quinta-feira, 21 de setembro de 2017

TOV E LEÔES VASCAÍNOS 1969: BASQUETEBOL VASCO X BOTAFOGO

Um colete de gesso que se estende pelo braço esquerdo imobilizando-lhe os movimentos, Dulce Rosalina entra na redação do JS amparada, passos lentos, cara sofrida. Vai dizendo logo que não pode ir ao jogo mas acrescenta não poder ficar de braços cruzados, em casa, sem ao menos ficar de braços cruzados, em casa, sem ao menos fazer um apelo pelo seu Clube:
- Eu tenho que fazer este apelo aos jogadores Vascaínos. Eles tem que vencer este jogo de logo mais e partirem para a negra com outras disposição. O título precisa ir para São Januário. Chega de vices.
Precisamos dessa alegria. Vice em futebol de salão, em remo, no Campeonato Carioca de Futebol e na Taça de Prata, é ser vice demais.
Dulce Rosalina vai torcer em casa, pelo rádio, porque o Dr Lídio Toledo ainda não a deixa ir ao Maracanãzinho. Mas a Torcida estará firme no Maracanãzinho, sob o comando de Vanderlei Soares Moura e Abílio Moreira Valente. Assim, apesar de não poder comparecer, Dulce tem uma queixa:
- Soube que estão proibindo paus de bandeira e de bateria, no Maracanãzinho. Não me conformo, pois bandeira no alambrado fica fora do espetáculo. Bandeira é para ser agitada, largada no ar. E a bateria? Sem ela a Torcida fica sem compasso no grito. Deviam deixar.
E Dulce vai embora do JS como chegou. Andando com dificuldade, amparada. Mas com uma crença firme que o Vasco vence hoje e vai a negra. Ai então ela estará lá, torcendo novamente, recuperada do acidente de que o amor pelo Vasco foi o causador. E ficaria feliz, recuperada e campeã, finalmente, sem mais esta história de vice.
Fonte: Jornal dos Sports 22 de Janeiro de 1969

TOV e Leões Vascaínos Jornal dos Sports 1969

TOV Maracanã 1969

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1914 VALOROSO CENTRO NÁUTICO

                                                                                                                “pó-arroz”
                                                                                              Início do apelido do tricolor

1914                   Valoroso Centro Náutico

            Enquanto a equipe de remo do Vasco alcançava um inédito tricampeonato, a seleção brasileira de futebol realizava duas proezas: em julho vence um time de profissional da Inglaterra (Exeter City) e, em setembro, conquista o primeiro título ao vencer a Argentina na casa do adversário. Os dois resultados foram cruciais para que o nacionalismo despertado pelo esporte motivasse uma grande confiança na capacidade do futebol representar a nação. Considerando que aquele ano foi o início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), isso não era pouco.
Milhares de pessoas receberiam os atletas que regressaram da Argentina no Cais do Porto. A repercussão na imprensa foi de surpresa tanto diante da vitória como o entusiasmo no Brasil. O nacionalismo começava a caçar as chuteiras. A revista O Malho registrava a façanha dos jogadores: “o domingo último marcou uma data gloriosa para o Sport brasileiro, com a vitoria de nosso team sobre o scratch argentino, na conquista da Copa tão benemeritamente ofertada pelo General Julio Roca ex-presidente da Argentina. O match teve assistência de público superior a 15 mil pessoas”.
            Para o Vasco, a vitória no campeonato de remo foi o motivo de grandes comemorações dos sócios e torcedores vascaínos que celebraram a conquista com o tradicional passeio de barco e um animado pic nic na Ilha do Engenho. De acordo com o jornal A Gazeta de Notícias a programação era extensa com a saída no Cais do Porto pela manhã e a volta depois das 17 horas. Muitas atividades foram programadas, como o almoço, sorteio de brindes, danças, passeios pela ilha, competições esportivas e diversas outras atividades recreativas. Cabe o registro do grau de organização do clube que designava várias comissões para o sucesso da atividade. Estas foram assim divididas: Recepção, representação e imprensa; Buffet, Dança, Música etc. Já o Correio da Manhã preferiu destacar a presença feminina: “compareceram muitas senhoras e gentis senhoritas que emprestaram notável encanto ao belo passeio”[1].
            Este foi um ano repleto de glórias para Claudionor Provenzano, considerado um dos maiores atletas de clube de todos os tempos. Sua figura imponente e seus títulos, deram-lhe grande divulgação. Sua imagem foi uma das mais usadas pelas revistas para enfatizar o caráter vigoroso do remo. Em seu peito repleto de medalhas, característica das fotos dos remadores da época, há ainda o registro de sua coragem heróica capaz de salvar vidas no mar: “é, também, um valente nadador, sendo muitas as pessoas que tem arrancado à morte dentro do mar”[2]
No campeonato de futebol ocorreram algumas novidades: o Flamengo sagrava-se campeão pela primeira vez, o Fluminense ganhava o apelido de “pó-de-arroz” da torcida do América (na verdade o apelido era para o jogador Carlos Alberto que havia trocado o América pelo Fluminense e usava o produto para disfarçar a pele escura) e a última colocação do Payssandu, tradicional clube da elite (formado por descendentes de ingleses). Com esta classificação, o clube teria que havia conquistado o campeonato em 1912, agora teria que jogar na Segunda Divisão.
A explicação para o apelido do Fluminense “pegar” é dada por Mario Filho no livro O Negro no Futebol Brasileiro (2003, p.60). Para o jornalista, o clube procurar ser o mais elitista de todos os clubes. Mesmo entre as agremiações na Zona Sul, são associados procuravam se destacar dos demais: “o Fluminense (...) era muito cheio de coisa, queria ser mais do que os outros, mais chique, mais elegante, mais aristocrático. O pó-de-arroz pegou feito visgo”.
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.


