quinta-feira, 31 de agosto de 2017

TOV 1972: ROUBARAM A ROSALINA

Dulce Rosalina, Chefe da Torcida Organizada do Vasco, já tinha tudo organizado para a chegada de Tostão. Ia entrega-lhe ainda no aeroporto, uma flâmula prateada do Vasco e uma fita para que ele saísse em passeata, se não uniformizado com as cores do seu novo clube, pelo menos com aqueles dois símbolos Vascaínos. 
Mas na hora em que Tostão desembarcou no Santos Dumont havia tanta gente e a confusão foi tanta que Dulce ficou sem a flâmula e sem a fita e o que foi pior nem conseguiu aproximar-se do craque.
Fonte: Jornal dos Sports 13 de Abril de 1972

TOV Dulce Rosalina Jornal dos Sports 1972

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1908 BRASILEIROS X ARGENTINOS

                                                               “Sportmen e Sportwoman”
                                       Termo usado na época para os praticantes e assistentes

1908                Brasileiros   x  Argentinos

                Os admiradores do remo vão perceber que o futebol poderia não ser mais um modismo que os ameaçavam quando as duas principais cidade do Brasil (Rio de Janeiro e São Paulo) pararam para acompanhar as 6 partidas (3 em cada lugar) entre um selecionado argentino e os as seleções locais.
            Em junho os argentinos receberam um convite da Liga Metropolitana para uma série de partidas no Brasil. Os preparativos para os jogos, a imensa multidão que acompanhou as partidas dentro e fora dos estádios chamou a atenção da imprensa. A repercussão da reação dos torcedores ganhou dimensões maiores com a exaltação de um sentimento nacionalista nunca visto antes na prática de qualquer esporte no país.
            Para o historiador Leonardo Miranda, autor de Footballmania (2000), este período foi crucial para entender a transformação do futebol de esporte fidalgo e refinado em um esporte de massas gerando uma identificação com torcedores de diversas camadas sociais: “atraindo uma multidão nunca antes vista, esses jogos extrapolavam os limites dos habituais freqüentadores dos jogos da Liga, levando ao campo um público amplo e diversificado” (p.121).
            Aquilo não era um fato isolado, pois enquanto o remo mantinha um grande público nas suas principais competições, a criação de novos clubes voltados para a sua prática quase não se via mais. Ao contrário de futebol que nos próximos anos tem por traço marcante a proliferação de clubes e praticantes nos mais diferentes pontos da cidade. O mesmo fenômeno acontecia em São Paulo, onde o futebol se desenvolveu mais rapidamente. Aliás, o início da rivalidade entre as duas cidades, foi um dos mais fortes fatores para impulsionar o futebol.
            Completando 10 anos de existência, o Vasco comemorava a sua data na mesma ocasião que a cidade do Rio de Janeiro festejava os 100 anos da Abertura dos Portos e a chegada do Rei ao Brasil (1808-1908). Por coincidência, o clube vence a regata em homenagem Exposição Nacional com a yole Albion. O jornal A Imprensa faz uma reportagem sobre o clube celebrando este “novel centro de canoagem, um dos clubs de maior acervo e de gloriosas tradições para o Sport náutico. As suas valorosas guarnições tem sabido sustentar seus lauréis cada vez mais avigorados”.[1]
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.



[1] Fonte: A Imprensa, 20 de agosto de 1908.

Vasco Revista O Malho 1908

terça-feira, 29 de agosto de 2017

TOKAV 2017: FEIJOADA DA KAMIKASES VASCAÍNOS

Foi realizada uma Feijoada no dia 05 de Agosto, na sede da ABCELESC, em Rio do Sul/SC.
Foram vendidos em torno de 400 cartões, cuja receita servirá para regularizar a situação fiscal da Sede da Kamikases, no Bairro Taboão, após seis anos de paralisação das atividades
Destaque para o sabor da Feijoada preparada pelo Vascaíno Marcelo Sotele, a integração dos membros da Torcida Organizada com demais Vascaínos e simpatizantes, bem como a homenagem realizada a família do Vascaíno Odemar Arndt, que faleceu em 2011, quando era Presidente da Kamikases.
Torcida Kamikases Vascaínos, Uma Forma de Expressão de Amor ao Vasco.

