sexta-feira, 30 de junho de 2017

UNIÃO VASCAÍNA 2017: AÇÃO SOCIAL DA UNIÃO VASCAÍNA

Dia 01 de Julho de 2017
Doação de Roupas, alimentos e agasalhos.
Horário: 21 horas
Local das Doações: Baixada
“Nada em troca dessa União”

União Vascaína Ação Social 2017

quinta-feira, 29 de junho de 2017

VASPAVUNA 2017: A VOLTA DA VASPAVUNA

Torcida Organizada do Vasco do Bairro da Pavuna na Cidade do Rio de Janeiro, fez sua estréia em 27 de Novembro de 1977 e acabou provavelmente em 1982.
Teve sua volta às arquibancadas em 21 de Agosto de 1997 pela iniciativa de Renato, o Alemão e Luiz Carlos.
“Ela foi refundada na verdade, alguns torcedores já se reuniam para ver as campanhas de 1996 e 1997, mais não tinham o vínculo com os primeiros fundadores, pois os mesmos não estavam mais aqui por perto.
De 1997 pra cá, viemos apoiando o Vasco, mais infelizmente perdemos força, chegamos a praticamente nem existir.
Em 2011, voltamos e fomos aos jogos, mais sem material, sem camisa, só uma bandeira que fizemos em 2005.
Em 2015 voltamos a nos reunir pra ir aos jogos ou ver em algum Bar aqui por perto.
 Em 2017 que fizemos as camisas, aí virou febre, já vendemos 132 camisas até agora, só aqui na Pavuna. Pessoas de outros bairros que sempre iam aos Estádios se encontram com a gente lá pra ver o jogo e participar das reuniões.
Aqui normalmente, se um é Vascaíno, a família toda também é, então sempre estamos em família levamos mulher e filhos, sempre todos juntos.
Estamos indo em todos os jogos no Rio e quando o jogo é fora, nós vemos em um Bar aqui próximo, a galera está abraçando e sempre indo com a gente. Conseguimos levar de volta ao Estádio muitos Vascaínos do Bairro que não iam aos jogos há muitos anos.
Nós conhecemos dois fundadores da Torcida da década de 1970 em São Januário uma vez, mais nenhum deles mora mais na Pavuna. Eles disseram que a maioria se mudou do Bairro. Um me viu passar pela roleta e veio falar comigo dentro do Estádio, ele começou a chorar, emocionado, falando que era um dos fundadores. Peguei o contato dele, marcamos com ele em um jogo, eu dei uma camisa. Foi muito maneiro, a galera ficou muito feliz ao ver ele falando emocionado e nos dando parabéns por voltar aos Estádios.
Na Torcida não tem cargos, são um grupo grande que forma a Diretoria, são eles, Felipe Wolly, Alemão, Wagner, Vitinho,  Luan, Gustavo, Lucas, Igor, Gabriel, Nélio, Pedro, Pará, Dioguinho, Gelson, Wallace e Sidney.
Reunimos só nós e decidimos as paradas que estamos fazendo, vendemos camiseta, camisas, casaco, bonés, fizemos bandeiras novas, essa galera que chega junto com a grana”, disse Felipe Wolly.
O ponto de encontro da Torcida em São Januário é em frente ao Portão 5 no Bar do Careca, fazem um churrasco e tomam uma gelada antes de entrarem no Estádio. Já lá dentro eles ficam atrás do gol, juntos a Guerreiros do Almirante. Nos dias de jogos fora do Rio, o local de concentração para assistir jogos em telão, com cervejas e demais bebidas geladas e festividades que envolvam o Gigante da Colina, fica na Praça Pipi-Popô (Rua Dias D´Vila, s/n).
Nesta nova administração, a Fanpage e o Instagram do Grêmio Recreativo de Torcida Organizada Vaspavuna vem com o intuito de interagir ainda mais com os Cruzmaltinos. Lá você ficar por dentro de todos os acontecimentos da Torcida, como reuniões para jogos, festas e demais eventos na Sede, além de receber em primeira mão notícias oficiais do dia a dia do Vasco da Gama. Se ao pesquisar no Instagram aparecer páginas similares e parecidas, não tenha dúvidas, porque @vaspavunaoficial só tem uma!


Vaspavuna bandeira de 1997

Vaspavuna bandeira de 2005

Vaspavuna São Januário 2017


quarta-feira, 28 de junho de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 2009 AMOR INFINITO

                              “na primeira, segunda ou décima nona divisão, serei sempre Vasco”
                                                                       Aldir Blanc