[1] Fonte; Correio da Manhã 14 de dezembro de 1914,
[2] Revista FON-FON, 1914.

Vasco Revista Fon Fon 1914

terça-feira, 19 de setembro de 2017

VASCO 1898: PORQUE VASCO DA GAMA

O livro “Memória do Cinquentenário” organizado por Candido Fernandes de Carvalho explica, a página 21, transcrevendo uma crônica de José da Silva Rocha, porque aquele grupo de jovens de 1898 escolheu para o Clube que fundava o nome Vasco da Gama.
“1898 era todavia mais do que um dos últimos anos do século, era o ato que assinalava o quarto centenário da descoberta do caminho das Indias, pelo Almirante Vasco da Gama, o capitão-mor escolhido por D. Manuel, o Venturoso para comandar as naus que haviam de empreender e concluir aquela expedição “que apesar de muito estudada e cuidadosamente preparada, exigia um chefe experimentado e corajoso.”
E os rapazes que trabalhavam, criaram e fundaram a nossa agremiação desportiva, escolheram logo o nome do grande argonauta para patrono do clube. 
Assim ficou assentado entre os fundadores. Tanto que não há em toda a história do Clube de Regatas Vasco da Gama, cujo cinquentenário se esta festejando neste mês, um só passo revelador  de qualquer dissenção em torno do seu título...”
Fonte: Jornal Última Hora 17 de Agosto de 1956

Vasco Jornal Última Hora 1956

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1913 BRASILEIROS X PORTUGUESES

                                                                             “Remos à proa, medalhas ao peito”
                                                                                               Lema do Clube

1913                    Brasileiros x Portugueses

            A versão tradicional sobre a origem do departamento de futebol no C. R. Vasco da Gama remonta a visita de um selecionado português para enfrentar o Botafogo F.C em julho de 1913. Durante as disputas acirradas a questão da nacionalidade levou a comportamentos exacerbados em ambos os lados. A repercussão dos jogos acabou por incentivar a comunidade portuguesa residente na cidade em criar os seus próprios times.
            No entanto, com já demonstramos nos anos anteriores, alguns relatos diferentes registram que a vontade de montar uma equipe de futebol dentro do clube já vinha sendo tentada em inúmeras ocasiões, na medida em que o futebol ganhava cada vez mais a divulgação da imprensa e um número significativo de clubes surgia por toda a cidade, em diversas camadas sociais, comprovando que o futebol já teria desbancado o remo como esporte preferido para a sua prática bem como entre os assistentes.
            Enquanto os atletas do remo partiam em busca de mais um campeonato, os sócios mantinham sua fidelidade aos seus ídolos e garantiam um relativo sucesso de público nas regatas mais concorridas. Na última do ano, ocorrida no final de outubro, os torcedores comparecem em peso, tanto nos setores mais populares “a amurada da Avenida Beira-Mar se via uma linha cerrada de espectadores apreciando os movimentos dos páreos náuticos” quanto nas áreas mais nobres do Pavilhão, “com crescido número de pessoas da nossa melhor sociedade”[1].
A revista Fon-fon, especializada em reportagens sobre a vida moderna na cidade e em acompanhar o novo estilo de vida que o mundo seguia, registrava que no Rio de Janeiro, o desenvolvimento da prática esportiva como grande espetáculo seguia os mesmos passos dos países mais avançados do mundo e cita que a cidade carioca estava se igualando a França, Inglaterra, EUA, ou seja, em lugares que o esporte havia se desenvolvido. Antes praticados como exercício de lazer ou para a manutenção da saúde, agora haviam se transformado em eventos sociais que davam uma nova identidade as zonas urbanas: “as nossas festas esportivas evoluíram incontestavelmente e hoje em dia uma corrida no Derby, ou no Jockey, uma regata em Botafogo, ou uma partida de football tem a importância de um acontecimento na vida da cidade”[2].
                A verdade era de que o remo ainda era o esporte mais tradicional da cidade e durante as principais competições, a presença de público era bem significativa, no entanto, como paixão popular, o futebol já dominava as atenções de parcelas significativas da sociedade, tanto entre as elites da Zona Sul, como entre os moradores do Centro, Zona Norte e Suburbana.
            O futebol contava com aspectos favoráveis como a ampla possibilidade de ser praticado por toda a cidade, numa época de expansão urbana e crescimento populacional para todas as regiões, especialmente a zona suburbana. O local se revelou um verdadeiro celeiro de craques formados nos mais diversos clubes que se formavam para a prática exclusiva do futebol.
            Outro fator que beneficiou o futebol foi a rivalidade entre paulistas e cariocas e vice-versa. Também ocorre um maior intercâmbio com outros países e a possibilidade do futebol representar a nação. O sentimento nacionalista foi reforçado neste ano com as vitórias sobre os selecionados português (em julho) e chileno (em setembro) e contra a equipe inglesa do Corinthians (em agosto).
            No clube, a cada ano era inventada uma nova moda para atrair futuros sócios e garantir o fortalecimento da instituição que vivia uma época de glórias com a conquista do bicampeonato de remo. No último dia do ano, era promovido pelo grupo dos “Mademoiselles Barbados” uma festa irreverente, conforme anunciava o jornal O Imparcial em 30 de dezembro de 1913. Mais uma demonstração que o clube procurava expandir suas atividades além das esportivas e se constituir numa autêntica família ampliada.
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.



