quarta-feira, 31 de agosto de 2016

VASCO 2016: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1927 UMA CASA BRASILEIRA, COM CERTEZA

   “Eis o estádio que diziam nos faltar para sermos grandes”
Raul Campos – Presidente do Clube

1927               Uma casa brasileira, com certeza

Concluído em menos de um ano era inaugurado o estádio do Vasco da Gama em 21 de abril de 1927. Logo ficou conhecido como estádio de São Januário, em função de a rua ter o mesmo nome e de ser o local de passagem do Bonde de número 53.
            Para o jogo inaugural marcado para uma data estratégica que celebrava a morte de Tiradentes, “herói da inconfidência mineira”, “mártir da independência do Brasil”, a data expressava o interesse do clube em se firmar como a principal agremiação esportiva da cidade, garantindo traços da nacionalidade e mantendo um pé na tradição lusitana. Contra todos aqueles que afirmavam a origem estrangeira do clube de São Januário, a reação dos sócios e simpatizantes do novo clube ganhava cada vez mais simpatia da população carioca.
            Durante a inauguração o próprio presidente do país, Washington Luis, o mesmo que negou permissão de importação do cimento da Bélgica, talvez se penitenciando pelo erro de não acreditar na força de vontade de um grupo de abnegados, apareceu durante a festa. Coube ao aviador português Sarmento de Beires, realizador da travessia Lisboa-Rio cortar a fita simbólica. Além de diversas personalidades da sociedade carioca.
            O jogo inaugural foi contra um clube de São Paulo (Santos[1]), dando uma dimensão nacional para o evento que se realizava, assim como no ano seguinte com a inauguração dos refletores (o primeiro estádio do Brasil a possuir aquela novidade), na partida o convidado foi um clube do Uruguai (bicampeão Olímpico na época), o Wenderers.
            Nos próximos anos o campo esportivo de São Januário, com capacidade para 40.000 espectadores, será o maior estádio de futebol do Brasil[2] e da América do Sul (o estádio do Centenário no Uruguai será construído em 1930). E fonte de identidade coletiva para os torcedores vascaínos, interessados em construir uma representação coletiva positiva de seu clube em função dos preconceitos das torcidas adversárias[3] (SILVA, 2001). São Januário é um marco no futebol carioca e brasileiro ao simbolizar um monumento de luta contra a discriminação, ao transformar um palco coletivo de exibição esportiva num lugar que encarnava as disputas simbólicas que se travavam em torno do futebol e da sociedade brasileira no final dos anos 1920. Uma resposta clara contra seus adversários, especialmente contra os clubes da zona sul, como o Fluminense, que possuía o maior estádio do Rio de Janeiro, construído em 1919, para o então campeonato sul-americano disputado naquele ano. Entretanto sua construção teria o apoio do governo e não teria a contribuição direta dos torcedores, como foi feita pelos torcedores vascaínos.
Logo após a inauguração do estádio de São Januário começava o campeonato carioca e a campanha do Vasco vinha bem até as duas últimas rodadas quando os cruzmaltinos perdem para Flamengo e Fluminense. Neste ano foi promovida uma campanha do Jornal do Brasil e uma empresa de água mineral (Salutaris) para que os torcedores indicassem o clube “mais querido do Brasil”. Quando saiu o resultado final veio a surpresa com a vitória do Flamengo. Tempos depois a farsa foi desvendada. Mário Filho no livro Histórias do Flamengo, lançado em 1945, para comemorar os 50 anos de fundação do clube, revela algo que muitos já desconfiavam. Vários torcedores do Flamengo passavam pelos bares e comércios da cidade arrecadando os cupons do Vasco e terminavam jogando fora o material arrecadado.
O estádio de São Januário ainda viveu outro grande momento no final de 1927 quando serviu de palco no confronto entre paulistas e cariocas, pelo campeonato brasileiro de seleções. Outra vez com a presença do Presidente da República, Washington Luís, que “estava encantado, nunca tinha recebido tantas palmas na vida dele. Cinqüenta mil pessoas, comprimidas nas arquibancadas, nas gerais, de pé, batendo palmas para o Presidente da República. Era gostoso receber uma ovação daquelas, nada preparado, tudo espontâneo. Washington Luís descobria, ao mesmo tempo, a força e a beleza do esporte” (Mario Filho, 2003, p.159). Tudo era uma festa. Só não se contava com a reação dos jogadores paulistas que se retiraram de campo após a marcação de um pênalti a favor dos cariocas. Apesar do pedido do presidente para os paulistas retornarem. O que acabou não acontecendo.
A reação dos atletas não surpreendeu o prefeito do Distrito Federal, Antônio Prado Junior, que também era o presidente do Paulistano e da Liga Amadora de Futebol (LAF - criada no final de 1925), entidade que disputava com a APEA a hegemonia do futebol em São Paulo. O dirigente era um ferrenho defensor do amadorismo e estava em litígio com os dirigentes e atletas que representavam os paulistas (todos da APEA). Como reação a popularização do futebol, ele foi um dos maiores defensores da extinção do departamento de futebol do Paulistano em 1929. Em todo o período de existência, o Paulistano jamais enfrentou o Vasco.
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.



