domingo, 27 de fevereiro de 2011

FORÇA JOVEM 1987: I CONGRESSO NACIONAL DE TORCIDAS

Foi a vez do I Congresso de Torcidas Organizadas dos Grandes Clubes, realizado na Cidade de Porto Alegre RS. 
Com a intenção de fortalecer e somar a maioria das Torcidas Organizadas do Brasil foi fundada a Associação Brasileira de Torcidas Organizadas (ABTO), que decidiu entre outros assuntos apoiar o Clube dos 13 na Copa União, exigir dos Clubes detentores de Torcidas Organizadas, um percentual nos pacotes publicitários, propagar a não violência nos Estádios, lutar para abolir o voto unitário nas Federações e defender o interesse do torcedor Brasileiro. 
Com o Slogan “Na União Das Torcidas, A Grandeza Dos Clubes”. 
O Congresso atingiu seu objetivo primordial ou seja manifestar, através da Carta de Porto Alegre, os principais problemas que envolvem o futebol Brasileiro.  
A despeito de tais esforços, estes encontros não prosperariam nos anos seguintes, com um novo crescimento das rixas e da intolerância entre as facções.

I Congresso Nacional de Torcidas Porto Alegre Jornal do Brasil 1987

I Congresso Nacional de Torcidas Porto Alegre 1987

I Congresso Nacional de Torcidas Porto Alegre 1987

I Congresso Nacional de Torcidas Porto Alegre 1987

I Congresso Nacional de Torcidas Porto Alegre 1987

I Congresso Nacional de Torcidas Porto Alegre 1987

I Congresso Nacional de Torcidas Porto Alegre 1987

I Congresso Nacional de Torcidas Porto Alegre 1987

sábado, 26 de fevereiro de 2011

FORÇA JOVEM 1982: MÚSICA "GAROTA EU SOU DA FORÇA JOVEM"

Essa música foi criada numa viagem para Belo Horizonteonde o Ben-Hur, Filé e Márcia estava cantando dentro do ônibus, ai surgiu a letra colocando a FJV em detalhes, pôs Ben-Hur gostava muito dessa música, e ele falava que recordava o falecido Joaquim Navalha, que adorava surf. Falou Carlinhos Português na Comunidade do Orkut Força Jovem da Antiga em 04 de Novembro de 2010.

GAROTA EU SOU DA FORÇA JOVEM
(Versão de De repente Califórnia de Lulu Santos)
“Garota eu sou da Força Jovem,
vou ver meu time no cinema,
frequento a Praia de Ipanema, 
eu vou curtir uma legal,
Eu dou a volta, 
eu picho muro, 
eu fumo um bag...,
assalt... banco, 
na minha vida ninguém manda não,
eu vou onde vai o Vascão,
eu dou porrada pra valer, 
eu boto a Jovem pra correr,
antes do jogo eu vou beber, 
durante o jogo eu vou torcer” 

Força Jovem São Januário 1986

FORÇA JOVEM 1987: I SIMPÓSIO DA PAZ

Foi promovido o I Simpósio da Paz entre as principais Torcidas Organizadas do Brasil que contou com a presença da ASTORJ (Associação das Torcidas Organizadas do Rio de Janeiro). Força Jovem estava presente.
O I Simpósio da Paz, foi realizado no Estádio Célio de Barros no Maracanã, em Janeiro de 1987. 
A organização do encontro esteve a cargo de Niltinho, Presidente da ASTOFLA. 
O Simpósio procurou debater a violência verificada nos Estádio em 1986.
Fonte: Jornal dos Sports 18 de Janeiro de 1987

Foça Jovem 1985

Força Jovem 1985
Força Jovem Maracanã 1985

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

FORÇA JOVEM 1984: DIRETAS JÁ

Força Jovem participa dos comícios do Movimento Direta Já. Foi um movimento civil de reivindicação por eleições Presidenciais diretas no Brasil. 
A possibilidade de eleições diretas para a Presidência da República no Brasil se concretizou com a votação da proposta de Emenda Constitucional Dante de Oliveira pelo Congresso. Entretanto, a Proposta de Emenda Constitucional foi rejeitada, frustrando a sociedade Brasileira. Ainda assim, os adeptos do movimento conquistaram uma vitória parcial quando um de seus líderes, Tancredo Neves, foi eleito presidente pelo Colégio Eleitoral.