[1] Fonte: A Imprensa, 20 de outubro de 1913.
[2] Fonte; Revista Fon-Fon, 23 de agosto de 1913.

Vasco Revista O Malho 1913

sábado, 16 de setembro de 2017

FORÇA JOVEM 1980: MORRE VOVÓ GEORGINA

A FORÇA JOVEM ESTÁ DE LUTO
O futebol carioca está de luto e o Vasco da Gama mais ainda. 
A nossa querida Vovó da Torcida Força Jovem era sem sombra de dúvidas um símbolo vivo de amor e dedicação ao nosso querido Clube de Regatas Vasco da Gama o seu e o nosso clube de coração.
Sempre presente em todos os jogos, lá estava a nossa saudosa, com a sua voz cansada, seu amor sempre grande e sua fidelidade exemplar. Sempre torcendo pelo nosso Vasco.
Lembro-me daquele jogo Vasco 3 a 1 Fluminense, pela Taça Guanabara, deste ano, quando a Força Jovem acendeu suas velas em sinal de protesto a diretoria do Clube pela má campanha do time. 
A nossa querida Vovó, com a sua chama de amor Vascaíno sempre acesa, levantou-se e com as poucas forças que lhe restavam, foi levantando as enormes bandeiras com a ajuda de alguns, em meio a pessoas revoltadas com o time. Ela sozinha, iniciou o grito de Vascoooo!
Acompanhada, depois, por alguns, aquele gesto ficou e ficará para sempre em minha memória. 
A Vovó mostrou-nos que ser Vascaíno não é somente vibrar nas vitórias, comparecer em massa quanto o time atravessa boa fase, vaiar quando  o gol demora a sair. 
Ser Vascaíno é, acima de tudo, amar o Vasco, em qualquer circunstância. 
Descanse em paz Vovó. Você estará sempre presente em nossos corações.
Mário Gomes, Copacabana (04/09/1980)

MISSA DE UM ANO
No Rio, hoje a Torcida Força Jovem celebra missa de um ano pela morte de Georgina Carvalho de Barros (Vovó), uma das mais fervorosas torcedoras Vascaínas, na Capela de Nossa Senhora das Vitórias, em São Januário (18/08/1981)

SALA DO MARACANÃ TIA GEORGINA
Ely Mendes lembra que hoje, faz dois anos da morte da Tia Georgina que, com 84 anos, era exemplo de dedicação a Força Jovem.
Em homenagem a este símbolo do torcedor Vascaíno, a Sala da Força Jovem no Maracanã, a ser inaugurada brevemente, será batizada com o nome da Tia Georgina. (18/08/1982)
Fonte: Jornal dos Sports 04 de Setembro de 1980, 18 de Agosto de 1981 e 18 de Agosto de 1982

Força Jovem Jornal dos Sports 1980

Força Jovem Jornal dos Sports 1980

Força Jovem Jornal dos Sports 1980

Força Jovem Jornal dos Sports 1977

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

ANARQUIA 1990: VENHA FAZER PARTE DA ANARQUIA DO VASCO

Você, Vascaíno, que esta interessado em participar de uma grande Torcida, entre para a Anarquia, uma das melhores Torcidas do Vasco da Gama. Temos camisas e bonés para vender. Os interessados podem nos procurar na Sala 342-B no Maracanã, para fazerem suas carteirinhas. Basta procurar Alexandre ou Glória.
Alexandre Azevedo Cavalcante, Niteroí, RJ (02/03)
Vascaíno, se você gosta de torcer pelo seu time, venha para a Anarquia. Faça a escolha e venha para a melhor.
Você que ainda não entrou em Torcida por falta de oportunidade, ainda há tempo, entre nessa você também. Junte-se a Anarquia do Vasco.
Marcelo Magalhães Morgado, Méier, Rio de Janeiro (03/11)
Fonte: Jornal dos Sports, Coluna Bola em Jogo, 02 de Março e 03 de Novembro de 1990

