segunda-feira, 30 de setembro de 2013

FORÇA JOVEM 1978: IMPACIÊNCIA DA TORCIDA PREOCUPA FANTONI

Depois, no Bar do Clube, numa conversa com o Diretor de futebol, Antônio Figueiredo, o Supervisor Murilo de Carvalho e o Chefe da Torcida Força Jovem, Ely Mendes, Fantoni pediu que a Torcida tenha paciência.
“A influência da Torcida é decisiva nos jogos em São Januário. Com 10 minutos de jogo já está exigindo que o time vá todo a frente, abandonando a esquematização tática.”
Ely Mendes compreendeu a posição de Fantoni e prometeu tentar controlar os torcedores.
“Mas creio que isso é pouco provável. O torcedor gosta de ver muitos gols e acredita sempre que seu time marcará muitos, principalmente quando joga em seu campo. Ninguém está preocupado com esquemas ou se o adversário está fechado na defesa. O torcedor quer é ver gols. Muitos.”
Fonte: Jornal O Globo 09 de Julho de 1978

Força Jovem Jornal O Globo 1978

Força Jovem Jornal O Globo 1978

FORÇA JOVEM 1978: VAIAS PARA HELINHO

“Ela pode pedir quem quiser, mas não admito que tire a tranqüilidade da equipe, vaiando ou exigindo a presença de qualquer jogador logo no início das partidas”.
Helinho, que saiu da equipe justamente por causa da Torcida, afirmou que não está aborrecido.
“O técnico decide, eu acato as ordens. Se o torcedor não gosta de mim, paciência. Minha preocupação é com o time e somos líderes, mesmo com a minha escalação no meio campo. A Torcida não deve ter tanta razão assim.”
A Diretoria do Vasco também está preocupada com o fato e é possível que os Chefes de Torcida sejam convocados na próxima semana a são Januário para explicar os motivos das vaias e a marcação a Helinho, Ely Mendes, Chefe da Força Jovem, confirmou que os torcedores não gostam do jogador.
“Não sei o motivo, mas eles detestam o futebol de Helinho”.
Fonte: Jornal O Globo 07 de Maio de 1978

Força Jovem Jornal O Globo 1978

Helinho

domingo, 29 de setembro de 2013

FEMININA CAMISA 12 1978: GRÊMIO X VASCO DONA ADÉLIA A MAIOR VÍTIMA

Com 12 pontos no supercílio, fratura no nariz e olho direito machucado, Adélia Coimbra, de 67 anos, a maior vítima da violência dos torcedores do Grêmio contra a Torcida do Vasco durante o jogo de domingo no Estádio Olímpico, voltou ontem de ônibus para o Rio.
Dona Adélia, Tia do atacante Zico e integrante da Torcida Feminina Camisa 12 do Vasco, não teve condições de embarcar para Campinas, onde o time jogará amanhã contra o Guarani. 
Ela contou a agressão que sofreu.
“Os policiais encarregados da segurança ficaram olhando a gente apanhar da Torcida do Grêmio e não deram nenhuma proteção. Depois, essa Torcida ficou jogando coisas em cima da gente e acabei recebendo uma garrafada no rosto. Foi a garrafada que me deixou mal.”
Logo depois do incidente, Dona Adélia foi levada para o Pronto Socorro de Porto Alegre, auxiliada pela Chefe da Torcida Feminina, Iara Barros. 
Depois de medicada, recebeu a visita do Presidente Agathyrno Gomes, que decidiu leva-la para o Hotel Everest, onde ela ficou até ontem a tarde no quarto 710. 
Nesse quarto, Dona Adélia também recebeu as visitas de Roberto, Mazaropi e Guina.
Iara Barros disse que Dona Adélia chegara muito contente a Porto Alegre, porque tinha completado 67 anos durante a viagem, dia 28, comemorando o aniversário no ônibus. 
A Chefe da Torcida também viajou para o Rio e pediu que o pai de Zico, irmão da torcedora, fosse espera-las hoje, as 19 horas, na rodoviária.
“Ela esta mal e precisa repousar para se recuperar da garrafada”.
Fonte: Jornal O Globo 01 de Agosto de 1978