TOKAV Feijoada da Kamikases Vascaínos 2017

TOKAV Feijoada da Kamikases Vascaínos 2017

TOKAV Feijoada da Kamikases Vascaínos 2017

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

TOV 1948: TORCIDA RECEBE OS CAMPEÕES SUL AMERICANO

Recepção dos Fans cruzmaltinos aos jogadores. 
Um autêntico carnaval com serpentinas e confeti.
Fonte:Jornal Sport Ilustrado

TOV  Jornal Sport Ilustrado 1948

TOV  Jornal Sport Ilustrado 1948

TOV  Jornal Sport Ilustrado 1948

TOV  Jornal Sport Ilustrado 1948

TOV  Jornal Sport Ilustrado 1948

domingo, 27 de agosto de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1907 O FOOTBALL É UM MODISMO?

                                    “O club atravessava uma grande crise econômica nesta época”
                                                   José da Silva Rocha – Memorialista do Vasco


1907                O football é um modismo?

        Em São Paulo o futebol ganhava cada vez mais adeptos e o seu campeonato enchia os estádios que reuniam de 3 a 4 mil pessoas, no Rio de Janeiro a disputa pelo esporte preferido ainda pendia para o remo que não só reunia maior público em seus principais eventos, como a imprensa fazia uma cobertura maior.
            Competir com um domingo de regatas era algo para uma outra diversão que começava a contagiar a cidade. Era o incipiente desenvolvimento das salas de cinema. Nesse ano, ocorre a proliferação de inúmeros locais de exibição dos filmes graças ao incremento na energia elétrica com o início de funcionamento da usina de Ribeirão das Lajes. “Só entre agosto e dezembro desse ano, inauguraram dezoito novas salas”[1].
            Em maio a Liga Metropolitana de Futebol tomava uma decisão que mostrava o seu caráter elitista e racista: era proibida a inclusão de jogadores de cor. A medida atingia diretamente o Bangu, um dos fundadores da Liga que não aceita o novo regulamento e pede desfiliação. Apesar disso, os oito clubes filiados obedecem as novas regras e se preparam para o segundo campeonato.
A saída do Bangu não causou nenhum protesto na grande imprensa da época. Para ela o que valia era ressaltar o glamour da arquibancada tricolor. Nas reportagens sobre os jogos geralmente vinha apenas uma pequena descrição do jogo. O que valia era propagar que o público dos estádios era composto “pelas mais distintas famílias da sociedade fluminense”, que as damas usavam “chapéus emplumados”, era o “sport da mais fina flor da sociedade”. Era o tempo em que os torcedores de Botafogo e do Fluminense encomendavam da Europa fitas para serem colocadas nos chapéus com as cores alusivas de seus clubes.

            Enquanto a Liga excluía negros e trabalhadores, outros clubes surgiam pela cidade com regras menos excludentes. Esse processo de popularização da prática do futebol nos possibilita uma releitura da história desse esporte na cidade.  O historiador Leonardo Pereira adverte para o perigo de reproduzir o preconceito das elites ao narrar a trajetória de nosso esporte somente pelo lado dos poderosos: “desconsiderar a prática esportiva de grupos os quais os próprios sportmens queriam ignorar, acaba muitas vezes por fazer da memória construída por esses jovens esportistas a própria história do futebol na cidade” (2000, p.87).
 O mundo caminha por diferentes percursos, no entanto, uma história oficial do futebol privilegiou contar apenas pelo ângulo das elites que faziam de tudo para manter o futebol como monopólio de sua classe. Ao todo 77 clubes de futebol já praticam o esporte independente da Liga principal. Um dos clubes que surgia e tinha um perfil operário era o Carioca, formado por operários da fábrica de tecelagem no Jardim Botânico, Aliás, este é um dos momentos de maior crescimento do número de trabalhadores das indústrias no início do século. O Rio de Janeiro ainda superava São Paulo na quantidade de fábricas, concentradas em diversas atividades, especialmente a tecelagem.
            A ascensão do Vasco na Primeira Divisão em 1923 vai provar que o futebol praticado pelas camadas inferiores estava bem vivo desde os primeiros anos e que a manutenção dos privilégios e barreiras em sua prática estavam com seus dias contados ou, ao menos, ameaçados.
 Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.



[1] Fonte: Revista Nosso Século, vol 1 (1900-1910), São Paulo, Abril Cultural, 1980,  p.77.

