sábado, 29 de abril de 2017

PEQUENOS VASCAÍNOS, FORÇA JOVEM E TOV 1977: CONCURSO DE TORCIDAS ORGANIZADAS

Foi realizado um Concurso de Torcidas Organizadas promovido pela Torcida Cortes Flu de Niterói e divulgado pelo Jornal dos Sports em homenagem as Torcidas Organizadas, as senhoras da beleza do futebol.
Foram dias de Concurso, 70 dias de novas amizades. Grande Participação das Torcidas Tricolor e vascaína e em menor escala da torcida do Flamengo. 
A participação dos botafoguenses não foi grande, mas a dos americanos foi, relativamente bastante satisfatória. Enfim, todos participaram cariocas, paulistas e com grande destaque os mineiros torcedores do Atlético.
A Pequenos Vascaínos alcançou o triunfo em quatro itens, a Torcida Fiel Tricolor e Young Flu venceram  em três itens cada. Outras que venceram: Gaviões da Fiel, Fla 12, TOB do Botafogo, Inferno Rubro, Flu Rei, Força Jovem, TOV, Flumassa e Charanga do Flamengo.

RESULTADO FINAL
Item 1) MAIS VIBRANTE DO RIO: Campeã Young Flu, seguido da Pequenos Vascaínos.
Item 2) MAIS VIBRANTE DO BRASIL: Campeã Gaviões da Fiel, seguido da Torcida Fiel Tricolor
Item 3) MAIS VIBRANTE DE CADA CLUBE DO RIO:
Fluminense: Campeã Young Flu, seguido da Flu Rei
Flamengo: Campeã Fla 12, seguido da Charanga Rubro Negra
Vasco: Campeã Pequenos Vascaínos, seguido da TOV
Botafogo: Campeã TOB Organizada do Botafogo, seguido da Jovem Unifogo
América: Campeã Inferno Rubro, seguido da Organizada do América
Item 4) A MELHOR UNIFORMIZADA: Campeã Pequenos Vascaínos, seguido por Flachopp
Item 5) A MAIS LINDAS BANDEIRAS: Campeã Pequenos Vascaínos, seguido pela Força Flu
Item 6) A DE MAIOR NÚMEROS DE BANDEIRAS: Campeã Young Flu, seguido pela TOV
Item 7) A DE NOME MAIS ORIGINAL: Campeã Flu Rei, seguido pela Pequenos Vascaínos
Item 8) A MAIS SIMPÁTICA: Campeã Torcida Fiel Tricolor, seguido da Pequenos Vascaínos
Item 9) A MAIS CRIATIVA: Campeã Força Jovem, seguido da TOV
Item 10) A DE MELHOR BATERIA: Campeã Pequenos Vascaínos, seguido da Flu Rei
Item 11) A MAIS FIEL: Campeã TOV, seguido da Flu Rei
Item 12) A DE MAIORES BANDEIRAS: Campeã Torcida Fiel Tricolor, seguido da Força Jovem
Item 13) A DE MAIS LINDA FAIXA: Campeã Flumassa, seguido da Pequenos Vascaínos
Item 14) A MAIS ORGANIZADA: Campeã Torcida Fiel Tricolor, seguido da Pequenos Vascaínos
Item 15) A MAIS FAMOSA: Campeã Charanga Rubro Negra, seguido da Flu Rei.
Fonte: Jornal dos Sports 21 de Outubro, 29 e 30 de Dezembro de 1977

Pequenos Vascaínos, Força Jovem e TOV Jornal dos Sports 1977

Pequenos Vascaínos, Força Jovem e TOV  Jornal dos Sports 1977

Pequenos Vascaínos, Força Jovem e TOV  Jornal dos Sports 1977

Pequenos Vascaínos, Força Jovem e TOV  Jornal dos Sports 1977




sexta-feira, 28 de abril de 2017

PETROVASCO 2017: HISTÓRIA

FUNDAÇÃO
Em um almoço entre amigos surgiu a idéia de se criar uma Torcida que reunisse pessoas com dois sentimentos em comum: o amor pelo Clube de Regatas Vasco da Gama e o orgulho de trabalhar na Petrobras, a maior empresa do país.
Assim, em 02 de Abril de 2011, foi fundada a Petrovasco.

OBJETIVOS
Nossos objetivos estão relacionados e desenvolver, defender e participar de iniciativas que incentivam a profissionalização, democracia e a renovação do Vasco.
- Promover a integração entre os membros da Torcida, seja nos jogos, seja em atividades como encontros, celebrações e debate.
- Apoiar e divulgar as campanhas internas e externas dos produtos e serviços ligados ao Vasco, utilizando sempre que possível as novas mídias e redes sociais.
- Ajudar a aumentar o quadro de sócios do Clube, inclusive via campanhas internas para adesão. Quanto mais sócios, mais recursos e mais participação.
- Participar ativamente, elogiando os acertos e criticando os erros. Apresentar sempre que possível sugestões de melhoria para a Diretoria.