Jornal da Força Jovem 1992

FORÇA JOVEM 1983: CREDENCIAIS NO MARACANÃ

“Em torno de 10 cabeças na FJV, além do Eli Mendes e da Sueli Araujo, tinham credenciais fixas para o Maracanã, mas resolvemos que teria rodízio e cada um de nós quando entrasse com credencial, pagaria 1/2 entrada pra ajudar no rateio dos outros que não tinham”. Disse Marcelo Cachaça.                 
“Agora em respeito às credencias no Maracanã, sim eram 10 carteiras dada pela SUDERJ à pela ASTORJ (Associação de Torcidas do Rio de Janeiro), que na época era o Presidente o Amaury da Bancica e seu Armando da Young Flu, quem tinham as credencias eram: Ely Mendes, Sueli Araujo, Haroldo Affonso, Jonas, Fernando Pitoso, Sandra, Gaspar, Rogério Alves, Marcelo Cachaça e Carlinhos Português. Tenho essa carteira até hoje”, disse Carlinhos Português.  
“Eu participei ativamente da Diretoria da FJV durante os anos de 1980 até 1989, e naquela época o que tínhamos era uma credencial, no caso da Maracanã que permitia a entrada de uns 10 componentes sem pagar ingresso, porem por volta de 12hs nos Domingos quando os jogos eram as 17hs. O objetivo era o de transportar e arrumar o material da Torcida na Sala e na arquibancadas do Estádio. Em São Januário, tínhamos uma quantidade maior de credenciais, acho que umas 50, com o mesmo propósito. Houve até casos que eu lembro, em finais, que chegávamos ao Maracanã no sábado, transferindo material de São Januário, e que dormimos na Sala da Força Jovem. As Torcidas tinham quantidades definidas de credencias de componentes cadastrados, que tinham de ser devolvidas ao final de cada ano, para remissão para o ano seguinte. As de São Januário eram emitidas pelo Clube e tenho a minha até hoje, apesar de não valer nada, esta assinada pelo Antônio Soares Calçada, na época Presidente do Clube”.  Revela Jerônimo Santos. 

Credencial da SUDERJ da Torcida Anarquia do Vasco


Força Jovem 1983

LEÕES DA COLINA 1982: FUNDAÇÃO

Torcida Organizada Leões da Colina, foi fundada em 19 de Setembro de 1982.
 Considerada "pé quente", pois foi no ano da conquista do Carioca, com o gol de Marquinhos em cima do rival, quando este tinha um bom time. 
Durante sua existência acompanhou o Vasco nos bons e maus momentos!
 Em 1988 juntou-se com duas outras Torcidas na final do Carioca com o gol de Cocada!!
 Vale ressaltar que durante sua existência tivemos três títulos em cima dos mulambos (1982, 1987 e 1988)
 Fonte: Orkut Comunidade Leões da Colina.


DIRETORIA
Presidente: Sr Antônio Carlos, o Carlinhos
Vice Presidente: Márcio Bonfim, o Buião
Relações Públicas: Cláudia Fiuza Coelho

Leões da Colina Niterói 1982

Leões da Colina carteirinha 1982



FORÇA JOVEM 1982: JOGO DE ENTREGA DAS FAIXAS VASCO X INTERNACIONAL

No jogo de entrega das faixas contra o Internacional, a Força Jovem faz uma grande festa no gramado de São Januário, em clima de muita amizade com as Torcidas Organizadas do Internacional, Camisa 12 e Super Fico, com direito a troca de bandeiras dentro do campo, FJV e TOV levavam as bandeiras do Inter e os colorados levavam as bandeiras do Vasco.