Vasco Revista da Semana 1907

sábado, 26 de agosto de 2017

VASKILHA 1984: OS BONS MOMENTOS

Fundada sob o signo da sorte, segundo seus diretores, a Vaskilha viveu muitos momentos de alegria.
“Se a nossa Torcida não deixou de estimular o time em sua fase ruim, com a excelente campanha deste ano nós ficamos muito mais fortes, muito mais animados”. A declaração é do Presidente da Vaskilha, Joaquim Ferreira.
No terreno social, a Vaskilha tem uma programação intensa e foi nesse setor que a Torcida marcou grandes momentos: a sua representante Carla Valéria, conquistou o título de Rainha das Torcidas do Vasco. 
A Vaskilha não deixa de participar dos festejos juninos no Largo da Freguesia, onde foi fundada, fazendo-se representar com animada quadrilha. 
Sempre que o tempo permite, a Diretoria organiza algumas atividades dentre as quais passeios fora do Rio. 
Se as finanças estão fracas, são promovidos bingos para arrecadar fundos para as despesas obrigatórias, faixas, bandeiras e instrumentos.
A exemplo de muitas outras Torcidas, a Vaskilha, que é integrante do Movimento Único Vascaíno, tem uma posição fixa no Maracanã: ela se posta sempre ao lado direto da Tribuna de Honra.
Mas não é só na Freguesia que a Vaskilha tem adeptos em toda a Ilha se encontram sócios desta popular Torcida. A Praça da Ribeira, por exemplo e toda Vascaína. Ali a Vaskilha, tem o Joca, Vascaíno de coração e grande incentivador da Torcida.
Sempre que o Vasco joga fora do Rio, a Vaskilha se faz presente com uma caravana, transportada por 80 ônibus e a Torcida procura chegar mais cedo na Cidade em que o jogo será realizado, a fim de aproveitar o passeio.
Os Diretores Joaquim Ferreira e Paulo Succini explicam que a Vaskilha, em cujo quadro predomina o elemento feminino, tem um excelente relacionamento dentro do Clube.
Para ingressar na Vaskilha o interessado tem que preencher um formulário, pagar a anuidade de 5 mil cruzeiros e receber a sua carteirinha. 
A Vaskilha está filiada entre as 20 Torcidas do Vasco na Associação das Torcidas do Vasco, ASTOVA.
No entender de Joaquim e Succini, o time do Vasco de todos os tempos teria a seguinte constituição: Andrada, Paulinho, Belini, Orlando e Pedrinho, Pires, Zanata e Arturzinho, Sabará, Roberto e Ademir.
Rivelino, Tim, Pelé, Garrincha e Roberto, são os maiores jogadores brasileiros de todos os tempos, segundo os Diretores da Vaskilha.
Fonte: Jornal dos Sports 06 de Junho de 1984

Vaskilha Jornal dos Sports 1984

Vaskilha Jornal dos Sports 1984

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

VASTELES 1977: ESTRÉIA E DIRETORIA

Com referencia a nota gentilmente publicada em 02/08/77, agradecemos e apressamos a solicitar uma retificação.
A Torcida Vasteles alterou a data de sua estréia para 17/08/77, em São Januário, entretanto a data anterior 14/08/77 não ficara em branco, pois aproveitaremos para promover uma passeata Pré Estréia, com saída de Vilar dos Teles às 10 horas, percorrendo diversas localidades vizinhas fazendo nossos ajustes finais com vistas a nossa estréia.
Aproveitando para convidar a todos os chefes de Torcidas do nosso Vasco, independente do convite pessoal que ainda íamos para nos prestigiar com suas presenças.
No batismo da Vasteles, é que esperamos contar com a amizade de todos os Vascaínos para um Vasco ainda maior.
E em nome de nossa Diretoria agradecemos a primeira correspondência pór nós recebida e enviada para nossa co-irmã, Vascocota, na pessoa de seu Relações Públicas Anquito, numa demonstração de equívoca prova de que falou em Vasco, todos são bem-vindos.

DIRETORIA
Ficou assim constituída a primeira Diretoria da Vasteles.
Presidente: Manoel Gonçalves
Vice Presidente: João Antônio de Carvalho
Coordenador e Tesoureiro: Manoel de Jesus Contente
Chefe e Secretária da Torcida: Denise Barbosa
Relações Públicas: Diniz Barbosa.
Fonte: Jornal dos Sports 17 de Agosto de 1977