DESDE NOSSA CRIAÇÃO
- Encontro com o ídolo: Homenagem a ídolos do passado com uma grande festa. Já foram homenageados Geovani, Carlos Germano e Valdir Bigode.
- Visita guiada a São Januário: Visitas para conhecer o nosso glorioso Estádio, que gerou um relatório com tour de visitação sugerido, entregue a direção do Clube.
- Comemoração de 1 ano da Torcida: Ocorrida no CEPE-Barra, com direito a jogo contra o time de veteranos do Vasco, formado por Odvan, Alex Pinho, Pimentel, Ernani, Sorato e Vivinho, entre outros.
- Dia do Sócio: Recepção em São Januário exclusiva para membros da Petrovasco que desejam associarem-se ao Clube. Em um dia, mais de 30 novos sócios!
- Recordar é Viver: Assistimos a final da Libertadores de 1998 ao lado dos ex jogadores Donizete, Odvan e Valber, que participaram da partida e contaram muitas histórias sobre nossa maior glória, conquistada no ano do Centenário.
- Participação ativa nas eleições do Vasco em 2014, com a organização para petrovascaínos de apresentação seguida de debate com cada um dos candidatos a presidência do clube.
- Apoio em projetos que beneficiam o Clube, como o “Vasco Divida Zero”. “Enquanto Houver um Coração Infantil” e crowdfunding para a reforma do Ginásio de São Januário e o Mosaico na final do Carioca de 2015.
Gostou? Faça parte do nosso grupo mandando um email para petrovasco-subscribe@yahoogrupos.com.br ou acesse: faceboock.com/petrovasco ou o site www.petrovasco.com.br

LOCALIZAÇÃO EM SÃO JANUÁRIO
Em São Januário a Torcida se encontra no 2º bloco de cadeiras a esquerda da entrada das sociais.

Petrovasco 2017

Petrovasco 2017




quinta-feira, 27 de abril de 2017

OLAVASCO 1975: VENHA PARTICIPAR DA OLAVASCO

SALVE A OLAVASCO
Queríamos avisar aos interessados em participar da Torcida Olavasco, que já podem fazer as reservas de camisas na Rua Dr Alfredo Barcelos, na Estação de Olaria, e favor avisar a turma da Olavasco, para que estejam firmes no dia 23 de Março de 1975, quando seremos apresentados oficialmente como mais uma força para o nosso Vascão. E salve a Olavasco
Felipe, Bebeto, Quin e Roberto – Comando Olavasco (11/03)

A EXORCI-VASCO DÁ AS BOAS-VINDAS
“ Alô rapaziada responsável pela nova Torcida, que vai pintar nos Estádios. Estou me referindo aos Diretores da Olavasco. Nós da Exorci-Vasco, além de lhes dar as boas-vindas, gostaríamos de nos colocarmos ao inteiro dispor de todos vocês, para o que porventura precisarem. Formamos no time que objetiva tão somente dar ao Vasco o que o Vasco realmente merece. E como a Olavasco, temos certeza  de que o mesmo objetivo nosso.”     
Marquinhos, Valmir e Valfrido – Comando da Exorci-Vasco (14/03)
Fonte: Jornal dos Sports Coluna Bola em Jogo 11 e 14 de Março de 1975

Olavasco Jornal dos Sports 1975

Olavasco Jornal dos Sports 1975

Olavasco Jornal dos Sports 1975

quarta-feira, 26 de abril de 2017

TORCIDA DO VASCO 1928: O VASCO DA GAMA PERDE UMA VETERANA E BENEMÉRITA TORCEDORA

Teve logar domingo último, as 10 horas, o enterramento de D. Margarida da Silva Lages Nogueira (viúva Nogueira), no Cemitério da Ordem Terceira de N. S. do Monte do Carmo.
Qual é o sócio do Vasco da Gama que não conheceu a veterana e Benemérita torcedora D. Margarida que foi esposa do dedicadíssimo tesoureiro José Nogueira, falecido em 1911 e que em 1900, na teor das emergências da vida do Grêmio Cruzmaltino (pois acabava de se dar a cisão entre os sócios o que deu resultado a fundação do Club Internacional de Regatas, emergência que trouxe ao club graves apreensões, graças a tenacidade e grande amor de José Nogueira, que sempre animado e impulsionado por sua esposa, deu ele o necessário lenitivo para o prosseguimento do Vasco da Gama e assim, tendo como auxiliar seu cunhado Francisco da Silva Lages, no cargo de Diretor de Regatas, aguentou e tentou com alto valor o prestigio que já após sua fundação possuía o Grêmio de Cruz de Malta?
Qual Vascaíno que não viu D. Margarida desde a fundação do Club a incutir animo e força de vontade aos remadores durante a temporada dos ensaios, nas madrugadas frigidas de junho a agosto, para que levassem o barco a meta do vencedor?
Qual aquele que deixou de vela sempre alegre a entusiasmar a rapaziada para colher novos louros para o Vasco da Gama? Era ela quem conduziu grupos de famílias, com moças de ares festivos e cheias de entusiasmo, quer nas regatas, quer em pic-nics, e quantas vezes ela chorou de alegria ou de tristeza, conforme a sorte, o resultado final de uma prova esportiva.
São pessoas como esta de que muito precisam os Clubs na sua formação, para poderem alcançar as culminâncias do progresso.
Fonte: Jornal O Paiz 02 de Maio de 1928

Vasco Jornal O Paiz 1928

Vasco Jornal O Malho 1928

terça-feira, 25 de abril de 2017

FORÇA JOVEM 1983: DIA DO TORCEDOR E VIOLÊNCIA NOS ESTÁDIOS

A morte de Ruy Leite (Presidente da Flachopp) não pode ser esquecida. E não será. A violência entre os torcedores tem que acabar.
E vai acabar. O apelo de Zico, ontem, no Jornal dos Sports, sensibilizou a todos os Chefes de Torcidas do Rio.
De imediato, duas providências já foram tomadas: a partir de 1984, o dia 21 de Dezembro, quando morreu Ruy Leite, será o Dia Do Torcedor. A segunda, uma reunião de carácter urgente entre os Chefes de Torcida, para definir as medidas que serão adotadas contra a violência.
Helena Lacerda (Fluminense), Ely Mendes (Vasco), Verinha (Flamengo) e Russão (Botafogo) foram os primeiros a se manifestar, ontem. Todos profundamente tocados pelo apoio de Zico e saudosos, acima de tudo um grande torcedor.
Tentamos outros contatos, infelizmente não completados. Mas temos certeza de que nomes como Sérgio Ayub (Fluminense), Armando Giesta (Fluminense), Toninha (Flamengo), Dario (América) e Tião Colorido (Bangu) concordam com a sugestão, endossam o momento e, como legítimos Chefes de Torcida, repudiam esta violência.