Força Jovem São Januário 1982

Força Jovem, TOV, Camisa 12 e Fico São Januário 1982

Força Jovem, TOV, Camisa 12 e Fico São Januário 1982

Força Jovem São Januário 1982

Força Jovem São Januário 1982
Vasco Jornal dos Sports 1982

FORÇA JOVEM 1982: ASTOVA BOICOTE

Integrantes de Torcidas Organizadas do Vasco protagonizariam manifestações semelhantes às de Botafogo e Fluminense, incensadas pelo resultado dos jogos. 
A cobertura do jogo entre Vasco e Grêmio não deixava dúvidas quanto ao foco das atenções: “Vasco empata e Torcida provoca tumulto”; “Nem o ônibus escapou à fúria dos agressores”. 
A ASTOVA, Associação de Torcidas do Vasco, integrada por dez facções, sob a liderança da TOV e da Força Jovem, as duas maiores, realizava em maio daquele ano um boicote aos jogos, com o impedimento da entrada da torcida cruzmaltina.
 A atitude gerava polêmica entre os torcedores Vascaínos, que reclamavam no Jornal dos Sports o direito de assistir à partida da arquibancada. 
Os reclames não demoviam as lideranças da idéia do protesto e o boicote era ampliado ao longo do mês: faixas e bandeiras eram colocadas na arquibancada e, em seguida, as torcidas rumavam para a Geral .

Força Jovem 1982

Força Jovem Jornal O Globo 1982


ASTOVA 1982: FUNDAÇÃO DA ASTOVA

No dia 13 de Abril de 1982, foi fundada a ASTOVA, Associação das Torcidas Organizadas do Vasco, e elegeram sua primeira Diretoria, em que fazem parte, em seus cincos primeiros cargos administrativos, os Chefes das principais Torcidas do Vasco.
Presidente: Amâncio César da TOV
Vice Presidente: Eli Mendes da Força Jovem
Secretário: João Teixeira Camarão da Vasbicão
Tesoureiro: Zeca da Pequenos Vascaínos
Relações Públicas: Dona Dulce Rosalina da Renovascão.
Segundo os Diretores da ASTOVA, a Associação terá como finalidade coordenar todo e qualquer movimento que envolva as próprias Torcidas do Vasco ou seus torcedores de um modo geral.

ASTOVA Jornal do Vasco 1982
ASTOVA Jornal dos Sports 1982

ASTOVA Jornal dos Sports 1982

FORÇA JOVEM 1982: ELI MENDES E ANTÔNIO VICENTE

O Presidente da Força Jovem Eli Mendes, formado em línguas neolatinas, Professor que abandonou a carreira para poder acompanhar o Vasco e que vivia do rendimento de suas propriedades.
O Diretor Antônio Vicente, o Antônio Fafa,  funcionário administrativo da Caixa Econômica Federal, que chegou a cursar Educação Física, sem ter concluído a graduação.
Fonte: Livro "O Clube Como Vontade e Representação, O Jornalismo Esportivo e a Formação das Torcidas Organizadas do Futebol do Rio de Janeiro" de Bernardo Borges Buarque de Hollanda da Editora 7 Letras