Vasteles Jornal dos Sports 1977

Vasteles 1977

Vasteles Maracanã 1982

Vasteles São Januário 1985

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

TOKAV 2017: HISTÓRIA DA TORCIDA KAMIKASES VASCAÍNOS

Fundada em 5 de maio de 1999 e atualmente com 18 anos de existência, a Torcida surgiu com o objetivo em dar ênfase ao Vasco da Gama na região de Santa Catarina a aqueles que tem o mesmo por paixão, reunindo alguns amigos para que juntos torcessem nos jogos televisionados ou até mesmo para fazer excursões aos jogos, para comemorar ou chorar se preciso, pois torcer pelo Vasco é sempre uma honra e orgulho, independente da ocasião.
Em sua primeira reunião que contou com 12 amigos, surgiu por opção da maioria o nome TOKAV – Torcida Organizada Kamikases Vascaínos.
No auge da sua existência, a Torcida chegou a ultrapassar a marca de 250 sócios (entre 2001 e 2003), o tornando a maior Torcida do estado na época. 
Após a perda do seu atual Presidente Odemar Arndt, em 2011, a Torcida ficou inativa durante 6 anos, retornando as atividades neste ano.
No seu retorno, o grupo promoveu uma feijoada, onde foram vendidos cerca de 400 cartões, cuja receita servirá para regularizar a situação fiscal da sua sede, localizada na Cidade de Rio do Sul.
Conheça a Torcida através do Facebook: www.facebook.com/kamikasesvascainos
Vídeo da sede: https://www.facebook.com/kamikasesvascainos/videos/336283210158175


PRESIDENTES
1999: Édio Wilson Chiarelli (Fundador)
2006: Odemar Arndt
2011: Roberto Schulze
2017: Luciano Mayer


TOKAV Torcida Kamikases Vascaínos 2001

TOKAV Torcida Kamikases Vascaínos 2001

TOKAV Torcida Kamikases Vascaínos 2001

TOKAV Presidentes Odemar Arndt 2011 e Luciano Mayer 2017

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1906 PRIMEIRO BICAMPEÃO NO REMO

                             “Dia virá em há de se reconhecer a grandeza dos serviços que
                                           os clubs de regata estão prestando ao Brasil”
                                                                Olavo Bilac


1906             Primeiro Bicampeão no Remo
        
                Mais de 10 clubes disputavam em igualdade de condições a possibilidade de conquistar o campeonato. O equilíbrio entre os adversários estimulava a presença do público que prestigiava a competição com grande entusiasmo. Com o Pavilhão recém-construído e com a novidade da iluminação, novas atrações tornavam o torneio daquele ano mais especial. Era o último da dupla Passos-Alves. Dois dos maiores representantes do governo e grandes incentivadores das atividades náuticas.
                O remo vivia o seu auge de popularidade, atraindo todas as atenções da imprensa que acompanhava timidamente a criação do primeiro campeonato de futebol na cidade. Se o futebol ainda era uma atividade desconhecida para a maioria da população, o remo caía no gosto de todos que faziam questão de prestigiar os eventos mais importantes lotando a Enseada de Botafogo, local principal das competições.
Era o ano de inauguração da iluminação da orla de Botafogo. O Governo federal não poupou esforços para que a festa do remo fose comemorada como um evento para agradar a toda a população da cidade. No último ano do Governo Rodrigues Alves, o presidente fazia questão de entregar o Pavilhão (1905) e toda a região ao redor com ares europeus. Para o jornal Gazeta de Notícias, um dos principais da época, o Rio de Janeiro se transformou numa verdadeira Veneza. “Foi uma festa alucinante. A baía de Botafogo parecia um caleidoscópio. Aqui, acolá, por todos os lados, por todos os cantos, fulgiam clarões, barcas iluminadas, escaleres cheios de fogos (...) quem olhava tudo aquilo ficava com o olhar cansado de tanta luz (...) a sublime Avenida Beira-mar teve ontem a mais sublima e a mais formosa apoteose que é dado se imaginar”.
“Na temporada de 1906, o Vasco continuou arrasador e a Procellaria novamente conquista a prova do campeonato (...) O título é comemorado com grande festa, já na nova Sede de Santa Luzia”[1]. Muito do sucesso do Clube deve ser creditado para os seus atletas mas deve-se destacar a figura de Cândido de Araújo, reeleito em 1905, continuou administrando o clube com imensa dedicação, sendo coroado com mais um título. Ele e o Grupo dos XIII serão responsáveis pela instalação na nova sede na rua Santa Luzia n°250. Lá será o local que o clube promoverá diversas atividades sociais e representará um período importante na história da agremiação até a criação do estádio de São Januário.
O remo vivia seus momentos de glórias. O Pavilhão era um dos locais mais badalados da cidade. Os bondes lotavam para chegar até a Enseada de Botafogo. O sonho do prefeito Pereira Passos e do Presidente Rodrigues Alves era realizado. Porém, o Rio de Janeiro não era apenas a Zona Sul e o bairro elegante de Botafogo. A cidade que passou por toda aquela reformulação começaria a sentir os efeitos das conseqüências sociais fruto de uma política segregadora que empurrou as populações mais pobres para bairros mais distantes.
No ano em que comemoramos o bicampeonato, o Club de Regatas Flamengo continuava sem títulos. Aliás, só conquistaria o primeiro daqui a dez anos. Os maiores adversários do Vasco eram os clubes da região de Santa Luzia e o Gragoatá de Niterói. No entanto, para o jornalista Ruy Castro, autor de “O Vermelho e o Negro, pequena história do Flamengo” (2001), a rivalidade entre os dois clubes era intensa desde o final do século XIX: “de um lado, o mais que brasileiro, Flamengo, nascido na praia dos tamoios, de outro, o Vasco, fundado pela colônia portuguesa do Rio (...) o Vasco foi o responsável pela avassaladora popularidade do Flamengo”. Nada mais distante da realidade ao que colocar o Flamengo como um clube autenticamente nacional em seus primeiros anos e com uma popularidade que não tinha no começo de sua história. Esse privilégio era do Vasco.
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.