ELY MENDES
“O apelo de Zico foi realmente tocante e sensacional. Eu continuo dizendo que, de 10 anos prá cá, o Maracanã virou palco de violência. Hoje é guerra, não é mais apenas Torcida. Eu me lembro do tempo em que tive o prazer de conviver com Jaime de Carvalho, do Flamengo, um Chefe de Torcida que só transmitia respeito e amor.
E a violência nos estádios?
Existe sim, com cenas das mais deprimentes. As pessoas precisam saber ganhar, para saber perder. A morte do Ruy, um amigo de mais de sete anos, com quem, inclusive, promovi um Torneio de Torcidas, foi a pior coisa que poderia nos acontecer. O problema da violência é a formação de vários grupos, bastante conhecidos de todos, inclusive de polícia, que vão para os estádios para tudo, menos pra torcer. “No dia em que as autoridades quiserem acabar com isso, acabam mesmo.”
OBS: Ruy Leite morreu de um ataque de coração depois de alguns aborrecimentos.
Fonte: Jornal dos Sports 23 de Dezembro de 1983

Força Jovem Jornal dos Sports 1983



segunda-feira, 24 de abril de 2017

PEQUENOS VASCAÍNOS, VASCOCOTA, VASBICÃO, VASNOGUCHI, VIGAVASCO E VASCAÍNOS DA MANGUEIRA 1980: 10º CAMPEONATO DE PELADA SÉRIE TORCIDAS

A equipe da Torcida Jovem do Embalo conquistou de maneira brilhante o Título de Campeã da Série de Torcida do 10º Campeonato Carioca de Pelada, promovido pelo Jornal dos Sports, sob o patrocínio exclusivo de Rainha Calçados e Materiais Esportivos Ltda, ao derrotar por 4 a 2 a forte equipe da Flappagallo, em partida que levou enorme público ao campo número 1 do Parque do Flamengo.
As Torcidas do Vasco que participaram ficaram na seguinte colocação.
Em 6º Lugar a Pequenos Vascaínos A, em 11º lugar a Pequenos Vascaínos B, 15º lugar a Vascocota, em 22º Lugar a Vasbicão, em 30º lugar a Vasnoguchi, em 36º lugar a Vigavasco e em 39º lugar a Vascaínos da Mangueira num total de 50 participantes.
Fonte: Jornal dos Sports 14 de Novembro de 1980

10º Campeonato de Pelada 1980

10º Campeonato de Pelada Pequenos Vascaínos 1980
10º Campeonato de Pelada Vasbicão 1980

10º Campeonato de Pelada Vasnoguchi 1980

10º Campeonato de Pelada 1980


domingo, 23 de abril de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1991 A VOLTA DAS FAMÍLIAS AOS ESTÁDIOS

                             “A importância e o poder de decisões dessas pessoas nos
                              clubes está muito grande e tomando um caminho perigoso.”
                                          Zagallo – técnico do Vasco em 1991

