segunda-feira, 31 de julho de 2017

TUV 1954: PREPARA-SE A TORCIDA UNIFORMIZADA DO VASCO

“O que houve domingo em Caio Martins, foi apenas um ensaio da que pretendemos fazer domingo, quando realmente estrearemos a nossa Torcida Uniformizada”. Foi o que declarou Margarida Portugal Lourenço componente da comissão diretora da espetacular Torcida que o Vasco apresentará domingo, no Maracanã, quando do match contra o Botafogo.
Na realidade os torcedores cruzmaltinos que estiveram em Niterói, não o estiveram na condição de integrantes do formidável grupo que, a partir de domingo, acompanharão o team cruzmaltino, com seus integrantes  devidamente uniformizados. E sobre o entusiasmo que desperta a apresentação da Torcida a senhorita Margarida declara.
“Francamente eu sabia que o Vasco era poderoso como força de penetração no seio da massa, mas não tanto assim. Basta reparar uma coisa, embora tenhamos jogados apenas uma vez no Maracanã, assim num sábado , nossa renda foi a maior para um dia de semana. Depois, tivemos dois jogos em São Januário, onde a arrecadação é sempre pequena porque o Estádio quase se enche somente de associados. E mesmo assim o Vasco esta apenas um pouco abaixo do Flamengo, que dizem ser o Clube que arrasta mais Torcida, em matéria de arrecadação. Sobre a Torcida Uniformizada, há tanto interesse, há tanta procura que depois de havermos confeccionados 100 uniformes, camisas e bonés, recebemos pedido para mais 150 e acredito que esse número, até domingo subira mais ainda e não haverá tempo para atender a todos. Temos trabalhado , dia e noite na preparação de nossa estréia e acredito que vai ser uma coisa espetacular, bem de acordo com o poderio de nosso Clube a força de nosso team.”

A ESTRÉIA DA TORCIDA
Apoiados por altos paredro do Clube, dentre os quais devemos destacar Álvaro Ramos que é o patrono, Antônio Soares Calçada, José Ribeiro de Paiva, o “Almirante” , Arthur da Fonseca Soares (Cordinha), José do Amaral Osarir e outros os torcedores cruzmaltinos esperam fazer uma estréia espetacular, domingo no Maracanã. Mas vai ser uma Torcida de paz, com objetivo apenas de estimular o seu team e sem espírito belicoso ou de agressividade. Todos se apresentarão uniformizados, está presente o Domingos Ramalho, com seu tradicional clarim e uma afiada Escola de Samba, que não irritará os torcedores com o ruído impertinente e inacabado de surdos, mas procurará alegrar o ambiente com música. E haverá faixa e painéis, subordinada, aquela que é uma espécie de símbolo da Torcida e que consta dos seguintes dizeres: “Felicidade teu nome é Vasco”.

UMA TORCIDA SEM CHEFE
A par dos entusiamo, que se observa entre os torcedores, esses mesmos que enfrentam  sol e chuva, que não escolhem campo e não se acomodam apenas no conforto do Maracanã e tem noutras camadas do Clube uma certa incompreensão por parte dos que não compreendem o significado de certos movimentos espontâneos.
Por isso mesmo, Álvaro Ramos, eleito patrono da Torcida, por decisão unânime daqueles que sempre tiveram apoio do ex Presidente social, quando de suas iniciativas, faz questão de declarar.
“Não sou Chefe de Torcida ou coisa parecida, mas tão somente o patrono, distinção com que tem honrado pelos rapazes e moças que compõem a comissão diretora. Sempre que fui solicitado, por eles, para prestigiar qualquer iniciativa estive pronto a colaborar, porque sabia que estava fazendo algo pelo Vasco, que é a minha preocupação constante, igual que minha família. E da mesma forma que colaborei antes, quando a Torcida Uniformizada não tinha a expressão de hoje, quando era apenas um grupo pequeno de entusiastas adeptos do Clube, colaboro agora e colaborarei sempre, dentro das minhas possibilidades, porque estou colaborando com o Clube. Eis tudo.”
Fonte: Jornal Diário da Noite 17 de Setembro de 1954

TUV Jornal Diário da Noite 1954

TUV Jornal Diário da Noite 1954

TUV Jornal Diário da Noite 1954

domingo, 30 de julho de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1899 O CLUBE DIVIDIDO

                                  “A cruz vascaína é, definitivamente, a "Cruz de Cristo".
                                           Henrique Hubner – Centro de Memória do Clube