Força Jovem São Januário 1982

Força Jovem São Januário 1982

FORÇA JOVEM 1982: I ENCONTRO DAS TORCIDAS DO JORNAL DOS SPORTS

A transitoriedade do dirigente nos cargos era contraposta à permanência do torcedor nas arquibancadas, razão pela qual havia sido criada no ano anterior a ASTORJ, a Associação de Torcidas Organizadas do Rio de Janeiro, entidade com uma clara postura reivindicatória que colocava os líderes de torcida como partícipes do evento. 
A lista de reivindicações era divulgada pelo Jornal dos Sports, com exigências e cobranças alternadas ao oferecimento de contribuições, tais como a colaboração com a polícia nas campanhas de pacificação dos Estádios e a reabilitação dos concursos de Torcida, cuja última grande edição havia sido em 1973. 
Presente ao debate, Dulce Rosalina era a única remanescente dos primeiros líderes de Torcida das décadas de 1940, 50 e 60. Ela estava então no comando de um grupo pequeno, a Renovascão. 
De todo modo, graças a seu prestígio na imprensa esportiva, a imagem de Dulce parecia mais adequada à de uma torcedora-símbolo do que à de uma líder de grupo. 
Pelo Botafogo, João Faria da Silva, o popular Russão, ex-freqüentador da Geral, que ingressara na Torcida Organizada do Botafogo a convite de Tolito e que a recriara em 1981 sob o nome de Torcida Folgada. 
Os tricolores faziam-se presentes com Helena Lacerda, da Fiel Tricolor, com Armando Giesta, Presidente da Young-Flu e idealizador da Astorj, e com Sérgio Aiub, da Organizada Jovem-Flu. 
Os torcedores banguenses eram compostos por Antero, da Bancica, por Wilson Amorim, do Círculo de Amigos do Bangu, diretor e representante do Clube nas Federações esportivas.
Já os Vascaínos figuravam com Eli Mendes e com Antônio Vicente, também da Força Jovem e com a já mencionada Dulce Rosalina. 
O único representante dos rubro-negros chamava-se José Francisco, mais conhecido como Banha, Presidente da Torcida Jovem do Flamengo. 
A apresentação era concluída com Nilo Sérgio, Vice Presidente da Torcida Organizada do América. 
O entrosamento e o projeto comum das lideranças presentes não impediam o debate e a preocupação com relação à imagem e ao poder recém conquistado pelos chefes de torcida. 
A profusão de Torcidas Organizadas era decorrente, segundo a avaliação daquele segmento de torcedores, dos benefícios vislumbrados em tal atividade. 
Havia indivíduos que se valiam da ocupação ao entrever alguma forma de beneficiamento, seja do clube seja da própria torcida, com sua atuação. 
A venda informal de produtos – camisas, adesivos plásticos, chaveiros – proporcionava uma receita modesta, porém sua administração e seus dividendos geravam polêmicas. 
Se por um lado a gestão de tal rendimento era importante para o sustento do grupo na reposição das peças de bateria, das bandeiras e de outros instrumentos, por outro ela dava margem à aquisição de lucro por parte do Chefe, o que criava suspeita de vantagens e de destinos escusos. 


Força Jovem Maracanã 1982
Fluminense Armando Giesta 1984

Fluminense Sérgio Aiub 1972

Fluminense Helena Lacerda década de 1970

Botafogo Russão 1989

Botafogo Tolito 1978

Bangu Wilson Amorim 2003

Bangu Antero 1984

Flamengo José Francisco Banha 1988

FORÇA JOVEM 1982: HINO DA FORÇA JOVEM "AUÊ, AUÊ, AUÊ, AUÊ, AUÊ"

Havia vezes em que o lema da Torcida era um pouco mais desenvolvido e se convertia em cantiga. 
A Força Jovem, por exemplo, referia-se ao seu próprio hino, cuja agressividade é patente na transcrição:

AUÊ, AUÊ, AUÊ, AUÊ, AUÊ 
Auê, auê, auê, auê, auê, 
Se não der pra mim, não vai dar pra você 
Maracanã, eu quero ver 
Quem é fraco se arrebenta, 
eu não vou tremer 
Sou batizado, vacinado
o que é que há, 
Eu sou da Força Jovem,
ninguém vai me segurar,
auê, auê .”
Fonte: Jornal dos Sports 13 de Janeiro de 1982

Essa música é cantada até hoje nos jogos do Vasco, sendo que tem duas partes modificada,  

"Quem é fraco se arrebenta, 
eu não vou perder (tremer)
Sou batizado, Vascaíno (vacinado) ....."