[1] Fonte: www.paixaovascao.com.br

Vasco Revista da Semana 1906

Vasco Revista da Semana 1906

terça-feira, 22 de agosto de 2017

VASCACHAÇA 1977: NOVA DIRETORIA

Presidente: Carlinhos
Vice Presidente: Moacir
Diretor: Delmar
Vice Diretor: Sérgio
Diretor Social: Célio
Conselheiras: Zéfa e Dércia
Tesoureira: Dayse
Secretária: Cláudia
Relações Públicas: Sônia e Rosana
Incentivador: Neném
Estatístico: Jorge
Diretor de Bateria: Vitor

OBSERVAÇÃO
Convidamos os componentes da Vascachaça, para comparecer em massa no dia 29/05/77 no grande clássico Vasco x Botafogo para a comemoração e estréia da nova bateria.
Pechinchas da Torcida: camisas Cr$ 70.00, Plásticos Cr$ 5,00, Tocas Cr$ 30,00.
Sônia e Rosana, Departamento de Relações Públicas
Fonte: Jornal dos Sports 16 de Maio de 1977

Vascachaça Jornal dos Sports 1977

Vascachaça Jornal dos Sports 1977

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

TOV 1968: ROSALINA PREPARA O ASSALTO

As Torcidas do América, Flamengo, Bangu, Campo Grande e Jovem Flu já aderiram a do Vasco da Gama.
Dulce Rosalina vibra. Já marcou até hora para invadir o Estádio com sua massa alucinante, e deu seu grito de guerra:
- A 12h45m vamos entrar no Estádio para tomá-lo de assalto. Meu pessoal vem todo uniformizado, camis branca, escudo do Vasco ao peito e nas costas os dizeres Torcida do Vasco.
O Vasco terá a maior Torcida de sua história. Todo o Estado do Rio, torcedores de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Brasília e Norte do país aderiram a Dulce. Os do Norte não vem, mas escreveram solidarizando-se com a Chefe da Torcida, Dulce volta a falar de suas bossas:
- É segredo. Não posso contar os detalhes. Mas uma coisa eu garanto: a Torcida do Vasco vai fazer a maior demonstração já vista no Estádio Mário Filho. Aos Vascaínos peço que levem bandeiras, em vez de uma, duas em cada mão, papel picado e tudo o mais que represente estímulo ao nosso Clube.
O Presidente Reinaldo Reis, será empossado nas arquibancadas. Dulce Rosalina passará a ele o cargo de Chefe da Torcida do Vasco, cobrando uma promessa que o próprio Presidente havia feito e conclama:
- Peço a todos os Vascaínos que cheguem cedo para tomarmos o Estádio bMário Filho de assalto por favor...
Dulce tem um grupo que acompanha há 12 anos, nas vitórias e nas derrotas. Um grupo de associados empossou-se no cargo em 1958. Os dois irmãos Mário e Margarida não podiam mais comandar a Torcida e os associados Tião, Dona Italina, Aida de Almeida, Madame Bastos, José Fonseca e o Presidente do Clube lhe deram o cargo. E ela explica por que não o abandonou ainda:
- A minha maior alegria dentro da Torcida é o amor, o carinho e o incentivo que recebo. Cada Casaca é uma motivação a mais para mim. Casaca .. Casaca... Vasco.
Uma manchete do Jornal dos Sports virou hino do Vasco e será novamente repetida hoje, pelos milhões de torcedores:
- Olê , olá, o nosso Vasco está botando pra quebrar...
A arbitragem de Armando Marques não preocupa, ao contrario, tranqüiliza, a Torcida Vascaína, Dulce e a Torcida gostam dele como juiz, Mas ..
_ Ele apita bem, mas se prejudicar o Vasco vai levar vaia e palavrão. O palavrão não é invenção nossa. Começou em São Paulo e no Rio, foi iniciada pela Torcida Vascaína num jogo com o Botafogo pela Taça Guanabara, quando perdemos roubados.
Dulce recebe cartas, telegramas e telefonemas de torcedores de toda parte, pedindo instruções e comunicando que estarão presentes ao Estádio. De Niterói, Petrópolis, Teresópolis, Barra do Pirai, Volta Redonda, Barra Mansa, Três Rios, Campos, Nova Iguaçu, Nilópolis e Vassouras virão caravanas. De Friburgo sob o comando do Prefeito Amâncio de Azevedo e do Deputado Álvaro de Almeida, Juiz de Fora, Governador Valadares, um grupo do Cruzeiro de Valeriodoce, Miguel Pereira, Pati do Alferes, Cordeiro (terra do Bainchini), uma turma de São Paulo, um grupo do Vasco da Gama da segunda divisão do Paraná, todos vão torcer pelo Vasco. Cartas do Norte proclamam solidariedade, e por fim, uma outra Torcida gloriosa que aderiu: Jaime de Carvalho, Chefe da Torcida do Flamengo, disse que torcerá pelo Vasco. Ele e todos os rubro-negros. Por que? Ele responde:
- Porque se o Botafogo vencer será bi. O ano que vem pode ser tri. Só o Flamengo pode ser tricampeão.
Fonte: Jornal dos Sports 08 de Junho de 1968