1899                     O Clube Dividido
            
Antes do clube completar um ano de existência ocorre uma cisão que quase leva ao fim da agremiação. Um grupo de associados, liderados pelo  próprio presidente Francisco do Couto resolve sair do clube e fundar outro. O Club de Regatas Guanabara.
            O motivo da discórdia era o aparecimento de duas posições opostas sobre a localização ideal para a sua sede. Uma parte dos sócios (maioria) queria que a sede ficasse próxima a Praia de Santa Luzia onde ficava a garagem na qual eram guardados os barcos. A corrente minoritária queria ir para a Praia de Botafogo.
            O grupo vencedor se instalou onde queria: na Travessa Maia, alugando uma sede onde também estavam instaladas as sedes próprias de outros clubes de regatas. Lá já estavam o Club de Regatas e Natação, o Club do Boqueirão do Passeio e o Clube Internacional de Regatas. Não se tratava de uma simples escolha de local A ou B. Tratava-se de definir a prioridade para o deslocamento de seus atletas e associados, moradores no Centro e arredores. Como a Zona Sul era um local distante, o resultado seria o afastamento progressivo dos fundadores e a provável composição de uma nova força política que adotaria os mesmos critérios seletivos dos outros clubes da Zona Sul.
Manter o clube no Centro foi uma decisão acertada, mas o resultado foi o afastamento de diversos sócios e o desfalque de vários barcos que são levados pelos dissidentes.
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.


Vasco Jornal Semana Esportiva 1899





sábado, 29 de julho de 2017

FORÇA JOVEM 1971: SLOGAN “VASCO O MAIS AMADO”

ÉS TU VASCO O MAIS AMADO
O sol nasce para todos, Antônio Alberto. Portanto não seja egoísta, pois não é só o seu clube que merece promoção. 
Se até o nosso símbolo é sagrado, por que o Vasco não pode ser o Mais Amado?
O Fernando Antônio Waskiavicus está de parabéns, seu slogan é simplesmente genial e verdadeiro. E se o mesmo foi criado por um membro da nossa Força Jovem que ela mande confeccionar uma faixa com os dizeres:
“Dentro ou fora do gramado, és tu Vasco o Mais Amado” (11/09)

ANIVERSÁRIO DE FERNANDO ANTÔNIO
Dia 20 do presente mês, é a data natalina do Fernando Antônio, elemento de grande valor de nossa Força Jovem. A esse Vascaíno educado e torcedor vibrante como poucos, desejamos todas as venturas, a apresentamos nossas melhores felicitações. 
Ele bem o merece: foi o criador do notável slogan o “Mais Amado”
Maria Madalena Carvalho, Praça da Bandeira, Guanabara (20/10)
Fonte: Jornal dos Sports 11 de Setembro e 20 de Outubro de 1971

Força Jovem Jornal dos Sports 1971

Força Jovem Jornal dos Sports 1971

Vasco Maracanã 1970





sexta-feira, 28 de julho de 2017

VASCENTRO 1977: VENHA RÁPIDO

Se você mora nas imediações de Santo Cristo, Saúde, Gamboa, Praça Mauá, Morro da Conceição, Bairro de Fátima, Rua do Riachuelo, Hospital dos Servidores, Morro do Pinto, Rodoviária, Rua Santana, em fim todos perto do Centro ou se você, não pertence a nenhuma facção no Bairro onde moras. 
Participe da Torcida Vascentro “A Torcida do Futuro”.
As inscrições estão abertas:
Local: (ICP) Instituto Central do Povo a Rua Rivadávia Correia, 198 Depois do Túnel João Ricardo.
As inscrições serão feitas depois das 19 horas com Diretor Osmar.
Osmar, Relações Públicas.
Fonte: Jornal dos Sports 31 de Maio de 1977

Vascentro Jornal dos Sports 1977

Vascentro São Januário 1978

Vascentro São Januário Jornal dos Sports 1978

quinta-feira, 27 de julho de 2017

LEÕES VASCAÍNOS 1969: LEÕES VIRAM FERAS E NOTA DIZ QUE NINGUÉM É DONO DA TORCIDA

A Torcida Dissidente Leões Vascaínos lançou uma nota de repudio as considerações do Presidente Reinaldo Reis e de apoio a Ciro Aranha, Valdir Alves e Paulinho.
Anota dos Leões Vascaínos é a seguinte:
“Os Leões vem repudiar a entrevista concedida pelo Presidente Reinaldo Reis, publicada por este conceituado Jornal sob o título Reinaldo Critica Paulinho, pelas seguintes razões:
1-    O Sr Reinaldo Reis não tem condições nem autorização para falar em nome da Torcida Leões Vascaínos
2-    A Torcida não é rebanho, mas sabe conduzir-se e elevar seu Clube.
3-    Estamos com Ciro, Valdir e Paulinho e contra o Presidente e seus cúmplices

DIRETORIA
Presidente: Antônio Pureza Machado
Vice Presidente: Antônio José de Eira
Tesoureiro: Manuel Tavares
Secretário: Gilson Ferreira Lima
Diretor de Promoções: Abílio Moreira Valente
Diretor Social: Lourenço Saraiva
Fonte: Jornal dos Sports 14, 15 e 16 de Outubro de 1969

Leões Vascaínos Jornal dos Sports 1969

Leões Vascaínos Jornal dos Sports 1969

Leões Vascaínos Jornal dos Sports 1969


quarta-feira, 26 de julho de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1898 QUANDO TUDO COMEÇOU

                                                  “1498-1898 - Comemorações do IV Centenário do 
                                      Descobrimento do Caminho das Índias por Vasco da Gama”.

