava as suas listas de bicho, João de Lucas via entrar, pelas portas do Havanasa, cracks do Vasco, andando de um jeito diferente. Quem não conhecia o Jaguaré, o Espanhol, o Fausto? Juntava logo gente em volta da mesa onde eles se sentavam. Quase ninguém abria a boca. Os cracks tomavam o seu café, depois se levantavam, iam para o bilhar, que ficava no primeiro andar, João de Lucca esperava um pouco, para ver se aparecia algum freguês, a tardinha vendia-se pouco, estava na hora correr a loteria. Então ele guardava os bilhetes encalhados, apressava-se sem saber porque saia atrás dos jogadores do Vasco. E lá em cima, no bilhar, olhava apenas. Não jogava, não dava piadas, contentava-se em ver o Fausto, o Jaguaré, o Espanhol, os ídolos do Vasco.

03)  Um que aparecia pouco pelo Havanesa, o Russinho. Por que? Moacyr Siqueira de Queiroz parecia, mal comparando, um jogador do Fluminense. Era louro. Também Itália era louro e ia ao Havanasa. Não sempre, as vezes. Moacyr Siqueira de Queiroz andava por outras bandas. Talvez na companhia do Fortes, do Joel ou do Oswaldinho. A ausência de Russinho, se causava estranheza a João de Lucas, não impedia que cada vez mais ele se sentisse atraído pelo Vasco. Não era ainda Vasco. Começou a ver jogo de futebol, a acompanhar o team dos camisas pretas. Um dia se surpreendeu gritando Vasco. Tomou um susto. Graças a Deus a namorada não estava por perto. Se estivesse, era capaz de trocar de mal com ele.

04)  Todas as noites João de Lucas ia para o portão da Rua Marquês do Pombal número 61. Dona Altamira, a futura sogra, via-se chegar, chamava a Helvecia, “Helvecia, o João já chegou”. E para o João de Lucca: “Entre, a Helvecia está se aprontando”. João de Lucca preferia conversar com dona Altamira do portão para a janela. Era melhor namorar no portão do que dentro de casa, na sala de visitas, ele e a Helvecia sentados no sofá, enquanto Dona Altamira fazia crochê. João de Lucas queria dizer coisas, pegar na mão da Helvecia, roubar-lhe um beijo. No portão podia ser, a rua quieta, um poste de iluminação aqui, outro ali. E, depois, em cada portão havia um par de namorados, agarradinhos. Quando ele ficasse noivo, entraria.

05) A Helvecia torcia pelo Flamengo. Quando começara a namorar o De Lucca, tivera o cuidado de perguntar: “Por que Clube você torce, João?” “Não torço por nenhum Clube”, confessara o De Lucca, sinceramente. Não torcia por nenhum Clube. Pouco ia a futebol. Queria era vender os seus bilhetes, ganhar bastante dinheiro, para poder se casar. E, no principio do namoro, quando ia ver jogo de futebol, levava a Helvecia. Escolhia um bom jogo do Flamengo, para agradar a namorada. Depois foi arranjando desculpas. “Você não vai me levar ao jogo do Flamengo, João”. “Não posso”. Até que uma vez se encheu de coragem. “Eu queria saber de uma coisa, meu bem”. “Diga”. Você gosta mais de mim ou do Flamengo”.
Fonte: Coluna de Mário Filho do Jornal O Globo Esportivo 02 de Julho de 1948 

TOV João de Lucca O Globo Esportivo 1948

terça-feira, 26 de novembro de 2013

TOV 1947: FESTA DE CONGRAÇAMENTO

Fluminense e Vasco, nas Laranjeiras.
Torcedores e jogadores do Vasco são recebidos com manifestações de carinho.
O Fluminense, Clube já conhecido no esporte brasileiro, “como o mais fidalgo”, voltou a caracterizar-se na tarde, de domingo quando daquela festa de congraçamento, como muito poucas já existiram, e que veio colocar em realce as qualidades fidalgas do aristocrático clube das Laranjeiras. 
A verdade é esta e deve ser dita, poucos Clubes sagrados Campeões receberam em casas alheias manifestações de carinho e reconhecimento pelo seu brilhante feito, como teve o Vasco da Gama.
No campo João de Lucca, sorrir ao ver o carinho dos jogadores Lelé, Danilo e Ademir.
Fonte: Jornal Sport Ilustrado 25 de Dezembro de 1947