Feminina Camisa 12 Jornal O Globo 1978

Feminina Camisa 12 Jornal O Globo 1978




FORÇA JOVEM 1978: GRÊMIO X VASCO, A GUERRA DOS BAMBUS

NAS ARQUIBANCADAS A AGRESSÃO AOS CARIOCAS
A violência que era esperada dentro de campo e a caçada a Guina, prometida pelos jogadores do Grêmio e incentivada pelo fanatismo de grande parte da imprensa gaúcha, não ocorreram...
Fora do campo, nas arquibancadas e gerais do acanhado Estádio Olímpico, sem condições para um jogo decisivo entre times de grandes torcidas, houve de tudo: além da violência, também o insólito, o misticismo, essa arma usada pelo massagista Santana, conhecido pai de santo.
No momento em que o time do Vasco entrou em campo e saudou a Torcida, Santana tirou de um saco duas galinhas e soltou-as, atraindo a atenção.
As vaias ao Vasco foram substituídas por risos da caçada que os gandulas, medrosos, faziam as galinhas.
Depois que conseguiram, elas foram amarradas pelos pés e impiedosamente jogadas para a Torcida. 
A reação foi a prevista, exaltados torcedores torceram os pescoços das pobres galinhas e as atiraram de volta ao gramado. Coincidência ou não, nesse momento, diante da atônica defesa do Grêmio, Roberto marcava o gol.
A comemoração da Torcida do Vasco, provocou a ira dos gremistas, que passaram a agredir os cariocas no intervalo. 
Estes tentaram resistir, usando os paus de suas bandeiras rasgadas e atiradas para o ar. 
Um torcedor Vascaíno, sangrando, teve de ser retirado por duas pessoas, já que a Polícia, apesar das promessas da Diretoria do Grêmio, nada fez para impedir a violência. 
Só no final, depois que nada mais podia fazer, quando o Grêmio já estava irremediavelmente eliminado, foi que alguns policiais se lembraram de dar proteção a pequena mas alegre torcida que não se cansava de gritar Vasco, Vasco, Vasco, tendo nas mãos pedaços de suas bandeiras e uma faixa aberta, saída não se sabe de onde. “Até Campinas”. 31 de Julho

NAS ARQUIBANCADAS, O REFLEXOS DA AGRESSIVIDADE NO CAMPO
Plano geral da Torcida. Briga

CLOSE: O rosto de uma mulher de 60 anos, vestida com a camisa do Vasco, sendo carregada por outros torcedores. O sangue escorre de profundo corte na testa.

CORTE: Zoom aproximando a Torcida. Nas arquibancadas, comprimidos pela enorme massa gremista, o reduzido número de torcedores do Vasco está sendo agredido. Garrafadas, pedradas, mastros de bandeiras transformados em porretes.

CORTE: Um torcedor, com um bambu que minutos atrás era mastro de bandeira, atinge a cabeça de um torcedor com a camisa do Vasco.

CORTE: Close na velhinha carregada. Ela e hora, um repórter aproxima-se. Como foi? Uma cacetada na cabeça.

DIA 31 DE JULHO DE 1978: No Estádio Olímpico, em Porto Alegre, uma sequencia de cenas de violência para Bareta e Kojak, nenhum botar defeito. A cores, via Embratel, a televisão mostrava para todo Brasil o jogo em que o Vasco e Grêmio disputavam o direito de passar as semifinais do Campeonato Brasileiro. E, embora o jogo tenha sido disputado com rispidez, em termos de violência o que ocorreu dentro de campo perdeu de goleada para o que se viu nas arquibancadas.
A violência no futebol brasileiro não se limita mais as tradicionais brigas entre jogadores, dirigentes e juízes. O torcedor também entrou na guerra. E talvez seja o mais empolgado com ela.
“Ninguém fugiu. Apanhamos, mas também batemos um bocado. E lógico que levamos desvantagem, pois eles estavam em maioria. O troco, porém, pode demorar, mas não deixará de ser dado. O Grêmio virá jogar no Maracanã e ai será a hora de acertarmos as contas.” Bradava, na volta ao Rio, Ely Mendes, Chefe da Força Jovem.
Nervoso, Ely garantia que a Torcida do Vasco já sofrera problema semelhante e soubera esperar, para dar o revide na hora certa.
“Quando fomos a Londrina, no Campeonato Brasileiro passado, também fomos recebidos com pedradas e pauladas. Tudo bem. Esperamos e no dia em que eles vieram jogar aqui, decidindo a vaga, jogo que o Londrina venceu por 2 a 0, fomos a forra com juros. Não quisemos brigar dentro de São Januário, para que o Estádio não corresse risco de intervenção. Esperamos que eles saíssem e foi uma festa. Ainda mais porque estávamos com a cabeça quente pela derrota.Tem torcedor do Londrina correndo até hoje. Os do Grêmio receberão, no mínimo, o dobro do que nos fizeram em Porto Alegre.”
Fonte: Jornal O Globo 31 de Julho e 10 de Dezembro de 1978


DEPOIMENTO DE PORTUGUÊS
“O Estádio Olímpico estava em obra e a Polícia botou a gente no meio do povão do Grêmio, essa guerra ficou conhecida na época como a Guerra dos Bambus, pois rolou bambuzadas para todos os lados." Falou Carlinhos Português.