Anarquia Jornal dos Sports 1990

Anarquia Jornal dos Sports 1990

Anarquia Jornal dos Sports 1990

Anarquia Maracanã 1989

Anarquia Maracanã 1989

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

RESENVASCO 1980: DIRETORIA

O presente tem como finalidade apresentar a nova Diretoria da Resenvasco para o biênio 1980/81, que está assim constituída.
Presidente: Paulo Altivo Almada
Vice Presidente: José Edson de Medeiros
Tesoureiro: Norival da Silveira Diniz
Secretário: José Maurício da Silva
Relações Públicas: Valdir F. de Lima
Chefe de Torcida: João Luís de Oliveira e Silva (Cacareco)
E também informar que a mesma estará durante o Campeonato Estadual, incentivando e levando o seu apoio ao Clube de Regatas Vasco da Gama
Valdir F. de Lima, Relações Públicas
Fonte: Jornal dos Sports 05 de Setembro de 1980

Resenvasco Jornal dos Sports 1980

Resenvasco Maracanã Jornal O Globo 1981

Resenvasco São Januário 1982

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1912 TORCENDO PELOS RIVAIS

                                          “os jornais não falavam em outra coisa. Páginas e coluna
                                                       deles eram ocupadas com história de ‘matches’”
 Lima Barreto, escritor

1912                 Torcendo pelos Rivais

        Um clube no início do século geralmente se dedicava a alguns poucos esportes ou era criado exclusivamente por causa de uma atividade física que tivesse mais interessados. Isso começou a mudar com a proliferação de clubes exclusivos de futebol. Em 1912 a febre da criação desses  “clubes de football” era uma realidade em toda a cidade do Rio de Janeiro. Neste ano era criada a Liga Sportiva Suburbana, englobando clubes de futebol desta região da cidade. Uma prova que o “esporte bretão” não era mais de domínio exclusivo dos clubes da elite da Zona Sul.
            O sucesso do futebol começava a ser notado em todas as áreas. Nos estádios mais lotados, no aumento de divulgação na imprensa e na paixão do torcedor. E este foi o ponto fulcral para os amantes do esporte. Apesar do intenso ardor que o público acompanhava seus clubes nas regatas, o sentimento mais aflorado já se manifestava nos gramados onde se disputavam acirradas partidas. Era a “paixão do futebol. Era isso que assustava o clube de remo. De tal modo que foi uma luta convencer o Flamengo a entrar para o futebol. O Flamengo com sessenta sócios, se tanto, sem um campeonato de remo, impôs condições, fez tudo para não ser um clube de futebol” (Mario Filho, 2003, p.54). A criação do Departamento de futebol no Flamengo (final de 1911) não foi algo simples, pois havia um certo ciúme do setor dominante que achava que este “modismo” poderia afastar o clube de seu esporte mais importante.
            O crescente interesse pelo futebol também continuava no Vasco por meio de seus sócios e atletas que acompanhavam os jogos e torciam pelos seus clubes. Mas estes “torcedores de futebol do Vasco” ainda sonhavam com a possibilidade do nosso clube competir de igual para igual com os poderosos Fluminense, Botafogo e, a grande novidade do ano, o Flamengo, tradicional rival das regatas, que montava seu time após desentendimentos entre atletas do Fluminense  (campeão em 1911) e seus dirigentes. O memorialista vascaíno José da Silva Rocha (1975) relembra a atitude contraditória dos vascaínos entre 1911 e 1916: “aos domingos, após os jogos do campeonato, muitos sócios desciam dos bondes (...) e reuniam-se na sede de Santa Luzia comentando as peripécias dos encontros que tinham assistido. Alguns torciam pelo Fluminense, outros pelo Botafogo, pelo América, pelo Flamengo (...) os encontros eram aliciantes. Não se podia assisti-los sem tomar partido por um dos grupos em luta”
            Com a conquista do campeonato de Remo de 1912, o grupo vascaíno que se opunha se tornou mais forte e coube aos associados mais interessados na prática do futebol buscarem outras alternativas, talvez até participando de criação de clubes de futebol pelos seus locais de moradia ou de trabalho.
            Pelo campeonato carioca de futebol organizado pela Liga Metropolitana a vitória coube ao Payssandu, um clube da elite carioca, formado por muitos descendentes de ingleses. Esta foi a primeira e única conquista do grêmio. Os outros participantes foram: Mangueira, São Cristóvão, Bangu, America e Rio Cricket.
            A disputa pelo interesse da população entre o futebol e o remo viveu momentos que ora será favorável a um, ora o outro terá mais destaque. Por exemplo, no primeiro Fla-Flu disputado em 7 de julho de 1912, os jornais noticiavam com desalento que houve “pequena concorrência, calculada talvez em 800 pessoas”[1]. Mas é preciso olhar com cuidado as informações, pois nem sempre a imprensa soube representar corretamente como a paixão do público foi mudando de esporte preferido.
No mesmo dia do primeiro Fla-Flu era disputada uma regata organizada pelo Club Boqueirão do Passeio, mobilizando a maior parte das atenções da imprensa. No dia da competição estava presente o ex-presidente da Argentina Júlio Roca, que cumpria a missão diplomática de reaproximação entre os dois países. A importância dessa visita para o desenvolvimento do esporte no Brasil ainda não foi estudada pelos pesquisadores. Nos próximos anos o futebol brasileiro vai ser o maior beneficiado, com a realização de jogos entre times e selecionados dos dois países. Em 1914, será formada a primeira seleção brasileira para disputar a Copa Roca da Argentina. A partir daí vão se estreitar os laços entre outros países da região para formar a Confederação de Futebol da América.     Além de ser o ano do primeiro Fla-flu no futebol, o ano teve ainda como destaque a entrada de sócio para o Fluminense do escritor Coelho Neto, empolgado com o clube das Laranjeiras e a paixão pelo futebol de seus filhos. O literato será um dos maiores símbolos da história do tricolor, além de ter criado o hino do clube em 1915.
            O Botafogo disputou um campeonato paralelo em 1912, ao criar Associação de Football do Rio de Janeiro (AFRJ), em virtude de um protesto pela suspensão de um atleta seu no ano anterior. Além do Botafogo, campeão da competição, disputaram os seguintes clubes: o Cattete, o Internacional. O Germânia, o Paulistano e o Petropolitano.
O ano termina em festa para os torcedores vascaínos. O tradicional passeio para o pic nic na Ilha do Engelho é realizado contando com a presença de mais de 500 pessoas que lotam uma barca. Todas as principais revistas da época     (Fon-fon, O Malho e Careta) registram em fotos os momentos de descontração, animação e festividade. Era a arrancada para o inédito tricampeonato no Remo.
A grande estrela da festa do primeiro campeonato era uma embarcação chamada Íbis. Ela “tornou-se uma lenda no remo do Rio de Janeiro do início do século XX. O barco de fina fabricação italiana, construído nos estaleiros da Galinari & Co, de Livorno/ITA, ganhou a alcunha de "O Barco Invencível". Sua estréia ocorreu em julho de 1912 e reinou absoluta com dezenove vitórias consecutivas, um grande feito para época “[2].
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.