1898                   Quando Tudo Começou

A criação de um clube esportivo entre o final do século XIX e início do século XX seguia basicamente o mesmo roteiro: um grupo de jovens idealistas e praticantes de esportes se reunia e decidia fundar uma agremiação. Foi assim no Club de Regatas Botafogo, no América Football Club, no Fluminense Football Club e, também, no Club de Regatas Vasco da Gama.
O contexto histórico e social revela que não bastavam apenas generosas iniciativas individuais para que tal tipo de idéia se concretizasse. Era preciso que várias condições permitissem que simples idéias não se evaporassem ou tivessem curta duração.
O período entre 1890 e 1930 apresentava características próprias  que fizeram daquela época uma excelente oportunidade da proliferação da prática esportiva. A cidade do Rio de Janeiro vivia um processo acelerado de urbanização, em que se destacava uma transformação nos meios de transporte e um incremento nas atividades comerciais, além da multiplicação de indústrias. Tudo indicava que, segundo os mais otimistas, a cidade caminhava na direção das grandes metrópoles como Londres, Paris e Nova Iorque.
            Era a “modernidade” chegando de forma cada vez mais intensa. E praticar “Sport” era ser “moderno”. O remo principalmente e, depois, o futebol eram vistos como práticas associadas a um estilo de vida novo que trazia para a juventude carioca a esperança de estar contribuindo para a “construção do novo mundo”.
            Para o pesquisador da história do esporte no Rio de Janeiro, Victor Melo, o prestígio do remo e a grande popularidade alcançada por esta atividade física pode ser atribuída a vários fatores que levaram a ser o esporte preferido no início do século XX, superando todas as outras incipientes práticas esportivas, como o ciclismo e o football. O remo ”enfatizava uma nova estética corporal, uma preocupação renovada com a saúde, a busca de um estilo de vida ao ar livre, a competição, harmonia e coletividade”[1].
            Quando os quatro jovens praticantes de remo tiveram a idéia de criar o C. R. Vasco da Gama, logo eles receberam o apoio de dezenas de outras pessoas que se empenharam em levar adiante aquele desejo. Muitos deles nem eram praticantes de esportes, mas compartilhavam com os mesmos ideais daqueles jovens.
             A definição do nome do clube ficou estabelecida no dia de sua fundação (21 de agosto de 1898). Em seguida foi eleita uma diretoria e uma comissão para redigir o Estatuto. Como era comum à época foi convidada uma figura mais velha e com mais recursos, para presidir o clube: Francisco do Couto era escolhido como o primeiro presidente do clube.
            Localizado em um bairro popular no centro da cidade, a Saúde era uma região densamente povoada, com a presença de muitos imigrantes portugueses, mas também com uma forte presença de negros. Esta era uma diferença básica do Vasco para muitos outros clubes de remo, especialmente para aqueles localizados na Zona Sul. O perfil socioeconômico de seus atletas e dos associados era majoritariamente composto de portugueses ou filhos de imigrantes, quase todos eram trabalhadores do comércio. Enquanto os clubes de regatas da  Zona mais rica da cidade faziam questão de se apresentarem como aqueles que “reuniam os filhos das melhores famílias da cidade” e cobrando altas mensalidades, o Vasco, desde o começo, procurou ser um clube mais aberto e disposto a reunir uma população menos favorecida. A luta por manter o clube localizado no Centro e manter uma identidade menos elitista, não será uma questão menor, como veremos no ano seguinte.
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.


[1] MELO, Victor Andrade de. Cidade Sportiva. Rio de Janeiro: Relume-Dumará.2001. p.155

Vasco Jornal Mercúrio 1898

Vasco Jornal Gazeta de Notícias 1898

terça-feira, 25 de julho de 2017

FORÇA JOVEM 1970: APOIANDO O ESPORTE AMADOR

BASQUETE
Minhas congratulações aos jogadores do basquete do Vasco, que conseguiram levar este título para São Januário, é o primeiro dos muitos que irão para lá este ano. Pena que o jogo não tivesse sido realizado no Maracanãzinho, e sim no Municipal, que se tornou pequeno para receber a massa Vascaína. Foi um verdadeiro carnaval: banda, bateria, confete, serpentina e um show de bola dado pelo jogadores. A Força Jovem do Vasco esteve presente, prestigiando o time, como todos os demais torcedores devem fazer. Aqueles que quiserem juntar-se a nós, procurem-nos atrás do gol, junto a Torcida do Vasco, nos jogos do nosso time no Estádio Mário Filho, ou escrevam para o meu endereço.
Ricardo, Força Jovem do Vasco (18/03).