 
TOV Jornal dos Sports 1968

TOV Jornal dos Sports 1968

TOV Jornal dos Sports 1968

domingo, 20 de agosto de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1905 SALVE O ALMIRANTE NEGRO

                                            “Era o delírio do Rowing. Os dias de regatas
                                                   tornavam-se acontecimentos urbanos”
                                                          Cronista João do Rio    

1905                   Salve o Almirante Negro
     
   Vários clubes no Brasil tiveram na sua história capítulos importantes na luta contra a discriminação racial no Brasil, mas poucos podem se orgulhar de tantos momentos decisivos para a superação do preconceito racial quanto o Vasco. Neste ano tivemos o primeiro presidente negro: Cândido de Araujo.
            Candido fazia parte de um grupo de associados que terá um papel preponderante nos rumos do clube nos próximos anos quando alcançará suas primeiras grandes vitórias no remo: “era o Grupo dos XIII, de onde despontava o seu presidente (...) os irmãos Carvalho Silva; Anibal Peixoto; dentre outros. Foram esses sócios pioneiros que, na ausência do seu presidente honorário Alberto Carvalho Silva, determinaram os caminhos de glória do Vasco’[1].
            E foi o próprio Alberto o responsável por trazer da Europa um barco moderno que mudaria a história do clube que “precisava adquirir uma yole de primeira linha, encomendada em fevereiro de 1905, foi fabricada na França pelo estalaleiro Dossumet, ao custo de Fr 4.028,20”[2]
            Para coroar o ano de sucesso o clube vencia seu primeiro campeonato no remo. Um importante site vascaíno[3] resume as condições que levaram a conquista inédita naquele ano: “com três anos de paz política, uma centena de remadores inscritos na União, uma nova flotilha e um quadro social motivado, o Vasco estava pronto para vencer. Na regata de junho, cinco primeiros lugares. Na seguinte seria disputada a prova do campeonato e foi nesse dia, 24 de setembro de 1905, que a Yole 8 “Procellaria” deslizou nas águas da Enseada de Botafogo e deu ao Vasco o primeiro título de sua história”.
            Depois de ficar sem sua sede em função das Reformas que afetaram a região central do Rio de Janeiro, o clube ficou provisoriamente em uma nova sede instalado pela prefeitura na rua Luiz de Vasconcellos, n.º 14, até sua transferência definitiva para a sede da Rua Santa Luzia no ano seguinte.
Paralelamente, os poucos clubes de futebol organizados criavam na sede do Fluminense uma Liga com a proposta de, no ano seguinte, iniciar a competição de um campeonato na Capital Federal. Os dias de hegemonia absoluta do remo estavam seriamente ameaçados.
 Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.


[1] Fonte:www.memoriavascaina.com
[2] Fonte:www.memoriavascaina.com
[3] Fonte: www.paixaovascao.com.br

Vasco Revista da Semana 1905

Vasco Revista da Semana 1905

sábado, 19 de agosto de 2017

TOV 1956: COM O VASCO, ONDE ESTIVER O VASCO

A Torcida Organizada Cruzmaltina Da Qual É Patrono Álvaro Ramos Está Em Grande Atividade. Agradecendo O Apoio De Artur Pires E Antônio Calçada. Um Baile Em Benefício Da Organização.
Quando Álvaro Ferreira Ramos, o grande Vascaíno, estruturou a sua Torcida Organizada, foi um autêntico sucesso e era com prazer que se sentia, a presença da mesma em todas as praças desportivas da metrópole, animando as equipes Vascaínas em todas as competições. A Torcida fez época e foi sem dúvida alguma, um dos motivos dos sucessos Vascaínos em todas as temporadas.