  2009                      Amor Infinito
        Havia muita expectativa dos torcedores vascaínos e da imprensa em geral sobre o desempenho do presidente Roberto Dinamite para a temporada de 2009 quando o clube teria o desafio maior de voltar para a primeira divisão e formar um time capaz de honrar a tradição vitoriosa do clube.
            Como havia assumido o clube em meio a uma grave crise econômica e política, Roberto conseguiu o apoio das torcidas organizadas vascaínas e da grande mídia em seu começo de mandato. A culpa pela queda em 2008 caiu toda sobre os ombros do ex-presidente Eurico Miranda. Agora, passados seis meses e com uma grande reformulação no elenco, o novo presidente teria sua chance de mostrar todas as mudanças positivas que seriam implementadas.      
            Dentro e fora de campo esportivo, é visível que Roberto Dinamite tem uma simpatia de diversos setores da sociedade. Artistas, políticos, empresários, intelectuais e dirigentes esportivos manifestam publicamente que o Vasco é um novo clube. Aldir Blanc, desafeto de Eurico Miranda, lança o livro Vasco, A Cruz do Bacalhau, último livro da coleção da editora Ediouro, proibido na época do ex-dirigente. Blanc comenta o cenário político deste novo período: “foram afastados pelo voto democrático e livre, em eleições sem fraude, sem baixarias e, por incrível que pareça, porrada nos membros da oposição, como aconteceu no passado”. Roberto é apresentado como a antítese de Eurico, em lugar da truculência, da desonestidade, da ditadura, assume um democrata, liberal e moderno dirigente que promete reconciliar o clube com os inimigos declarados de Eurico Miranda.
            Agostinho Taveira, conselheiro do Vasco, é nomeado pelo clube para ser o elo de ligação com as torcidas organizadas. O maior desafio é fazer um diálogo com a FJV, envolvida em crises internas. A diretoria atual tem grande apoio do clube e se inicia um processo de aproximação entre as duas instituições.
            Para o campeonato carioca o clube apresenta seu elenco nos moldes dos times europeus e abre São Januário para a sua torcida que comparece em bom número. Mais de duas mil pessoas, numa sexta-feira pela manhã, atendem ao pedido da diretoria que faz uma festa com direito a foto oficial, chuva de papel picado e queima de fogos.
            Neste período a nova diretoria da FJV atuava intensamente para começar o ano corrigindo os erros do passado. Só de dívidas da última gestão são quase R$ 50 mil reais. Uma reunião entre os lideres de fora da cidade é realizada nas arquibancadas de São Januário. “No dia 10 de Janeiro em reunião histórica nas arquibancadas de São Januário, estiveram presentes os líderes de diversas Famílias de fora da Cidade do Rio de Janeiro. São elas: 12ª Família (Caxias/Petrópolis), 15ª (Nova Friburgo), 16ª (Teresópolis), 17ª (Volta Redonda), 18ª (Juiz de Fora), 19ª (Campos), 20ª (Região dos Lagos), 22ª (Brasília), 23ª (São Paulo), 35ª (Belo Horizonte), 36ª (Bahia), 45ª (Cuiabá), 57ª (Goiás) e 59ª (Itaboraí). Também participaram da reunião os Dinossauros e os membros da nova Família Costa Verde”.
            Na festa de comemoração dos 39 anos da torcida, o clube abre as portas da sede no Calabouço para a torcida fazer a sua confraternização. Estavam presentes os componentes de diversas gerações e membros de torcidas de outros estados, como a Mancha Verde que retribuiu a visita da FJV a sua festa em São Paulo, no mês de janeiro, comemorando os 26 anos de fundação. Na ocasião a FJV é presenteada com um quadro e um troféu em homenagem a “Amizade Perpétua” da “união sinistra que ninguém segura”.
            No campeonato de 2009 o grande momento foi o jogo entre Vasco 2 x 0 Flamengo no Maracanã quando 5.000 componentes foram a pé de São Januário até o palco do jogo: “a caminhada ocorreu sob o clima de paz e confiança e há tempos não víamos a torcida tão coesa e decidida a ajudar o Vasco nos enfrentamentos contra o seu rival. Este grande ato, o maior da história da torcida, aconteceu no feliz domingo em que a Mulambada levou um sacode de 2 X 0. Dentro de campo, a equipe foi aguerrida e acreditamos que esta foi a forma que o time usou para retribuir a calorosa recepção da massa Vascaína”.
            Fora de campo a FJV aproveitou que a banda Iron Maiden fazia um show na Praça da Apoteose, em março, para presenteá-los com camisas do clube e da torcida. Em abril era inaugurada a nova sede na rua Uruguaiana, no centro da cidade. “A FJV escreve um novo capítulo em sua história. O espaço, duas salas no Centro do Rio, representa um ponto de encontro para os associados e amigos. Na comemoração desta conquista, o goleiro Tiago e o atacante Rodrigo Pimpão, marcaram presença, assim como inúmeros Chefes de Família e a Rainha Daniele Sperle”.
No Dia Internacional das Mulheres (8 de março) a FJV em São Januário, com apoio da Família Feminina, distribui duas mil rosas para as torcedoras além de brindes femininos e produtos de beleza. O presidente da Força Jovem, Luís Cláudio, o Claudinho, reforçou a boa intenção da Torcida Organizada: “queremos trazer as mulheres de volta aos estádios, dos quais se afastaram devido a violência nas arquibancadas. Para isso, começamos a Campanha Força Feminina nos Estádios”.
Em maio começa a campanha para o Vasco conseguir alcançar 100 mil sócios. Tratava-se do projeto de marketing intitulado “O Vasco é Meu”. Uma ambiciosa atividade de propaganda que contou com chamadas em todos os meios de comunicação, utilizando atores e atrizes famosos convocando a torcida para aderir a este novo modelo de pertencimento clubístico.
A primeira grande divergência da FJV com a administração de Roberto Dinamite surge quando um membro da diretoria vascaína resolve criar uma grade em São Januário numa “modernização” do estádio, visando criar novos setores. A torcida reagiu e o clube voltou atrás e retirou as grades. A FJV emite uma nota sobre a sua posição no caso chamado pela torcida de “Grade da Vergonha”: “setorização injusta, que somente pode ser feita como parte de uma reforma mais ampla do Estádio que proporcione conforto e segurança para todos os setores. Separações não combinam com a alma popular que marca o espírito vascaíno. São Januário é um orgulho para todos. A história de nosso Estádio marcou não só o esporte, mas a própria vida política do Brasil. Sem medo de exageros, São Januário está entre os símbolos da democracia em nosso país. O Vasco é povo e em nosso Caldeirão: Trabalhadores, Empresários e Estudantes misturam-se, sem preconceitos, unidos pelo Amor ao Vasco”.
Nesta época é criada a FTORJ (Federação das Torcida Organizadas do Rio de Janeiro) com intuito de unir as torcidas cariocas que passavam por uma intensa campanha da mídia pela extinção das mesmas. Dois vascaínos fazem parte da primeira diretoria: o Vice-Presidente Patrimonial e Social, Jorge Henrique da Silva Matos, “Policinha” (Força Jovem do Vasco) e do  Conselho Fiscal, Rodrigo Granja Coutinho dos Santos “Batata” (Ira Jovem). Em julho a FJV participou do Seminário das Torcidas Organizadas que os Ministérios do Esporte e da Justiça realizou na Cidade de São Paulo. Contou também com a participação da FTORJ.
            Começa o campeonato brasileiro e a torcida do Vasco comparece em peso nos jogos em São Januário. Mas o grande destaque serão os jogos no Maracanã quando a torcida dará grandes demonstrações de amor ao clube com recordes de renda e jogos com público superior a quase todos os outros da 1ª divisão. O clube lança uma campanha televisiva chamada “O Vasco é Meu” para atrair novos sócios. Vários artistas aderem a campanha fazendo depoimentos favoráveis ao novo ambiente que o clube passava.
            A Força Jovem lança o desafio para os seus integrantes não esmorecerem e ajudarem o time a vencer seus jogos em casa: “Faça a diferença para o Vasco voltar à Série A e para mostrar para todo o Brasil qual é a Maior e Melhor Torcida Organizada do País. Guerreiros unidos pelo mesmo ideal: a Força Jovem e o Vasco!”
            A GDA completava 3 anos em agosto e já experimentavam  as primeiras contradições com o crescimento do número de participantes e a dificuldade de controlar suas ideias originais com a nova realidade. Neste mês eles lançam um manifesto: “fazendo chegar ao público em geral, às autoridades legalmente estabelecidas e em particular à mídia, quem somos, o que somos e o que pensamos: antes e acima de qualquer coisa Um grupo de Vascaínos que se uniu para amar o clube, sem nenhum interesse financeiro ou político-partidário!” Antes identificados com o  modelo das torcidas argentinas, eles ampliam o discurso para os ultras italianos e garantem que ter uma identidade nacional: “buscamos inspiração no apoio incondicional das Barras Sul-Americanas, na consciência política dos ULTRAS da Europa, estilos diferentes de torcer das nossas tradicionais Torcidas Organizadas (T.Os), onde é obrigatório cantar durante todo o jogo, não importando o placar da partida e onde buscamos levar o torcedor a se associar à sua paixão, com o objetivo de participar mais ativamente dos destinos do seu Clube. Mas não somos uma ‘cópia pura e simples’ de nada estrangeiro: nos consideramos um passo além! Juntamos o apoio ‘enlouquecido’ latino, a atividade política, sem ser partidária, dos europeus, com a ginga e o bom humor típico dos cariocas. Isto sintetiza o Movimento Guerreiros do Almirante!”.
            Também em agosto contra o Ipatinga no Maracanã, a FJV estreia seu novo bandeirão depois de 10 anos que havia sido feito a última grande bandeira. Acusados pela oposição de usarem a torcida para se beneficiar, a FJV escreve em seu site oficial: “que esse bandeirão sirva de “cala boca” para todos que erguiam os dedos para apontar e dizer que nós só queríamos dinheiro. É verdade, que nossa torcida teve algumas Diretorias assim, interessadas apenas em ganhar dinheiro, mas nós somos diferentes, queremos dinheiro para investir na Torcida e levá-la de volta ao seu merecido lugar como grandiosa. A nossa obrigação é com a Força Jovem do Vasco e nós vamos fazer de tudo para devolvê-la ao status de maior, melhor e mais unida”. 
            Neste momento de recuperação do clube e da FJV muitas acusações são feitas sobre as diretorias passadas. O que revela a necessidade deste grupo querer romper totalmente com as práticas anteriores e recriar uma identidade positiva da torcida junto aos antigos membros e a massa vascaína. São feitas várias campanhas sociais como o sopão e a campanha do agasalho, além da criação da TV Força no final do ano, sendo a primeira torcida a ter TV própria acessada através do seu site. Era uma resposta direta contra quem queria acabar com as torcidas organizadas mas  utilizando suas imagens para promover os seus produtos: “quando a televisão mostra e faz as chamadas pros jogos, mostram e vendem nosso espetáculo, em torcidas organizadas há muita gente de bem, que é sadia, que tem instrução, respeito e caráter, não podemos deixar essa mídia fajuta, a mesma mídia que lucra com a nossa festa, que vende nossa imagem, nos sufocar, pressionando o nosso fim, dizendo que somos marginais, violentos e tudo mais que ouvimos”, defende André Sagat.
            Durante todo o ano são feitas grandes entrevistas com os membros da nova diretoria da FJV divulgadas pelo site. Em muitas delas não faltam acusações sobre as antigas diretorias: “a torcida vem de guerra em cima de guerra, briga em cima de briga chegou uma hora que ninguém estava agüentando mais (...) uma dívida no qual chegava a quase de 50 mil reais deixada por outras diretorias e que prejudicava a torcida de diversas maneiras” (...) “quando assumimos a torcida, não havia um bambu sequer, tínhamos dois bandeirões, várias bandeiras lindas, bateria maravilhosa, tudo isso foi roubado pela antiga diretoria vendida ao Eurico, será que esses caras são Força Jovem?”.
            Nas entrevistas todas são unânimes em lembrar o passado glorioso da torcida na década de 1990 quando a facção alcançou o seu maior sucesso sendo temida e invejada por todo o país: “a Força trilhou sua grande trajetória na pista, chegando a ser eleita a Melhor Torcida do Brasil, ficamos conhecidos nacionalmente, somos a Torcida com mais vitórias na pista, envolvida nos maiores combates, conquista de territórios, de matérias (faixas, bandeiras, bandeirão, bateria), grandes vitórias em outros estados (...), quem não se lembra da campanha “EI, EURICO, 171”, mas de 2000 até 2007, perdemos espaço, credibilidade, diretores da torcida a venderam literalmente, lucraram muito através dela, abandonaram nossos associados, isso gerou muita briga, desunião, muitos se afastaram, a mística de ser força jovem foi manchada, surgiram dissidências, uma situação lamentável. Agora que estamos voltando, a torcida recuperou a identidade, depois de tantas brigas internas, retornamos aos trilhos” afirmou André Sagat (Paquito), Vice Presidente da Força Jovem do Vasco. Ele também faz um apanhado geral sobre as alianças mantidas pela FJV neste período: Mancha Verde, Galoucura, Cearamor, Mancha Azul, todas do Bahia, Inferno Coral, Fanáutico, Força Jovem do Goiás, as do Paysandu, do Grêmio, Torcida Jovem do Botafogo”.
            O jogo mais marcante da campanha de retorno a série A foi contra o Juventude, no Maracanã, quando milhares de vascaínos tomaram o estádio desde cedo fazendo uma festa inesquecível para os presentes e todo o Brasil, já que a partida foi transmitida ao vivo para todo o país. A FJV realizou um gigantesco Mosaico que cobriu todo o setor verde do Maracanã. Nele estava escrito o nome da Força Jovem. No segundo tempo do jogo, onde o cruzmaltino pode garantir a volta à primeira divisão do futebol brasileiro, torcedores vascaíno recolheram a principal faixa da organizada e abriram uma com os dizeres: "Eurico - 2ª divisão. A história não perdoará. Obrigado Dinamite". Em todo o estádio começaram os gritos de “Ei, Eurico, vai tomar no cu”.
            Apesar de o time ser limitado, a campanha de 2009 entra para a história da torcida como um momento de reerguimento de todos: clube e torcida. A esperança de dias melhores foi o que ficou nos jogos memoráveis deste ano. Em cada vascaíno era possível perceber o orgulho da torcida que passou a usar a camisa do time durante todo o ano e mostrar o seu sentimento de fidelidade. A mensagem no site da FJV antes do campeonato brasileiro parecia ser profética: “Cada capítulo do futuro se escreve no presente. Este é o nosso tempo e a torcida sabe do seu papel e vai fazer a festa, A nossa missão é estar junto ao Vasco da Gama em mais uma histórica virada. Nosso amor não tem divisão”
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.