CAMISA JOVEM
Remadores Vascaínos, meus parabéns Começamos bem a temporada. Fé em Deus e braço no Remo. Alô Sr Manoel Santos da Cunha, Presidente da Força Jovem, por favor, dê-nos o endereço para que possamos adquirir a camisa da Força Jovem do Vasco. Queremos, ou melhor, meu filho assim  como outros Vascaínos o querem, e não sabemos como encontrá-los. Por favor, também, Leões Vascaínos não fiquem magoados comigo. Para nós tudo é Vasco, mas acontece que a camisa dos jovens é linda de morrer. Vamos acabar com as briguinhas que estou vendo através do Bate Bola. Nosso Vasco está acima de intransigências pessoais.
Maria Madalena Carvalho, Praça Onze Rio. (24/04)
Fonte: Jornal dos Sports 18 de Março e 24 de Abril de 1970

Força Jovem Jornal dos Sports 1970

Força Jovem Jornal dos Sports 1970

Força Jovem Jornal dos Sports 1970

Torcida do Vasco Maracanã 1970

Torcida do Vasco Maracanã 1970

segunda-feira, 24 de julho de 2017

IRA JOVEM 2017: FALECIMENTO DE TIA PENHA DE CABO FRIO

A Torcida Organizada Ira Jovem Vasco vem através desta nota lamentar o falecimento da nossa querida Tia Penha Barreto.
Mãe, vascaína fervorosa e querida por todos, Tia Penha não abria mão de acompanhar uma de suas maiores paixões, mesmo morando em uma cidade distante e com a saúde debilitada, se fazia presente nos bons e maus momentos ao lado do seu clube do coração.
Descanse em paz, Tia Penha! 
Desejamos forças a todos os familiares, em especial ao nosso querido amigo Flávio de Cabo Frio pela perda de sua mãe.
Um abraço,
Ira Jovem Vasco








domingo, 23 de julho de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 2016 AQUI É VASCO

                                       “A partida de futebol é mais disputada por torcedores 
                                                               do que por atletas no campo”
                                                              Drummond, poeta e vascaíno