RECEBENDO TODO O APOIO
Esteve na Redação do Jornal dos Sports, uma comissão dessa Torcida integrando das seguintes senhoras, senhoritas e senhores – Dulce Rosalina, Marina Gomes, Teresinha Gomes, Almerina Gomes, Alahyma Domingues de Lima, José Fonseca, Domingos Ramalho e Sabastião Carvalho. Falando por seus companheiros a senhorita Dulce Rosalina recebeu de todo o programa da Torcida Organizada, sempre fiel aos lemas criados por Álvaro Ramos, seu patrono.
“Somos Vascaínos nas vitórias e nas derrotas e Felicidade, teu nome é Vasco”, continua em sua missão de prestigiar todos os departamentos desportivos do Clube, comparecendo a todas competições sempre no incentivo. Há também o programa de intercambio amigo todas as Torcidas. Falou-nos a senhorita Dulce Rosalina da gratidão da Torcida pelo apoio que está recebendo do Presidente Artur Pires e do Vice Presidente Antônio Soares Calçada, sempre prontos a tudo facilitar e cooperar ao engrandecimento sempre maior de toda a Torcida.
No próximo dia 6 de setembro a Comissão Diretora da Torcida Organizada do Vasco da Gama oferecerá aos associados do Vasco e seus adeptos em geral, um animado Baile no Ginásio de São Januário no horário das 21 a 1 hora.
Fonte: Jornal dos Sports 06 de Agosto de 1956

TOV Jornal dos Sports 1956

TOV Jornal dos Sports 1956

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

FEMININA CAMISA 12 1979: CONCURSO BONEQUINHA DO CAFÉ DO RIO DE JANEIRO

Iara da Silva Barros, Chefe da Torcida Feminina Camisa 12 do Vasco da Gama, é candidata a eleição Bonequinha do Café Rio de Janeiro, marcada para hoje as 23h, no Orfeão Portugal, Rua Aguiar, Tijuca.
Iara conta com o apoio de toda galera Vascaína, e se for eleita, representará o Rio de Janeiro no Concurso Boneca do Café do Brasil, marcada para o dia 15 de Maio, em São Paulo.
Fonte: Jornal dos Sports 28 de Abril de 1979

OBS: Iara foi Coroada 1ª Princesa do Concurso do Rio de Janeiro.

Feminina Camisa 12 Jornal dos Sports 1979

Feminina Camisa 12 Iara Barros Jornal dos Sports 1983

Feminina Camisa 12 Iara Barros 1981

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

VASCASTELO 1977: FUNDAÇÃO

Venho através do Bate Bola saudar a mais nova facção da Torcida do Vasco que é a Vascastelo do Espírito Santo, que foi inaugurada em Campos no jogo do Vasco 1 x 1 Americano.
Como não poderia deixar de ser, essa nova facção foi batizada pela mais atuante facção da Torcida do Vasco que é a pioneira das Torcidas, eu logicamente estou falando da TOV, Torcida Organizada do Vasco, que também é a madrinha de quase todas as facções Vascaínas.
Esse mesmo batismo foi muito emocionante e que provocou emoção muito forte nos Chefes da Vascastelo, que chorou muito com o batizado feito pela TOV.
Quero através do Bate Bola mandar um abraço para os dois Chefes da Torcida Vascastelo que se chamam Natalin Brunelli e Marcos Travaglia como também a todos os Vascaínos dessa nova facção.
Como batizamos a Vascastelo, do Espírito Santo, queria dizer que a TOV estará de braços abertos para qualquer nova facção que surja no Rio ou em outros Estados para batizarmos e se unir cada vez mais em torno do Vasco, porque é dessa união que o Vasco precisa para se tornar mais imbatível dentro e fora de campo. 
Paulo de Castro da TOV (21/10)

RUMO AO RIO
Fiquei muito satisfeito com a carta que recebi do Sr Natalin Brunelli, Chefe da Vascastelo do Espirito Santo.
E fiquei ainda mais satisfeito com a possibilidade de vocês virem ao Rio assistir ao jogo do nosso glorioso Vascão contra o Botafogo no dia 13 do corrente.
Quero através do Bate Bola convidar todos os integrantes da Vascastelo para que apóiem a iniciativa do Sr Natalin Brunelli e venham todos ao Rio que nós da TOV teremos o maior prazer em recebê-lo no Maracanã.
Aproveito a oportunidade em meu nome e o da Tia Aida de Almeida convidar e abraçar a todos os Vascaínos da Vascastelo e do Espírito Santo. 
Paulo de Castro da TOV (06/11)
Fonte: Jornal dos Sports 21 de Outubro e 06 de Novembro de 1977