[1] O Santos era conhecido neste ano como o clube de grandes atacantes. O que pode ser confirmado pelo resultado da partida: Santos 5 X 3 Vasco.
[2] De acordo com (MURAD, 2007) para o TRAVELL CHANNEL, “São Januário é o sétimo melhor estádio para se assistir a uma partida de futebol”(p.33).
[3] Cf. SILVA, Silvio Ricardo da. Sua torcida é bem feliz ... da relação do torcedor com o clube. Tese de doutorado (em Educação Física), Faculdade de Educação Física da Unicamp, Campinas, 2001.

Vasco Revista Vida Doméstica 1927

Vasco Jornal do Brasil 1927

terça-feira, 30 de agosto de 2016

PEQUENOS VASCAÍNOS 1981: PEQUENOS VASCAÍNOS ANIVERSÁRIO DE 6 ANOS

Pequenos Vascaínos chaveiro 6 anos blog Almanak do Vasco 1981

Pequenos Vascaínos chaveiro 6 anos blog Almanak do Vasco 1981

Pequenos Vascaínos festa de 6 anos 1981

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

TOV 1978: SLOGAN O MAIS QUERIDO

A TOV lançou em 1978 o Slogan “O Mais Querido”, quem foi o responsável foi o Relações Públicas Paulo de Castro, Paulinho também fez parte da ASCOVA, como revelou o pesquisador Clóvis Ribeiro.

TOV adesivo Blog Almanak do Vasco década de 1980

TOV Paulo de Castro 1981

TOV Revista Placar 1987

domingo, 28 de agosto de 2016

VASCO 2016: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1926 CAMPANHA DOS 10.000

“Entra Basco que teu marido é sócio” 
Provocação dos rivais

1926                 Campanha dos 10.000

            A mesma torcida vascaína que prestigiava o remo na Enseada de Botafogo, acompanhava com o habitual entusiasmo o futebol no mesmo dia. Assim, reunir os sócios e torcedores vascaínos em torno das disputas esportivas era algo comum e uma rotina durante todo o ano para os seus adeptos. Até mesmo durante a época das férias a união e a confratenização dos sócios era mantida, especialmente quando chegava a época pré-carnavalesca: “A Praia das Virtudes, um recanto da antiga Praia da Santa Luzia. Completou no domingo o primeiro aniversário do seu batismo. Em razão desse aniversário, um grupo de carnavalescos filiados ao Clube de Regatas Vasco da Gama, levou a efeito um banho a fantasia, cuja concorrência é atestada pelas gravuras que publicamos. Tiradas na manhã daquele domingo, durante a qual se realizaram vários concursos de fantasias, provas de natação e outras”[1].
Começou neste ano a ganhar forma uma intensa campanha de arrecadação de recursos para a construção do estádio. Listas corriam pela cidade onde pessoas de diferentes estratos sociais contribuíam, esta lista de contribuição que ficou conhecida como a “Campanha dos 10 mil”. Uma iniciativa inédita no futebol brasileiro que injetou mais força ao clube: "a popularidade que o time do Vasco vinha consolidando na cidade foi um dos pontos facilitadores do sucesso da campanha. Para se ter uma ideia, somente no ano de 1926 ingressaram no clube cerca de sete mil novos associados" (Blanc, 2009, p.92).
Até 1926, Vasco e Fluminense disputavam qual era o clube carioca que tinha o maior número de sócios. Havia uma pequena vantagem para o tricolor que superava os 3.000 sócios vascaínos. No entanto, estes números sempre variavam de acordo com as oscilações nas conquistas de cada um e na dificuldade de manter os contribuintes com a mensalidade em dia. Uma das estratégias lançadas pelos dirigentes foi a campanha para que cada associado vascaíno conseguisse mais dois membros para o clube. Assim o clube alcançaria o expressivo número de 10.000 financiadores. Com este total de associados, os dirigentes acreditavam reunir recursos monetários capaz de erguer o maior estádio do Brasil.
 Inicialmente foram arrecadados fundos para a compra de um terreno em São Cristóvão. Este bairro foi escolhido por vários motivos. De acordo com o geógrafo Fernando Ferreira[2], o bairro tinha as características condizentes com a origem do clube bem como de outros fatores que intervieram na escolha do local: “a relativa proximidade com o antigo campo da Rua Morais e Silva e com a zona portuária, parte da cidade onde o clube fora fundado; a existência de uma numerosa colônia portuguesa em São Cristóvão, composta tanto por moradores quanto por comerciantes e industriais; a identificação do bairro com Portugal, construída desde a chegada da Família Real, em 1º de janeiro de 1809 à Quinta da Boa Vista”(FERREIRA, 2004, p.34).
            Mesmo com a proibição de importação de cimento belga imposta pelo então presidente da República, Washington Luiz, garantida um ano antes para a construção do Jockey Club Brasileiro[3], o clube começou a realizar a obra que iniciou em 6 de Junho de 1926.
Assim como no campeonato anterior o desempenho do clube em campo motivava ainda mais os torcedores compareceram aos estádios naquele que seria o último campeonato que o Vasco disputaria em campos alugados por toda a cidade. O clube liderou boa parte do campeonato ao lado do São Cristóvão e chegou na última rodada em condições de ganhar o título. Entretanto o São Cristóvão terminaria o campeonato em primeiro lugar e venceria o seu primeiro e único título carioca.
No livro clássico sobre a história do futebol carioca “O negro no futebol brasileiro” de Mario Filho, em escrito inicialmente em 1942. como crônica diária para o jornal O Globo na coluna “Da Primeira Fila”, a vitória do São Cristóvão mereceu várias páginas. No entanto, na obra do jornalista pouco se escreveu sobre esta campanha revolucionária dos sócios e torcedores vascaínos, pois tão importante como acompanhar as transformações do que se faziam em campo, era preciso maior atenção com a formação deste sentimento de pertencimento clubístico que mobilizou parte da população da cidade.
Apesar de ressaltar o Vasco como o clube que rompeu com o racismo predominante do futebol carioca, Mario Filho foi desatento com o perfil do torcedor vascaíno que se formava, repetindo o mesmo chavão das torcidas rivais ao identificar a torcida do Vasco como “a torcida dos portugueses”. Ao descrever o aumento da torcida vascaína, Mario Filho afirma que junto dos antigos torcedores do remo, chamados de “velha guarda”, uma massa passa a acompanhar o clube que o faz ter a maior torcida carioca: “ninguém mais distinguia a velha guarda na arquibancada. Estava lá mas se perdia no meio da multidão de portugueses” (p.122). Em outra página ele lista os torcedores mais conhecidos do Vasco da época, fazendo uma pequena descrição de cada um: Sinhá, José Ribeiro de Paiva, Narciso Bastos, Pascoal Pontes, Vitorino Rezende, Antonio Campos e Paradantas.
Uma explicação para o desconhecimento sobre o torcedor vascaíno eram as suas fontes de contatos e de conhecimentos para a realização da obra. No prefácio do livro, Mario Filho lista todos os seus entrevistados. De todos os grandes clubes, o Vasco tem o menor número de personagens, apenas cinco: Jaime Guedes, Álvaro Nascimento, Antonio Campos, Bolão e Pascoal. Dois dirigentes, dois ex-jogadores e um jornalista. Nenhum torcedor!
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.