Força Jovem Jornal O Globo 1978

Força Jovem Jornal O Globo 1978

Força Jovem Jornal O Globo 1978

Força Jovem Jornal O Globo 1978

Força Jovem Jornal O Globo 1978

Força Jovem 1978

Força Jovem Jornal O Globo 1978



sábado, 28 de setembro de 2013

FORÇA JOVEM 2013: /+/ CHURRASCO DA UNIÃO SINISTRA /+/ DA 32ª FAMÍLIA MARANHÃO

Venha e participe do Churrasco da União de Torcidas mais antiga do Brasil!
Data: 28 de Setembro 2013
Apenas R$ 25,00
/+/ open bar
/+/ churrasco
/+/ piscina
/+/ DJ Parmalat
/+/ pelada das Torcidas
Local: Chácara Santa Lúcia, Rua Bento Neves, 200, Estrada de Ribamar. (Mapa no Grupo)
Mais informações (98) 8893 3996 e/ou 8827 6134
Obs: Uso obrigatório das camisas FJV ou MV.
/+/ Família 32 /+/
Desde 2006

Força Jovem 1º Churrasco União Sinistra da 32ª Família Maranhão 2013

FORÇA JOVEM E TOV 1978: CARAVANAS

BAHIA: Os torcedores que quiserem assistir ao jogo de domingo, em Salvador, ainda poderão encontrar passagens durante todo o dia, em São Januário, com Ely Mendes, Chefe da Força Jovem. O preço é de Cr$ 650.00 ida e volta. (14 de Abril)

VOLTA REDONDA: A Força Jovem, uma das Torcidas Organizadas do Vasco, já está vendendo passagens para o jogo de domingo em Volta Redonda. O preço é de Cr$ 70,00 ida e volta. Os interessados podem comprar as passagens em São Januário ou na Rua da Conceição nº 32. (24 de Abril)

CURITIBA: A Torcida Força Jovem está formando uma caravana para ir a Curitiba domingo, cada passagem ida e volta custa Cr$ 350,00 e o embarque é Sábado as 16h30m, em frente a Sede do Clube. As passagens podem ser reservadas com Ely Mendes em São Januário, das 9 as 19 horas, em Niterói, Rua Visconde de Itaboraí 347 loja 5. (25 de Maio)

CAXIAS DO SUL: As Torcidas Força Jovem e TOV estão organizando uma caravana para o jogo contra o Caxias, em Caxias do Sul RS, quarta feira. A passagem custa Cr$ 700.00. A caravana da Força Jovem sairá de São Januário as 12 horas de segunda feira. A da Torcida Organizada (TOV) do mesmo local as 19 horas. Informações e reservas em São Januário diretamente com César (TOV) e Ely Mendes (Força Jovem). (15 de Julho)
Fonte: Jornal O Globo 10 e 24 de Abril, 25 de Maio, 15 de Julho de 1978

Força Jovem Jornal O Globo 1978

Força Jovem Jornal O Globo 1978

Força Jovem Jornal O Globo 1978

Força Jovem e TOV Jornal O Globo 1978



FORÇA JOVEM 1978: FAIXA PARA ROBERTO

Nas arquibancadas, uma faixa com os dizeres:
Roberto, A Explosão do Gol”.
Fonte: Jornal O Globo 10 de Abril de 1978

Força Jovem Jornal O Globo 1978

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

FORÇA JOVEM 1978: UMA BANDA COM 100 MÚSICOS

Uma banda de 100 músicos, contratada pela Força Jovem, dará apoio a Torcida e tocará sem parar os sucessos do carnava de 1978. 
Haverá também muito confete, serpentina e alegorias de mão.
Fonte: Jornal O Globo 29 de Janeiro de 1978