Vascastelo Jornal dos Sports 1977

Vascastelo Jornal dos Sports 1977

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1904 O CONVESCOTE VASCAÍNO

                            “A enseada inteira se engalana para os dias de certame marítimo”
                                              Memorialista Luiz Edmundo


1904                 O Convescote Vascaíno

        Uma das formas dos clubes garantirem o sucesso de sua existência prolongada era obter o apoio de ricos comerciantes e industriais. Estes eram convidados para patrocinar o clube e dar a chancela de prestígio social que as associações buscavam junto a sociedade. Outra maneira de se afirmarem era celebrar os feitos das realizações esportivas de seus membros para que estes assumissem maiores compromissos com a entidade.
            Neste ano um domingo especial não foi marcado por ser um “domingo de regatas”, mas pela confraternização entre os associados e uma importante figura de prestígio no clube. Em apoio ao presidente Alberto de Carvalho e Silva que viajaria para uma temporada na Europa[1], os sócios do Vasco prepararam uma homenagem ao dirigente realizando um passeio de barco até a Ilha do Engenho em um dia festivo que incluía corrida de pedestres, corrida com obstáculos, torneios de tiro, danças e excursões.
Os clubes possuíam dois movimentos para os seus sócios. Um voltado para os atletas que se dedicavam ao esporte competitivo, as disputas oficiais, os campeonatos e a busca por troféus e medalhas. Um outro movimento atraía os sócios mais velhos e as mulheres. Eram as atividades mais ligadas ao lazer, a diversão pura, do sentido de confraternização em uma “grande família”. O esporte nesse contexto é inserido muito mais como atividade recreativa que uma ação competitiva. O lazer vem em primeiro lugar. Tanto o esporte como as atividades recreativas estão envoltas em uma nova forma de sociabilidade em busca de um tipo de vida ao ar livre que faz das praias um novo local de prazer e divertimento.
            Por isso podemos entender porque o remo foi o esporte que mais imagens teve com a crescente produção de revistas mundanas que divulgavam o lazer como um novo espaço de se inserir na sociedade  e para representar “as famílias mais elegantes e a juventude moderna em ação”.
        Neste ano o clube comemorava suas primeiras vitórias no remo e continuava o processo de substituição das embarcações mais antigas               (chamadas baleeiras) pelas mais modernas (Yoles). Assim,são conquistados os primeiros troféus, em regatas oficiais, da história do clube nas provas clássicas Jardim Botânico e Sul América”[2].
Este também foi um ano importante para o futebol carioca com a criação de alguns clubes tradicional que dominaram a cena esportiva nos próximos anos. São eles: Bangu, Botafogo e América. Juntos os três novos clubes se juntariam ao Fluminense, Payssandu e o Rio Cricket para disputarem o primeiro campeonato carioca em 1906.
O ano que iniciava com a dupla Rodrigues Alves (presidente) e Pereira Passos (prefeito) no lançamento da pedra fundamental da futura Avenida Central termina com uma grande revolta popular, quando milhares de pessoas agitam as ruas protestando contra as obras e as mudanças que provocavam o afastamento de milhares de pessoas do seu local de moradia.
Nesse conjunto de mudanças é possível verificar como o esporte estava inserido pois novas avenidas seriam rasgadas e quarteirões destruídos. Um projeto de cidade perverso estava sendo gestado. Uma nova Zona Sul receberá as melhorias que beneficiarão os moradores dos palacetes das Laranjeiras e de Botafogo. Estas regiões serão beneficiadas com a melhoria do sistema de transporte e com a abertura de túneis para Copacabana (local que passa a ser habitado a partir dos anos1920). Para a população mais pobre restou ocupar os bairros da Zona Norte e dos subúrbios cariocas. Uma nova cidade mais segregada vai ser o resultado a longo prazo.
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.



[1] Uma viagem para a Europa era algo para poucas pessoas no início do século. Custava cerca de 3 contos e 500 mil réis, enquanto o salário da maioria dos empregados do comércio (grupo dominante entre os sócios do Vasco) era de até 300 mil réis por mês. Fonte: Nosso Século (1900-1910), vol. 1, p. 24.
[2] Fonte: www.paixaovascao.com.br

Vasco Jornal Tagarela 1904