2016                           Aqui é Vasco
        A temporada vascaína neste ano foi bem esquizofrênica. No primeiro semestre a caravela do Almirante atravessou os mares atropelando os adversários cariocas e levantou com brilho o bicampeonato estadual. O time permaneceu 34 jogos invictos e apresentou todas as melhores credenciais para fazer uma ótima campanha pela Série B no segundo semestre. No entanto, o que se viu foi uma travessia marcada por muitas turbulências, com derrotas para times inexpressivos e um desempenho pífio. Resultado: estádios vazios e desânimo geral da torcida com o elenco.
            Logo no início do ano, o clube inicia uma campanha de sócio-torcedores intitulada “Gigante”. A iniciativa visava aumentar o número de associados e era baseada em modernos conceitos de marketing esportivo, com promoções diversas e outros atrativos. Por outro lado, o presidente Eurico Miranda, sugeria uma “Bolsa Torcedor”, criando um sistema de cotas para os adeptos mais carentes com ingressos de baixo custo.
            Em ano de Olimpíada na Cidade Maravilhosa no mês de agosto, os clubes cariocas ficaram sem os dois estádios reservados para o evento: o Maracanã e o Engenhão permaneceram fechados nestes meses.  Para o Vasco isso não foi um grande problema pois o estádio de São Januário foi utilizado pelo clube em diversos jogos, como na partida com o Flamengo, em fevereiro. Ao terminar a disputa com vitória vascaína, o principal jogador do elenco, Nenê, resolver inverter as ações e filma a festa da torcida vascaína. Em tempos de popularização de smartphones, as imagens se multiplicam pelas redes sociais. Foi-se o tempo em que os torcedores se aproximavam dos ídolos para pedir um autógrafo. A moda nestes anos era tirar uma selfie com o craque e postar nas redes sociais.
            O campeonato prosseguia e o clube permanece com uma campanha tranqüila jogando com o Fluminense (decisão da Taça Guanabara) e Flamengo em Manaus, na Arena Amazonas. Nesta cidade novas vitórias levam o clube disputar o campeonato com o Botafogo em maio. A partida contra o rubro-negro, particularmente, teve um sabor especial, com a seqüência de nove partidas sem conhecer derrotas para o principal rival.
            Nas duas partidas da final do estadual, os clubes conseguem a reabertura do Maracanã. O estádio recebeu nas duas vezes um público estimado em 60 mil torcedores por partida. Na segunda, a torcida vascaína era maioria absoluta. A festa do título foi marcada com o mosaico “Aqui é Vasco”. Uma frase proferida pelo capitão do time, o zagueiro Rodrigo, em alusão aos torcedores e jogadores do Flamengo, inconformados com a superioridade dos cruzmaltinos  na temporada. Era o 24° título estadual, sendo o 6° invicto.
             Começa o campeonato brasileiro na Série B e o clube é apontado pela imprensa como favorito absoluto. Os resultados iniciais confirmam as expectativas e a torcida se empolga com a possibilidade do time bater o recorde histórico de mais de 35 partidas invictas, feito alcançado na década de 1950.
Em junho, o jornal O Dia, promove a festa da Seleção do Campeonato Carioca e vários jogadores vascaínos foram escolhidos. Um deles, o zagueiro Luan, convocado para disputar o título inédito de Medalha de Ouro nas Olimpíadas, que agradece o apoio dos torcedores. Outro premiado foi o técnico Jorginho que ressaltou: "quero agradecer de todo coração à votação de todos os torcedores. Fico muito feliz de ter sido escolhido o melhor treinador do Carioca. Isso aconteceu pela federação e também pelo voto popular. Fico muito lisonjeado e grato porque, com certeza, marquei meu nome na história do futebol Carioca e do Vasco”[1].
Na mesma época, o jornalista André Schmidt, lança o livro “Da queda ao Bi – a trajetória do Vasco em crônicas”. Uma coletânea de artigos escritos no período de recuperação da auto-estima dos vascaínos sob o comando do técnico Jorginho. Mesmo fazendo uma campanha de recuperação no final de 2015, o treinador não consegue reverter a situação. Mais uma vez a torcida amargava o dissabor de acompanhar o clube viver a experiência negativa de rebaixamento por 3 vezes em 8 anos.
Talvez estes insucessos expliquem o baixo público em São Januário durante o ano com média de 6.000 torcedores. Uma pesquisa para identificar os motivos da baixa média de público da equipe na Colina, realizada pela Comissão de Festas Cruz-Maltinas[2],  apontou outros dois problemas principais: o alto valor dos ingressos e a dificuldade de acesso ao estádio. Apesar do departamento de marketing ter lançado o novo plano de sócios (Gigante), os números alcançados ainda decepcionantes. Segundo os dados do Movimento Por um Futebol Melhor, o Vasco ocupava a 21ª posição no ranking de sócio-torcedores.
Em campo, a perda da invencibilidade veio com o resultado adverso de 2 a 1 para o Atlético-GO, em Cariacica (ES). Era o primeiro indício de que o elenco tinha problemas. O deslocamento constante por regiões distantes do eixo Rio-São Paulo, prejudicava o grupo que contava com muitos jogadores com mais de 30 anos.
Em agosto o movimento “Guerreiros do Almirante” completava dez anos de existência comemorando com uma grande festa. No campeonato carioca os torcedores tinham confeccionado uma grande bandeira com o rosto da torcedora-símbolo Dulce Rosalina.
Numa outra pesquisa, promovida pelo Jornal Lance/IBOPE, revelou que o Vasco contava com 3 milhões de torcedores no RJ. Porém, em comparação com os números da primeira pesquisa (1998), houve um aumento dos torcedores rubro-negros. Os números indicavam que a torcida do Flamengo era maior do que as de Vasco, Fluminense e Botafogo juntas. Em 1998 representava 38 %, agora são 48,3%. Na pesquisa, o Vasco agregava 18,7% dos cariocas, percentual que superava o total de tricolores e botafoguenses (17,4%). Juntas, as duas torcidas tiveram uma redução de 4,6%. Se esta notícia agradou a turma da Flapress, para os vascaínos, o que valeu no ano foram as inúmeras gozações que os rubro-negros sofreram neste ano. Uma das músicas mais cantadas pelos vascaínos dizia: “Oh mulambo, tu não tem Estádio,/Oh mulambo, tu não tem Estádio,/ pediu pra jogar, em São Januário,/Eurico falou joga na casa do c.....”
O desempenho irregular no campeonato da Série B acabou gerando inevitáveis protestos dos torcedores. A reação do clube foi punir algumas torcidas organizadas: “(estas tem) sofrido punições nos últimos jogos. Diante do Avaí, por exemplo, a diretoria solicitou à Polícia Militar a proibição de instrumentos, faixas, bandeiras e outros materiais de todas elas. Já diante do Luverdense, a restrição se deu somente à Guerreiros do Almirante e à Força Independente. As duas, além da Ira Jovem, recentemente divulgaram notas de repúdio ao ato”[3]. No mesmo dia um grupo de cerca de 50 torcedores propõem uma reunião com o capitão do time, o zagueiro Rodrigo.
Nos jogos contra CRB, Avaí e Luverdense o presidente Eurico Miranda foi hostilizado pela torcida, que pediu sua saída do comando. Em nota oficial, a maior torcida organizada do Vasco, a Força Jovem, esclarece sua posição diante do impasse entre os torcedores e o clube: “O G.R.T.O Força Jovem Do Vasco, vem, através de sua diretoria unificada em caráter de esclarecimento, externar, que nenhum integrante de nosso quadro social esteve presente na data de hoje (11/11/16), em São Januário. Lembramos que nossa instituição esteve presente ontem (10/11/16), representada por 50 sócios, em uma reunião pacífica e ordeira com o departamento de futebol do Vasco, visando melhorias no desempenho do time em campo”[4].
Os últimos jogos da Série B foram dramáticos para a torcida que acompanhava incrédula ver o time perder a liderança e cair para o 4° lugar sendo ameaçado de ser o único clube grande não conseguir voltar para a Série A. O desânimo dos torcedores tomou conta dos torcedores que se ausentam dos jogos em São Januário. A decepção com o time fica evidente numa crônica de um jovem torcedor em sua coluna no site Guerreiros da Colina “é bem compreensível a total falta de vontade de acompanhar o time em uma situação tão calamitosa quanto a atual. Acabou a paciência, os vascaínos não agüentam mais essa crescente coleção de fracassos"[5].
No dia 27 de novembro[6] os jornais cariocas estampavam em suas capas as duas manchetes principais: a morte do líder cubano Fidel Castro e a classificação do Vasco para a Série A após vencer o Ceará no Maracanã, no último jogo do campeonato. O estádio recebeu o maior público do Vasco no segundo semestre (49.259 pagantes), revelando que a torcida abraçava o clube apesar do descrédito no time e em seus dirigentes. Ao final da partida o que se viu não foram cantos de entusiasmo, mas xingamentos para o presidente Eurico Miranda.
Terminamos nossa pesquisa recorrendo a uma crônica de Carlos Drummond de Andrade pouco conhecida dos vascaínos. Nela o poeta faz uma homenagem a um dos ascensoristas do prédio do Ministério da Educação e torcedor fanático do Vasco.
O contraste entre a vida de um humilde funcionário que realiza um trabalho repetitivo e sua expressão constante de felicidade chama a atenção do escritor: “sem motivo algum para agradecer à vida, ele agradecia e nos comunicava o otimismo gratuito (...) ninguém sabia que ele se chamava Afonso Ventura. Mas todos sabiam que o seu maior amor era o Vasco da Gama. Liam-se no seu rosto as vitórias do Vasco. As derrotas não era possível ler, pois o rosto do Amigo continuava a espelhar a vitória da semana atrasada ou já espelhava a da semana que vem, que esta seria infalível, 4 a 0, ‘é o Maior’. O Vasco, para ele, não perdia nunca; no máximo, deixava de ganhar, ‘dessa vez’ (...)”[7].
A lição de vida deste torcedor demonstra o poder que a paixão por um clube tem para transformar nosso cotidiano de pouco brilho num turbilhão contínuo de emoções e sentimentos capazes de realizar os desejos fundamentais do ser humano.
Esperamos que a alegria contagiante do torcedor anônimo seja a marca de nossa torcida sempre. Que venham mais 100 anos!!!
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.