TOV Laranjeiras Jornal Sport Ilustrado 1947
Vasco Jornal dos Sports 96 anos do Vasco 1994

TOV 1946: COITADO DO DE LUCCA

Era a Torcida do Vasco a gritar “mais um”, “mais um”, e a massa rubro-negra responder do outro lado, em coro ensurdecedor : “Flamengo”, “Flamengo”.
Quem venceu o duelo?
Ainda que pareça mentira, a Torcida do Flamengo.
Mas no segundo tempo do match, o microfone anunciou:
“Atenção! Atenção! João de Lucca vai assumir o comando da Torcida Vascaína!”
Com efeito, pouco depois aparecia o João de Lucca de megafone em punho.
Dado o sinal de presente, ensaiou em voz possante: “Casaca-casaca”.
Fonte: Jornal O Globo Esportivo 09 de Agosto de 1946

TOV Jornal O Globo Esportivo 1946

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

TOV 1945: FLAMENGO E VASCO A VERDADEIRA BATALHA

O Vasco já era Campeão Carioca antecipado de 1945, ainda faltava o último jogo contra o Flamengo na Gávea. Flamengo 2 x 2 Vasco. 
Uma verdadeira batalha de tijolos foi travada entre as Torcidas do Flamengo e do Vasco, no Estádio da Gávea. Resultado 12 feridos.

CONCENTRAÇÃO DAS “TORCIDAS” – CAMINHÕES DOS VASCAÍNOS
Concentraram-se as Torcidas do Vasco e Flamengo, com bandeiras e bandas de música, nas arquibancadas.
A do Vasco compareceu ao Estádio em ônibus, automóveis e caminhões, todos enfeitados com bandeirolas.
Depois do jogo inacabado, os fans Vascaínos carregam os seus Campeões Invictos.
Fonte: Jornal A Noite e Diário da Noite 19 de Novembro de 1945.

TOV Jornal A Noite 1945

TOV Gávea Jornal Diário da Noite 1945

TOV Gávea Jornal Diário da Noite 1945


TOV 1945: O SEU A SEU DONO

O Vasco da Gama, sob o pretexto de um almoço, reuniu em São Januário os jornalistas e locutores esportivos da Cidade. 
Não poderia ter sido melhor a lembrança. 
Dizer que o seu objetivo foi de agradecer a gente da imprensa a colaboração que tem dispensado, ultimamente, ao Vasco é forçado. 
Talvez tenha sido, essa ideia de Rufino Ferreira como disse o Ciro Aranha, no entanto, do que dela melhor aproveitamos foi o convívio, por algumas horas, no ambiente sadio de São Januário, foi a oportunidade  de um contato mais íntimo com os homens do Vasco da Gama, foi a reunião proveitosa de trabalhadores que pelas suas múltiplas ocupações  só se encontram, rapidamente, quando no exercício delas.
Um Feijoada deliciosa..., jornalistas conversando com técnico e jogadores, diversos discursos...
Ninguém falou do João de Lucca, que quer dizer; ninguém falou da Torcida Vascaína, dessa Torcida que tem como dístico, Com o Vasco, onde Estiver o Vasco!
Sim. Meus senhores, cabe a esse organismo, nas vitórias que o Vasco conquista, diariamente, uma parcela gigantesca de colaboração. 
Não pelo amparo que possa significar aos atletas no campo dos embates desportivos, mas pela dignidade tarefa de unificação dos Vascaínos, antes dispersos, abalados por prevenções políticas individualistas e que hoje, coesos, com que formando um só corpo, uma só corpo, uma só cabeça, um só coração, constituem-se a essência, o próprio Vasco da Gama.
A essa Torcida o nosso reconhecimento e as nossas desculpas pela omissão.
Fonte: Jornal Sport Ilustrado escreveu Alberto Mendes 04 de Outubro de 1945