1991             A Volta das Famílias aos Estádios

        O crescimento vertiginoso da FJV que chegou a triplicar de tamanho levou os diretores da associação dar um novo passo para a sua melhor organização em meados do ano, dividindo a torcida em várias regiões[1] da cidade do Rio de Janeiro e Niterói. Tudo isto foi decidido após um estudo de viabilidade e segurança de cada núcleo que passou a ser chamado de “família”. Coube a região do Méier, local simbólico de origem da torcida e principal local de arregimentação de torcedores vascaínos, ser a “1ª Família”. Também foi nesta área que surge a primeira sede da associação.
A idéia inicial era garantir o entrosamento e o bom relacionamento entre os membros de um mesmo local e facilitar o encontro dos torcedores para seguirem juntos para os estádios. Por outro lado, facilitar a comunicação entre os diretores (“cabeças”) e as novas lideranças, bem como os novos adeptos.
            Uma mudança importante em julho de 1991 veio com a criação do GEPE (Grupamento Especial de Policiamento nos Estádios) pelo recém-eleito governador Leonel Brizola e seu vice, Nilo Batista, que também acumulava o Secretario de Segurança. O GEPE era um órgão ligado a Policia Militar do Rio de Janeiro com a função específica de adotar medidas inovadoras no combate a crescente violência entre as torcidas organizadas na cidade. Com uma política de orientação menos repressiva e mais preventiva, o GEPE procurou um diálogo não só com os torcedores para adotar suas ações como também inovou entrando em contato com Mauricio Murad, professor de Sociologia na UERJ e fundador do Núcleo de Sociologia do Futebol[2] em 1990. Na ocasião, os policiais foram convidados para palestras na Universidade, além da troca de informações com outras instituições que estudavam a violência urbana.
            Nestes anos os jornais fazem inúmeras matérias contra as organizadas, especialmente sobre a Força Jovem, sempre com uma ênfase negativa, com títulos pejorativos, com insinuações de relações perigosas, enfim, desvalorizando a organização e privilegiando os aspectos mais polêmicos, embora estes já permeassem o universo das torcidas há muitos anos.
            Estes são alguns dos exemplos que podemos comprovar do processo de “destruição” das torcidas feitas pela imprensa:
 1 - FORÇA JOVEM: QUANDO A PRESSÃO DA TORCIDA É A VOZ DOS CARTOLAS
Contratadas ou subvencionadas pelas Diretorias de seus Clubes, várias Torcidas Organizadas servem para fazer o que espertos Cartolas evitam pessoalmente. E caso se sintam mais seguras até influem na queda de Presidente, como já aconteceu no Flamengo (...)
Com extrema habilidade, os Dirigentes utilizam, se necessário, as Torcidas Organizadas como massa de manobra. No atual Campeonato Brasileiro, isso ficou claro duas vezes.Quando queriam demitir Zagalo, mas não sabiam como, recorreram a Força Jovem, que passou a perseguir o Treinador até deixá-lo em situação insustentável”[3].
2 - FORÇA JOVEM E PEQUENOS VASCAÍNOS: PAIOL DAS TORCIDAS NO MARACANÃ PODE FECHAR:
A violência no clássico de domingo no Maracanã entre as Torcidas do Vasco e Flamengo pode ter decretado o fim da ocupação de Salas especiais no Estádio pelos torcedores organizados.
O subsecretário de Esporte do Rio, Valter Oaquim admitiu ontem despejar as Torcidas das Salas que usam para guardar material e cortar as vantagens dadas e seus Chefes, como o ingresso gratuito para organizar o grupo em dias de jogos[4].
            Por outro lado, contraditoriamente foi comum ainda encontrar no mesmo período matérias extremamente positivas sobre as mesmas torcidas, com exaltação da figura de seus membros e da paixão desinteressada pelo clube, funcionando quase que como propagandas oficiais:
 1 – “FORÇA JOVEM EM DEFESA DO VASCO DA GAMA SEJA ONDE FOR: Em um grupo de Jovens fãs do Clube de Regatas Vasco da Gama, todos moradores do Méier, resolveu fundar uma Torcida Organizada, que daria muito o que falar nos anos seguintes, o que faz, aliás, até hoje. Surgia então a Força Jovem, considerada hoje a maior facção de Torcida do Vasco, com cerca de 7 mil sócios. Embora disponham atualmente de 2 salas, uma no Maracanã e outra em São Januário, e estejam próximo de ganhar uma terceira, desta vez no Centro, é numa casa do Méier, de propriedade do sócio Hadson Caputo, que os membros da Força Jovem se reúnem em dias normais. Acostumados a defender e a gritar pelas cores do time da cruz de Malta, onde quer que seja (até mesmo fora do Brasil) os rapazes, a proporção de moças na Torcida é bastante pequena, menos de 10% do total, repudiam o rótulo de briguentos e selvagens (...)Hoje a Força conta até com o boletim Informativo, mantido através de anúncios de comerciantes Vascaínos. Gerida como uma Empresa, a Torcida tem um Presidente, um Vice Presidente Geral e mais 3 específicos (Patrimônio, Finanças e Social), 10 diretores (Bandeiras, Bateria, Salas, Festas e Eventos, Carteirinhas, Relações Públicas, Comunicação, Vendas, Mensalidades)”[5].
2 - FESTA EM PRETO E BRANCO:
Tendo o Vasco da Gama como uma paixão, provavelmente a maior de suas vidas, os torcedores quando não estão numa arquibancada fazendo uma festa em Preto e Branco com muito samba, geralmente estão sonhando com o dia em que reviverão esses momentos. Nos dias de grandes clássicos no Maracanã, a Força Jovem apresenta a multidão presente ao Estádio cerca de 80 bandeiras e uma bateria (chamada por eles de nota 10) composta por oito surdos, 15 repiniques, 15 caixas e uma quantidade enorme de chocalhos e tamborins.“E estamos aprontando aquela que será a nossa maior bandeira, com 60 metros quadrados. Ela trará estampada nosso símbolo o Eddie, mascote da banda de heavy metal Iron Maiden,” diz Roberto Monteiro. O Eddie aliás, já aparece em alguns adesivos da Força.Eddie, aliás já aparece em alguns adesivos da Força Jovem.
Sobre rivalidade entre Torcidas de Estados diferentes, eles explicam que ela fez com que surgisse também amizade, como é o caso do bom relacionamento que hoje une a Torcida do Vasco com a do Palmeiras, de São Paulo. “Tudo começou num jogo entre Palmeiras e Flamengo no Maracanã. Naquele dia, torcedores do time paulista pediram a nós que levantássemos uma bandeira do Vasco no meio da Torcida deles, para mexer com os flamenguistas. Começou ali então uma amizade que cresceu muito com o passar dos anos. Sempre que vamos a São Paulo somos bem recebidos por eles, e vice-versa quando eles vêm ao Rio”, diz Roberto, apontando para um troféu na estante dado pela Mancha Verde, uma das facção palmeirenses. Outra ligação dos Vascaínos é com a Torcida do Atlético Mineiro. Do mesmo modo, os rubros negros se consideram amigos dos torcedores do Corinthians, em São Paulo, e do Cruzeiro, em Belo Horizonte. Nessas andanças, os jovens já estiveram em praticamente todos os Estados brasileiros e ainda em países como o Chile e o Paraguai. Também já enviaram representantes as últimas Copas do Mundo (1982, 1986 e 1990). Através dessas peregrinações eles fizeram contatos com Torcidas de países da Europa, e guardam hoje um grande acervo de fotos de Torcidas Italianas, Espanholas, Portuguesas, Alemãs, Inglesas e até Iuguslavas. A Força Jovem já chegou a ser tema de reportagem publicada na revista Italiana “Supertifo”, especializada em Torcidas Organizadas[6].