Força Jovem Jornal O Globo 1978

Força Jovem Jornal O Globo 1978

VASCONÇALO 1978: TORNEIO DE MALHA EM SÃO GONÇALO

Transformada em centro das atenções sociais e esportiva de São Gonçalo, a pista de malha do Clube Mauá recebeu grande público, entre curiosos e aficionados  para assistir durante o fim de semana a disputa da 10ª Taça Brasil de Malha, da qual participaram 60 malheiros dos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais....
As Torcidas futebolísticas do Flamengo e Vasco, de Niterói e São Gonçalo, a Flaponte e a Vasconçalo, foram convidadas pelo Presidente do Clube, Sidnei Monteiro e compareceram para torcer pela representação local, já que “mais do que no futebol, a torcida é fator importantíssimo para uma equipe chegar a vitória, isso deu ao Mauá 90 por cento das chances de conquistar a Taça Brasil de Malha”.
Fonte: Jornal O Globo 03 de Janeiro de 1978

Vasconçalo Jornal O Globo 1979

Vasconçalo Jornal O Globo 1978

Vasconçalo Adesivo

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

MOTIVASCÃO 1979: HISTÓRIA

Torcida Organizada do Vasco do Bairro de Rocha Miranda, que foi fundada em 10 de Junho de 1979 e acabou na década de 1980 (tenho registro até 1989). 
Teve como Chefe Carlos César Goulard até 1984 e depois Ivan Victorino.
A primeira Sede ficava na casa de Carlos César, na Rua Bagdá 34, Rocha Miranda e depois passou para Rua das Turquesas 278, Rocha Miranda no Rio de Janeiro.


Motivascão Maracanã 1980

Motivascão Maracanã 1981

Motivascão Jornal dos Sports 1979

Motivascão Jornal dos Sports 1979





VASCORAÇÃO 1986: HISTÓRIA

Fundada em 14 de Dezembro de 1986, e acabou em 1991, teve como Chefe Edmar de Souza que se uniram a Anarquia e fundaram a Guerreiros da Colina.
O ponto de encontro da Torcida era a Rua Marquês de Abrantes número 19, Bairro do Flamengo, Rio de Janeiro.
Foi convidada a integrar e fazer parte da fundação da Torcida Anarquia em 1988, mas seu Edmar não aceitou e a Torcida continuou.
“Não sei se alguém vai lembrar ou esteve nesse jogo, nos meados dos anos 1990, se não me engano por ano 1991, não me lembro bem a data.
O jogo era Vasco x Atlético Paranaense, em Curitiba, o seu Edmar antigo Presidente da Torcida Vascoração, estava fundando uma nova Torcida que era Guerreiros da Colina.
A estréia da Torcida estava marcada pra esse jogo, mais só que ele fez umas das maiores burradas da vida dele, pois abriu a faixa junto com as dos Fanáticos do CAP, já que ele tinha e tem muita amizade com os antigos cabeças dessa Torcida, só que o pessoal da Torcida do Vasco se revoltou e tentou arrancar a faixa e ameaçou ele e o Alex, tanto que eles tiveram que ficar lá por um dia e voltar de rodoviária. Ali nascia uma Torcida e ao mesmo tempo acabava ali mesmo kkkkkkkkkkkkkk”, Falou Francisco Português
“Vamos colocar os pingos nos is... Meu amigo Português se equivocou em alguns dados. 
É verdade, que a Vascoração foi convidada a participar da Fundação da Torcida Anarquia, também foi convidada a Vasboavista, que optaram seguir só, pois a ideia na época era ter uma 2ª Torcida bem forte.
A Anarquia, foi fundada em 22/06/88, (Vasco Cocada Campeão) e seguiu até 1991.
Após isso, os integrantes restantes da Anarquia (Marcelo Bacalhau, China, Glória), se juntaram aos integrantes da Vascoração (Edmar, Alex e Marcelo Mouta) que estava acabando e lançaram a Guerreiros da Colina no antigo Jornal dos Sports.
A Torcida nunca chegou a ser fundada, devido as grandes dificuldades encontradas dentro do próprio Vasco.
O que aconteceu, é que os integrantes Edmar e Marcelo Bacalhau na semana do jogo do Vasco no Pinheirão (2x1 Vasco) estavam em Curitiba a convite dos Fanáticos participando da festa de aniversário deles e foram ao jogo, onde abriram a única bandeira confeccionada e penduraram a faixa ao lado dos Fanáticos.
Não houve qualquer ameaça ou tentativa de se tirar a faixa por parte da Torcida do Vasco que na época ainda era aliada da Torcida do Coxa. 
Esse foi o único jogo em que a Guerreiros da Colina atuou, no Brasileiro de 1991.
Até hoje, a amizade com os Fanáticos permanece, e, em todos os anos, somos convidados a participar da festa deles, assim como acontece aqui no Rio com a Torcida do Botafogo que são fechadas com a Gaviões e chamam os Vascaínos para participar de suas festas.” Disse Marcelo Bacalhau