[1] Fonte: Revista da Semana 30 de Janeiro de 1926.
[2]Fernando da Costa Ferreira, dissertação de mestrado intitulada – O bairro Vasco da Gama : um novo bairro, uma nova identidade ? – defendida e aprovada em 26/08/2004 no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal Fluminense.
[3] A empresa responsável pelas obras de São Januário foi a construtora Cristiani & Nielsen. Esta realizaria outras obras importantes na cidade, como o próprio Jockey Clube Brasileiro na Gávea e o Estádio do Maracanã. Cf. MALHANO, 2002.

Vasco Revista O Malho 1926

Vasco Revista O Malho 1926

sábado, 27 de agosto de 2016

FORÇA JOVEM, TOV, RENOVASCÃO, VASPANEMA 1981: TORCIDAS ORGANIZADAS COLOCAM FAIXAS NOS JOGADORES

No dia 04 de Outubro de 1981, as Torcidas Organizadas colocaram as faixas nos jogadores do Vasco, Campeão Invicto do 2º Turno, em São Januário no jogo Vasco 3 x 0 Serrano, válido pelo 3º Turno do Campeonato Carioca de do Futebol de 1981.” Revelou Sérgio Zagnoli fundador da Torcida Vaspanema.
Na foto do acervo de Poncinho: 1 - Vaspanema (Regina), 2 - Vasconçalo, 3 - TOV (Paulo de Castro), 4 - Motivascão, 5 - Renovascão, 6 - Força Jovem (Sueli Araujo), 7 - Feminina Camisa 12, 8 - Feminina Camisa 12 (Iara Vargas), 9 - x, 10 - x, 11 - Motivascão, 12 - Vasco Real (Diamantino), 13 - Vascocota (Kátia), 14 - Furacão da Colina, 15 - Vasconjunto, 16 - Vasguaçu, 17 - Vasconjunto, 18 - Força Jovem (Ely Mendes), 19 - TOV (Amâncio César), 20 - Pequenos Vascaínos (Laerte), 21 - Pequenos Vascaínos (Zeca), 22 - Vaspanema (Solange), 23 - Vasbicão, 24 - Vasbicão, 25 - Vasco Raça, 26 - Vasco Raça, 27 - Vascoelho (Eduardo), 28 - Renovascão (Dulce Rosalina), 29 - x

Torcidas Organizadas do Vasco São Januário 1981


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

SUPER JOVEM 2016: VASCAÍNO SE ASSOCIE A SUPER JOVEM

Vascaíno você que vai aos jogos com freqüência e quer se associar à uma Torcida com ambiente familiar, se associe a Super Jovem! As vantagens em se associar são:
Descontos em produtos da torcida
Descontos em ingressos (quando o Vasco disponibilizar)
Descontos em caravanas
Descontos em eventos
O dinheiro arrecadado com as mensalidades serão para:
Confecção do site para divulgar eventos e projetos da torcida
Subsídiar caravanas e eventos
Comprar e manter instrumentos de bateria, bandeiras, bambus etc.
O pagamento da mensalidade será por meio de cartão de crédito através do PagSeguro, para se associar é só clicar no link abaixo, dúvidas entre em contato pelo whatssap (21)964641428
https://pag.ae/bbcQN4Y
Fonte: Facebook oficial da Torcida Super Jovem