[1] Fonte: Jornal O Dia. 23 de junho de 2016.
[2] Grupo que organiza mosaicos e bandeirões
[3] Fonte: UOL. 9 de novembro de 2016.
[4] http://www.forcajovem.com.br , 11 de novembro de 2016.
[5] Rafael Serfaty em crônica "Presente sombrio, futuro nefasto"
[6] Neste mês o Jornalista Cláudio Nogueira, autor de vários livros de futebol, lança o e-book  “Vamos cantar de coração: Os 100 anos do futebol do Vasco da Gama” (Biblioteca Digital do Futebol Brasileiro).
[7] Fonte: Correio da Manhã 12 de setembro de 1965.

Vasco São Januário 2016

Vasco São Januário 2016

sexta-feira, 21 de julho de 2017

VASQUINTINO 1977: HINO DA VASQUINTINO

Ai vai, simpatizantes da Torcida Vasquintino, a nossa “Melô da Vasquintino”, de autoria de Júlio César e Renato (STER)
A Torcida Vasquintino
É um barato
Com muito amor
Torcemos pelo Vasco (BIS)
Nossa alegria é contagiante
A bateria não para um instante
Com moças e crianças
Todos a gritar
Que o Vascão
Está botando para quebrar.
Renato Zarazilha. Relações Públicas.
Fonte: Jornal dos Sports 01 de Abril de 1977

Vasquintino Jornal dos Sports 1977

Vasquintino Jornal dos Sports 1977

quinta-feira, 20 de julho de 2017

VASCAÇO 1975: FUNDAÇÃO

Um grupo de leitores Vascaínos deste Jornal e Vascaínos de Volta Redonda, que estão sempre em todos os jogos do Vasco, resolveu criar uma Torcida Organizada com o nome de Vascaço, com uma rapaziada com muita força de vontade e grande otimismo. 
Para o Campeonato Brasileiro é possível que tudo esteja pronto e iremos ao Mário Filho e São Januário para dar mais força ao time Vascaíno.
A ideia de organizar a Vascaço foi de três jovens (Paulinho, Minhoca e Bino).
Já contamos com a colaboração de vários torcedores, mas esperamos muito mais Vascaínos da Cidade do Aço.
Sabino Cunha Filho, Volta Redonda
Fonte: Jornal dos Sports 16 de Agosto de 1975

Vascaço Jornal dos Sports 1975

Vascaço plástico 1975

quarta-feira, 19 de julho de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 2015 O RESPEITO VOLTOU. SERÁ?