Vascoração Maracanã 1987


Vascoração Maracanã 1987


Vascoração Maracanã 1988



quarta-feira, 25 de setembro de 2013

VASCO 1976: O VASCO DA GAMA É QUEM O CANTA

Sendo Clube mais carioca, o Vasco é também o Clube da Música Popular Brasileira de um modo geral e do samba carioca em particular (o número de sambistas importantes Vascaínos é maior do que a soma de todos os outros que torcem por outros Clubes)
Eis alguns Vascaínos: Pixinguinha, Clementina de Jesus, Nelson Cavaquinho, Ismael Silva, Paulinho da Viola, Francis Hime, Jamelão, Gutemberg Guarabira, Xangô da Mangueira, Zé Keti, Lúcio Alves, Doris Monteiro, Araci de Almeida, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Luíz Gonzaga Junior (Gonzaguinha), Rui e Magro (do MPB 4), quase todo o conjunto Nosso Samba, quase todo o conjunto Novos Baianos, Joel Nascimento (bandolim) e seu irmão, o violinista Joir, Maestro Severino Filho, Carlos José, Roberto Nascimento, Jorge Goulart, Paulo Jobim e outros (na Literatura, bastam dois nomes: Carlos Drummond de Andrade e José Rubens Fonseca).
Perguntado certa vez pelo Clube que torcia, Noel Rosa respondeu que gostava daquele onde jogava Fausto, também conhecido como “A Maravilha Negra”. Fausto jogou muito tempo no Vasco, o único Clube, aliás, citado duas vezes em música de Noel. 
Jacob do Bandolim  por sua vez, era o time onde jogava o Zizinho,  mas batizou um dos seus belos choros de “Vascaíno”.
O Vasco, o Clube da preferência de três Presidentes da República (Getúlio Vargas, Juscelino Kubitscheck e João Goulart), foi muitas vezes tema de nossa música popular, não só através de compositores consagrados como também pelo criador anônimo, já que a sua Torcida, como tem demostrado no Maracanã, é a mais criativa de todas.
O fascínio exercido pelo Clube na música popular é tão grande que até compositores notoriamente rubro negros tiveram que se render a sua imensa popularidade e colocá-lo como tema de suas músicas. 
Ari Barroso, por exemplo, faz com Antônio Nássara a Marchinha carnavalesca que abria com o nosso grito de guerra:

CASACA
“Casá, Casá
Casá, casá, casaca
A Turma é boa
É mesmo da Furzaca!”

NO BOTECO DO JOSÉ
Outro rubro negro, Wilson Batista, estourou no carnaval de 1946 com uma outra marcha interpretada por Linda Batista (em 1945, fomos Campeões Carioca Invictos):
“Vamos lá que hoje é de graça
No boteco do José
Entra homem, entra menino
Entra velho se quiser
É só dizer que é Vascaíno
E que é amigo do Lelé”

ZUM ZUM
No fim do campeonato de 1950, quando o Vasco voltou a ser Campeão a marchinha “Zum-Zum”, de Paulinho Soledade e Fernando Lobo. Ganhou uma paródia da Torcida para saudar a vitória contra o América no jogo decisivo:
“Zum-Zum-Zum-Zum
Zum-Zum-Zum-Zum
Vasco dois a um
Ademir pegou a bola
E desapareceu
Foi mais um campeonato
Que o Vasco venceu”

Anos mais tarde, surgiu um samba do jovem compositor Francisco Leonardo que infelizmente não fez muito sucesso, mas falava do operário que trabalhava muito, pegava o trem de marmita na mão e aos domingos, incorporava a Torcida Chefiada por Dulce Rosalina (TOV). Gostava principalmente da letra desse samba porque abordava um aspecto que é pouco divulgado: o Vasco é o Verdadeiro Clube do povo. 
Segundo várias pesquisas, ele perde para o Flamengo, Fluminense e Botafogo na classe A, só é superado pelo Flamengo na Classe B e ganha na classe C (existe um crioulo desdentado na Torcida do Flamengo, mas só para ser filmado pelo rubro negro Carlinhos Niemeyer para o Canal 100).
O campeonato de 1970 rendeu as seguintes músicas para o carnaval de 1971:
“Vascão 70” (Alcione, Edson Ladislau e Manoel Cardoso Rodrigues), “Vascão 70” (Leonel da Cruz e Armando Soares Brandão) e “Vasco Campeão” (Nilo Azevedo e Herminio Sinelli). 