[1] Fonte: ASSAF e MARTINS, Fla-Flu , o jogo do Século, RJ, Letras & Expressões, 1999.
[2] Fonte: www.crvascodagama.com.br/história

Vasco Revista Careta 1912


terça-feira, 12 de setembro de 2017

LEÕES VASCAÍNOS 1972: A VOLTA DA LEÕES VASCAÍNOS

A finalidade dessa carta e a divulgação da Torcida Leões Vascaínos que após um período afastada das praças de esportes, volta com força total. 
Os torcedores que desejarem comprar sacos plásticos, flanelas, camisas com o nosso brasão de armas é só procurar atrás do gol, onde estamos antes do início do jogo para atendê-los. 
Gilberto Pereira, Nova Friburgo (09/09)
Foi com grande satisfação que vi a volta dos Leões Vascaínos a engrossar a Torcida do meu querido Vasquinho. É lógico que escrevendo isto, não faço nenhuma crítica as demais Torcidas. 
O importante é que o ideal é o mesmo. Que a Fúria Vascaína, que tenho visto tão organizada e bacaninha, esteja sempre ao Mário Filho, ou onde o Vasco comparecer. Em 1970, nós Vascaínos, provamos que somos os mais embandeirados e animados. Vamos ratificar tudo isto, mostrando a nossa verdadeira força.
Maria Magdalena Carvalho, Praça da Bandeira (21/09)
Fonte: Jornal dos Sports 09 e 21 de Setembro de 1972

Leões Vascaínos Jornal dos Sports 1972

Vasco Maracanã 1972

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

TOV 1957: AS HOMENAGENS AOS CRACKS NA CHEGADA DA EUROPA

Para receber seus jogadores os torcedores Vascaínos, chefiados por João de Lucca, organizaram um grande número de festividades. Iniciaram com um desfile, com carros alegóricos para trazerem os jogadores e os troféus ganhos durante a excursão, e que obedeceu o seguinte itinerário:
Av. Brasil,  Av. Rodrigues Alves, Rua Acre, onde foi feita uma parada naquele grande reduto Vascaíno onde numerosos “casacas” foram dados com grande queima de fogos, prosseguindo pela Rua Uruguaiana, Largo da Carioca, Galeria Cruzeiro, Av. Rio Branco, Av. Presidente Vargas, Leopoldina, dali rumando para o Estádio do Vasco da Gama, onde uma grande recepção foi oferecida aos jogadores.