Super Jovem 2016

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

TOV 1945: RUMO A GENERAL SEVERIANO

A Torcida Organizada do Vasco estará presente hoje, as 9 horas no Estádio do Fluminense e daí seguirá para o Campo do Botafogo, onde será realizado o maior encontro do Campeonato de 1945, entre alvinegros e Cruzmaltinos.
Fonte: Jornal dos Sports 14 de Outubro de 1945


Vasco Jornal dos Sports 1945

Vasco Jornal dos Sports 1945

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

VASCO 2016: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1925 VOLTAM AS BOAS RENDAS

“A torcida do Vasco incontestavelmente a maior que o Rio possui”
                  Jornal A Noite

1925                  Voltam as boas rendas

O Vasco da Gama ingressa na AMEA em 1925 após o convite dos próprios dirigentes desta entidade carioca de futebol preocupados ao constatarem que, comparando os campeonatos de 1924 da AMEA e o da LMDT, a renda dos jogos da LMTD em 1924 foi maior (com a presença da torcida do Vasco) que a renda dos jogos da AMEA. 
O comparecimento em peso da torcida vascaína nos jogos alertou os clubes tradicionais da AMEA, que estavam ameaçados pelo interesse crescente do público nos jogos mais emocionantes na liga que reunia os melhores jogadores. Assim, “de nada adiantaria a AMEA o apoio oficial da CBD, se o público nos estádios era bem inferior àquele que assistia aos jogos da LMTD. Se a curto prazo, a AMEA parece vitoriosa, nota-se que o profissionalismo e a profissionalização do futebol ocorreram de forma irreversível” (CALDAS,1990,p.88). Seria imprescindível para o sucesso do campeonato do ano de 1925 a inclusão do Vasco para a garantia do crescimento da nova liga.
Os números apresentados pelo pesquisador João Casquinha comparando os campeonatos da AMEA de 1924 e 1925, revelam um aumento impressionante na arrecadação de todos os clubes e a volta dos estádios cheios, especialmente nos jogos em que o Vasco participava. Mesmo sem ser o campeão da temporada, o Vasco foi o clube que levou o maior número de torcedores aos estádios. As rendas dos jogos do Vasco representavam metade das rendas de todos os outros jogos dos outros clubes.
No entanto, a aceitação do clube é feita com a condição de que o Vasco não poderia “jogar em casa” (no campo da rua Moraes e Silva[1]) e a agremiação teria que construir um estádio condizente com o nível dos clubes da AMEA, sendo este um dos argumentos para a exclusão do clube do campeonato de 1924 da AMEA, em vez de reconhecer que os motivos principais estavam no racismo e na preocupação elitista dos dirigentes “parecendo, esta, mais uma das estratégias ad hoc para impedir a participação do Vasco no campeonato de 1924” (SILVA e VOTRE, 2006, p.50). Para Mario Filho (2003, p.79) isto fez com que a comunidade lusitana se enchesse de brios diante do argumento de que o Vasco não era clube a altura dos demais por não possuir um estádio em condições de representar clubes da primeira divisão do principal campeonato de futebol da cidade do Rio de Janeiro. Foi então que “do campinho da rua Moraes e Silva, o Vasco deu um salto para São Januário (...) hoje o Maracanã não deixa ver direito o esforço gigantesco”.
            No primeiro clássico do Vasco no campo esportivo das Laranjeiras (o maior estádio da época), o grande público novamente estava de volta com o reconhecimento da imprensa nos dias seguintes do acerto dos dirigentes da AMEA em aceitar o Vasco e sua torcida no seu campeonato. Um recorde de renda foi registrado e as inúmeras fotografias dos diferentes locais da praça esportiva demonstram o que todos sabiam: a torcida do Vasco era a maior torcida do futebol carioca. Sua presença era imprescindível para o sucesso econômico de qualquer campeonato. “O grandioso Stadium da Rua Guanabara foi ocupado, ontem por uma assistência talvez superior a do memorável encontro que se efetuou entre Vasco x Flamengo, no mesmo local, quando ambos competiram ainda sob a direção da Liga Metropolitana. A torcida do Vasco, incontestavelmente é a maior que o Rio possui, não deixa um único lugar desocupado”[2].
            O entusiasmo da torcida do Vasco só era comparável com o sucesso do time do Paulistano que voltava ao Brasil depois de dois meses numa excursão vitoriosa à Europa. Na volta ao país, o clube paulista é recebido de forma surpeendente pelos cariocas, “os jogadores são levados por um cortejo de carros que percorre a Avenida Rio Branco. Nas janelas, lenços e bandeiras brasileiras são desfraldadas. Nas calçadas e ruas, palmas gritos e hurras se misturam com o buzinaço de carros” (Duarte, 2012, p.171). A festa se prolonga até o Palácio do Catete, onde o presidente da República, Arthur Bernardes, recebe os atletas.
            Fazendo ótima campanha em todo o campeonato carioca o Vasco conseguia aumentar o número de sócios e torcedores. Em qualquer estádio da cidade as rendas eram sempre altas quando os “Camisas Negras” estavam em campo. Tanto em General Severiano, nas Laranjeiras, na rua Payssandu ou no estádio do Andaray, a presença maciça dos vascaínos intimidava os adversários e fazia aumentar a identidade vascaína. Mas faltava o proprio estádio para que este orgulho fosse concretizado. Durante todo o ano a cobrança feita pelos outros clubes para que o Vasco demonstrasse sua grandeza com a construção de um estádio causou enorme interesse em cumprir aquela exigência e dirimir qualquer dúvida sobre a pujança do clube.
            Além disso era preciso reagir às provocações das torcidas rivais que perturbavam os jogadores vascaínos, como o goleiro Nelson Conceição, uma das maiores vítimas do racismo naqueles anos. Em algumas ocasiões para derrotar o Vasco, as torcidas da zona sul tinham um papel fundamental se posicionando atrás do gol e fazendo uma guerra de nervos com o goleiro rival. Valia usar expedientes que eram pouco recomendados para a época, onde o palavrão era um recurso vedado de ser pronunciado nas arquibancadas repletas de boas famílias e ao lado de moças tão recatadas. Daí se posicionarem neste local estratégico do campo. Mario Filho (2003, p.140-141) relata como os sócios de Flamengo e Fluminense aproveitavam os privilégios de ficaram atrás do gol vascaíno em seus estádios nos dois tempos, impedindo os vascaínos de protegeram o seu goleiro: “com a torcida do Fluminense atrás do gol azucrinando-lhe os ouvidos” ou em jogos no estádio do Flamengo onde seus torcedores “atiravam pedrinhas nas costas de Nelson Conceição na hora que ele ia fazer uma defesa”.
Nestes estádios acanhados, as rivalidades entre os torcedores invariavelmente terminavam em brigas. Naquela época as bengalas eram muito utilizadas como instrumentos de ataque e defesa nas pancadarias entre as torcidas. Mas a partir do final do ano a polícia tinha ordens de impedir a entrada do público portando suas bengalas.
      O que não queria acabar no futebol carioca era o preconceito racial. Uma prova da continuação do racismo foi a escolha da seleção carioca para disputar o campeonato brasileiro de seleções, com o predomínio absoluto de jogadores brancos de Flamengo e Fluminense, irritando os torcedores rivais que apelidaram aquele time de seleção “Fla-flu”.
            Entretanto, em todo o ano de 1925 crescia o número de pessoas que se associavam ao Vasco e davam demonstrações de querer ajudar a agremiação a ser a mais importante da cidade. No início do ano seguinte o clube iniciaria uma campanha pelos jornais para reunir 10 mil sócios que manteriam todas as despesas necessária para uma obra inédita de mutirão de torcedores em prol  de criação de uma praça esportiva de grandes dimensões sem o apoio do Estado.
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.



