quinta-feira, 5 de abril de 2012

FORÇA JOVEM E RENOVASCÃO 1992: GRITO DE GUERRA SUBSTITUI OS SAMBAS ENREDOS

Nem mesmo a influência de sambistas Vascaínos do porte de Paulinho da Viola ou de um Martinho da Vila fazem com que os jovens torcedores do Vasco se interessem em resgatar o samba nos seus cântigos de arquibancada.
As Torcidas Organizadas do Vasco hoje em dia utilizam apenas gritos de guerra, esquecendo, além do samba, do próprio hino do Clube, raramente ouvido em São Januário.
Eu Sou da Força Jovem, o Bicho Vai Pegar, e Ninguém Vai Me Segurar....é o incentivo favorito dos Vascaínos.
O último samba que freqüentou as arquibancadas Vascaínas por mas de duas semanas foi o Bumbum Paticumbum Prugurundum da Império Serrano de 1982.
Mas nem sempre foi assim.
Até 15 anos atrás, os sambas e as marchinhas eram cantadas pelas Torcidas Organizadas, que também se preocupavam em torcer não em brigar e matar os adversários, Ely Mendes, ex Chefe da Força Jovem, não é mais Chefe de Torcida, mas continua a não perder um ensaio da Tradição.
Dulce Rosalina, a mais representativa torcedora do Vasco, comandou a TOV e a  Renovascão por mais de 30 anos, dá seu aval a separação do Samba e do Futebol.
“Samba é maravilhoso, mas quando acaba, o negócio tem que ser futebol. Hoje em dia não se fazem mais sambas bonitos como antes. Na minha Torcida eu me lembro que as músicas mais cantadas eram a marcha Se a Canoa não Virar e A Lenda da Mãe do Ouro, da Mangueira de 1974".
Fonte: Jornal do Brasil de 1992.

Força Jovem e Renovascão 1992


Força Jovem e Renovascão 1992 

Força Jovem e Renovascão 1992 


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