                       “A Força Jovem do Vasco, perde um símbolo de dignidade, de respeito”
                                           Francisco Carlos sobre a morte de Marcelo He-man

2015                 O Respeito Voltou. Será?

        Ao retornar a presidência do clube, Eurico Miranda prometia que o passado recente com dois rebaixamentos deveria ser creditado a Roberto Dinamite e que com ele seria muito diferente. A conquista do título carioca de 2015, depois de 11 anos de jejum, chegou a animar parte da torcida que acreditou no lema do “novo” comandante que afirmava categoricamente: “O Respeito Voltou”.
            Quem também fazia uma campanha para se reerguer era a Força Jovem punida até 2016, enfrentando inúmeras divisões internas e perseguições de várias ordens. Mas a tensão entre os grupos opositores permanecia. Um cordão de isolamento, contando com a proteção de cerca de 10 policiais, separou os diferentes segmentos em um jogo em São Januário. A dissidência se dava pelo apoio - ou não - ao atual presidente do clube, Eurico Miranda.
A campanha da imprensa contra a torcida continuava. Uma notícia de que seus membros foram até São Januário assistir um treino motivou a preocupação do novo comandante do GEPE, o Major Silvio Luis, que mandou apurar os fatos pois a torcida estava impedida de qualquer ato público. Em resposta a agremiação emite uma nota ressaltando: “o nosso Departamento Jurídico, está trabalhando INCESSANTEMENTE para que o nosso DIREITO CONSTITUCIONAL de ir e vir, possa voltar a ser LEGÍTIMO! Estamos trabalhando pela PAZ na torcida e com os nossos sócios atendendo todas as normas do GEPE e do Ministério Público!”
Mesmo proibida de freqüentar os estádios os integrantes da Força Jovem participaram de um confronto no bairro do Méier contra torcedores do Fluminense em fevereiro, levando a polícia a prender 118 pessoas.
No início de maio finalmente o clube voltava a vencer um campeonato carioca. Depois de eliminar o Flamengo, o Vasco vence o Botafogo na final com destaque para o imenso mosaico da torcida no Maracanã escrito em todo o Setor Sul “o Maracanã é nosso desde 50”. Era uma resposta à diretoria do Fluminense que insistia em ficar do lado direito após a reabertura do Maracanã em 2013.
Nesta época, Bernardo Holanda e Rosana Teixeira lançavam o livro “A voz da arquibancada. Narrativas de lideranças da Federação de Torcidas Organizadas do Rio de Janeiro (FTORJ)”. O trabalho era o resultado da formação de um banco de entrevistas de História Oral sobre as torcidas de futebol do Rio de Janeiro. Os relatos das lideranças da FTORJ foram gravados entre julho de 2010 e janeiro de 2014, no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, o CPDOC, da Fundação Getúlio Vargas. A Federação contava com a adesão de dez associações, sendo duas do Vasco: Força Jovem e a Ira.
Com apoio de diversos setores da sociedade foi organizado na Fundição Progresso (RJ), o Primeiro Encontro de Conscientização pela Paz nos Estádios, organizado pela ANATORG que contou a presença massiva de lideranças das famílias da FJV. Um dos organizadores foi Felipe Lopes (USP - Universidade de São Paulo) que realizava um estudo sobre o comportamento dos torcedores organizados em todo mundo.
Em junho veio a triste notícia do falecimento precoce do ex-presidente da Força Jovem, Marcelo He-Man, aos 39 anos, vítima de câncer. O torcedor recebe uma justa homenagem de diversas torcidas do Vasco através de seus sites. Eis alguns relatos: GDA, “uma das maiores referências na arquibancada vascaína”; Força Independente, “INESQUECÍVEL PRESIDENTE”; Pequenos Vascaínos, “Um mito, um ídolo, o maior presidente da história da Força Jovem”; Ira Jovem, “íntegro, inteligente e que sempre vislumbrava novos e bons caminhos” e a própria Força Jovem: “Se houve na história das Torcida Organizadas, alguma Torcida independente, essa foi a FORÇA JOVEM DE MARCELO HE-MAN”.
No dia 26 de Junho de 2015 o desembargador Mauro Pereira Martins organiza um evento chamado “I Encontro Nacional pela Paz no Futebol”, realizado no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, com a presença do GEPE e de diversas torcidas organizadas do Rio de Janeiro.
Imbuídos no espírito de união e amizade de tempos passados o grupo dos “Dinossauros” intermediou uma reunião entre os dois grupos da FJV para tentar extinguir de vez as desavenças que se arrastaram nos últimos anos. Tudo parecia resolvido e apaziguado mas algumas semanas depois os “Dinossauros” emitem uma nota de desagravo com a quebra das promessas e a continuação dos conflitos pessoais. Daí “esclarecer a todas as Famílias que tentamos,  mais não querem ajuda,  estão cegos pelo poder a ponto de faltar com a palavra o bem mais precioso de um homem.  E isso é inadmissível!!!!
Em julho a discussão que retornou no futebol carioca era a polêmica sobre o local das torcidas no Maracanã no clássico entre Vasco e Fluminense. Como o tricolor fazia questão de ficar no local tradicional dos vascaínos (a direita da tribuna – SETOR SUL), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tomou uma medida drástica e decretou que apenas uma torcida comparecesse ao duelo, no caso, a torcida do Fluminense. Neste ano a polêmica começou no campeonato carioca que teve o jogo transferido do Maracanã para o Engenhão. Isto tudo contribuiu para a retomada da polêmica de clássicos com torcida única, seguindo o que já havia acontecido em Minas Gerais e no Paraná.
No fim do ano (outubro) é feita uma reunião entre membros da situação e da oposição e fica estabelecido a formação de um Conselho composto por 4 diretores da situação da torcida e 4 diretores da antiga oposição, que irão gerir este Grêmio até março de 2017 quando realizariam novas eleições. O motivo do acordo entre os grupos dissidentes foi uma reunião entre o Movimento Tudo Mudou, o Ministério Público e o Grupamento Especial de Polícia em Estádios. Foi relatado pela promotora de que o maior problema e preocupação atual das autoridades do Estado do Rio Janeiro não eram as brigas de torcidas de clubes distintos, mas sim pela guerra interna na Força Jovem nos eventos do C. R. Vasco da Gama. Além disso foi cogitado também um plano de prisão em massa a ser efetuado pelas Polícias Militar e Civil, através do Setor de Inteligência, sobre acusações de crimes inafiançáveis como formação de quadrilha e tentativa de homicídio
Antes da última partida do campeonato brasileiro, a Torcida União Vascaína escreve uma carta para o atacante Nenê, o principal jogador do time. Ele lê para o time pouco antes de entrar no gramado na partida decisiva para evitar um novo rebaixamento: “Vocês entrarão em campo, representando mais de 20 milhões de torcedores, e a esperança de todo esse povo, está nos pés e na atitude de cada um de vocês, pedimos seriedade e a responsabilidade de todos vocês, e vocês sabem que compramos qualquer briga em favor de vocês, e o apoio por parte da torcida do Vasco não vai faltar no Couto Pereira. Essa que é a última batalha de uma guerra que será vencida por todos nós, vocês no campo, e nós os apoiando da arquibancada”.
Após a derrota para o Coritiba e o terceiro rebaixamento em menos de 10 anos, o presidente Eurico Miranda se apresenta de forma humilde, uma cena rara em sua biografia, e assume a inteira responsabilidade pela pífia campanha do time.
 Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.