[1] O Vasco quando teve o mando de campo disputou suas partida no campo do Andaraí, que depois se transformou no estádio do América Futebol Clube e atualmente se tornou o Shopping Iguatemi.
[2] Fonte: Jornal A Noite 18 de Maio de 1925.

Vasco Revista O Malho 1925

Vasco Revista Careta 1925


terça-feira, 23 de agosto de 2016

VASCO 2016: LIVRO EM HOMENAGEM A DULCE ROSALINA

Você Vascaíno, essa é a oportunidade de ajudar a contar a história de uma das maiores torcedoras que o Vasco já teve, sua vida foi dedicada ao Vasco, chegou a hora de prestarmos essa Homenagem a grande Torcedora Símbolo do Vasco, D. Dulce Rosalina.
“Em Março, foi feito um orçamento pra 300 exemplares com 100 páginas. Tudo ficou em 13.200,00. Já estamos em Agosto, mas o preço ainda não se alterou. A ajuda que lhe pediria é descobrir qual empresa que quer agregar seu nome a uma marca tão politicamente correta. Dulce era a torcedora da Paz e hoje vemos a predominância das torcidas violentas. Em alguns estados temos a Torcida única. então, falar de Dulce é um gancho pra ir em qualquer programa.”  Falou o escritor Cláudio Aragão

PROJETO TORCEDORES(AS) DA PAZ
Esse projeto visa a publicação de livros contando a história de grandes exemplos de torcedores. Aficionados por seus Clubes, apaixonados, que vão a campo com o único intuito, torcer por seus Clubes.
Contar o lado passional , pessoal desses poucos lembrados pela mídia.
Acredito que esteja contribuindo de modo significativo para o combate ao que chamamos de “vândalos”. Bandidos travestidos de torcedores que fazem da Torcida a que pertencem um meio de ganhar a vida e de aterrorizar. Portanto, se faz mister essa coleção que, com certeza, será abraçada pela mídia falada, televisada e impresa.
Esperamos, para o bem da nossa paixão maior, o Futebol, que essa coleção vire moda, debate, filme. Que, enfim, possa contribuir de maneira significativa para varrer em definitiva essa praga que se instaurou não só no nosso futebol, mas como vermos na televisão, no mundo inteiro.
Sendo assim, escolhemos a maior torcedora de futebol do Brasil. Pioneira no mundo. DULCE ROSALINA.
Dulce é uma revolucionária. Muito a frente de seu tempo. Em 1956, passou a comandar a primeira Torcida Organizada do Brasil, a TOV Torcida Organizada do Vasco. Numa época profundamente repressiva com a mulher. Dulce se impunha. E mais. Era admirada por todos os outros Chefes de Torcidas do Brasil. Sem deixar seu lado passional  pelo Gigante da Colina, exigia respeito pelos adversários. Protegia-os, quando em nítida desvantagem. Em 1961 ganhou o Prêmio de torcedora número Um do Brasil , em concurso realizado pela “Revista dos Esportes”.
Entrou em 2008 no Hall da Fama do Maracanã. Recebeu quatro Bolas de Ouro na premiação de José Jorge. Comendas, Medalha Pedro Ernesto na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, sugerida pelo Radialista Áureo Ameno. Após sua morte, virou nome de rua, bem ali, perto do Estádio de São Januário, também iniciativa de áureo Ameno e aprovada de imediato pelo Prefeito César Maia.
Por fim, acredito que se está fazendo história. Contribuindo pra memória do futebol e para o lado social. E como pioneirismo é coisa de Vasco da Gama, e de Dulce Rosalina, convidamos V. Sa. a também participar de mais essa iniciativa pioneira. E vamos fazer história.
Cláudio Aragão – aclaudioaragao@yahoo.com.br (21) 99221-4939 