            Outras reportagens explicam de forma didática como se formam as alianças, embora estes acordos já fossem feitos há mais de 5 anos, mas só agora a imprensa procurava entender as lógicas das rivalidades entre as torcidas dos diferentes estados: “se duas torcidas de clubes diferentes são amigas, elas formam a união, espécie de convênio que, além da amizade entre os torcedores, aumenta a segurança dos que viajam para outros estados acompanhando os clubes. Cariocas, paulistas e mineiros, principalmente, se ajudam entre si, quando uma torcida de fora viaja e pode encontrar outra rival pela frente. Hospedam os companheiros, vão aos jogos com eles e enfrentam o inimigo. É comum ver torcedores do Rio irem até São Paulo “dar uma força aos amigos de lá que também vem aqui nos clássicos em que há perspectiva de porrada.” Conheça as uniões e rivalidades:
Flamengo: Tem união com as Torcidas do Corinthians e do São Paulo. No entanto os rubros negros são inimigos mortais dos torcedores do Palmeiras, Santos e Atlético MG.
Vasco: Os Vascaínos são unidos a palmeirenses e atleticanos. Não suportam o pessoal do Corinthians, São Paulo e Cruzeiro. Recentemente arranjaram mais uma rivalidade, com a Torcida do Internacional de Porto Alegre.
Botafogo: Também tem união com Atlético Mineiro e Palmeiras. São rivais declarados dos torcedores do Corinthians, São Paulo, Cruzeiro e Portuguesa.
Fluminense: A facção Força Flu tem união com os santistas da Sangue Jovem. Os tricolores não se dão com palmeirenses, saopaulinos e atleticanos”[7].
            Em resposta as inúmeras acusações, parte dos torcedores começou a responder na imprensa na seção “carta de leitores” suas impressões sobre o aumento dos confrontos entre as torcidas. Entretanto foram poucos jornais que deram espaço, com exceção do Jornal dos Sports com sua coluna “Bate-bola” onde se permitiu a livre circulação da opinião dos torcedores. Aliás, neste ano, a Força Jovem foi a vencedora do Troféu “A Correspondente do Ano”. Em um tempo que não existia a internet, o JS foi o grande veículo de manifestação do pensamento dos torcedores: “NÓS FAZEMOS A FESTA. Reconhecemos que a violência existe, mas o problema é mundial, e não somente no futebol. A torcida organizada Força Jovem do Vasco, não é uma gangue e nem quadrilha. Somos os responsáveis pela alegria e a beleza dos estádios de futebol. Nós damos o colorido, preparamos a festa com faixas e bandeiras, papel picado e damos o som com a nossa bateria fazendo aquele carnaval, empurrando o Vascão para as grandes vitórias. Os componentes brigões estão na faixa de 17 a 23 anos, são os teenagers, que se afirmam agora como homens. Nós da FJV somos homens e responsáveis. Temos profissão definida e não vivemos de futebol. Pelo contrário, tiramos de nosso bolso para levar a Torcida avante. Abel Silva (Tubarão), 4ª Família de Vilar dos Telles”.
            O clima de rivalidade entre as torcidas de Vasco e Flamengo se intensificou nestes últimos 5 anos e, praticamente em todos os jogos, ocorriam ameaças, brigas e confrontos em torno do estádio: “ENTERRO NO MARACANÃ: Vasco x Flamengo, a Força Jovem proporcionou um dos momentos mais engraçados da história do Maracanã, com um enterro simbólico da Torcida Jovem do Flamengo, com direito ao Padre Passa Fome e caixão na arquibancada e a bateria tocando a marcha fúnebre”. Na verdade o motivo do enterro era a morte de um torcedor do Flamengo assassinado por um vascaíno. Esta, talvez, tenha sido a primeira morte envolvendo as duas torcidas que continuaram o enfrentamento com o uso de armas de fogo pela primeira vez: “As cenas de violência ocorridas no Maracanã, antes e durante a partida entre Vasco e Flamengo, ainda são comentadas em São Januário. Enquanto Antônio Brás, Chefe da Força Jovem, acredita que, contra o Fluminense, o ambiente estará menos carregado, componentes da Torcida Organizada do Vasco (TOV), prevêem mais confusão.“Há rivalidade com todos os times e a Torcida Força Jovem do Vasco parece gostar de briga”, diz Amâncio César da TOV.Alguns dos componentes desta facção foram acusados de disparar contra rubro-negros. Brás está otimista, mas reconhece ser difícil controlar 2 mil componentes de sua Torcida.“Já expulsamos 32 esse ano, mas é difícil evitar tumultos”[8].
            O confronto de maior visibilidade entre as torcidas vascaínas e rubro-negras aconteceu numa partida de basquete no Maracanazinho. No dia seguinte as reportagens esportivas eram todas referentes ao massacre sofrido pelos rubro-negros ( em menor numero). O pouco quantitativo de policiais contribuiu para que os incidentes não ficassem apenas no plano verbal. A cena mais chocante e exibida pelas TVs durante vários dias foi a de um torcedor do Flamengo sendo arrastado pelas arquibancadas, sendo covardemente agredido por vários torcedores. O clamor da imprensa para medidas contra as torcidas se intensificou neste segundo semestre.
            A possibilidade de medidas conjuntas para evitar novos confrontos entre os diferentes atores sociais era vista com ironia pela imprensa que trata as iniciativas de dirigentes e torcedores como verdadeiras farsas para encobrir um problema sem solução: “No churrasco da Paz, promovido ontem pelas Torcidas Organizadas de Vasco e Flamengo, com o apoio financeiro das Diretorias dos Clubes, faltaram carne, cerveja e torcida, cerca de 30 pessoas apenas compareceram. Paz houve. Também a promessa do mesmo estado de ânimo no clássico de hoje por parte dos principais chefes das duas torcidas. Na garagem destinada ao remo do Flamengo, na Lagoa, via-se ontem a tarde mais jornalistas do que pessoas vestidas com camisas dos Clubes. Não se pode dizer, no entanto, que os poucos torcedores não se confraternizaram. Leonardo Ribeiro, da Torcida Jovem do Flamengo, que gosta de ser chamado de Capitão Léo, abraçava-se a Antônio Brás, da Força Jovem, e mantinham conversas em separado. Evandro Bocão, da Raça Rubro Negra, dividia a mesma lingüiça com Érico, da Força Independente Vascaína.Na hora de cortar o primeiro pedaço de alcatra, oferecida pelo Vice Presidente do Vasco, Eurico Miranda, alguém brincou.“Esse churrasco é de carne de torcedor”. Um outro não perdeu a vez: “E esta envenenado”. As duas caixas de cerveja em lata, doadas pelo Presidente do Flamengo, Márcio Braga evaporaram em dez minutos, avidamente consumidas pelos barrigudos chefes de Torcida e alguns nem tão magros jornalistas. A exceção de Evandro Bocão, todos criticaram a iniciativa da Polinter de fichar criminalmente os chefes de torcida que forem flagrados fazendo baderna” [9].
No final do ano, as eleições em São Januário ocorrem com pouca participação e a vitória da dupla Calçada-Eurico, com 1.206 votos, contra a oposição, liderada por Luso Soares e Fernandão, com 612 votos. É o inicio de um grupo que, aos poucos, com muita dificuldade, consegue reunir associados que dariam formação ao MUV (Movimento Unido Vascaíno).
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.