VASCÔ, Ô, Ô, Ô
Nessa altura, a Torcida já havia criado muitas músicas, dentre as quais aquela que, de tão bonita, parece uma sinfonia de Beethoven:
“Vascô, ô, ô, ô
Vascô, ô, ô, ô”

Zanata confessou certa vez que a partir do momento em que a Torcida canta assim, os jogadores se sentem como dopados e partem para cima do adversário, com um furor incrível. O Fluminense que o diga.
Lembra-se da virada do dois a zero para três a dois.
Agora mesmo, o compacto mais vendido no Brasil é o que contém o samba “oi Compadre” de Martinho da Vila, o mesmo autor do “Calango Vascaíno”. 
Em “Oi Compadre’, ele conclama a Torcida a ser mais fiel, “do que a fiel corintiana , frase que rima com esse verso de fazer inveja a Fernando Pessoa: “Vascaíno não se engana.”
Fonte: Jornal O Globo por Sérgio Cabral 29 de Setembro de 1976

Vasco Jornal O Globo Sérgio Cabral 1976

Força Jovem Jornal O Globo 1976

FORÇA JOVEM, TOV E FEMININA CAMISA 12 1973: VASCO X FLAMENGO 5 FAIXAS DAS TORCIDAS

Ely Mendes, Chefe da Torcida Força Jovem, chegou ao Estádio, as 11 horas, com as faixas e bateria.
O número de faixas da Torcida Vascaína foi reduzido, ontem:
Cinco, destacando-se a da Torcida Força Jovem, colocada sobre o placar eletrônico que fica atrás do gol da Av. Maracanã.
Outras faixas: “Ter Moisés e Alfinete é ter um Vasco forte”, “Torcida Organizada (TOV)”, “Vasco é Vasco, o resto é resto”, e Torcida Feminina Camisa 12”.
Fonte: Jornal O Globo 23 de Julho de 1973

Força Jovem, TOV e Feminina Camisa 12 Jornal O Globo 1973

Força Jovem Maracanã 1973

Força Jovem e Leões Vascaínos Maracanã 1973

terça-feira, 24 de setembro de 2013

TOV 1971: QUEM FUROU O BUMBO

Choveu pacas e não deu jogo. Mas os torcedores renitentes estavam reunidos na passarcia da arquibancada discutindo seríssimos e importantes problemas das Torcidas Organizadas.
Existem certas particularidades que a Torcida, de um modo geral, não manja.
Um dia, o Juarez, Chefe da Torcida Organizada do Bangu me disse:
“Nunca mais eu boto bateria na minha Torcida”.
Ante minha estranheza Juarez explicou.
“Um dia, no jogo contra o Flamengo, organizei a bateria. Custou uma nota. Nós não tínhamos instrumentos e tive de alugar na Escola de Samba de Bangu. Bem, até ai tudo certinho. Chamei a turma e ninguém queria vir.”
Contratei a própria turma da bateria da Escola. Foram quarenta e cinco figuras. 
E a instrução era a seguinte, quando o Bangu atacasse, a bateria também mandava brasa pra animar a turma, certo?
“Eu também achei que o plano estava certo. Mas ai o Juarez aparteou feroz:
“Certo uma ova! Tá bom? O seguinte caso é que quando o Flamengo atacava é que a bateria se entusiasmava. Todo mundo era Flamengo e eu dissolvi, eles. Tomei os instrumentos e foi um custo. Fui miseravelmente traído."
É assim que esta gente simples, que forma as Torcidas Organizadas, sente os problemas dos dias de jogos. 
Eles se julgam tão importantes e decisivos como os próprios jogadores.
Quando os rubros negros hostilizam o Vasco com aquela: É bacalhau.. é bacalhau. 
E o Vasco responde: É urubu...é urubu. 
Eles no duro, estão fazendo suas jogadas perturbadoras para o adversário. 
E olhem que não muito, mas até uma certa medida, perturbam mesmo.
E o tal negócio do time da casa que com Torcida grande, leva vantagem sobre o adversário.
Mas aconteceu uma coisa muito séria no Maracanã que esta desafiando as autoridades. Como todos sabem, lá existem várias Salas das Torcidas, de guardas instrumentos das baterias, de bandeiras grandes e pequenas, de talco do Fluminense, faixas contra e a favor de Diretorias e outras coisas necessárias ao bom andamento das partidas. Bem na semana passada, assaltaram a Sala do Fluminense e foi aquela destruição.
O Bolinha (Chefe da Torcida) ficou desesperado. Oito milhões em prejuízo. 
Não sobrou nenhum bumbo inteiro. Tambores, cuícas e tamborins, tudo furado. 
Obra de visigodos. Quem foi? 
Logo disseram que tinha sido o Flamengo. Mas o Flamengo tinha jogado a última vez, na sexta feira 19, e só voltou ao Maracanã no dia 27. 
O Flamengo anda meio embrisorado mas não esteve lá.
O Botafogo esteve e ganhou seu jogo caminhando e foi para o Espirito Santo.
Séria desconfianças sobre o Vasco. O Vasco levou um couro do Fluminense e se estrepou contra o Olaria.
Dulce Rosalina repete com veemência o assalto. 
“Nós sabemos quanto custa organizar uma Torcida. Eu não deixo mais nada lá porque levam tudo”. 
Mas o caso é que não levaram nada. Só tiraram uma espécie de forra. 
Os visigodos arrebentaram tudo. Mas é elementar, meus caros leitores. 
Se não foi o orgulhoso Botafogo que está em estado de graças e se Dulce jura que não foi o Vasco, deve ter sido o Olaria que anda chateado poque empatou como Flamengo e com o Vasco. 
Ai quebrou todos os troços do Fluminense.
Fonte: Jornal O Globo Coluna de João Saldanha 30 de Março de 1971