Livro em homenagem a Dulce Rosalina 2016

Livro em homenagem a Dulce Rosalina 2016




segunda-feira, 22 de agosto de 2016

SUPER JOVEM 2016: SUPER JOVEM LANÇA CAMPANHA DOS 500 PIRATAS

Vascaínos(as) abra uma subsede em sua cidade ou seja simplesmente associado(a), objetivo desta campanha é conseguir 500 associados em todo Brasil!
Vantagens em ser associado:
Comprar produtos da Torcida com descontos.
Ter suporte com relação a ingressos em jogos aqui no Rio e outros Estados (caso organizarmos caravana).
Subsidiar ingressos (quando o Vasco não disponibilizar)
Participar de confraternização de recepção em jogos no Rio com direito a churrasco.
Obs: Faremos uma Confraternização por ano na Cidade da Sub Sede que tiver à partir de 100 associados em dia por um período de 1 ano!
Com o dinheiro das mensalidades investiremos em:
Site para divulgar nossos projetos e eventos
Aluguel de uma Sede (matriz)
Reforma do nosso estatuto
Realização de projeto social
Subsidiar caravanas e eventos (matriz)
Os associados terão acesso a prestação de contas quando nosso site estiver no ar!
A mensalidade será paga no cartão de crédito através do PagSeguro, é só clicar no link abaixo, dúvidas entre em contato pelo whatssap, (21)96464-1428
Fonte: Facebook oficial da Torcida Super Jovem

Super Jovem São Januário 2016

domingo, 21 de agosto de 2016

VASCO 2016: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1924 RESPOSTA HISTÓRICA

         “É Clube mais brasileiro de todos a começar por sua formação, a mesma do Brasil" 
                  Sergio Cabral, jornalista   