[1] Eram os seguintes os locais de pontos de encontro: MÉIER: Shopping Center do Méier.ZONA NORTE: Praça Saens Penã.PIEDADE: Norte Shopping. MADUREIRA: Tem Tudo (Bob’s). ZONA SUL: Rio Sul. ZONA LEOPOLDINA: Planalto (Bonsucesso). NITERÓI: Plaza Shopping. NOVA IGUAÇU: Praça da Liberdade. CAMPO GRANDE: Bangu (em frente ao Bradesco). JACAREPAGUÁ: Sendas da Taquara.
[2] Neste período defendi a minha monografia, sendo a primeira pesquisa universitária sobre as torcidas organizadas cariocas. Em São Paulo, Luiz Henrique Toledo defendia seu mestrado estudando sobre as torcidas paulistas.
[3] Fonte: Jornal do Brasil 26 de Maio de 1991.
[4] Fonte; s.d.
[5] Fonte: Jornal O Globo 21 de Agosto de 1991
[6] Fonte: Jornal O Globo 21 de Outubro de 1991   
[7] Fonte desconhecida.
[8] Fonte: Jornal O Globo 20 de Setembro de 1991.
[9] Fonte: Jornal do Brasil 24 de Novembro de 1991.


Vasco Maracanã 1991

Vasco Maracanã 1991


sexta-feira, 21 de abril de 2017

FORÇA JOVEM 2017: NOTA OFICIAL - NOVA SEDE

O Grêmio Recreativo Torcida Organizada Força Jovem, vem comunicar que após 12 anos, a instituição volta a contar com uma sede recreativa.
A nova sede contém 2.070m² de área construída, localizada a 300m do Estádio São Januário.
Serão divulgados os horários de funcionamento, endereço e calendário de eventos, assim que se finalizarem as manutenções para recebimento dos sócios.
A Diretoria agradece aos associados e principalmente ao Vereador Marcello Siciliano, pela confiança no trabalho de reestruturação, profissionalização e descriminalização do Grêmio, e informa que a sede foi apenas a primeira conquistas de muitas pelo objetivo de transformar novamente a Força Jovem em uma potência no âmbito nacional.
Confira o álbum de fotos tiradas nos bastidores do pronunciamento transmitido ao vivo dia 18/04/2017 ás 20h:
Att.: G.R.T.O. Força Jovem
"NINGUÉM FICA PRA TRÁS"

Força Jovem 2017

quarta-feira, 19 de abril de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1990 DERROTAS NA AMÉRICA, ITÁLIA E BRASIL

                                 “Da porrada na Raça e na Fiel, Força Jovem é cruel, el, el”
                                             Canção contra as principais rivais do RJ e SP