TOV Jornal O Globo 1971



LEÕES VASCAÍNOS 1969: LEÕES A SOLTA

Sujeito chega na arquibancada do Maracanã com a bandeira do Vasco, olha para um lado e depois para o outro.
“Diabo, para onde é que eu vou? Tem Torcida do lado de lá e do lado de cá...”
Na dúvida, fica mesmo do lado de cá, perto das cabines de rádio. Quando vai entrando no grupo, misturando-se ao povo Vascaíno, é seguro pelo braço.
“É dos nossos ou é dos deles?”
O homem não ia ao Maracanã fazia tempo, não sabe nem o que responder:
“Sou Vasco, ué. Não tá vendo a bandeira? Ou tá achando que eu sou espião de Torcida.”
O Homem que o segurava pelo braço faz cara feia:
“Que você é Vasco eu sei. Quero saber é se é nosso ou das deles.”
Explique-se, os “nossos”, no caso, são as que torcem liderados por Dulce Rosalina, os “deles” são os que formam a Torcida Dissidente, agora denominada de Leões, estão realmente a solta. 
O negócio está sendo levado tão a sério, que até Sede já possuem, na Rua Benjamin Franklin, na Tijuca.
Domingo, houve missa, inauguração da Sede e depois uma Grande Feijoada.
E eles estão dispostos a acabar com a outra Torcida e tirar as dúvidas dos Vascaínos que entram com bandeiras e não sabem onde torcer.
E afirmam: Leões são feras. Os outros.... Bem, deixa isso prá lá. “
Fonte: Jornal O Globo 19 de Agosto de 1969

Leões Vascaínos Jornal O Globo 1969

Leões Vascaínos Jornal O Globo 1973

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

FORÇA JOVEM 2013: EM DIA DE ROCK IN RIO, IRON MAIDEN E VASCO VOLTAM A SE ENTRELAÇAR

Maior Organizada do Clube, Força Jovem, que adota o mascote da banda, terá encontro com músicos em hotel neste domingo dia 22 de Setembro.
Em 2001, ingleses assistiram ao título brasileiro do Gigante da Colina
Responsável por popularizar a banda de rock Iron Maiden entre os cruz-maltinos, a Organizada Força Jovem do Vasco reencontrará os músicos ingleses 12 anos após o primeiro contato. Os astros recepcionarão os torcedores no hotel onde estão hospedados no Rio de Janeiro neste domingo. 
Os Vascaínos levarão camisas, casacos, bonés e bermudas para brindá-los.
O Iron Maiden e o Vasco construíram um laço forte que teve início no final da década de 1980. Fãs da banda, os dirigentes da Força Jovem na época resolveram adotar o mascote da banda "Eddie" em seus materiais. 
Primeiramente, surgiu uma bandeira em 1987 com uma imagem que lembrava o lendário álbum "The number of the beast". No ano seguinte, uma outra homenageava o álbum "Made in Japan".
Entusiasmados com o sucesso, torcedores passaram a pintar Eddie em suas camisas.
Na década de 1990, blusas e os demais materiais da Organizada já vinham bordados com o mascote, e um bandeirão deu o tom do tricampeonato carioca no Maracanã.
O auge do laço entre Iron Maiden e Vasco aconteceu em 2001, quando, a convite da Força Jovem, o baixista Steve Harris e o guitarrista Janick Gers assistiram à final da Copa João Havelange entre o Gigante da Colina e o São Caetano no Maior do Mundo. Como generosidade, os músicos brindaram a torcida com uma réplica de Eddie.
Recentemente, Steve Harris colocou sua casa de campo, localizada em Sheering (ING), à venda. A curiosidade é que, na foto divulgada, há uma flâmula da Força Jovem no bar da residência.
Assessor da Organizada, Helder Francisco, que coincidentemente tem o apelido de Eddie, destaca a relação e revela que, por pouco, os músicos não tocaram no Rock in Rio de 2001 com a camisa da torcida:
- Eles adoram o Vasco e adoram a Força Jovem. Para eles foi motivo de orgulho ver o símbolo deles estampado em uma Torcida de futebol, esporte que eles gostam muito. Eles iriam tocar com a nossa camisa em 2001, mas a organização do evento proibiu. Esses caras deviam ser flamenguistas - provoca, se referindo aos organizadores.
O Iron Maiden será a banda que encerrará a edição de 2013 do Rock in Rio neste domingo. O show está previsto para às 0h05.
Fonte: Jornal O Lance 22 de Setembro de 2013