1924                        Resposta Histórica

O time do Vasco campeão em 1923 provocou uma mudança significativa no comportamento dos torcedores nos próximos anos. As rivalidades se acentuaram, as tensões latentes na sociedade se afloraram, revelando que o desemprego e a presença dos imigrantes (que chegavam em massa neste período[1]), acirravam os ânimos.
A importância do futebol como fonte de identidade através da integração e solidariedade coletiva para os imigrantes, é explicada pelo historiador Nicolau Sevcenko (1994, p. 35) em função de que estes indivíduos “se vêem atraídos, dragados para a paixão futebolística que irmana estranhos e os faz comungarem ideais, objetos e sonhos, consolidando gigantescas famílias vestindo as mesmas cores”.
Se o futebol contribui para agregar os estranhos, por um lado, por outro, separa uma mesma comunidade em divisões imaginárias. O “novo público” apaixonado se transformava nos estádios para cobrar dos seus jogadores todo o empenho para não deixar o Vasco vencer: “antes do Vasco, a torcida era toda respeito (...) Um jogador enterrando o time e a torcida pedindo a deus para que ele saísse de campo, não querendo, porém ofendê-lo de jeito nenhum. Havia uma maneira delicada de avisar o clube que o jogador precisava ser substituído, para evitar a derrota, de pedir que cedesse o lugar ao outro. Era olha o telefone! (...) nada de insultos (...) se um jogador estava jogando mal tinha de sair logo, o mais depressa possível, senão o Vasco acabava ganhando o jogo. Os jogadores começaram a ouvir gritos, descomposturas, o torcedor se justificando que pagara a entrada” (Mario Filho, 2003, p. 140).
A trama dos clubes tradicionais do futebol carioca para manter o esporte como uma atividade exclusiva da elite já vinha sendo articulada desde o final de 1923, mas só foi concretizada em 1° de março de 1924 com a criação da AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Athléticos), com o falso argumento de defesa do amadorismo. No entanto, o que estava em disputa, era defender idéias racistas e elitistas “não era uma nova época que surgia, era a velha época que voltava, o bom tempo do branco superior ao negro” (Mario Filho, p.129).
Chegou a ter o convite para o Vasco ingressar na AMEA, mas a comissão de sindicância formada estava disposta a eliminar a maioria dos jogadores que venceu o campeonato de 1923, muitos negros e todos pobres. Um dos membros da comissão era o jornalista do Correio da Manhã, Diocesano Ferreira Gomes, o “Dão” do Flamengo. Este e outros membros da referida comissão estavam imbuídos de barrar um processo de popularização do futebol que vinha ocorrendo desde meados dos anos 1910, mas que encontrava forte resistência de penetração nos principais clubes.
Os grandes clubes se sentiram intimidados com a ascensão surpreendente do time do Vasco e de perfil sócio-econômico de seus jogadores. Por isso eles criaram a AMEA, para esfacelar o time e diminuir o clube: “o Vasco cresceu demais em um ano. Daqui a pouco teria o seu campo, o seu estádio, aí ninguém poderia mais com ele” (Mario Filho, p.130).
Eles não aceitavam a ideia de ver um campeão com jogadores negros, mulatos, pobres, analfabetos e operários. Caso quisesse continuar a disputar o campeonato carioca, o Vasco teria que eliminar doze jogadores (7 do 1º Quadro e 5 do 2º Quadro), justamente esses jogadores que ganharam de forma brilhante o campeonato do ano anterior. O Presidente do Vasco, José Augusto Prestes, não aceitou e envia uma carta a AMEA pedindo a desfiliação.
A famosa carta vira um documento histórico do clube e marca registrada do empenho da agremiação em não apoiar segregações. Um trecho diz claramente a posição assumida em defesa de seus atletas: “Quanto a condição de eliminarmos doze jogadores das nossas equipes, resolve por unanimidade a diretoria do Club de Regatas Vasco da Gama, não a dever aceitar, por não se conformar com o processo por que foi feita a investigação das posições sociais desses nossos con-sócios, investigações levadas a um tribunal onde não tiveram nem representação nem defesa. Estamos certos que V. Exa. será o primeiro a reconhecer que seria um ato pouco digno da nossa parte sacrificar ao desejo de filiar-se a AMEA alguns dos que lutaram para que tivéssemos entre outras vitórias a do Campeonato de Futebol da Cidade do Rio de Janeiro de 1923”.
Assim, o Vasco se rebela e vai participar do campeonato organizado pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), e os clubes da elite pela competição organizada pela AMEA. Está feita a cisão no futebol carioca: “os grandes apostavam que não precisavam do Vasco. Por seu turno, o Vasco acreditava que não precisava dos grandes para sobreviver” (Casquinha, 2010, p.333).
Participaram do campeonato da LTDM, os clubes que disputaram a Série A da LTDM: Vasco, Villa Isabel, Carioca, Palmeiras, River, Andarahy, Mackenzie e Mangueira, mais os Clubes que disputaram a Série B e C. 
No final do campeonato os campeões de cada Série fariam um triangular e definiriam o Campeão Carioca. Os clubes que disputaram o campeonato da AMEA em 1924 eram: Flamengo, Fluminense, Botafogo, América, Bangu, São Cristóvão, Hellênico e S. C. Brasil. Nesse ano foram declarados dois clubes como campeão carioca, o Vasco, campeão invicto pela (LMDT) e Fluminense pela (AMEA).
 Pequenas multidões pagavam ingressos para assistir os jogos do Vasco, os clubes da LMDT arrecadando mais com as rendas e com o aumento das atividades nos clubes (festas, eventos, bailes de carnaval). O dinheiro entrava com toda força neste campeonato, enquanto na AMEA os jogos eram disputados com os mesmos números ou até menores. No entanto, havia uma clara discriminação entre alguns setores da imprensa que menosprezavam a LMDT e privilegiavam os jogos da AMEA: “as atenções dos jornais não eram para os jogos da LMTD. Os jornais davam muito mais ênfase aos jogos da AMEA” (Casquinha, op.cit, p.335).
Em comparação com o campeonato de 1923, a competição deste ano não conseguiu jogos que reunissem grandes públicos entre os clubes mais ricos. O jogo de maior assistência foi entre Flamengo e Fluminense nas Laranjeiras com a presença de 11 mil torcedores. “Longe dos 20, 25, 30 e até 35 mil como afirmavam os mais exagerados, dos jogos do Vasco na série A. Esse era o preço que os grandes pagavam pelo afastamento do Vasco de seu convívio” (Casquinha, op. cit. p.336).
            Embora o clube da Cruz de Malta não tivesse o destaque da maior parte da imprensa, como no ano anterior, parte do jornalismo esportivo continuou apresentando reportagens sobre as atividades do Vasco, tanto do time que conseguia manter (mesmo nas pequenas praças esportivas) a presença de grandes públicos, como nas atividades sociais que reuniam os seus sócios em momentos de lazer e confraternização. “Para se ter uma ideia da afluência do público aos jogos do Vasco sempre se menciona o ‘grande público’ ou que ‘as dependências estavam completamente tomadas’. E assim é durante todo o campeonato de 1924. Mas a própria crônica esportiva começa a entender a importância econômica do Vasco e, como os outros times também não demorariam a perceber, a convidar o Vasco a fazer parte da elite do futebol carioca” (Casquinha, p. 340).
 Um exemplo da importância do clube junto a grande imprensa foi o realce para a festa que comemorou os 26 anos do clube, realizado pelas revistas “Careta” e “Fon Fon”. Da mesma forma alguns jornais se renderam ao empenho e fidelidade dos torcedores em acompanhar o clube e destacavam a brilhante campanha do Vasco na sua liga. Grandes reportagens, inúmeras fotos de estádios lotados, dão a dimensão exata da força do clube e de sua torcida que pareciam ter passado incólume diante dos outros grandes.
            Assim foi até o fim do ano. Em qualquer evento que o Vasco participasse, a grande imprensa fazia a cobertura. É o caso da “Revista da Semana” e “O Malho”, dois importantes periódicos, que registraram (no fim de novembro) a conquista do título de 1924 pelos vascaínos.
No mesmo ano o clube carioca recebia o clube mais popular de São Paulo, o Palestra Itália, que havia abandonado o campeonato no meio da competição em função de um desentendimento com a federação local. Dois rebeldes em campo travam um encontro no Rio de Janeiro e, apesar de ser um simples amistoso, novamente uma multidão lotou o estádio do Andaray. A força destes dois clubes e de suas respectivas torcidas era um fato inegável. No ano seguinte os campeonatos regionais seriam novamente fortalecidos com a volta em grande estilo destes clubes que moviam entusiasticamente as maiores torcidas do país.
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.