Carlinhos Português falou que essa música já era cantada na década de 1970, que na parte 
"Maracanã, eu quero ver", onde o Vasco fosse jogar, modificava para,  
" Morumbi, eu quero ver , "Campos, eu quero ver " ..... (WhatsApp 2023)


Força Jovem Macaranã 1982


FORÇA JOVEM 1981: A CRIAÇÃO DA ASTORJ

É criada a Associação das Torcidas Organizadas do Rio de Janeiro (ASTORJ), fruto de uma tentativa de maior entrosamento e de uma abertura para o diálogo entre os representantes das Torcidas de times rivais, a congregação dos interesses comuns dos torcedores em geral e das Torcidas Organizadas, em particular, sob o lema geral estampado no símbolo de sua camisa: “Congregar, Congraçar, Unir”. 
Este movimento foi desencadeado pelos líderes das principais Torcidas do Rio de Janeiro: Cláudio Cruz e Roberto Branco da Raça Rubro Negra; Eli Mendes da Força Jovem do Vasco; Niltinho da Torcida Jovem do Flamengo; Seu Armando da Young-Flu; Russão da Torcida Folgada do Botafogo, entre outros. 
Foi uma tentativa de agrupamento em torno de interesses comuns. 
Entre 1981 e 1984, torcedores fazem piquetes e boicotes pela redução do preço dos ingressos, entre outras reivindicações. 
Mas no fim da década a violência urbana explode e o futebol acompanha isso. 
Latente e difusa durante certo tempo entre os torcedores, a idéia seria materializada e concretizada em 1981, por iniciativa de Armando Giesta, então líder da Torcida do Fluminense, a Young-Flu. 
Ao todo, a Associação contaria com cerca de quinze anos de existência.
Seu primeiro Presidente seria o próprio idealizador, que ficaria à sua frente entre 1981 e 1983. 
Em seguida, ela seria comandada por Wilson Amorim, da Bancica, uma Torcida Organizada do Bangu, indo de 1984 a 1986. 
Dentro da rotatividade prevista para as lideranças segundo a diversidade de Torcidas de cada Clube, o Presidente seguinte foi Roberto Branco, da Raça Rubro-Negra, que presidiu a ASTORJ entre 1987 e 1989. 
Sem passar pelas lideranças de Torcida de Vasco e Botafogo, que viam com reservas a entidade, o comando retornou a Armando Giesta e durou até meados da década de 1990, quando a entidade foi dissolvida, em meio à falta de representatividade e à incapacidade de sanar o principal estigma que acometia e pesava sobre as Torcidas Organizadas: as rixas, as brigas, os confrontos, numa palavra, a violência. 
Vale dizer que uma associação similar existiu em São Paulo, tendo sido lançada cinco anos antes (1976) que no Rio de Janeiro. 
A instituição da ATOESP (Associação das Torcidas Organizadas do Estado de São Paulo) remonta suas origens ao final da década de 1970. 
Ela foi Presidida de início por Flávio de La Selva, fundador dos Gaviões da Fiel, embora pouco se saiba acerca de seu funcionamento. 
No caso das Torcidas cariocas, o propósito e a justificativa imediata para a sua criação foram a reivindicação de um assento e do direito a voto no Conselho Arbitral da Federação de Futebol do Estado do Rio (FERJ), então sob gestão de Otávio Pinto Guimarães, a fim de influenciar no processo decisório sobre uma polêmica questão e muito concreta na época: o preço dos ingressos. 
ASTORJ abrangia ainda o controle sobre a distribuição das credenciais aos Chefes de Torcida, até então concedida diretamente a cada Líder, para a entrada gratuita nos jogos, e a solicitação de uma Sala para a entidade nas dependências do complexo do Estádio do Maracanã – além das Salas já existentes, restritas a uma por Clube –, medidas cuja autorização competia por seu turno à SUDERJ e, portanto, ao Governo do Estado. 
“A princípio fui contra a criação da ASTORJ, a Associação de Torcidas Organizadas do Rio de Janeiro, concebida por seu amigo Armando Giesta, e admite que participou muito pouco da entidade. A sede funcionava no Maracanãzinho, com reuniões às segundas-feiras à noite. A associação não decidia nada, apenas deliberava quem teria direito às credenciais. Foi centralizadora e, a seu ver, tirou força das pessoas efetivamente ligadas às torcidas organizadas. As greves das Torcidas contra o aumento dos ingressos ocorreram, foi um movimento geral de união, mas não passaram de maneira exclusiva pela ASTORJ”. Disse Sérgio Aiub da Torcida Jovem Flu.
Fonte: "O Clube Como Vontade e Representação, O Jornalismo Esportivo e a Formação das Torcidas Organizadas do Futebol do Rio de Janeiro" de Bernardo Borges Buarque de Hollanda da Editora 7 Letras.