 
Vasco Maracanã 2009

Vasco Maracanã 2009

terça-feira, 27 de junho de 2017

TOV E FORÇA JOVEM 1978: PROIBIÇÃO NO MARACANÃ DE ENTRADA DE BAMBU

SR. COMANDANTE PAVAN
Nós, Chefes de Torcida dos Clubes Cariocas, tomamos conhecimento que os torcedores tem sido barrados pelos policiais nos portões do Estádio Mário Filho, quando tentam entrar com papel picado ou com bambus, para hastearem suas bandeiras, dizendo os policiais que estão cumprindo ordens superiores.
Eu, João da Silva Faria (Russão), Chefe da Torcida Organizada do Botafogo F. R. tomei a liberdade de reunir os principais líderes das Torcidas do Grande Rio, ou sejam: Ely e César (Vasco), Dona Helena e Sérgio Aiub (Fluminense), Rui e Vera (Flamengo) e Dario e Hélio (América). 
Decidimos que deveríamos ir até V. S. a fim de solicitar que facilitasse a entrada de todos os torcedores no Mário Filho nas condições acima citada, uma vez que, sem papel picado não existe “explosão” e sem os bambus, as bandeiras se tornam verdadeiras “toalhas de banho”.
Certo de contar com a sua habitual compreensão, espero ansiosamente uma resposta positiva. Cordialmente, João da Silva Faria (Russão)
Fonte: Jornal dos Sports 12 de Janeiro de 1978