TOV Jornal Sport Ilustrado 1945

TOV Jornal A Manhã 1945

TOV São Januário Jornal Diário de Notícias 1945



domingo, 24 de novembro de 2013

LEGIÃO DA VITÓRIA 1943: TORCIDA VAI A BANGU PRONTA PARA A GUERRA

"Mas o Vasco é o Vasco. Se os banguenses pensam nos intimidar com bombas, estão redondamente enganados. Se for possível levaremos até canhão a Rua Ferrer.”, disse um dos Lideres da Torcida Vascaína Olympio Pio.
Fonte:  Jornal O Globo Esportivo 17 de Setembro de 1943

Legião da Vitória O Globo Esportivo 1943

Legião da Vitória Olympio Pio Jornal dos Sports 1942

LEGIÃO DA VITÓRIA 1943: ASSOCIADOS ACOMPANHARÃO O CLUBE

De ante do espetáculo emocionante que o Vasco se propõe oferecer ao público bandeirante, e ante a expectativa de estréia do novo Tean titular, muitos sócios do Vasco, organizados em caravana, acompanharão a delegação. 
Esses associados, tendo a frente vários já conhecidos do nosso público, entre os quais neste momento, podemos citar Olympio Pio, João de Lucca, Dr Osório, Eurico Serzedelo e Jaime Paiva, propõem-se incentivar o quadro afim de que o mesmo se exiba de acordo com o cartaz que desfruta.
Estamos portanto as vésperas de novos e sensacionais matches muito embora estes sejam desenrolados longe dos olhos da Torcida Guanabarina. 
Quando ao embarque da Delegação, que deverá ser chefiada pelo Presidente Ciro Aranha deverá guiar na próxima quinta feira a noite ou na sexta feira pela manhã.
Fonte: Jornal O Radical 02 de Fevereiro de 1943

Legião da Vitória Jornal O Radical 1943

Legião da Vitória Jornal O Radical 1943

Vasco Presidente Ciro Aranha Jornal O Radical 1942
Legião da Vitória Jornal dos Sports 1942
Legião da Vitória Jornal dos Sports 1943

Legião da Vitória Jornal dos Sports 1943

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

TORCIDAS DO VASCO 1940: POLAR CRACK DA POPULARIDADE

Figura eminentemente popular, Affonso Silva, o Polar, atravessou as multidões das ruas sem para elas, o que não é fácil, cair no ridículo. 
Sua vida, aliás, muito complexa, não caberia aqui num registro que visa menos fazer um panegyrico do que prantear a sua ausência que já começa a deixar um sulco de saudade. Certo, havia muito intelectualzinho que esbravejava enfurecido quando pretende arrancar sua importância pela Rua do Ouvidor, tinha que se contundir com a turba multa de basbaque atenta a última caracterização do reclamista que, não raro, na sua original casaca branca confeccionada por Almeida Rabello, citava autores gregos.
Polar não tinha inimigos. 
Sua vida, ele que nasceu, quer nos parecer, nas vizinhanças de um campo de futebol, teve elco de esportivo. 
Até mesmo no trajetória em parábolas de sua existência. 
Polar teve o destino de um Crack. Sua popularidade nasceu nos campos modestos de futebol e nos Estádios onde se praticavam a luta livre ou o Box, tendendo o sorvete de que tomou a alcunha. 
Fonte: Jornal Globo Esportivo 09 de Agosto de 1940