Força Jovem e Iron Maiden Jornal O Lance 2013

Força Jovem e Iron Maiden Maracanã 2001

Força Jovem e Iron Maiden Maracanã 2001

Força Jovem e Iron Maiden Maracanã 2001

Força Jovem e Iron Maiden Maracanã 2001

Força Jovem e Iron Maiden Maracanã 2001


FORÇA JOVEM 2013: A FESTA DA 18ª FAMÍLIA

Aconteceu no dia 21 de Setembro de 2013, A Festa de 19 anos da 18ª Família Juíz de Fora no Clube Nova União em Juíz de Fora.

Força Jovem Festa da 18ª Família Juíz de Fora 2013

domingo, 22 de setembro de 2013

FORÇA JOVEM 1977: TORCIDAS CONDENAM AS AGRESSÕES

As Torcidas Organizadas do Vasco vão iniciar esta semana uma campanha para que não sejam mais atiradas garrafas e pedras durante os jogos em São Januário.
Ely Mendes, Chefe da Força Jovem, ficou aborrecido com os incidentes de domingo.
“Essa atitude parte de torcedores que não pertencem as Torcidas Organizadas.
Na minha Torcida ninguém atira garrafas no campo. Faço questão de manter disciplina.”
Os Chefes de Torcida Organizada concluíram que este acontecimentos estão prejudicando o próprio Clube e as garrafas atiradas em campo enervam os jogadores, que além da preocupação com o jogo, ficam com a atenção voltada para a reação dos torcedores.
Fonte: Jornal O Globo 29 de Novembro de 1977

Força Jovem Jornal O Globo 1977

Força Jovem Jornal O Globo 1977

Força Jovem São Januário 1977

FORÇA JOVEM 1977: NOVAS FILIAIS PELO BRASIL

E a Força Jovem esta abrindo filiais em outras Capitais.
Já tendo aderido Brasília, Goiânia, Recife, Florianópolis, Belém, São Paulo e Amapá.
Fonte: Jornal O Globo 27 de Novembro de 1977.

RECIFE
Av. Conde de Boa Vista 250/509 Bloco B Edifício Ipanema Recife Pernambuco

BRASÍLIA PRESENTE
Alô amigos. Especialmente você que é Vascaíno, mora em Brasília e quer associar ao Vasco e a Força Jovem (Facção mais vibrante do Rio), não perca tempo. Escreva para QNO II Conjunto D, casa 02, Setor Oeste de Taguatinga ou para o Hotel Nações, HS 4, bloco I.
Vamos unir-nos uma aos outros e sob as asas da Matriz do Rio de Janeiro, fundarmos a Força Jovem, aqui na Capital da Republica.
Ribamar Almeida Gomes DF
Fonte: Jornal dos Sports 14 de Dezembro de 1977

IRMÂOS VILLAS BOAS
"Em 1977 se não me falha memória, a FJV tem uma filial em Brasília, através dos irmãos Villas Boas, Francisco e Lindomar, que antes moravam no Riachuelo e foram morar em Brasília, com isso chegando lá resolveu e pediram então para o Ely Mendes autorização para se criar a FJV de Brasília, o mesmo não só dando autorização como enviando camisas e bandeira da Torcida, acho que foi a pioneira em outro Estado no Rio de Janeiro." Disse Carlinhos Português.

Força Jovem Jornal  O Globo 1977

Força Jovem Jornal dos Sports 1977

Força Jovem Jornal  O Globo 1977

Força Jovem Jornal  O Globo 1977