Torcidas do Vasco Jornal dos Sports 1978

Botafogo Russão Revista Placar



segunda-feira, 26 de junho de 2017

ASTOVA 1983: 7º CONCURSO DE RAINHA DAS TORCIDAS DO VASCO

APRESENTAÇÃO OFICIAL
As candidatas que irão concorrer ao Título de Rainha das Torcidas do Vasco da Gama foram oficialmente apresentadas em um coquetel realizado, no Restaurante Velho Galeão. (26/11)

JANTAR NO ASA BRANCA
No dia 07 de Dezembro foi realizado um jantar organizado por Chico Recarey na Asa Branca. A animação da casa contagiou as moças e elas se divertiram a valer. A tensão pela proximidade do desfile foi totalmente esquecida durante toda noite (09/12)

CANDIDATAS
Cláudia Barradas da TOV, Cláudia da Feminina Camisa 12 Mirim, Romilda da Chama Vascaína, Maristela da Vasteles, Laura da Resenvasco, Norma da Vilavasco, Carla Valéria da Silva da Vaskilha, Janaina Correa da Pequenos Vascaínos, Márcia da Força Maior de Brasília, Sandra da Motivascão, Maria da Torcida de Maranhão, Patrícia da Pequenos Vascaínos, Maria Del Carmem da Renovascão, Cátia Reguia da Feminina Camisa 12, Milene da Força Jovem, Teresa Cristina da Feminina Camisa 12 e Cátia Cilene de Bicas MG.

ADIADO O CONCURSO
A grande festa para a eleição da Rainha das Torcidas do Vasco, marcada para dia 09 de dezembro, na Casa da Vila da Feira e Terra de Santa Maria, não se realizou e deixou frustrados centenas de torcedores Vascaínos, que lotaram o Clube da comunidade luso-brasileira. Em virtude de uma denuncia de pessoas não identificadas, o Juizado de Menores proibiu a participação das candidatas com menos de 18 anos, que eram uma grande maioria. Em virtude da proibição, que eliminava do concurso 14 das 22 candidatas inscritas, a coordenadora da festa, Iara Barros, Chefe da Feminina Camisa 12, não teve outra alternativa se não suspender o concurso, que esse ano alcançava a sua sétima edição. (11/12)

RESULTADO DO CONCURSO
A Rainha escolhida foi Carla Valéria da Silva da Vaskilha.
 1ª Princesa foi Scharliman Bastos da Força Jovem.
 2ª Princesa foi Cláudia Barradas da TOV.

ASTOVA 7º Concurso Rainha Torcidas do Vasco Jornal dos Sports 1983

ASTOVA 7º Concurso Rainha Torcidas do Vasco Jornal dos Sports 1983

ASTOVA 7º Concurso Rainha Torcidas do Vasco Jornal dos Sports 1983

ASTOVA 7º Concurso Rainha Torcidas do Vasco Jornal dos Sports 1983

ASTOVA 7º Concurso Rainha Torcidas do Vasco Jornal dos Sports 1983

ASTOVA 7º Concurso Rainha Torcidas do Vasco Jornal dos Sports 1983

ASTOVA 7º Concurso Rainha Torcidas do Vasco Jornal do Vasco 1983


domingo, 25 de junho de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 2008 MUDANÇAS DE PRESIDENTES

                                                          "Nada mais Brasileiro que ser Vascaíno
                                                  e nada mais Vascaíno, que ser FORÇA JOVEM”.
                                                                    Slogan da torcida