Torcida do Vasco Polar O Globo Esportivo 1940

Torcida do Vasco Polar O Globo Esportivo 1940

Torcida do Vasco Polar O Globo Esportivo 1940



TORCIDA DO VASCO 1937: NÃO FALTARÁ AO VASCO INCENTIVO DA SUA TORCIDA

Olympio Pio e João de Lucca, os Chefes do Estado Maior da Torcida Vascaína, estão congregando na sua embaixada os grupos: 
Supimpas, Turma da Praia, Legião Vascaína, Embaixada da Tribu, sob a chefia do Jairo, e Paulinho, Grupo dos Mariscos.
Com a arregimentação que os 2 maiores estão fazendo, grandiosa será a Torcida Vascaína para o importante embate em 1ª melhor de 3, São Cristóvão x Vasco da Gama.
Fonte: Jornal A Batalha 27 de Maio de 1937

Torcida do Vasco Jornal A Batalha 1937

Torcida do Vasco Jornal A Noite 1937
Torcida do Vasco Jornal das Moças 1937

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

TORCIDA DO VASCO 1936: CARIOCA X PAULISTA EM SÃO JANUÁRIO

"BLITZKRIEG" DE FOGOS EM SÃO JANUÁRIO
Como é de pleno conhecimento público na peleja travada no Estádio Pacaembu houve autentico carnaval.
A torcida bandeirante deu a nota elegante com o uso de fogos de bengala.
Domingo em São Januário haverá repetição do fato.
Olympio Pio e João de Lucca, os maiorais da Torcida do Vasco estão trabalhando com o objetivo de que a arquibancada social cruzmaltina durante o desenrolar da refrega faça uso de fogos.
Por sua vez a “hichada” do Flamengo, sob o controle de Oswaldo Menezes seu maioral, em determinado ponto do Estádio se concentrará e também fará uso de fogos.
Será, não resta dúvida um autentico carnaval em São Januário.
Fonte: Jornal O Radical 18 de Dezembro de 1936

Torcida do Vasco Jornal O Radical 1936

Torcida do Vasco Jornal O Radical 1936

Torcida do Vasco Jornal O Radical 1936
Vasco Jornal dos Sports 96 anos do Vasco 1994

TORCIDA DO VASCO 1934: TORCIDA FAZ CARAVANAS DE ÔNIBUS E DE TREM

CARAVANA A GÁVEA NO JOGO DE BASQUETEBOL
Ontem, num ônibus encontramos Ismael de Souza, Diretor de Basquete do Clube da Cruz de Malta. Ismael é um esforçado. Tudo faz pelo progresso do Basquete no Clube. 
Ainda agora prepara tudo para que a numerosa Torcida do Vasco fosse a Gávea.
Conseguiu cinco ônibus, comprou os ingressos para o jogo e levou ao rink do Carioca aqueles veículos lotados.19 de Setembro

OS VASCAÍNOS VÃO A BANGU EM TREM ESPECIAL
Para conduzir a Torcida do Vasco, a “Frente Única Vascaína” fretou um Trem especial, no qual também seguirão os jogadores do combinado cebedense.
Em Bangu, a população local receberá os footballers visitantes com grandes manifestações de simpatia. 22 de Dezembro
Fonte: Jornal Diário da Noite 18 de Setembro e 22 de Dezembro de 1934