1990           Derrotas na América, Itália e Brasil

O ano começaria com grandes expectativas para a torcida vascaína pois disputaríamos nossa segunda Taça Libertadores e tínhamos vários jogadores em nível de seleção que se preparava para o mundial em junho na Itália.
È a década de maior sucesso para a Força Jovem que se torna a principal torcida organizada no Rio de Janeiro, junto com a Raça Rubro-negra. Neste período a FJV adquire status de uma organização popular de alto nível de mobilização de jovens, capaz de incomodar os poderosos dirigentes no campo esportivo e, por outro lado, foi o alvo de constantes perseguições da imprensa, polícia e cartolas.
Em março (dias 15 e 16) assume a presidência da República, Fernando Collor, 40 anos e torcedor do Flamengo. Logo em suas primeiras ações governamentais ele surpreenderia a nação com a criação do Plano Collor, um plano que, entre outras medidas, congela a poupança dos brasileiros para controlar a inflação que chegou até 84% no mês anterior.
Alheios às turbulências políticas e econômicas da vida nacional, um grupo da TOV resolve fundar sua própria torcida no dia seguinte ao Plano Collor, era fundada a torcida Tulipas Vascaínas, lideradas por antigos membros da TOV. Teve como ponto de encontro o Bar do Valdir, no Maracanã, onde um grupo de amigos se reunia para bater papo, jogar cartas e, é lógico, tomar uma cervejinha bem gelada. O coletivo incipiente endossa o coro de não ser mais uma “torcida de briga”: “é lastimável que as torcidas organizadas, tenham em seus quadros sociais, componentes que não entendem o verdadeiro espírito de união de um grupo que se diz organizado. Que esses arruaceiros  acordem a tempo antes que os estádios se esvaziem de vez”, argumenta César David, representante do grupo.
Foi uma associação que conseguiu se manter ativa e com vida própria nos próximos anos. Com um grupo reduzido mas animado, a torcida procurou não entrar em oposição com o principal dirigente vascaíno.
Outra torcida que manteve o apoio integral a Eurico nos anos 1990 foi a Pequenos Vascaínos que completava 15 anos. Liderada por um comerciante (Zeca) em todo o período ficou como o 3ª maior agrupamento em toda a década. A Pequenos Vascaínos procurava seguir uma linha equidistante da FJV e proclamava sempre sua “filosofia” com uma faixa ao lado de sua principal: “Vamos torcer sem violência”.
Basicamente a vida do clube nesta década girou em torno da figura do dirigente Eurico Miranda e de sua principal torcida organizada: a Força Jovem. Eurico e a FJV dominaram as atenções nos jornais e no xadrez do campo esportivo, cada movimento de uma peça gerava a reação imediata do outro lado. Em princípio a vantagem foi do cartola que se elegeu deputado federal em 1994 (85 mil votos com apoio da FJV) e o mesmo cargo em 1998 (105 mil votos sem apoio da torcida).
            Em campo, os jogadores vencem a Taça Guanabara em 1990, fazendo a torcida acreditar na volta da seqüência positiva de vitórias desde 1987, interrompida pelo campeonato de 1989 pelo Botafogo. E foi com o alvinegro, campeão do segundo turno que o Vasco decidiu o campeonato. Com um regulamento confuso, a última partida teve um desfecho inusitado com as duas torcidas comemorando o título e os dois times dando a volta olímpica. No tempo normal ocorre a vitória do Botafogo por 1 a 0 e na prorrogação empate sem gols. Nos dias seguintes enquanto dirigentes e torcedores discutiam quem foi o campeão, a federação confirmou o resultado final a favor do clube da Zona Sul.
            A partir daí, as duas torcidas, que sempre foram unidas e deram inúmeros exemplos de cordialidade, passam a se estranhar. O desfecho foi uma briga entre as organizadas no final do ano durante uma partida de juniores entre os dois clubes no estádio de Caio Martins, em Niterói. As imagens do conflito foram amplamente exploradas pela imprensa nos dias seguintes.
            Dificuldade maior sofreram os jogadores e o técnico da seleção brasileira, Sebastião Lazaroni, em junho após a eliminação para a Argentina na pior campanha das últimas 3 Copas. Todos os craques foram recebidos no aeroporto carioca com protestos e xingamentos. A torcida recepcionou o grupo jogando dinheiro nos atletas acusando-os de “mercenários”.
            Lazaroni vai ser um dos mais hostilizados neste período, sendo acusado de mudar o estilo de jogo brasileiro com a escalação de um terceiro zagueiro, ao adotar o líbero. Esta posição não era uma novidade no futebol europeu, mas o fracasso no mundial serviu de pretexto para a revolta.
            Dos convocados por Lazaroni, cinco eram do Vasco (Acácio, Mazinho. Bismarck, Tita e Bebeto) mas nenhum deles se tornou titular durante a competição. Entre os titulares, a maioria atuava no exterior, assim como outros reservas (no total, 12 jogavam na Europa e 10 no Brasil).
            Em ano de eleição para deputados e governadores, as torcidas começam a serem rotuladas pela imprensa como organizações que agrupavam pessoas desonestas e facilmente manipuladas por dirigentes que se transformavam em políticos. Em duas reportagens podemos constatar isto. Na primeira, com o título “Espertos tomam conta das torcidas”[1], aponta-se para o uso freqüente dos torcedores como cabos eleitorais de dirigentes como, por exemplo, Marcio Braga. O amor desinteressado dos torcedores do passado seria suplantado pelos interesses pecuniários que comandariam as ações dos novos torcedores.
            Em outra reportagem, a matéria ironiza a ausência de protestos da torcida do Vasco mesmo com o time ficar 15 jogos sem vencer no campeonato brasileiro, pois “o clima é de harmonia entre time e torcida”, afirma o texto jornalístico[2].
            A Força Jovem continuava um processo de fortalecimento interno e de grande repercussão para os próximos anos. Praticamente são nestes anos (final dos anos 1980 e início de 1990), que vários cânticos, bandeiras, comportamentos, gestos e atitudes se tornam a marca registrada da organização. A começar pela coreografia e o principal grito de guerra:
Força Jovem em Posição, pra dispersar a multidão,
Força Jovem em Movimento, pra dispersar o bem nojento,
Acima de Tudo, Abaixo de nada, FOR-ÇA JOV-EM VAS-CO.
EU SOU DA FORÇA JOVEM EU SOU, O BICHO VAI PEGAR E NINGUÉM VAI ME SEGURAR....
Este é o período que a torcida lança seu primeiro informativo, ganha o logotipo com as letras góticas, participa de viagens para Argentina e Colômbia e se apresenta na Rádio Capital as segundas-feiras para defender a agremiação e assegurar a confiança dos dirigentes do clube na maturidade das novas lideranças.
 Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.