2008                  Mudanças de Presidentes
        O ano começa com a homenagem da torcida Mancha Verde em sua festa de 25 anos com um troféu para a Força Jovem como prova da amizade entre as duas agremiações. No campeonato carioca a estreia desastrosa contra o Madureira mostrou o que seria aquele ano para a torcida vascaína que sofreria até o fim do ano com a queda para a segunda divisão pela primeira vez.
            Quem não poderia imaginar a tristeza que seria aquele ano era a GDA e o cantor do grupo Los Hermanos, Marcelo Camelo. A torcida fez uma adaptação de uma famosa canção do grupo e tem uma resposta emocionada: "Aos amigos da Guerreiros do Almirante. Vocês não imaginam a alegria que tive ao saber da versão de Anna Julia que vocês fizeram pra cantar nos jogos do nosso Vascão. Esse é o tipo de acontecimento que não se compra com dinheiro nenhum do mundo. É de um valor emocional pra mim e pra minha família que vocês só fariam idéia se estivessem no coração de umas quatro gerações de vascaíno daqui de casa, a começar pelo meu Bisavô Ernesto que tinha um bandeira cruzmaltina em cima da mesa de jantar. Por vários motivos este é e sempre será um dos pontos mais emocionantes de minha trajetória como músico. Pra vocês, por usarem de ponte para essa linda homenagem uma música de minha autoria, o meu mais caloroso agradecimento e os votos de um 2008 de muitas conquistas pra todos nós torcedores do Vasco da Gama. Marcelo Camelo"[1].
            A relação entre a FJV e o presidente do clube é rompida novamente pois este proíbe a torcida de entrar com seu material nos jogos seguintes do Vasco em São Januário. Em nota à imprensa a FJV passa a chamar Eurico de presidente interino e se defende: “O G.R.T.O FORÇA JOVEM VASCO É A MAIOR TORCIDA ORGANIZADA INDEPENDENTE DO BRASIL, E NÃO DEPENDE DO SR. EURICO MIRANDA PARA NADA (...) NUNCA CONCORDARÁ COM AS COISAS ERRADAS QUE VEM ACONTECENDO COM A ATUAL ADMINISTRAÇÃO DO VASCO, QUE ESTA SUJANDO, LITERALMENTE, UMA BELA HISTÓRIA CRIADA COM MUITO SUOR, LÁGRIMAS E PRINCIPALMENTE TRABALHO DE SEUS TORCEDORES AO LONGO DE SUA TRAJETÓRIA VITORIOSA”. 
            Tanto a FJV quanto a presidência do Vasco mudariam os seus representantes em meados de 2008. Roberto Dinamite assume a presidência do clube depois de várias vitórias jurídicas com a anulação da disputa de 2006 e a remarcação de novas eleições: “em 21 de junho de 2008, a chapa pró-Dinamite venceu as eleições para formação do Conselho Deliberativo do Vasco. Eurico Miranda decidiu não participar do novo pleito. Na madrugada de 28 de junho de 2008, com participação de vascaínos ilustres antes afastados do clube e apoio maciço da torcida, o conselho deliberativo elegeu Roberto o novo presidente do clube. Em 8 de agosto de 2011, foi reeleito presidente do clube com 149 votos dos 154 possíveis no Conselho Deliberativo”[2].     
            A nova diretoria da FJV assume com o presidente interino Claudinho que emite uma nota oficial: “Reconhecendo a legitimidade da atual direção da Força Jovem, representantes do Grupo Especial de Policiamento de Estádios (GEPE) e da administração do Clube de Regatas Vasco da Gama reuniram-se no dia 21 de Julho. O Objetivo do encontro, realizado no Maracanã, era a liberação dos materiais da Torcida. A solicitação foi atendida e, nos próximos jogos, as faixas e bandeiras da Força Jovem voltaram a empurrar as vitórias Vascaínas. Durante a reunião, o GEPE e o Vasco reivindicaram o estabelecimento da Paz na Torcida para que confusões não ocorram dentro e fora de São Januário”.    
            A promessa do novo grupo que assume a torcida é marcar eleições no final do ano para regularizar a situação da torcida perante o clube e as autoridades constituídas. Mesmo atravessando todas as crises a FJV ainda era a maior torcida do Vasco e contava com um patrimônio material, humano e mercadológico invejável:  “5 bandeirões sendo 2 da FJV do Rio, 1 de Manaus, 1 de Espírito Santo e 1 de São Paulo. Mais de 100 instrumentos musicais, 75 bandeiras oficiais mais de 100 páginas dedicadas a Torcida e as Famílias na Internet. A Força Jovem possui mais de 70 mil componentes espalhados pelo rj, Brasil e pelo mundo divididos em 57 famílias” afirma Eddie, assessor de imprensa da torcida.
            Depois de ficar com a Polícia Militar (GEPE) por quase um ano, reaparece o Bandeirão da Força Jovem e várias bandeiras da torcida. Em seguida é inaugurada a nova sede na Avenida Rio Branco, 185 Sala 1706 no Centro. Na semifinal da Copa do Brasil a torcida do Vasco faz uma festa inesquecível em São Januário com muitos fogos e sinalizadores e escrevendo a palavra VASCO DA GAMA. Na FJV teve uma linda cascata.
            Em uma grande entrevista para o site SempreVasco Claudinho revela seus projetos e afirma com clareza suas opiniões sobre diversos pontos. Em resumo podemos destacar: “Quando assumi a Presidência, tive uma desagradável surpresa. Todas as bandeiras, as maiores bandeiras da Torcida, haviam desaparecido de nossa sala (...) “Muita coisa foi dita a respeito da saída do Morais, e posso falar com propriedade: houve muita mentira! A torcida não invadiu a concentração. Esperamos os jogadores saírem do vestiário para uma conversa civilizada (...) Uma das nossas metas foi reaproximar e apaziguar a Força Jovem com a Ira, que era uma torcida formada a partir de uma dissidência da Força (...). Chegou uma época em que a torcida recebia até cinco mil ingressos para jogos no Maracanã. A realidade é que esses ingressos muitas vezes são vendidos por quem os recebe, sem serem distribuídos de fato (...), não cabem saudosismos e divisões internas. Chegou o tempo de união”.
            Neste ano duas pesquisas acadêmicas são concluídas e tinham como objeto de estudo central as torcidas organizadas cariocas. Em abril, Bernardo Hollanda, defende o doutorado em História (PUC-RJ) com uma tese que investiga a formação das torcidas jovens cariocas no final dos anos 1960 até os anos 1980, época de formação da FJV. Em dezembro, eu defendia o mestrado com a pesquisa sobre a origem das torcidas organizadas no Rio de Janeiro nos anos de 1940, época em que a TOV surgiu.
            Outra novidade que surgiria em 2008, ainda contando com a capacidade de aglutinação de pessoas feitas pelo site de relacionamento Orkut, era o grupo Dinossauros da Força Jovem, reunindo pessoas com mais de 20 anos de torcida, insatisfeitos com as constantes brigas e desavenças na organização. O objetivo maior do coletivo era manter a unidade e amizade dos integrantes através de festas e reuniões sociais. Chegou a levantar a hipótese de lançar uma chapa para concorrer mas logo a ideia foi descartada.
            Em setembro entra um novo site da torcida: www.forcajovem.com.br. No mesmo mês Daniele Sperle é a nova Rainha da Força Jovem. Ela foi apresentada e coroada na festa que a FJV promoveu, quando aproximadamente duas mil pessoas lotaram a Universidade Beer Show, em São Cristóvão.    
            Roberto Monteiro era eleito vereador (14.000 votos) e Eduardo Paes prefeito da cidade. A partir de 2009, tanto o prefeito, como o governador do RJ (Sérgio Cabral) e o presidente da República (Lula), eram torcedores declarados do Vasco. 
           No dia de 15 de Dezembro foi realizada a eleição na FJV na sala da torcida em São Januário e foi eleito para o biênio 2009/2010 Luís Cláudio (Claudinho), como Presidente pela chapa “Unida e Forte”, derrotando o candidato Marcos Paulo da Costa da chapa “O Ideal Continua”.
A festa de confraternização e posse do Presidente Claudinho foi no Vasco Barra, num animado churrasco, com a presença da antiga e da nova geração e de representantes de diversas Famílias. Cerca de quase 200 torcedores da Força Jovem se reuniram para se confraternizar nesse novo momento que passa a torcida. A Diretoria do Vasco se fez presente na figura de Agostinho Taveira Filho.
   Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.