O Vasco fez dez amistosos, jogou Antilhas Holandesas (Curaçao), USA, França, Espanha, Portugal, URSS (Ucrânia), URSS (Russia) e foi Campeão do Torneio de Paris (França, Vasco 3 x 1 Racing e Vasco 4 x 3 Real Madri).e da Taça Teresa Herrera (Espanha, Vasco 4 x 2 Athetic Bilbao).

TOV 1957

TOV 1957

domingo, 10 de setembro de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1911 O FOOTBALL É BARRADO PELO ROWING

“a tentativa de fundar o futebol no Vasco é anterior a vinda dos portugueses ao Brasil”
                                                  Álvaro Nascimento- jornalista

1911           O Football é barrado pelo Rowing

        Até o começo desta década a imprensa dava maior destaque para as competições na Enseada de Botafogo. Em domingo de regatas era comum no dia seguinte e durante a semana, os jornais e revistas enfatizarem a presença das mulheres mais elegantes da sociedade ocupando os lugares de destaque nos setores mais importantes do Pavilhão.
            Até hoje não foi feita nenhuma pesquisa acadêmica para quantificar como foi a mudança para a inversão do destaque para o futebol no lugar que era ocupado pelo remo na imprensa carioca. Mario Filho (2003, p.48) aborda esta questão sem precisar a época da mudança, pois antes “os jornais falavam mais do remo. Dedicavam uma página inteira para o rowing em dia de regata. Nesse dia não havia lugar para o noticiário do futebol, sempre mais escasso, espremido. Numa coluna. Nada de manchetes, de crônicas, de fotografias”.
            Em nosso levantamento de fontes iconográficas constatamos que até 1915 o Vasco teve inúmeras imagens de seus atletas em competição, dos associados na sede em datas comemorativas e nas atividades recreativas (os famosos pic nics). A partir de 1916, quando se inicia o futebol no clube, foram muito escassas as informações das partidas do Vasco. Praticamente eram resumidas em pequenas notas, sem maiores dados sobre o público e a escalação. Enquanto isso, o futebol dos clubes da Primeira Divisão já recebe um tratamento diferenciado, com relatos pormenorizados das partidas e inúmeras fotos dos jogadores e dos estádios lotados.
            Em termos comparativos, podemos constatar que o sucesso do futebol veio com a disseminação dos clubes por toda a cidade nestes anos, enquanto o número de clubes de remo ficou estacionado na mesma quantidade do início do século.
            Muitos clubes de remo viram crescer no interior de suas sedes as conversas de associados sobre a possibilidade de que o futebol também pudesse fazer parte do rol de esportes praticados pela agremiação. Também nutriam o desejo de fazer parte da Liga Metropolitana e daí competir contra os mais tradicionais clubes como o Fluminense, o Botafogo e o América.
            No Vasco, o primeiro grande movimento para introduzir o futebol no clube começou em fevereiro de 1911, quando um grupo de associados, reunindo cerca de 15 jovens, faz uma reunião na sede do clube para tentar implantar um Departamento de Futebol[1]. O pedido foi negado. O remo era o esporte principal do clube e o futebol não era um esporte ainda bem-vindo, pelo menos para os que comandavam a agremiação. Contudo, no final de 1911, o Flamengo, tradicional rival do Vasco, resolve aderir ao futebol, apesar da reação contrária de muitos dos seus atletas do remo.
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.


[1] Cf. Malhano, Clara. São Januário, arquitetura e história. Rio de Janeiro, Mauad, 2002.