[1] Fonte: Folha de São Paulo 03 de Julho de 1990.
[2] Fonte: Jornal do Brasil 07 de Outubro de 1990.

Vasco 1990

Vasco Jornal da Força Jovem 1990

terça-feira, 18 de abril de 2017

TUV 1955: TORCIDA PRESENTE NA FINAL CAMPEONATO JUVENIL

Parecia quer se tratava de um jogo da divisão, mas que realmente interessante. 
O Estádio do Bonsucesso, local do match decisivo do Campeonato de Juvenis, entre Vasco e Madureira, se encheu de uma Torcida entusiasmada e vibrante, que foi ali para aplaudir os futuros campeões da Cidade. 
Destaca-se, como em outras oportunidades, a Torcida Uniformizada, com quase todos os seus componentes, com o famoso tocador de clarim no bambu (Domingos Ramalho), com a simpatia e graça irradiantes de Margarida Portugal, uma das responsáveis pela criação da Torcida. E no final, a vitória espetacular, pelo score de 6 x 0, refletindo uma superioridade demonstrada desde os primeiros minutos, pelos pupilos de Eduardo Pelegrini.
Ao final do match a invasão do gramado pela Torcida,os jogadores e o técnico carregados em regosito, a camisa de Ivo Marues (diretor de futebol) rasgada em pedacinhos e levados como recordação pelos seus amigos. 
E o delírio da garotada Vascaína, muitos dos quais se deixaram vencer pela emoção e choravam.
Fonte: Jornal Diário da Noite 25 de Janeiro de 1955

TUV Jornal Diário da Noite 1955

Vasco Revista Esporte Ilustrado 1955

segunda-feira, 17 de abril de 2017

TORCIDAS DO VASCO 1977: AMIZADE COM A TORCIDA DA PONTE PRETA

Somos da Torcida Urangus – Força Pontepretana se Incentivo, a maior Torcida Organizada da A. A. Ponte Preta e vimos pelo presente comunicado convidar a todas as Torcidas Organizadas do Vasco da Gama a comparecerem no próximo domingo dia 11 até Campinas para assistirem ao grande jogo entre a Vice Campeã Paulista e o legítimo Campeão Carioca de 1977.
Avisamos que de nossa parte vocês terão todo o apoio possível além da ótima segurança dentro do Estádio, com lugar reservado e proteção da Polícia, coisa não muito necessária pois a Torcida da Ponte é civilizada.
Esperamos vossa vinda para desfazermos a imagem criada sobre nossa cidade, por ocasião do jogo do Nacional do ano passado em que a Torcida do Guarani deu mostras de selvageria ao agredir a Torcida Vascaína.
César Luíz, Torcida Urangus (08/12)

CHEGADA A CAMPINAS
Antes que algo mais fosse pensado, dirigiram-se a Caravana alguns moradores locais saudando nossa chegada. Eram Diretores da Força Pontepretana de Incentivo, sob o comando dos jovens César Luiz, Celso e Takahashi que no dia anterior, haviam publicado no nosso Bate Bola recado a galera convidando-nos para em Campinas receber um tratamento condigno. E não tenham dúvidas, leitores, que assim realmente foi.
Não demorou muito, uma legião Vascaína constituído de adeptos da TOV, Pequenos Vascaínos e da Vasconçalo empunhava a bandeira da gloriosa Ponte Preta, enquanto a do Vascão era conduzida pela turma boa da Torcida Urangus em desfile pela cidade. Logo juntaram-se ao grupo adeptos da Vassucesso, Força Jovem, Renovascão e representantes pontepretanos das facções King Kong da Macaca e Torcida Jovem. (24/12)

FELIZ NATAL E FELIZ ANO NOVO
A Torcida Urangus – Força Pontepretana se Incentivo, deseja a toda família Vascaína e em especial as Torcidas Organizadas: TOV, Força Jovem, Vasquita, Vasteles, Vascentro, Pequenos Vascaínos, Vasbicão, Vasguaçu, Vasconçalo, Vascarai, Vascocota, Vasquintino, Saravasco, Renovascão, Vascachaça, Vascaço, Feminina Camisa 12 e todas as demais que ora não recordamos, um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de amor, união e Paz.
César Luiz, Torcida Urangus (28/12)
Fonte: Jornal dos Sports 08, 24 e 28 de Dezembro de 1977

Torcida do Vasco Jornal dos Sports 1977

Torcida do Vasco Jornal dos Sports 1977

Torcida do Vasco Jornal dos Sports 1977

Torcida da Ponte Preta 1981