[1] Fonte: GloboEsporte.com 18/01/2008
[2] Fonte: www,wikipedia.com.br – Roberto Dinamite

Vasco São Januário 2008

Vasco Jornal dos Sports 2008

sábado, 24 de junho de 2017

VASKILHA 1984: DESTA, O VASCO PODE SE ORGULHAR

Em 21 de Janeiro de 1982, por iniciativa de Joaquim Ferreira da Silva, nascia a Vaskilha, a Torcida Vascaína, a Torcida Vascaína da Ilha do Governador. Depois de várias tentativas, Joaquim só conseguiu concretizar a sua ideia com a chegada ao Bairro do Vascaíno Paulo Succini (Paulinho), que se mudara da Pavuna, onde morava, e integrava a Torcida Vaspavuna.
- Voltei a me entusiasmar com a ideia de fundar a Torcida quando recebi o apoio do Paulo. Juntamos forças e partimos para a luta. Convidei alguns amigos, relata Joaquim, e formamos a primeira Diretoria, assim constituída.
Presidente: Joaquim Ferreira da Silva
Vice Presidente: Antônio Laje
Tesoureiro: Antônio Alves
Chefe de Torcida: Paulo Succini (Paulinho)
Nossa primeira providência foi a escolha de um nome para a nova Torcida. 
Das sugestões de todos, nasceu o nome Vaskilha.
A próxima etapa era levantar fundos para as despesas obrigatórias da Torcida. 
Esta tarefa foi muito facilitada graças a colaboração e boa vontade de muitos comerciantes da Ilha, que não se negaram a assinar o Livro de Ouro. Era preciso portanto inaugurar a Torcida com um grande evento para que toda a população do Bairro tomasse conhecimento. Assim fizeram:
- Uma grande passeata, com mais de 150 carros, a presença da Torcida Pequenos Vascaínos e centenas de pessoas, envergando bandeiras, cartazes e uma bateria de Escola de Samba saudou a chegada da nova Torcida. Para padrinhos, foram convidados o jogador Dudu e o Jornalista e Locutor esportivo José Cabral, além da própria Torcida Pequenos Vascaínos, da Penha, declara o Presidente.
Sua estréia nas arquibancadas marcou uma grande vitória do Vasco da Gama sobre o Operário, com uma goleada de 7 a 0. O jogo foi em São Januário, onde momentos antes de seu início, houve a solenidade de inauguração da Vaskilha com bolo e champanhe. Estiveram presentes a festa todos os padrinhos da Vaskilha e os Chefes das Torcidas Organizadas do Vasco da Gama.
Para Joaquim, seu Presidente, a Vaskilha nasceu sob o signo da sorte. No mesmo ano de sua fundação, o Vasco da Gama conquistou o título de Campeão Carioca de Futebol.
No ano passado, a campanha do time de futebol do clube da colina não foi das melhores. Assim mesmo a Vaskilha não deixou de prestigiá-lo e acompanhou o Vasco em todos os jogos. Para compensar os fracos resultados nos campos, a Torcida pode alegrar-se com a eleição de sua representante, Ana Glitz, ao título de Miss Futebol 1983. Neste concurso, houve a participação de grande número de Torcidas Organizadas do Rio de Janeiro. Ana representou o Vasco da Gama e posteriormente defendeu as cores do Clube no Concurso Miss Rio de Janeiro.
Fonte: Jornal dos Sports 23 de Maio de 1984

Vaskilha Jornal dos Sports 1984

Vaskilha Jornal dos Sports 1984



sexta-feira, 23 de junho de 2017

VASKENNEDY 1977: ESTRÉIA

IMPRESSIONADO
Após o jogo contra o Fluminense, domingo último, fui convidado como Diretor de Coordenação e Planejamento da TOV que sou, para uma visita a Sede da mais nova facção da Torcida do Vasco, a Vaskennedy. Fiquei realmente impressionado com o número de Vascaínos existentes naquele simpático bairro. E a festa foi total, com muita cerveja e animação daquela rapaziada boa.
Mas o convite não só me foi feito para a visita, a surpresa que o Chefe da Torcida Chiquinho, tinha para mim, não podia ser mais agradável. Por considerar a TOV a mais organizada das facções, o prezado amigo a escolheu para madrinha da Vaskennedy. Em meu nome e em nome dos demais diretores da TOV, os nossos sinceros agradecimentos e estamos apenas aguardando a marcação da data da estréia da referida Torcida no Mário Filho, para fazermos a festa de batizado da mesma.
Régio Henrique, TOV (18/05)

DIA DE FESTA
O dia 17 de Julho, ficará marcado para sempre na vida da Vaskennedy. Foi o dia da nossa aparição no mundo encantado das Torcidas.
Positivamente, foi talvez o dia mais importante da nossa Vila Kennedy.
O bairro já amanheceu em festa com grande parte da nossa população, composta de Vascaínos autênticos, vestindo orgulhosamente a camisa da mais nova facção da Torcida do Vasco.
Mas como todos os que nascem tem que ser batizados, a festa atingiu ao auge, por volta das duas e trinta, com a chegada da nossa madrinha. E o foguetório com que o povo recebeu a TOV na praça, foi a ratificação do carinho e respeito que temos pela maior facção de torcidas do Brasil.
Foi, enfim um dia de festa em nosso bairro, que só terminou no campo do Bangu, com mais uma vitória do Vascão.
Em meu nome, em nome do Chefe da nossa Torcida, Chiquinho e em nome de todos os que compõe a vaskennedy, o muito obrigado a turma amiga da TOV, nossa madrinha.
Jorge Boca, Diretor de Relações Públicas. (24/07)

ESTÁ DEMAIS PRO MEU VISUAL
É minha gente, a Vaskennedy está demais pro meu visual.
Ultrapassando a expectativa mais otimista, a caçula com apenas duas semanas de idade, já congrega em suas fileiras um grande número de adeptos.
A venda de camisas, revestiu-se de um êxito total, esgotando-se rapidamente o estoque colocado a disposição dos interessados.
E como são bonitas as nossas bandeiras, diferentonas e de um colorido magnífico.
È isso ai, quem nasce ao lado da maior facção de torcidas do Brasil, já nasce grande, e nó estamos com a TOV e não abrimos.
Chiquinho, Chefe da Vaskennedy (30/07)
Fonte: Jornal dos Sports 18 de Maio, 24 e 30 de Julho de 1977

Vaskennedy Jornal dos Sports 1977

Vaskennedy Jornal dos Sports 1977

Vaskennedy Jornal dos Sports 1977

Vaskennedy Jornal dos Sports São Januário 1977

Vaskennedy Jornal dos Sports São Januário 1977



quinta-feira, 22 de junho de 2017

TOV 1947: TORCIDA COMPARECE AO AEROPORTO NO EMBARQUE PARA A EUROPA

Partiu para Portugal, onde disputará várias partidas de futebol com os principais clubes portugueses, o Vasco da Gama. 
A Torcida compareceu ao embarque, tendo ovacionado os footballers Vascaínos.
A Torcida Vascaína assiste a decolagem do avião que conduz a comitiva.
Fonte: Revista Careta 31 de Junho de 1947