Vasco Revista O Malho 1911

sábado, 9 de setembro de 2017

VASCO 1917: PRIMEIRA FOTO DO FUTEBOL DO VASCO NA IMPRENSA COMPLETA 100 ANOS; VEJA

Um século de integração racial e social no futebol 
Na primeira semana de setembro de 1917, o semanário Vida Sportiva, publicava o primeiro registro fotojornalístico do futebol do Club de Regatas Vasco da Gama, para que fosse resgatado à memória vascaína, um século depois. 
A foto mostra o scratch vascaíno em partida realizada a 2 de setembro de 1917 no campo da rua Campos Sales, onde o clube mandava suas partidas. O Vasco venceu o naquela oportunidade o Boqueirão do Passeio, seu co-irmão nas regatas, pelo placar de 3 a 0. 
Eis a súmula do jogo: 
"C.R. Vasco da Gama 3 x 0 C.R. Boqueirão do Passeio 
Vasco: Nicolau Rickmann; Jayme Fernandes Guedes, Carlos Cruz, Manuel Antonio Baptista, João Lamego; Eudino Wulbert, Virgilio Pedro Fortes, Sebastiãno Bacellar; Amyres Tomassi, Raphael Guerrero e Antonio Silva. 
Boqueirão do Passeio: Carlos Ribeiro; Virgilio Fedrighi, Luiz Prior, Jozias da Rocha Campos, Frederico Marinho Lizardo; Izidro Pedro; Benedicto Mesquita, Joaquim José da Silva; Salvador Monteiro, Antonio da Costa Faria e Manuel Furtado de Mendonça. 
Juiz: Alfredo Alves da Silva. 
Gols do Vasco: Amyres Tomassi (2) e Raphael Guerrero." 
Na fotografia, percebe-se logo de início que o Vasco sempre permitiu a integração racial no quadro social e na prática futebolística, fundamento paradigma pelo qual o clube sempre primou e defendeu na prática desportiva como é de conhecimento público. Ainda mais naquele tempo, em que era requisito estatutário fosse o atleta sócio do clube na prática do esporte amador. 
A camisa perdida 
A camisa negra vascaína sempre foi o uniforme do clube desde a sua filiação à Liga Metropolitana de Sports Athleticos - LMSA, ocorrida em janeiro de 1916, como noticiado no jornal Gazeta de Notícias: 
"MAIS UM CLUB QUE SE FILIA Á METROPOLITANA 

Na secretaria da Liga Metropolitana deu entrada hontem á tarde um officio em que o Club de Regatas Vasco da Gama pede filiação águella liga. 
O campo official do Vasco será o do Botafogo F. Club, á rua General Severiano, usando os seus jogadores o seguinte uniforme: calção branco, camisa preta com punho e golla brancos. 
O campeonato da 3.ª divisão será portanto disputado este anno pelos sete seguintes clubs: S. C. Brasil, C. R. Icarahy, Ingá F. C., Paladino F. C., Palmeiras A.C., River F. C. e C. R. Vasco da Gama. ..." (Gazeta de Notícias - 29/01/1916 - grafia original da época) 
Em nossas pesquisas, suspeitávamos que nos seus primeiros anos de prática futebolista, o uniforme vascaíno fosse diferente, o que se confirmou com este resgate da iconografia de época. 
A principal diferença é a falta da meia carcela branca, pela qual ficou conhecida a segunda camisa negra vascaína, sendo a primeira inteiramente negra, tendo apenas os punhos e colarinho comprido brancos. 
Estima-se que somente em 1919 o Vasco modificou seu uniforme, adotando o estilo com a meia carcela branca ligada ao colarinho como viria a ser conhecida a mais popular versão das camisas negras vascaínas.
*Nossos agradecimentos ao escritor e pesquisador vascaíno, Alexandre Mesquita que nos cedeu gentilmente a súmula da partida Vasco x Boqueirão 
Fonte: Memória Vascaína e NETVASCO

Vasco Vida Sportiva 1917

Vasco Vida Sportiva 1917

Vasco Vida Sportiva 1917

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

TOKAV 2017: DOAÇÃO DE LEITE AO ASILO CONFERÊNCIA SÃO VICENTE DE PAULA

No dia 04 de Setembro foi realizada a entrega da doação referente a parte da arrecadação da Feijoada do Kamikases Vascaínos. Na ocasião, foram vendidos 357 cartões, totalizando R$ 357,00 comprados em caixas de leite e entregues ao Asilo Conferência São Vicente de Paulo, localizado em Rio do Sul/SC.
Fonte: https://www.facebook.com/kamikasesvascainos/

TOKAV Doação de Leite 2017

TOKAV Doação de Leite 2017

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

MANCHA NEGRA 2017: BANDEIRA EM HOMENAGEM A BUIÃO

A Torcida Organizada Mancha Negra do Vasco faz uma bandeira em homenagem a um de seus fundadores, Márcio Bonfim, o Buião que faleceu em Agosto.

Mancha Negra do Vasco 2017

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

VASCO 2017: LIVRO "100 ANOS DA TORCIDA VASCAÍNA", 1910 HÁ MUITO TEMPO NAS ÁGUAS DA GUANABARA

                                    “O futebol tinha, para o remador, uma delicadeza de ballet
                                                                         Mário Filho, jornalista

