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sábado, 25 de junho de 2022

VASCO 1899: COISAS QUE SÓ ACONTECEM AO VASCO

A primeira vitória do Vasco da Gama em remo verificou-se na Regata no dia 04 de Junho de 1899, promovida pela União de Regatas Fluminense. O Vasco da Gama inscreveu para a disputa desse certame quatro barcos, a saber: Volúvel, baleeira a seis remos, Zoca, canoa a quatro remos,  Vitória e Vaidosa, baleeira a quatro remos, Zoca, apesar de inscrita não correu.

Diz-nos José Lopes de Freitas, o saudoso Zé da Praia, que na estreia do Vasco da Gama no remo carioca se verificou um fato inédito. O Clube da Cruz de Malta participava pela primeira regata, corria o primeiro páreo, alinhava na primeira baliza e chegava em primeiro lugar ao vencedor.

Sobre essa regata vamos transcrever um documento escrito por José Lopes de Freitas para não lhe tirar o sabor da época.

“Foi na Regata de 04 de Julho de 1899, promovida pela União de Regatas Fluminense que o Vasco da Gama fez a sua estreia nas lutas náuticas. Estavam escritas a baleeira, a seis remos Volúvel, a canoa quatro remos Zoca, que não correu, e as baleeiras e quatro remos Vitória e Vaidosa.”

Uma coincidência curiosa a notar, O Vasco corria pela primeira vez, no primeiro páreo e na primeira batalha. E foi também o primeiro a chegar vencedor.

O que foi essa regata para o Vasco e sobretudo para os Vascaínos é difícil descrever. Parecia que os Vascaínos não eram muitos. No entanto surgiram , não se sabe de onde , aos milhares. Toda a Praia de Botafogo parece, se tornou Vascaína! O Vasco venceu! Vasco! Vasco ! Vasco!..

Era a Torcida Vascaína que se formava, essa mesma que mais tarde, pelo seu espantoso número, punha em reboliço toda a cidade quando o pavilhão Vascaíno triunfava em qualquer parte e em qualquer esporte.

Ainda nessa regata a flâmula do Vasco brilhou nas duas baleeiras de quatro remos, obtendo a Vitória um brilhante segundo lugar.

Auspiciosíssima e apreensiva para muita gente, que começava a ver que o Vasco estava a andar muito depressa.

E a polícia esportiva acendeu o cachimbo, pôs os óculos pretos para simular e posse em campo a ver se ali não haveria gato a passar por lebre no amadorismo esportivo.

Não foi somente na Praia de Botafogo que a torcida apareceu. Foi em todo o Bairro da Saúde e em toda a Praia Formosa onde o Vasco tinha a sua Sede.

De todos os lados se ouvia: “ O Vasco venceu”.

Quando ao anoitecer, de volta da regata, barcos, remadores e sócios se recolhiam a Sede, uma verdadeira multidão os esperava junto a ponte, para recebe-los como se fossem os vencedores salamina.

No dia imediato a regata o Vasco da Gama era o mais popular dos nomes do Rio de Janeiro.

Nas esquinas, nos botequins, nos barbeiros, dava-se ao feito um significado de importância grandiosa. E assim começou a forma-se a famosa Torcida Vascaína ......

Por Álvaro do Nascimento

Fonte: Jornal dos Sports 18 de Agosto de 1948

Vasco Jornal dos Sports 1948
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Praia do Boqueirão Centro de Memória do Vasco 1899


domingo, 30 de julho de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1899 O CLUBE DIVIDIDO

                                  “A cruz vascaína é, definitivamente, a "Cruz de Cristo".
                                           Henrique Hubner – Centro de Memória do Clube

1899                     O Clube Dividido
            
Antes do clube completar um ano de existência ocorre uma cisão que quase leva ao fim da agremiação. Um grupo de associados, liderados pelo  próprio presidente Francisco do Couto resolve sair do clube e fundar outro. O Club de Regatas Guanabara.
            O motivo da discórdia era o aparecimento de duas posições opostas sobre a localização ideal para a sua sede. Uma parte dos sócios (maioria) queria que a sede ficasse próxima a Praia de Santa Luzia onde ficava a garagem na qual eram guardados os barcos. A corrente minoritária queria ir para a Praia de Botafogo.
            O grupo vencedor se instalou onde queria: na Travessa Maia, alugando uma sede onde também estavam instaladas as sedes próprias de outros clubes de regatas. Lá já estavam o Club de Regatas e Natação, o Club do Boqueirão do Passeio e o Clube Internacional de Regatas. Não se tratava de uma simples escolha de local A ou B. Tratava-se de definir a prioridade para o deslocamento de seus atletas e associados, moradores no Centro e arredores. Como a Zona Sul era um local distante, o resultado seria o afastamento progressivo dos fundadores e a provável composição de uma nova força política que adotaria os mesmos critérios seletivos dos outros clubes da Zona Sul.
Manter o clube no Centro foi uma decisão acertada, mas o resultado foi o afastamento de diversos sócios e o desfalque de vários barcos que são levados pelos dissidentes.
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.


Vasco Jornal Semana Esportiva 1899