JOGOS
15 de Junho: Vasco 4 x 3 Combinado de Lisboa (Portugal)
19 de Junho: Vasco 4 x 1 Valência (Espanha)
22 de Junho: Vasco 2 x 3 Sporting (Portugal)
24 de Junho: Vasco 2 x 0 Porto (Portugal)

Troféu Teresa Herrera
29 de Junho: Vasco 2 x 3 Athetic Bilbao (Espanha)

TOV Revista Careta 1947





quarta-feira, 21 de junho de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 2007 SÃO JANUÁRIO, MEU CALDEIRÃO

                                                                                “Cabeça feita pelo Vasco”     
                                                                                    Lema da torcida Rasta

2007                 São Januário, meu caldeirão

No início deste ano Roberto Monteiro, ex-presidente da FJV, se tornava o primeiro vereador no Rio de Janeiro com origem em torcida organizada. Roberto conquista a vaga na Câmara Municipal pois era suplente de Fernando Gusmão, que se elege deputado estadual em 2006 e abre a vaga para o vascaíno.
Neste ano o jornalista Hilton Mattos lança o livro “Heróis do Cimento – o torcedor e suas emoções”, coletando depoimentos de vários torcedores cariocas que narravam suas aventuras pelos estádios, suas alegrias e tristezas com seus clubes. Do Vasco foram escolhidos Tia Aida e César da TOV, Zeca da Pequenos Vascaínos, Sandra da Vasguaçu, Penha da Tulipas Vascaínas e Mister M. Cada torcedor escolhia um jogo marcante e contava a sua participação no dia, além de descrever sua trajetória familiar  e profissional conciliando com a vida de torcedor que acompanha o clube por todo o país.
No mesmo período uma equipe inglesa coletava imagens das torcidas brasileiras para uma série de documentários sobre torcidas violentas em todo o mundo. Viajando por Turquia, Argentina, Rússia, Sérvia e Brasil os repórteres da "THE REAL FOOTBALL FACTORIES" entrevistam membros da Força Jovem que concentram seus relatos na rivalidade com os flamenguistas.
Romário voltava ao Vasco em 2007 disposto a encerrar sua carreira e alcançar a meta histórica dos 1000 gols. De janeiro a maio a imprensa carioca não falou de outra coisa. Para muitos torcedores do Vasco, os dirigentes cruzmaltinos tinham esquecido o time e só pensavam em ajudar o atacante a atingir sua façanha pessoal.
Começava a contagem regressiva para o gol 1000. Faltando dois gols Romário enfrenta o Flamengo e tem grande atuação, fazendo um gol e quase marcando o milésimo no fim da partida. A partir daí vieram os jogos com o Botafogo e Romário passa em branco. Vem o jogo com o Gama pela Copa do Brasil que é transferido para o Maracanã. Nova decepção, além de não marcar o clube é eliminado. Finalmente contra o Sport, em São Januário, pelo campeonato brasileiro, Romário marca de pênalti  o gol 1000.
Enquanto o atacante atingia sua marca histórica a torcida vascaína acompanhava o crescimento da GDA, agora com 50 bandeiras, novas músicas e coreografias, contando com um maior número de integrantes nos estádios e no site de relacionamento Orkut. Também surgia a Rasta, uma nova torcida formada por jovens admiradores do reggae e de seu maior ídolo Bob Marley. Pregando a não violência nos estádios e utilizando as cores características do movimento político musical, os integrantes defendiam a união do futebol com a música temperada com a luta contra ao racismo e a afirmação dos valores democráticos e igualitários. É a 1ª e única Torcida Rasta do Brasil.
No início do mês de maio é realizada uma grande manifestação da torcida na Cinelândia até o Palácio da Justiça. Centenas de torcedores percorreram as ruas do Centro com cartazes contra o presidente interino Eurico Miranda. Tudo começou com uma mobilização pela internet numa página do ORKUT intitulada “Vascaíno de verdade protesta”. Com apoio de um carro de som os manifestantes cantaram o hino do clube e o samba da Unidos da Tijuca, além de gritarem palavras de ordem contra Eurico. Entre as paródias cantadas a que chamou mais atenção era a de Raul Seixas Al Capone, dizendo “Hei Eurico Miranda vê se te orienta mais três anos de roubalheira o Vasco não agüenta”, outros gritavam "Eurico ladrão, Dinamite é a solução".
Para a FJV o ano prometia uma reestruturação que começaria com a criação de um novo site www.fjvasco.com que faz uma retrospectiva com 238 fotos contando um pouco da história da maior organizada do clube e a preocupação em recuperar a imagem de uma grande torcida. Uma propaganda no jornal O Dia anuncia o 37° aniversario da torcida, que promove em agosto a seleção de sua nova rainha. A escolha de Alessandra Mattos, rainha de bateria da Estácio de Sá, permite a torcida uma série de reportagens positivas. Talvez uma explicação para isso fosse a contratação de uma assessoria de imprensa neste ano. Um jornalista profissional (Eddie) tinha a função de entrar em contato com os principais veículos de comunicação do Brasil e agilizar as informações no site. Contudo a tarefa não seria fácil. A relação entre as T.O.s e a imprensa passava por um difícil arranjo e em agosto a Força Jovem leva uma faixa diferente com os dizeres "NÃO LEIAM - GLOBO + LANCE + EXTRA". A torcida pregou um boicote a este grupo jornalístico empresarial que adota, segundo a organizada, uma linha editorial de perseguição política ao Clube de Regatas Vasco da Gama.
Não era somente com a imprensa que os conflitos continuavam. No mês de julho, durante o jogo entre Vasco e Goiás, explode uma briga entre a FJV e a IRA. O resultado é a apreensão pela PM de materiais (faixa, bandeira e bateria).
Enquanto isso a GDA consagrava uma música criada neste ano que se tornaria marca registrada de toda a torcida vascaína. A letra foi feita em cima da música “Bebendo Vinho”, composta pelo gaúcho Wander em 1993, e regravada pelo grupo de Rock Ira, anos depois:
Vou torcer pro Vasco ser Campeão
São Januário, meu Caldeirão
Vasco, tua glória é sua história
É relembrar o Expresso da Vitória
Contra o River Plate, sensacional
Gol do Juninho Monumental
Vou torcer pro Vasco.....