[1] Entre 1890 e 1930 chegaram cerca de 3 milhões de imigrantes ao Brasil (OLIVEIRA, 2001, p.24).

Vasco Revista O Malho 1924

Vasco Revista Fon Fon 1924

VASCO 2016: PARABÉNS MEU VASCO DA GAMA PELOS 118 ANOS DE GLÓRIAS!

“Eu tento explicar, mas é impossível. 
Amar o Vasco é incrível, fantástico! É surreal e não tem explicação. 
O Vasco é o meu sorriso, minha lágrima, minha Vida e o meu coração.
O Vasco é a minha felicidade! Eu te amo Gigante! /+/ .
Vasco até depois da morte!” Delcio Indio FJV.

“Parabéns ao maior Clube do planeta pelos seus 118 anos, o Clube da luta contra os preconceitos e do pioneirismo, ninguém tem a nossa história, muito obrigado por você existir Club de Regatas Vasco Da Gama!!!!” Mauro Araujo.

Vasco 118 Anos www.vascocom.br 2016

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

FORÇA JOVEM, TOV E PEQUENOS VASCAÍNOS 1982: PROGRAMA NA RÁDIO NACIONAL DO RIO

Pela Rádio Nacional AM 1130, o radialista José Cabral (O Homem da Maricota), dedicava as segundas-feiras na hora do almoço, entre 12 e 13h, um debate com os Chefes de Torcidas convidados.

Rádio Nacional Rio de Janeiro

Força Jovem Maracanã 1982


TOV Maracanã 1982

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

FORÇA JOVEM, TOV, ADEPTOS DE PETRÓPOLIS, VASCONETO E VASCONÇALO 1977: TORCIDA VAI BRILHAR

Vasco x Flamengo.
Enquanto os jogadores treinavam no campo, cobranças de pênalti, também nas arquibancadas, lotadas, a Torcida proclamava o seu otimismo e prometia um outro show para comemorar o título.
“Vamos iluminar o Maracanã. Levaremos mais de duzentos estandartes com o escudo do Vasco, pintados com tinta fosforescente. Servirão para tornar ainda mais brilhante nossa vitória”, garantiu Ely Mendes, da Força Jovem.
Fonte: Jornal do Brasil 28 de Setembro de 1977

A TORCIDA QUER FAZER, UMA FESTA
As Torcidas Organizada (TOV) e Força Jovem chefiadas por Amâncio César e Ely Mendes, prometem fazer festa hoje a noite no Estádio Mário Filho, a fim de incentivar o Vasco.
Amâncio César disse que se o Vasco vencer, haverá passeata até São Januário para comemorar o título. Ele vai levar 500 cataventos com as cores do Vasco para serem distribuídos entre os integrantes da Torcida Organizada (TOV), além de Banda com 100 músicos, 1.000 bandeirolas e 50 estandartes.
Ely Mendes preparou muitas novidades para fazer no Mário Filho uma festa durante toda a partida. Se o Vasco ganhar o Campeonato fará também passeata até o Estádio de São Januário.
Levará 100 estandartes com letras fosforescentes, Banda com 20 músicos, 100 peças da bateria e 300 camisas para serem vendidas a Cr$ 55.00.
Outras facções da Torcida prometem fortalecer o movimento, como a Vasconçalo, Eli da Adeptos de Petrópolis e a Vasconeto de Coelho Neto, comandada por Paulinho.
Fonte: Jornal dos Sports 28 de Setembro de 1977

Força Jovem Jornal do Brasil 1977

Força Jovem e TOV Jornal dos Sports 1977

Força Jovem Ely Mendes Jornal dos Sports 1977

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

SUPER JOVEM 2016: SUPER JOVEM LANÇA CAMPANHA PARA FAZER SITE

  A Torcida Super Jovem lança Campanha de Arrecadação de Fundos através do site "Vakinha" para confecção do novo Site da Torcida.
O objetivo deste novo site é divulgar os eventos e todos os projetos da Torcida, aguardem!
Novidades virão!
Para ajudar a Torcida clique no link https://www.vakinha.com.br/vaquinha/fazer-um-site  e faça sua doação, quem contribuir e quiser ser homenageado no Site, favor deixar nome, cidade e foto na caixa de mensagem na página da Torcida, o endereço é Facebook.com/superjovemdovasco
Fonte: Página Oficial da Torcida Super Jovem no Facebook

Super Jovem Campanha para fazer Site 2016