Vasco 2015

Vasco 2015






terça-feira, 18 de julho de 2017

FORÇA JOVEM 1979: 10 ANOS DE ELY MENDES COMO CHEFE DE TORCIDA

A Torcida do Vasco está em festa. 
Uma alegria que se espalha e contagia todas as Torcidas do futebol do Estado do Rio de Janeiro, confirmando a união que existe nas arquibancadas. 
E o Salão de Troféus do Vasco, em São Januário, receberá a visita de Vascaínos, rubro-negros, tricolores, americanos, enfim, de todos, para o coquetel que marcará os dez anos de Ely Mendes na Chefia da Força Jovem (obs: dois anos na TOV de 1969 a 1971 e oito na Força Jovem de 1971 a 1979).
Filho único de uma família que não ligava muito ao futebol - todos preferiam o hipismo – carioca do Flamengo, Ely Mendes começou a frequentar os Estádios despertado por aquele timaço do Vasco de 1950. 
Tornou-se Vascaíno, segundo conta, pela beleza do escudo Vascaíno. 
Garoto, ainda, passou a acompanhar a Torcida em todos os campos. 
Vibrava com o talo de mamão de Domingos Ramalho e com o trabalho de Dulce Rosalina.
E foi exatamente no lugar de Dulce Rosalina, quando a Chefe da Torcida Vascaína se machucou naquele jogo Vasco x Corinthians, que Ely assumiu pela primeira vez, a chefia da Torcida Vascaína (TOV). Ficou dois anos, até ela voltar. 
Foi, então, que a Força Jovem decidiu convida-lo para chefiar aquela facção, que se tornaria uma das mais empolgadas entre todas as facções Vascaínas.
Sócio do Vasco desde 1968, Ely Mendes tem o orgulho de mostrar que a Força Jovem do Vasco tem três mil sócios e de lembrar que ela já venceu muitos Concursos de Torcidas, inclusive aqui mesmo, no Jornal dos Sports. (24/06)
Antes da partida Ely Mendes, Chefe da Torcida Força Jovem, foi homenageado pelas Torcidas de outros Clubes, além de outras facções do próprio Vasco, com uma Placa de Prata pelos seus dez anos de liderança. (25/06)
Fonte: Jornal dos Sports 24 e 25 de Junho de 1979
OBS: Ely Mendes ficou 18 anos a frente da Força Jovem (1971 a 1989)

Força Jovem Jornal dos Sports 1979

Força Jovem Jornal dos Sports 1979