A torcida estava entusiasmada com a boa campanha do time no campeonato brasileiro no primeiro turno (3° lugar), com os bons resultados em São Januário (que passa a ser chamado de caldeirão) e com a promoção da empresa Nestlé (torcer faz bem). Nestes meses foram batidos vários recordes de público em São Januário (que tinha sua capacidade limitada de acordo com os novos padrões dos estádios). A GDA prometia um mosaico com mais de 1000 peças para comemorar os 109 anos do clube.
A imprensa começa a fazer grandes reportagens com a GDA para traçar o seu perfil dos seus integrantes. A “torcida” ou movimento assiste aos jogos na arquibancada do lado esquerdo das cadeiras sociais do Estádio Vasco. Nas entrevistas seus líderes reafirmam o que diziam no ano anterior: a neutralidade na política do clube, o pacifismo e um novo modo de torcer que não quer ser confundido com as organizadas. “A Guerreiros, vive de doações, rejeita ajuda financeira do Clube, praxe entre as Organizadas e presta conta no Site  www.guerreirosdoalmirante.com.br. Pagamos os ingressos para ajudar o clube a crescer, como na Europa. O grupo mantém a neutralidade na disputa pela Presidência do Clube entre o Presidente interino Eurico Miranda e a chapa de oposição liderada por Roberto Dinamite. É um dos nossos fundamentos, não existe ligação com grupo político do Clube ou fora, seja oposição ou situação” afirmou Ferreira, que salienta “a Guerreiros não é violenta, mas rejeita o título de Torcida da Paz. “Não surgimos para fazer campanha nem pregar nada, mas para incentivar o Time. É chato esse negócio de as outras Torcidas dizerem estes caras são bonzinhos, porém nunca brigamos, não é nosso objetivo”, afirma Ferreira”. A torcida começa a crescer no momento em que o Vasco mais precisa. “A torcida é composta por Médicos, Advogados, Universitários e etc. Há 400 pessoas que já conhecemos. Mas esse número chega a dobrar em jogos de maior apelo”.
No Brasil o movimento maior dos vascaínos é em torna da Força Jovem e das atividades de suas famílias que organizam festas, criam sedes e mantêm um intenso contato com os torcedores de sua região acompanhando pela televisão aos jogos do clube. Para citar alguns exemplos: “Convidamos todos os Vascaínos de Santa Catarina a participarem do primeiro churrasco de confraternização da 28ª Família-SC, com objetivo de reunir todos os Vascaínos no Estado e o fortalecimento da Força Jovem”. No dia 16 de dezembro, a Força Jovem do Vasco nos EUA reuniu os aliados Palmeiras, Atlético Mineiro e Grêmio para uma grande festa de final de ano. O evento foi realizado na Sede da Força Jovem, em Pompano Beach. Em Brasília a 22ª Família da Força Jovem mandou confeccionar uma faixa em homenagem aos portadores de Síndrome de Down. No próximo dia 03 de Junho, à partir das 12:00 estaremos realizando a IV Feijoada da FJV 26ª Família. No Maranhão, em São Luis, no dia 06 de outubro de 2007 vamos comemorar nossa 1°Sede, buscando sempre o Resgate da Historia de anos na luta por um Vasco vencedor e por uma Força Jovem imbatível em nossa cidade e em todo Brasil.
Enquanto por todo o Brasil as “famílias” da FJV faziam as suas festas de confraternização, no Rio de Janeiro, as relações da torcida com o dirigente principal foram abaladas com o péssimo segundo turno no campeonato brasileiro. Aliado a isso as eleições no clube de 2006 (estavam na Justiça) esquentavam o clima com a disputa acirrada entre a situação e a oposição capitaneada por Roberto Dinamite. “O Presidente interino do Vasco ficou bastante irritado com as vaias e xingamentos que recebeu durante a partida Vasco 1 x 2 Internacional, em São Januário, realizada em 04 de novembro. Após o segundo gol do Internacional, muitos torcedores, inclusive vários da Força Jovem, passaram a hostilizar o dirigente e gritaram o nome de Roberto Dinamite”[1].
Pouco meses depois da FIFA ter escolhido o Brasil para sediar a Copa do Mundo em 2014, a preocupação dos dirigentes era com a estrutura “ultrapassada” dos estádios e o comportamento violento das torcidas organizadas. Um confronto que juntou as torcidas de Vasco e Botafogo contra a torcida do Flamengo na Praça XV, foi o grande destaque da imprensa no final de ano que acompanhou a operação policial desencadeada após o episódio, que terminou com a morte de um torcedor-símbolo da Torcida Jovem do Flamengo, Germano Soares, de 44 anos.
As imagens do confronto foram divulgadas pela imprensa através das câmeras de inúmeros prédios da região:mostram a truculência dos grupos, que transformaram as ruas do Centro em praça de guerra naquele dia. Torcedores do Vasco e do Botafogo aparecem armados com paus, barras de ferro, morteiros, pedras e faca. Até uma cadeira foi usada como arma. O confronto, que saiu da Praça 15 para as principais ruas do Centro, parou o trânsito por 10 minutos”[2].
Ao todo foram 28 torcedores presos e outros considerados foragidos da Justiça. Entre os acusados estavam: o segundo sargento fuzileiro naval Aleksander dos Santos Barbosa, o Chernobil; Guilherme Guimarães de Andrade; Jonathan Fernandes dos Santos;Mauro Ribeiro de Paiva; Robson Moreira da Cruz; e Rafael da Silva Rodrigues, que está foragido, além de um menor. Apontados como líderes da torcida vascaína, Robson aparece nas imagens jogando pedras no grupo rival, e Rafael, segurando blusa que testemunhas dizem ser de Germano, tirada dele depois de espancado”.
O inquérito de 520 páginas acusa as torcidas Força Jovem do Vasco e Fúria Jovem do Botafogo de promoverem atos de violência, corrupção de menores e consumo de drogas. Dos 28 capturados, metade tem menos de 18 anos, entre os foragidos estava “um dos principais alvos da DPCA é o lutador  de Muay Tai Leonardo Scorza, o Russo. Ele aparece nas imagens do confronto segurando uma cadeira e uma faca. O lutador também foi flagrado no lugar onde Germano foi agredido”.
A vítima do Flamengo era uma figura conhecida entre os torcedores e era constantemente identificada como uma das lideranças nos confrontos comandados pelos rubro-negros, inclusive na morte de um torcedor do Botafogo dois anos antes: “ele tinha passagens pela polícia: três vezes por agressão, uma por ameaça e outra por tentativa de homicídio. Numa das brigas em que se envolveu, levou facada na cabeça. Germano ficou preso por um mês após briga, em 2005, em que botafoguense foi morto, em Barra do Piraí”.
O clima entre as torcidas rivais promete ser mais tenso no ano que vem. No clube, a disputa jurídica entre o grupo de Eurico (presidente) e a oposição, liderada por Roberto Dinamite, prosseguia intensa e continuará sendo alvo de constantes polêmicas entre os partidários da cada lado.
 Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.


[1] Fonte: www.supervasco.com
[2] Fonte: O Dia Online

Vasco Maracanã 2007

Vasco Jornal Extra 2007