Fundada em 16 de junho de 1981, como Associação das Torcidas Organizadas do Rio de Janeiro – ASTORJ, a mesma foi idealizada por torcedores ilustres e grandes baluartes das arquibancadas cariocas. E tiveram como missão manter um diálogo democrático entre todas as torcidas organizadas e propagar uma voz única em prol dos direitos dos torcedores.
Contudo, a ASTORJ foi dissolvida no em 1993, quando foi extinta por falta de representatividade e em razão do recrudescimento das brigas e da inimizade entre os componentes dos grupos rivais.
No entanto, durante pouco mais de uma década, essa entidade manteve reuniões semanais regulares, sempre às segundas-feiras, no Maracanã. Entre outras conquistas, a ASTORJ obteve o direito a vinte e três salas dentro do Estádio Mário Filho e promoveu rodadas de negociação com o presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), à época o Sr. Otávio Pinto Guimarães. Em parceria com a ASTORJ, a Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro concebeu em 1991 a criação do GEPE, o Grupamento Especial de Policiamento em Estádios, que se tornou hoje uma referência para a polícia em termos nacionais. Além disso, a ASTORJ protagonizou greves e boicotes contra o aumento do preço dos ingressos, em um momento histórico da vida brasileira em que a inflação corroía, dia a dia, semana a semana, o salário dos trabalhadores e das classes populares. Dentre as lideranças da época, destacam-se, entre outros: Seu Armando (Young Flu), Cláudio Cruz, Branco e Bocão (Raça Rubro-Negra), Eli Mendes (Força Jovem do Vasco), Roberto (Falange Rubro-Negra), César Amâncio (TOV), Sérgio Aiub (Torcida Jovem Flu) e Amorim (Bancica, Torcida Organizada do Bangu).
Fonte:  Livro A voz da arquibancada Narrativas de lideranças da Federação de Torcidas Organizadas do Rio de Janeiro (FTORJ) de Bernardo Borges Buarque de Hollanda; Jimmy Medeiros e Rosana da Câmara Teixeira  da Editora 7 Letras 2015

Reunião da ASTORJ 1982

Força Jovem 1987

Força Jovem 1987

ASTORJ 1981
ASTORJ Boicote 1987


ASTORJ Jornal dos Sports 1981

FORÇA JOVEM 1981: PRESIDENTE E RELAÇÕES PÚBLICAS

Presidente: Eli Mendes.
Relações Públicas: Leila Márcia.


Força Jovem Presidente Eli Mendes e Leila Márcia 1981

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

VOCÊ FAZ PARTE DESSA HISTÓRIA: CARLINHOS PORTUGUÊS

1- Como e quando você entrou na Força Jovem?
Comecei desde a primeira reunião em 1968 e depois a primeira reunião histórica em 1969, portanto sou desde a Fundação.

2- Quem foi à pessoa ou as pessoas mais importantes para a Torcida e porque?

Poderia te dizer vários nomes importantes para mim dentro da Torcida 
exemplo, Geraldo Distasio, Caio, Pulga, Valfrido, Beth, Dr.João, mais iria ocupar muitas linhas, mais todos que ajudaram a fundar a Torcida são nomes importantes, não posso esquecer de uma pessoa muito importante para todos que é o Eli Mendes que muitos anos ficou a frente da Torcida com seu amor trabalho e dedicação , época em que muitas vezes custeou a Torcida. Outros nomes como Rogério Alves, Haroldo Affonso, Márcia, Beth, Dayse e principalmente a guerreira da Sueli Araujo porque todos foram bravos e todos amaram a FJV.
Depois temos o melhor Presidente depois do Eli, que é o Marcelo He-Man todas as revoluções de modernidades do ano de 1986 pra cá passaram a maioria da mente dele, um verdadeiro apaixonado pela Torcida, como temos também os amigos importantes para mim como Fernando Coelho, Alexandre Cebola, Nó, Baiano da antiga, Marquinhos, Léo do Méier entre outros verdadeiros parceiros e irmãos.