Torcida do Vasco Jornal Diário da Noite 1934

Torcida do Vasco Jornal Diário da Noite 1934

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

PEQUENOS VASCAÍNOS 1987: DO ESTÁDIO AO BAR DO FREITAS, LÁGRIMAS E ALEGRIAS

Para se associar, segundo Érico, o torcedor paga uma taxa de Cz$ 200,00,  apresenta dois retratos e recebe a carteirinha e uma camiseta padronizada. 
Depois, paga uma mensalidade de Cz$ 30,00 e pode participar dos eventos organizados pela Torcida, frequentar a Sala colocada a sua disposição no Maracanã e torcer junto com os demais integrantes no Estádio, chorando as derrotas e cantando as vitórias.
“Uma vitória vale sempre uma comemoração no Bar do Freitas, que fica perto da base. É lá que nos encontramos para discutir os jogos e colocar a culpa no juiz no caso de derrota”, diz Carlos Henrique, o Nico, que entrou na Torcida em 1986.
Vascaíno por influência familiar, seu pai, sua mãe e seus irmãos são torcedores do Clube, ele conta que resolveu entrar para a Torcida, porque todos os seus amigos participam dela.
Um desses amigos é Jaime Max Barbosa, filho do Presidente da Torcida José Barbosa, o Zeca.
“Sou Vascaíno desde criança e quando meu pai assumiu a presidência da Torcida, passei a usar as camisas da Torcida e atualmente sou Assessor de Bandeiras”, diz Jaime.
Ele conta que não conhece a história do Vasco, mas sabe que o Clube está fazendo uma exposição no Museu do Primeiro Reinado, comemorativa dos 60 do Estádio São Januário;
“Me ligo mais no futebol. Gosto de estar com os outros componentes da Torcida na Sala do Maracanã, onde chegamos as 8 horas aos domingos e ficamos até a hora do jogo”.
A Sala, a 322-B do Estádio, fica aberta em dias de jogos e Érico Rodrigues avisa que as pessoas que desejam ingressar na Torcida podem entrar em contato com ele.
Fonte: Jornal O Globo 04 de Dezembro de 1987

Pequenos Vascaínos Jornal O Globo 1987

Pequenos Vascaínos Jornal O Globo 1987

PEQUENOS VASCAÍNOS 1987: O GRITO PELA MAIOR PAIXÃO

Seus maiores ídolos não são os grandes cantores de Rock ou da música popular Brasileira, que arrastam multidões para Estádio e casas de espetáculos. 
Não são os atores ou cineastas famosos, nem políticos de destaque.
A paixão deles é ver a bola rolar suave e exata, dos pés de Geovani para Roberto, e deste, numa trajetória curvilínea, chegar a cabeça de Romário, para ser arremessada com precisão e morrer suavemente nas redes do gol adversários.
Eles, que na hora do gol, libertam o grito preso na garganta, fazem parte de uma espécie de confraria, mais conhecida como Torcida Organizada.
Amam o Vasco desde pequenos. São os chamados Pequenos Vascaínos.
A origem do nome da Torcida Organizada está no fato dela ter sido fundada por dez garotos, com idades entre 8 e 11 anos, capitaneados por um Vascaíno doente, Cláudio Macedo, em Olaria, em 1977.
Um ano depois a Pequenos Vascaínos, fundiu-se a Vasbicão, do Largo do Bicão, na Vila da Penha, mas os integrantes das duas Torcidas decidiram que prevaleceria o nome da Pequenos.
“Atualmente, a Torcida tem cerca de 200 componentes que comparecem a todos os jogos. Mas o número de Pequenos Vascaínos é bem maior, somos 3 mil, com carteirinha e tudo. 
A base é na Vila da Penha, na esquina da Avenida Meriti com Rua da Inspiração,” informa o Diretor de Bandeiras da Torcida, Érico Rodrigues Júnior.
Ele é a pessoa responsável pelo material da Torcida, como bandeiras, instrumentos de precursão e papel picado.
O Diretor também mantem o ritmo de empolgação durante a partida e da criação de novos efeitos, como um movimento uniformizado, como a “onda mexicana”, vista na copa do Mundo de 1986;
Para as caravanas a outros Estados, a Torcida recebe uma ajuda do Vasco de 30 por cento do total a ser gasto com a viagem.
De acordo com Érico, o restante é dividido entre Torcida Organizada e os componentes que desejam viajar para acompanhar o time do coração.
A estrutura administrativa da Torcida é formada pelo Presidente, Vice Presidente, Relações Públicas, Tesoureiro, Diretor de Marketing, Diretor de Bandeiras, Diretor de Bateria e Diretor Social.
“É como se fosse um Clube. Dispomos de uma sala no Maracanã com geladeira, televisão, sofás, fogão e mesas de jogos, como se fosse uma casa. Lá são guardadas as bandeiras, mastros, instrumentos musicais e troféus”, informa Érico.
Segundo ele, a Torcida tem 110 bandeiras, de todos os tamanhos, cujos desenhos são criados pelo estudante de Administração de Empresa, Marco Antônio Bruno da Silva.
Fonte: Jornal O Globo 04 de Dezembro de 1987