1910        Há muito tempo nas águas da Guanabara

                A temperatura política foi agitada no final desse ano em Portugal e no Brasil. Na Europa explodia uma revolta em outubro que provocou o fim da Monarquia portuguesa levando milhares de moradores saírem de seu país e se deslocarem para o Brasil. Aqui a situação parecia calma até que, em novembro, os marinheiros iniciaram uma revolta e ameaçaram bombardear a cidade.
            De acordo com o censo da época a população brasileira era de aproximadamente 24 milhões, que seriam acrescidos de mais de 800 mil imigrantes ao longo dos anos 1910. Eles vão se somar aos outros três milhões de imigrantes que escolheram a nossa terra para viver.
            Desses novos imigrantes, a maioria era de portugueses (316.481). Muitos saíram de Portugal em função dos conflitos políticos e da crise da instauração da República. O perfil desse pessoal era diferente das massas empobrecidas do campo que buscavam alternativas para sair da miséria. Agora eram famílias de boa situação financeira que aplicavam suas economias na compra de imóveis, no comércio de bares e restaurantes e na criação de indústrias. Muitos desses “novos cariocas” seriam empresários de sucesso na rua do Acre, tradicional reduto dos vascaínos. Entretanto, a maior parte era proveniente das zonas rurais e no Rio de Janeiro seriam carregadores no porto, vendedores ambulantes ou vão formar a crescente massa trabalhadora nas indústrias da Capital Federal.
            Um desses portugueses que chegaria ao Brasil em 1912 e se tornaria uma lenda no Vasco era o jovem Adão Brandão que abandona a sua terra em busca de novas oportunidades e vem para o Rio de Janeiro. Em pouco tempo ele já estaria integrado na comunidade portuguesa local e se iniciado na prática de esportes. Primeiro o remo e depois muitos outros, sendo, inclusive, um dos pioneiros no futebol vascaíno em 1916.
            No campeonato de remo a vitória coube ao Santa Luzia e no futebol, o Botafogo alcançava o seu primeiro título no dia 25 de setembro, superando a hegemonia tricolor dos primeiros anos.
Apesar do público crescente e da presença da elite no estádio do Fluminense, reunindo elegantes senhoritas e homens de fraque e cartola, o maior interesse ainda estava nas águas da Guanabara.
Em comparação com os jogadores de futebol que eram mais fracos, baixos, os atletas do remo ainda dominavam o imaginário da época como os autênticos representantes do esporte moderno. A rivalidade entre eles era visível: “quem era do remo olhava quem era do futebol por cima. Julgando-se superior, mais fino. O futebol não despertava o entusiasmo do remo. Em dia de regata, na Enseada de Botafogo, sempre à tarde, na hora do futebol, não havia jogo”, compara o jornalista Mario Filho, que escreve baseado em informações de antigos esportistas, para o seu livro sobre a história do futebol carioca[1].
            Em novembro todas as regatas foram suspensas, pois uma semana após o Presidente Hermes da Fonseca assumir a presidência, os marinheiros revoltam-se em várias embarcações no Rio de janeiro. Comandados pelo negro João Candido, eles exigiam o fim do tratamento humilhante com punições de chibatadas, alem de melhores condições de trabalho e remuneração mais justa. Os revoltosos ameaçavam bombardear a cidade. Alguns dias depois o Congresso Nacional se reuniu as pressas e vota favorável as reivindicações. Em dezembro acontece uma nova rebelião no Batalhão Naval, mas o desfecho foi terrível, com a prisão, morte e exílio de centenas de revoltosos.
Fonte: Livro “100 anos da Torcida Vascaína”, escrito pelo historiador Jorge Medeiros.


[1] Fonte: O negro no futebol brasileiro, 2003, p.47.

Vasco Revista Careta 1910

terça-feira, 5 de setembro de 2017

FORÇA JOVEM 1972: PADRINHO CHACRINHA

Anúncio que em recente reunião da Torcida Força Jovem do Vasco o nosso Chacrinha que até a pouco tempo defendeu a grandeza do Gigante da Colina no Jornal dos Sports foi escolhido, por unanimidade como Padrinho da Força Jovem. 
As homenagens foram prestadas em seu programa.
Gabriel, Força Jovem, GB (12/05)

NOVAS CAMISAS
No Mais Amado o plantel atual quase não se renovou, mas em compensação a Torcida Força Jovem está botando pra quebrar, pois as novas camisas são um verdadeiro barato. Por isto estou certo em dizer ao Vasco: nem melhor, nem pior, apenas um Clube diferente. Avante Força Jovem, continue sempre glorificando cada vez mais o Mais Amado.
Artur de Almeida Borges, Inhaúma, GB (26/02)
A Torcida Força Jovem do Vasco informa a todos os interessados que suas novas camisas se encontram a venda ao preço de Cr$ 25,00. Para adquiri-las, procurem membros da Torcida atrás do gol a direita das Cabines de Rádio do Mário Filho.
Eli Brand Freire, Força Jovem, do Vasco, GB (30/12)
Fonte: Jornal dos Sports 26 de Fevereiro, 12 de Maio e 30 de Dezembro de 1972.

Força Jovem Jornal dos Sports 1972

Força Jovem Jornal dos Sports 1972

Força Jovem Jornal dos Sports 1972

Força Jovem Jornal dos Sports 1972

Vasco Chacrinha