3- Jogo inesquecível?
Pergunta que não da para responder um jogo só mais vamos lá. 
Em 1974, Campeão Brasileiro Vasco x Cruzeiro.
Em 1976, Decisão da Taça Guanabara Vasco e Flamengo quando Zico perdeu o pênalti. 
Em 1977, Vasco e Volta Redonda em Volta Redonda 1 a 0 gol de Zanata e a Decisão da Taça Guanabara Vasco e Botafogo
Em 1989, Morumbi Decisão do Campeonato Brasileiro, cara vou dizer uma porrada, mais todos os jogos do Vasco são importantes para mim, pois quando entra no gramado me alucina.

4- Viagem inesquecível?

Outra pergunta foda, 1971 para São Paulo Vasco e Gambá, 1977 Volta Redonda, 1979 Uruguai Torneio de Verão, 1982 Porto Alegre, 1979 Joinville Santa Catarina, 1979 Cuiabá Mato Grosso, 1982 Mineirão, 1989 Morumbi Decisão do Brasileiro.

5- Fato mais marcante que você participou. 

A festa que fizemos em 1977 na Decisão do Campeonato Carioca, a união e o amor que a gente tinha um com outro dentro da Torcida é algo marcante, pois fizemos com o nosso suor dormindo dois dias e São Januário para preparar toda essa festa, e não posso esquecer da reunião de 1969.

VOCÊ FAZ PARTE DESSA HISTÓRIA: VASSAL

1- Como e quando você entrou na Força Jovem?
Vasco x Botafogo em 1984. Fui pro Maraca sozinho e na rampa do Beline comprei uma camisa da Renovascão. Quando cheguei na arquibancada sentei perto da Dona Dulce Rosalina, começou o jogo e achei eles muito devagar, foi quando olhei para atrás do gol e vi a galera da Força cantando e pulando sem parar, me arrepiei todo. Jogo seguinte fui direto pra Força e nunca mais sai.

2- Quem foi à pessoa ou as pessoas mais importantes para a Torcida e porque?

Na minha Opinião a pessoa mais importante que a Força Jovem já teve foi o Eli Mendes, eles que preparou todo o alicerce para Torcida ser o que é hoje.

3- Jogo inesquecível?

Foram vários, mas Vasco x Bambis, Final do Brasileiro de 1989, foi inesquecível.

4- Viagem inesquecível?

Vasco X Gambás em 1986, fomos com um ônibus e os gambás estavam querendo nos matar, kkk, que sufoco! Ficava-mos na Praça Tiradentes em SP e a galera as 7 da manhã deu um sacode na Banca de Jornal, só veio revistinha de sacanagem, derrepente alguém gritou: tem uma zona aqui pertin ............ kkkkkkkkkk o resto não preciso nem falar.

5- Fato mais marcante que você participou?

Foram vários fatos marcantes, mas a morte do Buiãozinho foi foda. O cara estava bem, tinha poucos dias que geral estava junto vendo jogo e derrepente o cara morre tomando banho, putz, isso pegou todo mundo de surpresa. foi um bake muito grande em todos. éramos todos muito unidos, foi difícil superar esta perda.

6- Livre, você pode falar o que quiser?

Ao olhar para o passado e comparar com o presente, vejo que infelizmente nossa Torcida nunca mais será como já foi um dia e nem terá entre seus membros a união que tivemos nos Anos 1980 e 90. Hoje o que vemos é Irmão brigando com Irmão por causa de dinheiro e poder.
Apesar dos problemas internos, sigo sempre sendo FORÇA JOVEM DO VASCO e serei até depois da morte.