Pequenos Vascaínos O Globo 1987

Pequenos Vascaínos O Globo 1987

Pequenos Vascaínos O Globo 1987

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

PEQUENOS VASCAÍNOS 1987: ORGANIZAÇÃO

Organização não é privilégio das Torcidas paulista. 
No Rio, a Pequenos Vascaínos, com 3 mil e 500 associados e 12 diretores, desde que foi fundada há 12 anos, já conseguiu 60 patrocinadores.
O Chefe da Torcida, Érico Rodrigues, de 25 anos, explicou que eles é que mantem a Torcida, que já possui Sede na Vila da Penha e outra no Maracanã (Sala) com 2 andares, que serve até almoço para os torcedores em dias de jogo do clube.
Fonte: Jornal do Brasil 31 de Agosto de 1987

Pequenos Vascaínos Jornal do Brasil 1987

Pequenos Vascaínos e TOV 1987

Pequenos Vascaínos 1987



RENOVASCÃO 1987: DULCE ROSALINA UMA PAIXÃO SEM BARREIRAS

Capaz de influenciar na votação dos dirigentes do seu Clube favorito e até mesmo manipular a Torcida, no sentido de torná-la “um Técnico” e escolher os melhores jogadores para determinadas posições no campo, é Dulce Rosalina, 73 anos, que desde 1956 “não faz outra coisa se não se dedicar inteiramente ao Vasco da Gama”.
“Minha vida é o meu time. Já nasci Vascaína”.
Fundou a TOV (na realidade Dulce não foi fundadora), onde ficou durante 21 anos, quando sofreu um acidente, que lhe deixou fora as arquibancadas durante dois anos. Graças ao Médico Lídio Toledo, está novamente em ação. 
Hoje é Chefe da Renovascão.
Dulce, além de nascer Vascaína, foi casada como jogador Ponce de Leon, que jogou no São Paulo e no Palmeiras, e tem como genro Dutra, que é treinador de um Clube em Belém.
Ela não gosta muito de política, mas é filiada “ideologicamente” ao PL e votaria sem titubear no Senador Mário Covas.
Fonte: Jornal do Brasil 31 de Agosto de 1987

Renovascão Jornal do Brasil 1987

domingo, 17 de novembro de 2013

FORÇA JOVEM 1987: LAZARONI PEDE AO TIME QUE JOGUE COM A GARRA DE UM LUTADOR DE BOXE

Lazaroni mostrou como o Vasco pode vencer. 
Na inflamada preleção que fez ontem a tarde, em São Januário, o Técnico disse que o time só chegará ao título tiver garra, espírito de luta e vontade de vencer. 
Emocionado e gesticulando muito, ele pediu aos jogadores que entrassem em campo como um lutador de boxe....
Nas arquibancadas, o clima era de otimismo, os torcedores levaram faixas, cantaram o hino do Clube e depois atacaram com pedaços de bacalhau um galo que a Força Jovem levou para São Januário.
Fonte: Jornal O Globo 09 de Agosto de 1987

Força Jovem O Globo 1987

Vasco 1987

Vasco 1987





TOV E FJV 1987: TORCIDAS ORGANIZADAS DO VASCO JÁ ESTÃO MONTANDO A FESTA DO TÍTULO

As principais Torcidas do Vasco já preparam a festa, antecipada, do Título Estadual. Enquanto o Técnico Sebastião Lazaroni preferiu a estratégia da espera, vários torcedores da Força Jovem e da TOV começaram a articular ontem um almoço para amanhã no Rincão Gaúcho, na Tijuca para homenagear o treinador. 
Criou-se até um slogan: Lopes é que era o pé frio, de um dos Líderes, Amâncio César.
Fonte: Jornal do Brasil 04 de Agosto de 1987

Força Jovem e TOV 1987


Vasco 1987